BESSA GRILL
Início » Colunistas » A CONSTRUÇÃO DE DANIELLA: Escrito Por Lena Rolim Guimarães 

A CONSTRUÇÃO DE DANIELLA: Escrito Por Lena Rolim Guimarães 

31/03/2019 10:37

A CONSTRUÇÃO DE DANIELLA: Escrito Por Lena Rolim Guimarães

O ex-governador Ricardo Coutinho venceu as eleições de 2018, mas é inegável o prejuízo causado pela Operação Calvário no conceito que construiu na vida pública. Derrotados, o ex-senador Cássio Cunha Lima está investindo na advocacia, enquanto o prefeito Luciano Cartaxo tenta dar um impulso em sua gestão e recuperar o prestígio na Capital, o que ficou complicado com a exploração de áudios sobre suposta negociação de valores da Prefeitura, que sua defesa diz ser trucagem.

Os problemas enfrentados por esses líderes, e o fato do MDB, que já foi o maior partido da Paraíba, ter encolhido nos últimos anos, abrem perspectivas para uma renovação na política paraibana, não apenas de nomes, mas também de práticas.

Nos 19 partidos que elegeram representantes para a Assembleia, Câmara e Senado existem nomes com potencial, mas quem começa a construir um caminho é a senadora Daniella Ribeiro (PP), que partiu em último lugar nas pesquisas de 2018 e se transformou na primeira mulher eleita senadora pela Paraíba. E já é a líder do PP na casa.

Ontem, Daniella reuniu deputados de seis partidos na oposição para debaterem pauta comum em defesa dos interesses da Paraíba, ou seja, acima dos partidos. Quem fez isso em ano não eleitoral, quando não estava precisando de votos?

A iniciativa foi aprovada pelos deputados. O líder da oposição, Raniery Paulino (MDB) destacou que ela se dispõe a levar as questões discutidas na Assembleia para o Senado. Já o deputado Walber Virgolino (Patriota) falou sobre a importância de ter uma “base forte” em Brasília.

A união, se levada adiante, pode fortalecer a imagem da oposição, que sempre foi acusada de tentar impedir o sucesso dos adversários no governo. E os grandes líderes da Paraíba se revezaram nas duas posições. Agora, a visão é outra: criticar pesado o que estiver errado – como a terceirização da Saúde que levou à Operação Calvário -, e juntar as mãos em defesa de soluções para os problemas que afetam os paraibanos.

E na pauta do bem de Walber Virgolino estão recursos para ampliação e modernização de hospitais, o canal Piancó da Transposição, a implementação da Polícia Penal e apoio a famosa PEC-300/2008, que estabelece o salário da PM do Distrito Federal como piso nacional.

Enquanto os mandachuvas estão ocupados, o caminho está livre para as novas lideranças.

TORPEDO

“Quem está por trás disso? A Paraíba quer saber quem comanda a rede de grampos no Estado. Vamos acionar o guardião da lei para conhecermos quem está comandando essas tentativas de intimidação e cobrar punição aos culpados.”

Do deputado Eduardo Carneiro (PRTB), sobre a “rede de escuta” que gravou conversas do prefeito Luciano Cartaxo com secretários.

Mulheres….

Luíza Trajano, do Magazine Luíza, estará segunda-feira em João Pessoa pra lançar núcleo do Grupo Mulheres do Brasil, movimento político suprapartidário cuja pauta vai da educação ao combate à violência.

… do Brasil

Luíza diz que as mulheres podem dar sua contribuição ao País, pois “têm provado sua capacidade por meio de esforço e dedicação, mas ainda há barreiras a serem vencidas, como o preconceito e a violência”.

Bom exemplo

O deputado Julian Lemos (PSL) defendeu que a reforma da Previdência comece pelos políticos, que na sua opinião deveriam se aposentar pelas mesmas regras e mesmo teto do trabalhador da iniciativa privada.

Só discurso

Julian disse que a esquerda é tão contra Bolsonaro que se ele descobrisse a cura do câncer, defenderia a doença. Que se gostasse dos pobres, como diz, teria eliminado a pobreza nos 14 anos que esteve no poder.

A conta

“Quem mais paga para manter a elite do servidor público é o mais pobre. Um desembargador do Pará se aposentou com mais de R$ 56 mil. Quantos pobres são preciso para pagar isso?”, questionou Julian Lemos.

Protesto

O senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB), criticou Bolsonaro por autorizar que quarteis comemorem o Golpe de 64. “Festejar mortes, jamais. Festejar censuras, absurdamente não podemos aceitar”.

ZIGUE-ZAGUE

< O Brasil já pagou R$ 10 bilhões a anistiados políticos e mais R$ 14 bilhões aguardam pagamento. São 39 mil beneficiados e tem mais 11 mil processos pendentes.

> Os números são do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Dos 39 mil beneficiados, 56% são ex-vereadores, 11% servidores e 11% militares.

www.reporteriedoferreira.com.br