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Hora e Vez de Felipão: Marcos Souto Maior

4/12/2012 12:58

Já  se disse que o brasileiro leva a sério carnaval, eleições e futebol, trinômio da alegria de um povo sofrido e desesperançado. Claro que quando falo em povo, me dirijo à massa que representa cerca de 40 % da população pobre na forma da lei, afora a enxerida classe média que abocanha outro precioso pedaço. Os ricos são poucos!

Pois bem, em todas as camadas sociais, o futebol sempre teve lugar cativo. Há pouco tempo, depois de diversos escândalos na CBF e respingos na FIFA, assumiu o comando do órgão do futebol brasileiro, o vice José Maria Marín, que vem dando sinais de querer, pelo menos, mudar as caras.

A demissão tardia e desgastante de Mano Menezes e do diretor de seleções Andrés Sanchez, foi a melhor notícia para os torcedores complementada festivamente, pela volta de Luiz Felipe Scolari para comandar a nossa canarinha.

Entrando, nas redes sociais, ousei tuitar antecipando modesto palpite sobre o novo técnico. Para mim, Felipão era o mais indicado por ser competente, experiente, determinado, provisoriamente desempregado e não convocaria nenhum jogador do Palmeiras.

Na sua primeira entrevista coletiva, Luiz Felipe estipulou, corajosamente, o perfil do nosso selecionado, com a possível volta de alguns craques tidos como velhos para o futebol. Tem sido reticente quando lhe perguntam pela histórica ‘Família Scolari’, contudo, vai prestigiar os companheiros leais de outras jornadas, o que vem a dar no mesmo.

A presença de Carlos Alberto Parreira, como novel diretor de seleção, é outro ícone do futebol brasileiro com as mesmas qualidades do técnico do time principal.

De treinador novo e respeitado, o Brasil participa da Copa das Confederações de 2013, com o sorteio realizado neste sábado passado com: Brasil, Japão, México e Itália formando o grupo A, de onde pode sair o campeão.

Verdadeiramente, a canarinha precisa muito de uma competição em nosso território pois, ainda engasgada, terá a oportunidade de rever historicamente a fragorosa derrota para o Uruguai, em pleno Maracanã lotado com exatos 199.854 pessoas, recorde mundial de público, quando jogava em casa por um simples empate… A torcida chorou convulsivamente!

A conturbada Era Ricardo Teixeira deixou uma página negra no futebol brasileiro, e estamos em tempo de rescaldar o passado nebuloso, por ter a posição no ranking do nosso país baixou para o 13º lugar, ficando em sua frente seleções fracas como Grécia, Croácia, e os sul-americanos, Colômbia e Uruguai. Uma vergonha nacional!

Enfim, é quase unanimidade da torcida para Felipão esbanjar tudo o que sabe do esporte rei, restabelecendo o conceito da seleção brasileira, que vivia de amistosos “caça níqueis”, com times improvisados e adversários de baixo nível técnico, vulgarizando o selecionado verde amarelo.

Se deixarem Luiz Felipe Scolari trabalhar livremente, escolhendo os convocados sem interferência de dirigentes de clubes e empresários mal intencionados, com certeza, gritaremos o desejado brado de guerra: BRASIL, HEXA CAMPEÃO DO MUNDO!

(*) Advogado e desembargador aposentado