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OS CAMINHOS DA EXISTÊNCIA: Escritor por Francisco Nóbrega dos Santos.

21/08/2014 01:12

nobrega-santosOS CAMINHOS DA EXISTÊNCIA
Francisco Nóbrega dos Santos.

A vida é uma seqüência de fatos inevitáveis. Quando nascemos fazemos uma caminhada ligando o berço ao túmulo. Muitas vezes essa trilha percorrida é repleta de descidas e subidas, mas sempre conduzindo-nos ao mesmo ponto final.

O tempo dessa jornada, muitas vezes é continua. Outras vezes alterna planícies e caminhos tortuosos, acidentados, porém desafiadores. E nesse ciclo ingressamos na universidade da vida que nos ensina as passagens pela alegria e pela dor, trazendo-nos importantes lições colhidas das adversidades ou dos sonhos realizados ou desfeitos..

Muitas vezes achamos que é tarde para seguirmos adiante, porém cedo de mais para a volta. É a incerteza peculiar ao ser humano, numa indecisão natural da fragilidade humana, pois essa oportunidade nos é proporcionada pelo Mestre, Criador do Universo que não nos impõe uma escolha, mas nos faculta escolher entre duas alternativas.

E assim caminhamos pelos espaços que nos foram ofertados ou postos a nossa disposição. Alguns, prudentemente, analisam essas alternativas e decidem pela que acha ser a mais viável. Outros caem de cabeça, numa opção sem reflexão, o que pode proporcionar um caminho sem retorno.

Reportando-nos ao início desse fato natural, que é o nascimento, quando nos desprendemos do ventre materno começamos já com um grito de independência (ou de dependência), iniciando uma caminhada, em busca de algo ou de nada. É o princípio, o meio e o fim.
Ao tecer essas considerações que traduzem, a meu modesto entendimento, uma posição conotativa do verbo nascer, trago à baila desse tema um fato que surpreendeu os que habitam este polêmico País de dimensões continentais, sem esquecer a repercussão causada com a trágica e prematura morte de Eduardo Campos. Esse nordestino, com raízes genealógicas trazidas de uma tradicional família, com identidade e serviços prestados ao Brasil, de modo particular, ao vizinho Estado de Pernambuco.
Como sabemos, o jovem retirado do mundo material, era neto do saudoso Miguel Arrais que marcou uma história nos momentos mais importantes em que o Brasil lutava pela redemocratização e liberdade de suas instituições, tão massacradas pela insensatez de uma ditadura imposta ao povo brasileiro, com o cerceamento dos direitos e das garantias institucionais.
Eis que surge, nesse tumultuado momento vivido pelo País, com o povo já sem esperança, sem expectativa de mudança, um nordestino, com idéias novas e sentimentos de mudança e renovação, no entanto esse ser é ceifado, de forma trágica e surpreendente, deixando, um grito preso na garganta de um povo que clama por justiça e respeito pelas instituições por demais mutiladas ante a visão omissiva de uma vetusta casta política que se reveza no poder e sufoca os dias melhores tão almejados pelo povo.
Assim, com a morte de Eduardo Campos, morreram também os anseios e o desejo de mudança na estrutura política apodrecida de um País governado por políticos FIRMES NA PROMESSA E FIÉIS NO NÃO CUMPRIMENTO.

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