O Ponto Extremo Oriental das Américas, em nossa capital, está ameaçado pela erosão.Mas, nos últimos tempos, o desgaste causado pela erosão tem fragmentado a falésia que é nosso cartão postal, o quevem a cada dia se agravando, ameaçando, inclusive, o farol, marco construído para simbolizar o ponto geográfico, sendo necessário tomar-se uma medida ainda mais radical, qual seja: ninguém mais transita, nem a pé.

Na ultima semana, a calçada cedeu e a área foi interditada totalmente. Mais à frente, o mirante “desapareceu”.

Estudos mostram que a falésia já esteve dentro do mar e tem diminuído até dois metros por ano. De baixo, é possível entender a gravidade, sendo o material que se desprende muito frágil, despedaçandona mão, sendo possível, em vários trechos,observar as marcas da violência do mar, ficandoem vários pontos a base da barreira mais estreita que o topo.

Ocorre que existe uma disputa entre Governo do Estado e a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) sobre a situação da barreira do Cabo Branco, o Ministério Publico tentou intermediar uma busca para a solução envolvendo a Prefeitura e Governo, a bem da verdade, temos um problema sério que deve ser tratado com muita urgência.

Segundo o geógrafo Williams Guimarães que faz parte do grupo que monitora a região, as causas da erosão não são apenas naturais.”No topo da falésia, temos tráfego de veículos, que contribui de forma direta para desagregar o solo. Há falta de vegetação e construções de engenharia, que também potencializam esse processo”, explica o geógrafo.

A prefeitura Municipal de João Pessoa iniciouProjeto de contenção da barreira do Cabo Branco com uma empresa de engenharia que foi contratada para fazer o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) da barreira, mas até agora nada de concreto foi realizado.

Brigas políticas devem ficar alheias à preservação do bem maior de um patrimônio histórico que vem sendo destruído a cada dia pela força da mãe natureza como também do homem. O ponto oriental das Américas está se esvaindo e as autoridades nada fazem com uma burocracia sem precedentes, deveriam ter a mesma rapidez realizada com o processo de desocupação dos bares do jacaré.

A barreira do Cabo Branco sofre com a erosão intensa – desgaste do solo que pode ser natural ou por ação do Homem – há 15 anos, Pergunta-se,quanto tempo teremos que esperar?