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A NOVA RÉ PÚBLICA: Francisco Nóbrega dos Santos

1/11/2013 07:56

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Francisco Nóbrega dos Santos

O mundo, com a evolução da mente humana, avançou, de forma surpreendente,  em todos aspectos na ciência e na tecnologia, com uma expansão significativa do grau de cultura e conhecimentos científicos. Tudo isso justifica esse gigantesco salto para alcançar patamares nunca imaginados.

Reportando-se a um passado, não muito remoto,  um cidadão, tido como um lunático de nome Júlio Verne asseverou com indisfarçável firmeza que o homem do futuro faria a primeira refeição num continente, almoçaria em outro e faria a última refeição num terceiro continente.

As afirmações desse  cognominado “lunático” apressaram os passos já no século 20, para uma surpreendente guinada na transição entre o século passado  e o atual, ocorrências que contribuíram para que a louca imaginação fosse transformada em profecia.

Hoje, com o fantástico progresso da aviação, na criação de máquinas velozes que sobrevoam a terra, é possível tomar o café da manhã no Brasil, comparecer ao um almoço na Bélgica e finalizar o dia com um jantar nos Estados Unidos.

Na realização do sonho de Júlio Verne a cibernética propiciou ao ser humano formas de encurtar as distâncias inter continentais, para uma “incontinenti”  comunicação entre nações, num desafio  as leis naturais do som e da luz.

O mundo desenvolveu esse salto evolutivo. O Brasil Acompanhou o progresso da ciência e se acha inserido no contexto do primeiro mundo, incluído no grupo dos ricos e com destaque no mundo da evolução. Todavia,na  contramão dos fatos foram instituídas leis casuísticas, direcionadas, (explicitas ou implicitamente) a grupos e facções, de forma centralizadoras e corporativistas, contemplando, ostensivamente os responsáveis pela elaboração, execução e, e vantagens de forma destacada, para os que exercem o controle da constitucionalidade ou legalidade dessas normas.

Numa demonstração inequívoca do direcionamento das leis é bom lembrar que as grandes potências mundiais, numa previsão futurista apresentaram como solução para iminência do esgotamento das reservas de petróleo, como energia fóssil, procuraram investir em transportes de massa tais como navios mercantes capazes transpor continentes, com transporte de cargas cem vezes maior e mais econômicos do que transporte terrestre, trens urbanos com capacidade para superar, em muitas vezes, o transporte rodoviário e indo mais além a criação de metrô de superfície, encurtando a distância entre comunidades, países e continentes.

O Brasil, atendendo a conveniência dos detentores do poder estatizou a Gret western, companhia ferroviária  inglesa que ligava esse imenso continente de norte a sul, para sucatear e torná-la inviável para o Governo. Não bastasse esse equivocado ato, levou a Cia.  Loyd Brasileira à falência, para por fim ao meio de transporte cem vezes mais econômico do que ônibus e caminhões.

O verdadeiro objetivo dessas drásticas ações estava direcionado a privilegiar empresas fabricantes de motores nacionais, com o intuito de viabilizar as multinacionais que contemplavam os interesses dos políticos “lobbistas” com vantagens irrecusáveis, pois cresceria numa dimensão inversamente proporcional  à produção  de combustível, o que facilitaria a um grupo vender o petróleo bruto a preço vil e comprar combustível a preço de ouro, contemplando, com essa fórmula, os detentores do poder, numa concentração de riquezas pessoais em detrimento dos governados, de modo especial o povo e as regiões mais pobres.

Com a descoberta  das fontes de petróleo nas profundezas do mar, temendo o risco iminente da independência do Brasil na produção do seu próprio combustível, nasceu a brilhante idéia de privatizar a Petrobras, patrimônio que enchia o povo brasileiro de orgulho, cuja comercialização, pode-se dizer, a preço vil, unilateralmente direcionado para premiar os grupos hereditários e os velhos caciques da anacrônica política brasileira, inclusive os nossos representantes no Congresso Nacional, herdeiros desse nefasto inventário.

Essa é a fórmula mágica adotada num país onde as leis dão direitos e obrigações (para os fortes e os fracos, respectivamente). Em razão de tudo isso mando um  aviso aos brasileiros: continuem  acreditando na conversa de palanque e, num futuro, não muito  distante, este País estará caminhando para atingir o terceiro mundo, a nível muito abaixo dos País do continente africano. Quem sobreviver, verá…