Jogos da Copa do Mundo, edição 2014 era temida no Brasil e no exterior, decorrente de seguidas manifestações públicas de um bando de mascarados, desocupados e violentos, para quebrar, roubar e incendiar tudo que aparecesse pela frente fosse do patrimônio público ou privado. Mesmo com estádios ainda inconclusos, as partes mais importantes foram inauguradas e suficientes para as partidas do esporte rei, a exemplos dos gramados, vestiários, iluminações, cabines de imprensa, cadeiras numeradas, e precariamente os acessos dos veículos, em grande número, das cidades brasileiras. Depois das críticas diárias da imprensa em geral, o poder público se uniu em torno da polêmica segurança estatal, alcançando os níveis: federal, estadual e municipal.

Os artistas do maior certame mundial de futebol foram chegando devagarzinho e a hospitalidade do povo brasileiro trouxe um clima seguro e cordial com as boas vindas de todos! As torcidas, com discreta reserva de cores, tranquilamente, passavam pelas cadeiras numeradas, nas lanchonetes fixas e em simpáticos carrinhos de sorvetes circulantes, para baixar a alta temperatura brasileira. Bandeiras sem os mastros tremularam a pouca altura e as vozes agudas do povo eram potencializadas pelas emissoras de televisão, rádios e os telões nas praças e ruas. A unidade absoluta nas torcidas era somente na passagem da ola, uma onda humana pela paz! Felizmente, até agora, nenhuma briga envolvendo torcedores foi vista pelas câmeras de filmagem, dentro das arenas futebolísticas ou nas vias de acesso dos torcedores.

Em meio à normalidade, inesperada violência adentrou as quatro linhas do gramado, no jogo Brasil e Colômbia, o lateral colombiano, Juan Camilo Zúñiga Mosquera acertou joelhada traiçoeira, fraturando vértebra da coluna do jogador brasileiro Neymar. O árbitro espanhol Carlos Velásquez, bem perto do lance, simplesmente usou o comando banal de “segue o jogo”. Nem simples admoestação verbal fora feita ao criminoso Zúñiga, que já tinha acertado as travas da chuteira, em cima do joelho de Hulk, escapando de ser outra vítima do monstro colombiano. Aliás, em outras Copas mundiais, os árbitros internacionais contratados pelo órgão organizador do certame, sempre têm errado barbaridades tão importantes e visto, em detalhes, pela internet mundial. Oficialização dos recursos do famoso tira-teima debaixo das traves e jogadas nas linhas riscadas na grama foram mais que suficientes para provar o crime.

Por muito menos, o craque uruguaio Luis Suáres, mordeu o ombro do jogador italiano Giorgio Chiellini, e a FIFA, imediatamente, baniu o morcego jogador de todos os ambientes dos estádios de futebol, aplicando a pena de ausência em nove jogos e uma multa salgada de US$ 112 mil. Essa postura, no entanto, não se repetiu no tratamento do rumoroso e grave caso envolvendo Neymar, que mesmo com pesada divulgação mundial, ficou abandonado às traças. Somente a fanhosa Delia Fischer, porta-voz da fracassada FIFA, afirmou que ainda vai pedir à CBF documentos necessários para abrir sindicância e que, somente depois dos resultados, ainda será submetido à processo.

Final da novela futebolista: Neymar, sob cuidado médico e fora da Copa no Brasil. O criminoso Zúñiga continuará esgravatando garras afiadas até outro crime de lesão corporal praticar. A FIFA continua omissa e o árbitro Carlos Velásquez com cegueira patológica. A gente vai continuar cobrando providências sem promessas sérias e legais.

(*) Advogado e desembargador aposentado