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A OMISSÃO QUE MATA E DESMATA: FRANCISCO NÓBREGA DOS SANTOS

24/02/2015 12:01

Francisco Nóbrega
A  OMISSÃO QUE MATA E DESMATA:

FRANCISCO NÓBREGA DOS SANTOS

As últimas informações prestadas pelos pesquisadores, não deixam transparecer dúvida de que o Brasil já vem adotando a pena de morte há muito tempo. Basta acompanhar o noticiário do dia a dia para se saber que existe um poder paralelo aplicando a pena capital, contra quem não cumpre ou não “honra” o pacto de fidelidade na República Independente do Narcotráfico.

Na contra mão dos fatos o País permanece sob a égide de normas penais vetustas, com mais de 70 anos, mas que não sofrem a aposentadoria compulsória, pois essa é privilégio do servidor público, que ao completar sete décadas, é-lhe aplicada a sentença “irrecorrível” de desocupar o espaço para ser preenchido qualquer outro, com ou sem capacidade.

É notável a apologia feita pela Presidenta do Brasil quando manifesta sua indignação contra a execução, não de um simples criminoso, que violou as leis de um País que mantém os conceitos dogmáticos de uma legislação penal implacável ao tráfico de drogas. Ora, não é preciso ser um Ministro das mais altas Cortes de Justiça deste País, para se saber, numa visão teleológica, que o tráfico de drogas não é um crime comum, cuja pena seja nivelada por baixo, com o direito de progressão e cumprimento de, apenas, um sexto da pena. Pelo contrário. Quem pratica o narcotráfico está nivelado a um “serial killer”, que destrói famílias, desestabilizada a sociedade, e mata impiedosamente amparado numa legislação anacrônica e obsoleta.

A lei penal brasileira flexibiliza o direito de se promover uma chacina e evitar o flagrante, para responder o processo em liberdade. Essa indignação não só atinge o povo escravizado pela volúpia fiscal praticada neste País; indignação que se estende aos agentes de segurança (civis ou militares). Quem não se recorda de um depoimento em que um delegado de polícia afirmava através da televisão, que, em razão da lei, já havia prendido um traficante, três vezes num mês, sendo esse posto em liberdade por não haver sido preso em flagrante. Tudo isso o povo sabe, porém os poderes se omitem, a população sofre e a criminalidade cresce, menos nas estatísticas manipuladas pelos poderes.

Examinando, por outro ângulo, não dá para ignorar que o Brasil caminha a passos largos para se nivelar aos mais pobres países existentes neste gigantesco planeta. Basta fazer uma retrospectiva alusiva às perdas ocorridas ao longo de algumas décadas para se constatar a degradação da natureza, ante a ação nociva dos homens e a omissão desmedida dos que governam, governaram  e ainda mandam nesse pobre País rico…

Basta atentar um pouco para as estatísticas para se perceber a agressão que a natureza vem sofrendo diante dos olhos dos que não querem enxergar que o Brasil caminha a passos céleres para se tornar um grande deserto.  Numa simples visão dos fatos dá para se perceber que as nossas florestas tropicais e os nossos rios e lagos que “integravam” a Amazônia, estão perdendo espaço para as propriedades privadas, beneficiadas pelo cegueira dos vendilhões da soberania nacional.

A classe política dominante, perpetuada no poder, graças à ignorância da grande massa humana, que se alia aos senhores feudais, em troca de uma oportunidade de se tornar escrava de um capitalismo selvagem, fecha os olhos a essa agressão, como uma forma contributiva de se eternizar a corrupção no poder.

E assim caminha o povo brasileiro, pessimamente representado, de modo especial, no poder legislativo a quem compete “fabricar” leis. Não só atualizar as normas que flexibilizam a majoração de seus subsídios. Há também a prerrogativa de modificar as normas em face da evolução dos tempos e dos crimes. Caso contrário o País irá sucumbir à supremacia de dois poderes. UM QUE MATA O CIDADÃO de forma direta, ante a frouxidão da Lei Penal. Outro, de forma indireta, DESMATA AS FLORESTAS e estrangula as vertentes dos rios e lagos, numa impiedosa agressão à natureza, que DEUS nos presenteou como pulmões verdes vitais à sobrevivência dos animais e dos vegetais e, nesse contexto, o “homo sapiens

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