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Walter Santos revela realidade do mercado de Mídia, admite crise e diz estar com superação

16/03/2015 19:16

O jornalista e empresário Walter Santos, diretor presidente do Grupo WSCOM, revelou em entrevista exclusiva a realidade vivenciada pelo mercado de Mídia no Brasil e na Paraíba. Com exclusividade, ele admitiu estar vivendo fase de crise, entretanto, garantiu estar com processos de solução que permitem a superação para a expansão mais na frente.

WSCOM – Como o Sr está encarando o ano de 2015 em termos de realidade do segmento de Midia no Brasil e na Paraiba?

Walter Santos – São duas situações distintas, não dá para misturar. No caso da Mídia nacional, o fato concreto é que os grandes veículos resolveram peitar o Governo Federal, melhor dizendo, o Governo do PT porque não admitem que a verba publicitária seja dividida com as médias e pequenas empresas, além do mais detestam saber que podem conviver com a Regulação da Mídia, algo existente em todos países civilizados. Além do mais admitamos que o fator econômico advindo das verbas publicitárias é essencial para a existência da crise econômica mantida pela Mídia. No caso da Paraíba, a cena é de outra natureza, de maior dependência econômica diante de um mercado privado conservador, que só anuncia nas TVs e rádios.

WSCOM – No caso da Mídia nacional, onde o Sr acha que vai chegar?

Walter Santos  – A Grande Mídia joga todas as cartas, até na possibilidade de Golpe de Estado, embora na etapa presente queira tomar o Poder de Dilma Rousseff através de Impeachment sem nenhuma motivação jurídica ou politica. Como tem a seu favor a Oposição, aliás a Mídia cumpre também esse papel explicitamente, acha que com a adesão da classe média vão conquistar esse intento. Esquecem que o Brasil mudou e existem classes sociais dispostas a não perder conquistas elementares. Como disse Bresser Pereira, os ricos têm ódio do PT porque permitiu a ascensão dos pobres.

WSCOM – E o caso da Paraiba, aliás envolvendo a WSCOM?

Walter Santos – Vivemos o auge do peditório, ou seja, é difícil sobreviver sem diálogos com os Governos. A Oposição paraibana que tinha na Assembléia Legislativa um suporte razoável perdeu com a eleição do deputado estadual Adriano Galdino. Ou seja, se não tem dinheiro dos governos nem das instâncias públicas, somado à ignorância da classe empresarial, de investir que não seja em TV e Rádio, o quadro é de muita gravidade. No caso da WSCOM, vivemos uma crise porque “em nome do coração” não adotamos medidas amargas um ano e meio atrás para reduzir custos. Auditoria feita nesse tempo indicava que deviamos reduzir tudo. Pagávamos salários com valores muito além de nossas possibilidades. Depois fomos ignorados por quem defendíamos. Felizmente, os diálogos comerciais externos nos servem de alento e solução real.

WSCOM – Mas, volta e meia falam em fechar a Revista NORDESTE, o Portal WSCOM...

Walter Santos – Esta vontade existe há muito tempo, desde quando há 15 anos atrás deixamos a UFPB, o Sebrae e Unimed Norte/Nordeste para montar a WSCOM. Desde esse tempo enfrentamos boicotes. Agora, nesta fase, falam de tudo menos da realidade em construção de superação de tudo, do atraso involuntário de pagamento salarial e de fornecedores, mas que estamos resolvendo, graças a Deus. Tudo está sendo resolvido, menos no tempo que queremos.

WSCOM – Dizem que há uma greve em curso…

Walter Santos – Desde os meus primeiros tempos de estudante do DECOM da UFPB, das lutas da API, Sindicato, etc, sempre defendemos o direito de greve. É legitimo. Aliás, é o instrumento que se usa quando não tem mais diálogo. No caso da WSCOM, nunca haverá de deixar de existir diálogo, é da nossa essência, de toda a diretoria da empresa. Quanto ao processo em curso, asseguro e provo que o Portal da WSCOM, da Revista e a produção da NORDESTE estão normalíssimos. O público leitor continua acessando as melhores informações. Qualquer informação fora deste contexto é jogo político, maldade e só.

WSCOM – Abelardo Jurema Filho anunciou que a Revista não circula mais?

Walter Santos – Abelardinho se tivesse feito o dever de casa, de ouvir a outra parte, não teria cometido tamanho desatino, que muito parece com má fé. Eu sempre o ouvi quando falavam mal dele, daí nunca publiquei nada dele.

WSCOM – Onde tudo vai terminar?

Walter Santos – A realidade brasileira e paraibana é maior do que desejos particulares. Precisamos aceitar o contra-ponto, as manifestações em contrário, respeitar os direitos com deveres, mas o realismo vai prevalecer. No caso das empresas, não há outro caminho senão se enquadrar na realidade de retração econômica, logo reduzir custos é indispensável.

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