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A ESCOLHA DE ROMERO: Escrito Por Lena Rolim Guimarães 

18/10/2018 17:15
 

A ESCOLHA DE ROMERO: Escrito Por Lena Rolim Guimarães 

 
 
PSB e aliados ganharam o governo do Estado e têm 46,6% dos 15 integrantes da bancada federal (seis deputados e um senador). Mesmo com esse peso, entrou com determinação na campanha de Fernando Haddad (PT), mesmo não sendo o favorito para a Presidência da República. Mas, se reverterem o jogo, estarão com uma fatia de poder que pode imobilizar seus opositores por longo tempo.

No contraponto, os partidos na oposição a Ricardo Coutinho, derrotados no 1° turno, teriam numa vitória de Jair Bolsonaro a possibilidade de divisão do poder e de melhores perspectivas de futuro, mas a exceção do prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSDB), continuam em cima do muro.

Romero decidiu arregaçar as mangas por Bolsonaro e como efeito colateral vai sair da campanha credenciado. E se as urnas confirmarem as pesquisas no dia 28, estará entre os que poderão comemorar muito, principalmente depois do testemunho de Bolsonaro de que tratará Campina como “menina dos meus olhos”.

Se Romero errou ao reivindicar a candidatura a governador pelo PSDB para depois desistir da disputa, com o engajamento na campanha de Bolsonaro está se destacando no Estado, enquanto lideranças como os senadores Cássio Cunha Lima e José Maranhão, após sinalizarem para o candidato do PSL, estão em silêncio. A diferença entre os dois é que o emedebista vai continuar no Senado até 2023, e seu voto será cobiçado.

O prefeito Luciano Cartaxo e seu irmão, Lucélio Cartaxo, liberaram os filiados do PV para votarem em Haddad ou Bolsonaro em respeito às diferenças e a liberdade democrática, mas não anunciaram opção pessoal. É compreensível se considerarmos que foram do PT por muitos anos, mas será um acerto político?

Se Haddad ganhar, será Ricardo Coutinho o vitorioso no Estado. Seus aliados até anunciam que será ministro. E se for Bolsonaro, ainda terá deputados de sua base, a exemplo do PTB, DEM e PRB, que integram o Centrão com o PP e o PR, para defender interesses da gestão de João Azevedo.

O que a neutralidade garantirá de bom aos irmãos Cartaxo não está à vista. A 10 dias do 2°turno, é Romero quem constrói uma alternativa. E está em sintonia com o eleitor, que não aprecia “murismo”.

Torpedo

“Temos que escolher um presidente que tenha postura, que garanta a independência da Assembleia, principalmente que priorize primeiro lá, depois o governo. O presidente precisa ter um lado, mas precisa dar garantia de que o governador não vai mandar.” (Do deputado eleito Walber Virgolino (Patriota), dando o perfil de quem vai receber seu voto para Presidente da Assembleia.)

Xeque-Mate

Os conselheiros Fernando Catão e Nominando Diniz falaram, no Pleno do TCE, sobre citação de seus nomes na Operação Xeque-Mate, que causou afastamento do prefeito, vice e 10 vereadores de Cabedelo.

Não votou

Trataram da suspeita de que teriam participado de decisão para favorecer parte interessada no caso do Shopping Pátio, em Intermares. Nominando lembrou que foi decidido na Primeira Câmara, da qual não faz parte.

Explicação…

Catão, relator na Primeira Câmara, disse que a cautelar que suspendeu temporariamente licença da Sudema foi com base em parecer do MP de Contas. Que ouvidas as partes, por unanimidade foi revogada.

… de Catão

“Ratifico a lisura de minha atuação institucional e me comprometo de no momento oportuno, após conhecimento do inteiro teor dos fatos que me atribuem, trazer novos esclarecimentos aos meus pares e à sociedade”.

A conta

O deputado Pedro Cunha Lima fez duro discurso na Câmara contra a aprovação de projeto que cria 164 cargos no Ministério da Segurança. Ele defendia o remanejamento de cargos de outros Ministérios.

A conta 2

“É o povo brasileiro que paga essa conta e que não aguenta mais suportar esse peso”, alertou e sugeriu compensação na Câmara. “Todos nós, antes de criarmos mais despesas, precisamos fazer um corte mínimo.

Zigue e Zague

Pesquisa do Instituto Paraná mostra Bolsonaro com 52,9%, ou 19 pontos percentuais a frente de Haddad, com 33,9%. ‘Nenhum’ atingiu 4% e ‘Não sabe’, 3,8%.

Considerando apenas os votos válidos, Bolsonaro já tem 60,9% contra 39,1% de Haddad, ou 21,8 pontos percentuais a mais. A onda continua favorecendo o Capitão.

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