marcos_souto_maior_nova101010103-275x320O nordestino continua sofrendo com a falta de água, em todos os lugares da sofrida região, ainda dependendo dos caminhões-pipas, onde os açudes ficam baixos e, a ordem é: juntar um pouco, para não secar.Desde menino, venho ouvir e ver a região do semiárido, com o que se denominou de Polígono das Secas, criada em 1951 pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas onde a terra racha, e o povo pobre ficava com sede para beber.Meu saudoso pai, Hilton Souto Maior, era funcionário federal do DNOCS e, seu trabalho era justamente, trabalhar pela distribuição de águas, combatendo os efeitos das secas em uma região quase desértica, situação complexa e dependente do Governo Federal, porque os Estados, a exemplo da ruidosa e pequena Paraíba, de poucas verbas públicas, não tinham como arcar. Contudo, foi o grande Açude de Orós, implantado no leito do rio Jaguaribe, centro-sul do Ceará, que remonta da época do Brasil império, comcapacidade de 2.000,00 milhões de metros cúbicossendo o maior reservatório estatal, daqueles tempos. E cheguei a ver pessoalmente, o imenso mundão de água que sangrou para dar sinal de poderio na distribuição do precioso líquido.

Agora, a transposição do São Francisco é imperiosa aos desígnios dos Nordestinos, promessa de longa data dos políticos. A distribuição da água no Brasil,ocorre de maneira irregular, visto quelugares pouco povoados e longínquas são grandes potências hídricas, e quando as crises chegarem, sejam de fato melhor utilizadas! Não somos apenas potência no futebol, se concentra em seu território, mais 12% de todas as reservas hídricas existentes no mundo. De outro ângulo técnico, como dito, as reservas de água encontram-se má distribuída pelo país inteiro e as regiões dependem das disponibilidades, a exemplo o nosso Nordeste, outrora batizado depolígono das secas, são as mais populosas e sofridas no dia a dia.

Neste norte, a escassez na região Nordestina e seus problemas, são tamanha que estão ocorrendo em grande intensidade nas áreas mais populosas, inclusive na nossa Campina Grande e nas cidadessituadas em nosso belo litoral, cujos locais são disputados pelos veranistas e familiares. Devemos, sim,manter e respeitar os limites das águas de todo mundo, que os órgãos estatais fiscalizem desvios e o uso irregular das nossas preciosas reservas. Afinal, o intelectual e filósofo alemão, Immanuel Kant,disse claramente o que fazer para não chegarmos ao colapso hídrico, verbis:A água não ocupa mais espaços do que realmente necessita. Por isso equivale a moderação!

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