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AVISO AOS NAVEGANTES

8/02/2013 07:11

 

Com o crescimento natural da população brasileira surgiu um fato notório e indiscutível, que é, sem dúvida, o aumento do número de idosos no País, com um maior índice na região nordeste. É o que se constata do censo recentemente realizado , por uma confiável instituição chamada IBGE.

Em matéria publicada há poucos dias, o povo tomou conhecimento e recebeu com satisfação a notícia de que a Paraíba tem mais de trinta mil idosos (com mais de 70 anos) em plena atividade profissional. Esse fato, segundo as estatísticas, deve-se à maior expectativa de vida e o crescimento populacional verificado nas últimas décadas que contribuíram para essa alvissareira notícia.

Essa evolução do crescimento dessa faixa etária, antes em declínio, deve-se à mudança de hábitos, a prática de exercícios e a abstinência de vícios tais como o tabagismo e o alcoolismo.

Numa ilação lógica é de se entender que esses números divulgados representam um singelo percentual de idosos fora do mercado formal ou informal, o que pode elevar esse número para mais de 100 mil septuagenários com uma vida útil e ativa.

Para maior satisfação do idoso, esse número refere-se aos com mais de 70 anos, pois se analisarmos os dados, a partir de 60 anos, esse quantitativo poderá a atingir um impressionante acréscimo no mercado de trabalho.

Quando analisamos esses índices, a nível de nordeste, região formada por 9 Estados, as cifras podem chegar a 700 mil com faixa etária entre 60 e 70 anos, como eleitores ativos e dispostos a exercitar a cidadania, votando e  decidindo parte do destino desta Nação. Esse índice talvez não seja suficiente para eleger um Presidente da República, mas pode ajudar a derrotá-lo, pois os decanos, votam, pensam e dão exemplo de cidadania na hora de comparecer às urnas.

Acontece que os políticos brasileiros têm subestimado a capacidade do idoso e o poder de decidir e influir a mente dos neófitos eleitores, muitos desses dependentes dessa massa, vetusta, heróis da   resistência em favor da democracia, que tem sofrido as conseqüências de um neoliberalismo imposto no Brasil, onde a verba sufoca  o verbo; a corrupção e a impunidade fazem bandeira de campanha de raposas velhas da política.

Para uma maior ênfase a esses conceitos ora externados, com a instalação e permanência da hegemonia capitalista, o governo FHC, de triste recordação para os beneficiários da Previdência Social, embora aquele governante tenha sido aposentado com a metade da idade para a compulsaria, criou uma aversão aos trabalhadores inativos e colocou em prática o famigerado fator previdenciário, desvinculando os salários da ativa dos proventos da inatividade e com isso os trabalhadores que contribuíram para uma velhice tranqüila, ao se aposentarem sofrem drástica redução dos proventos e no decurso do tempo são todos nivelados a um salário mínimo.

Indiferentes a essa cruel desvinculação do  benefício  ao salário mínimo, que tem suas alíquotas como base contribuição nesse teto, os políticos tem usado essa desigualdade, como promessa de palanque e, passado o período eleitoral, ficam ao lado do governo que usa como pretexto, um déficit na Previdência Social, quando, na verdade, seu fluxo de caixa é superavitário.

À luz desse entendimento chama-se a atenção das entidades de classe que o tempo não para. A juventude não é eterna e o crepúsculo vem mais cedo do que se espera. Por isso ouça a advertência; amanhã você, (se sobreviver) , estará engrossando as fileiras dos inativos e arrependido de não ter lutado contra o FATOR PREVIDENCIÁRIA. Reflita enquanto é tempo…