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SEM MANDATO APÓS 26 ANOS: Escrito Por Lena Rolim Guimarães 

19/08/2018 20:40
 

SEM MANDATO APÓS 26 ANOS: Escrito Por Lena Rolim Guimarães 

 
 

Após 26 anos consecutivos exercendo mandatos – o primeiro foi conquistado em 1992, de vereador de João Pessoa – Ricardo Coutinho ficará sem poder. Em 134 dias, deixará o Palácio da Redenção e desocupará a Granja Santana, a residência oficial dos governantes.

E o que fará a partir de 1° de janeiro de 2019? Vai requerer a aposentadoria assegurada por lei estadual aos ex-governadores?

Esse benefício não impede que depois possa concorrer a outro cargo. Os aliados já lançam seu nome para prefeito da Capital em 2020. Como disse José Américo, “ninguém se perde no caminho da volta, porque voltar é uma forma de renascer”.

Por enquanto, o que Ricardo Coutinho garantiu, publicamente, é que voltará a UFPB, da qual é funcionário licenciado desde 1998. Depois de 20 anos afastado, vai se apresentar para o serviço. Estará com 58 anos, que completa no dia 18 de novembro. E se assim proceder estará fazendo um bom marketing para campanhas futuras.

Tem uma máxima que diz que “se é pelas mãos dos amigos que se entra na política, é pelas dos inimigos que todos permanecem”. Sair significa ficar sem poder e vulnerável as perseguições e vinganças daqueles que confrontou.

Ricardo Coutinho já disputou 10 eleições. Perdeu duas e ganhou 8. Contará quase 14 anos em cargos executivos – prefeito e governador – nos quais se faz alguns amigos e muitos inimigos.

A trajetória de Ricardo começou em 1990, quando tentou ser deputado estadual e perdeu. Era filiado ao PT e conseguiu apenas 1.934 votos. Dois anos depois conseguiu se eleger vereador de João Pessoa. Em 1994 tentou novamente chegar à Assembleia, e mais uma vez foi derrotado. Obteve apenas 6.353 votos.

Contudo, em 1998, foi reeleito vereador e a partir de então não conheceu insucesso nas urnas. Em 2002 finalmente chegou à Assembleia, em 2004 foi eleito prefeito de João Pessoa e reeleito em 2008. Em 2010, rompeu com o PMDB, até então seu aliado, para enfrentar José Maranhão na disputa pelo governo, com o apoio de Cássio Cunha Lima (PSDB).

Em 2014, Cássio de “criador” virou “inimigo”. E Ricardo aliou-se a José Maranhão e Luciano Cartaxo para derrotá-lo. Agora os três medem forças, sendo que Ricardo é o único que com certeza ficará sem poder a partir de 1° de janeiro, pois nem candidato é.

Torpedo

Nós vamos ter as porteiras fechadas nas rodovias, mas de forma eletrônica e com muito mais agilidade. Vamos ainda aumentar o monitoramento dos grandes centros através do sistema de câmeras. (Do candidato João Azevedo, PSB, prometendo a volta da Manzuá, mas em versão eletrônica).

A poderosa. Faltam 12 dias para o início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, a mais abrangente e por isso a que mais repercute. Os candidatos estão no corpo a corpo, mas reservam tempo para gravar suas falas estratégicas.

Nas ruas. Faltam apenas 49 dias para as eleições. A correria das campanhas é grande para garantir que os roteiros de visitas contemplem todas as 223 cidades. Caravanas saem cedo e já constatam engajamento de eleitores.

Sintonia. Se Veneziano Vital do Rêgo e Luiz Couto superaram o “golpista” x “petista” e pedem votos um para o outro, não é diferente com Daniella Ribeiro e Cássio. Quem apostou na divisão dos campinenses, errou.

Debate. O presidente do Sindifisco-PB, Manoel Isidro está convidando os candidatos a governador para debates com a categoria fiscal, que quer conhecer suas propostas para o desenvolvimento econômico da Paraíba.

A lei proíbe 1. O desembargador José Ricardo Porto manteve a decisão de 1° Grau e suspendeu as transferências de auditores fiscais de seus respectivos postos de trabalho, de forma exofficio, em período eleitoral, pelo Estado.

A lei proíbe 2. Porto apontou duas questões: a vedação da Lei das Eleições (proíbe nomear, demitir ou até a simples transferência) e a incompetência para a expedição das portarias por um gerente e não pelo secretario de Finanças.

ZIGUE-ZAGUE

O ministro Luiz Roberto Barroso abriu prazo para a defesa do ex-presidente Lula se pronunciar sobre as impugnações apresentadas contra sua candidatura.

Como não decidiu de imediato que Lula é “ficha suja”, é possível que o Plenário do TSE só julgue o caso em setembro e ele possa entrar na propaganda eleitoral.

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