A imprensa sempre vai atrás das personagens públicas, mormente, quando estão em sentidos opostos às leis vigentes do país, que se escondem para driblar o uso de verbas públicas com interveniência dos petistas, a exemplo do mais famoso e contundente investigaçãodenominada Operação LAVA-JATO, sob o comando do jovem e determinado juiz federal Sérgio Moro, perante a 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba,que a população aplaude a todo tempo, no que se enquadra como um dos maiores escândalo do Brasil, ainda sem o desejado final decisivo.Contudo, muitos foram os quese desviaram dos trilhos da legalidade e da justiça, tal parece ser o caso do destacado pecuarista José Carlos Bumlai, que teria firmado contratos espúrios com a maior e, outrora brasileira, Petrobras, servindo de cobertura ao empréstimo de R$ 12 milhões destinados à cobertura no Banco Schahin, dados logo veiculadospor denúncias dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

O processo dohomem rico de negócios,Zé Carlos Bumlai, aparente amigo do peito do ex-presidente do Brasil, nordestino, pernambucano, de poucas letras, Luís Inácio da Silva, se arvorou de ser um super-homem, ultrapassando os limites, até nos céus,se achando muito pouco, paradepois de dois mandatos eletivos, seguir sem responder nada que fosse dos seus interesses, mesmo que o povo precisasse saber! Pois bem, não é que Lula, do PT,foi incluído como depoente do processo rumoroso, e assim, terá de falar alto, como fazia, desta feita para ajudar Bumlai?! Engraçado mesmo, é que, a partir das primeiras denúncias do caso fatal, o Partido dos Trabalhadores sustentou que todas as doações em comento foram obtidas de forma legal e declarada às autoridades, mesmo sem que os nomes fossem ditos a ninguém.

Finalmente, o Instituto Lula, como sempre, foi rápido no gatilho e, quando os jornalistas queriam colher o depoimento do ex-presidente da República, na Justiça Federal,acerca de todos os quadrantes do Brasil, este optou por não se manifestar acerca do que aconteceu em depoimentoincisivo. Assim não teve outra eo juiz federal Sérgio Mouro, não hesitou em marcar e determinar, para ser utilizado o sistema de videoconferência na Justiça Federal de São Paulo, que o famoso Lula prestasse alguns esclarecimentos, até com certo conforto, sendo esta a primeira vez em que o ex-Presidente foi obrigado a responder o que se lhe perguntaram. E ninguém se ilude que ele tenha pensado agora na fácil possibilidade de quesua vida possa respingar nas outras barras do Ministério Público e dos Tribunais Federais e Estaduais, neste seu magno depoimento histórico, o qual pode, muito bem, respingar, também, nas odes da justiça!

O Ministro da Justiça de Dilma, como sempre obediente às ordens executivas, outra vez saiu na defesa do incauto Lula, dando-lhe uma conotação de vítima, dizendo que “há uma luta política em torno disso.” Todavia, novamente a imprensa brasileira de alto gabarito e respeitabilidade, colheu informação de que juiz federal Mouro autorizou a abertura de um inquérito específico para a apurar e investigar, perante a Polícia Federal, o tão falado Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, Estado de São Paulo, usado pelo caladíssimo ex-presidente Lula e seus familiares próximos. Daqui para frente, toda mudez será castigada e os tribunais não silenciarão, a quem interessar, possa.

 

www.reporteriedoferreira.com  (*) Advogado e desembargador aposentado