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POR QUE JERUSALEM PERTENCE A ISRAEL: Escrito Por  Nonato Nunes

2/01/2018 00:00

POR QUE JERUSALEM PERTENCE A ISRAEL: Escrito Por
Nonato Nunes

 

Enquanto o cristianismo teve de aguardar trezentos anos para que um imperador romano o reconhecesse como religião oficial do império, o islamismo irrompeu no mundo como num passe de mágica e se impôs pela ponta da espada. Maomé, o seu fundador, já havia morrido há seis anos (632) quando o islã tomou Jerusalém (638), embora, em tese, de maneira pacífica, já que não havia como defender a cidade diante da força avassaladora das forças do islã, lideradas por Omar. Por aí se vê que o direito reclamado pelos árabes, após a decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, não encontra respaldo histórico quando se analisa os fatos antes da queda. Antes hebreus, depois judeus e israelitas (hoje israelenses), o certo é que a Palestina (antes Canaã) sempre fora ocupada por esse povo, que por ali chegou por volta do século 18 a.C., fugindo de Ur, na Caldeia, ante a iminência de a cidade ser invadida pelo rei Hamurabi, o sexto da dinastia dos amorreus, um dos povos canaanitas. Foram os remanescentes de Hamurabi que lutaram contra os recém-chegados “habirus” [hebreus], oriundos da Mesopotâmia. Lembrando-se de que os fundadores da cidade de Jerusalém foram os jebuseus, outra tribo que ocupava a região de Canaã. 


Séculos se passaram e os hebreus se mantiveram ali, embora muitos deles, em alguns momentos de sua história, tenham sido levados como escravos para outras regiões, como o fez o rei babilônio Nabucodonosor (587 a.C.). Foram os judeus que receberam o general romano Pompeu na cidade de Jerusalém algumas décadas antes de Júlio César desafiar o senado e lançar as bases do império romano. Foram os judeus que resistiram aos romanos dos generais Vespasiano e Tito entre os anos 66 e 70 da era cristã, culminando com as quedas de Jerusalém e da fortaleza de Massada. Dois mil anos depois (29 de novembro de 1947), e após 6 milhões de judeus terem sido exterminados nos campos da morte nazistas, uma resolução da ONU (Organização das Nações Unidas), com os votos favoráveis de Estados Unidos e União Soviética, cria o Estado de Israel. O placar final foi de 33 votos a favor e 30 contra, sendo três abstenções, incluindo-se aí a do Reino Unido. Os árabes jamais aceitaram a partilha. São “apenas” 70 anos de negociação… 


Portanto, a reivindicação que os árabes fazem hoje sobre a cidade de Jerusalém seria o equivalente a Israel invadir Meca, tomar o templo, destruir a caaba e afirmar que a cidade onde nasceu Maomé seria “dos judeus por direito”.
Um abraço.

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