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Prefeito vai sancionar Lei que torna Procissão da Penha Cultural Imaterial de João Pessoa

21/11/2013 06:02

 

Romaria chega a sua 250a edição neste ano

oricissão penhaUma lei do vereador Marcos Viniciius (PSDB), que se encontra no gabinete do prefeito Luciano Cartaxo (PT) para ser sancionada, torna a Procissão de Nossa Senhora da Penha um Patrimônio Cultural Imaterial da Cidade de João Pessoa.

De acordo com o vereador propositor, a Constituição Federal de 1988 ampliou o conceito de cultura nacional, ao considerar patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza imaterial de reconhecida importância para a sociedade brasileira.

“Em seu § 1º do art. 215, a Carta Magna determina que o Estado proteja as manifestações das culturas populares, indígenas, afro-brasileiras e de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional. Nesse contexto se inclui a Procissão de Nossa Senhora da Penha dos mais antigos eventos católicos oficiais do município.”

História

A devoção a Nossa Senhora da Penha teve origem com o português Sílvio Siqueira, que em 1763, comandava uma embarcação em direção à Europa. No litoral paraibano ele enfrentou uma grande tormenta. Em um momento de aflição, reuniu a tripulação e pediu proteção a Nossa Senhora da Penha, prometendo erguer uma ermida em sua honra no local em que aportasse em segurança. Minutos depois, todos conseguiram desembarcar com tranquilidade na então Praia de Aratú – hoje Praia da Penha. Como prometido, a construção foi feita. E essa foi à terceira capela construída no Brasil para Nossa Senhora da Penha. A primeira foi erguida em Vila Velha, na então Capitania do Espírito Santo, entre os anos de 1558 e 1570. A segunda foi construída em 1635, pelo capitão Baltazar Abrel Cardoso, na Freguesia de Irajá, no Rio de Janeiro.

Atualmente, calcula-se que pelo menos 350 mil romeiros, vindos de todos os cantos, participam da procissão.

 

A Procissão da Penha acontece no último domingo de novembro, com a participação de milhares de religiosos concentrados em vários bairros de João Pessoa, onde acontece o trajeto, à espera da passagem da procissão. Esta, ao passar, vai carregando pessoas que saem acompanhando-a dos seus bairros até a chegada no Santuário da Penha. Na concentração, no centro da capital, em frente à Igreja Nossa Senhora de Lourdes, fica a grande massa: pessoas que chegam desde cedo e se aglomeram a espera da saída, pois é questão de fé fazer todo o itinerário religioso. São 14 quilômetros percorridos por adultos, idosos em grande número e crianças.

Romeiros de toda Paraíba participam desse evento, sendo que a maioria desloca-se em ônibus fretado, e só retornam aos seus municípios depois da celebração da missa que acontece depois da procissão, na chegada ao Santuário da Penha.

O Santuário da Penha faz parte do roteiro histórico e turístico do litoral paraibano. Foi tombado pelo Instituto Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) em 26 de agosto de 1980. Este santuário é sido muito procurado devido aos milagres atribuídos à Virgem Maria. A Romaria da Penha, uma das mais tradicionais da Paraíba, atrai uma média anual de 250 mil peregrinos.

A magnitude, as peculiaridades, a diversidade, o conteúdo religioso e cultural do evento são riquezas únicas cultivadas há mais de dois séculos pelos paraibanos. Por sua beleza e grandiosidade, é também o mais importante evento turístico religioso da Paraíba.

Da Redação