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Ordem de habeas cofres: Escrito por Francisco Nóbrega

25/10/2015 00:24

Ordem de habeas cofres: Escrito por Francisco Nóbrega

O índice de criminalidade, segundo as estatísticas, cresce, numa progressão geométrica, enquanto os dispositivos  de segurança sofrem os efeitos da involução  em razão do beneplácito do dos poderes constituídos.

Vivemos sob a égide de uma legislação penal  septuagenária, anacrônica, vetusta e sobretudo soft para a bandidagem dominante, cuja hierarquia obedecem a três escalões. O 1º, representado pelo Cartel confederativo, ocupando edifícios de cobertura, alto padrão, como um quartel general invulnerável. O 2º representado pelo aguerrido comando que se irradia, desde as penitenciárias de segurança máxima, até as luxuosas mansões, sem esquecer gabinetes de pessoas tidas como conduta ilibada, gozando das prerrogativas de criar leis e fazer lobby  contra emendas que desvirtuem o desejo  do 4º poder denominado “crime organizado.

Alheios a essa desastrosa realidade, os dignos representantes do povo, amparados por dispositivos de segurança, pagos pelo trinônio “sangue, suor e lágrimas” da combalida população brasileira, que sofre paciente ou impacientemente, a espera da realidade prometida nos palanques e nos programas radiofônicos ou televisados.

Quando se esperava um basta, com uma norma rígida, os porta vozes do povo votaram a Lei nº                         que cria, mais um fonte de renda para o Governo, que flexibiliza a  fiança, mesmo com a prisão em flagrante, com o arbitramento de valores  altos, porém custeados pelo fruto do crime e da intolerância.

As pessoas de bom senso já visualizam uma guerra urbana, onde o cidadão vive atrás das grades de segurança, enquanto os bandidos desfilam exibindo o ALVARÁ  DE SOLTURA, uma forma de intimidar o povo, com a insinuação que eles são a lei.

Por outro aspecto, o Governo ostenta a necessidade de criar um novo alento ao mundo do crime, possibilitando que portadores de Ferrari continuem, a 180km/h, cometendo crimes culposos, enquanto os criminosos de menor potencial financeiro, atropelem, a 80km/h sejam condenados  e julgados pelo Juri Popular, pela prática de crime doloso.

Desse modo, indiferentes à dor e o sofrimento proporcionados aos familiares  de vítimas da impunidade oficializada, ladrões de galinhas apodrecem nos cárceres, enquanto centenas de ordem de ‘HABEAS COFRES” são expedidos a cada minuto, num País onde a verba sufoca o verbo…

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