Vem de longe e foi a primeira escola de roubalheira pública, com direito a recibos passados semanalmente e tudo o mais que a vida proporciona para comprar o que for de desejos inacessíveis a exemplos de apartamentos luxuosos, ilustrados com quadros antigos, vasos e estatuetas. Sem falar dos cintilantes e potentes automóveis importados, aviões e até iates que qualquer pessoa gostaria de usufruir com amigos e respectivos amores. Nunca, uma carteirinha vermelha serviu tanto para suavemente ingressar numa vida boa e descomprometida, sem precisar trabalhar na sofrida comunidade brasileira, onde os cordões selecionam as malandragens impertinentes!

Criou-se assim, a primeira ala de ladrões brasileiros vindo do nada, que chegaram a superar a audaciosa e antiga história acontecida na Pérsia antiga, atualmente se aboleta no Irã, onde os irmãos Cassím, de nomes Zé e Lula Babá, acharam os quarenta ladrões que roubavam, clandestinamente o nosso petróleo, isto porque o nosso ouro e prata, há muito tempo foram roubados, para o domínio total de Portugal, quando ainda éramos uma simples colônia, cheia de índios que não eram bestas. Daí, a caverna foi facialmente locupletada sem passar recibo à dupla sertaneja brasileira Zé e Lula, sem ao menos declarar à Receita Federal e pagar impostos.

Abre-te, Sésamo! Sempre fora esta a senha comum, para todos da Estação Primeira da Petrobras, onde moedas eram escondidas em bilhões de extravagantes porquinhos da Caixa e, posteriormente, as vultosas contas bancárias sigilosas no exterior, adormeciam deitadas eternamente até o final do nosso hino. Para que todos entrem na marcação do bombo carnavalesco, foi de pancada mais forte ainda, de modo que sentissem iluminados pelo sol quente do verão nordestino, onde água é líquido precioso para simplesmente beber e absolver feijão com arroz e um pão de quebra.  A festança do petrolão vai chegar finalmente, ao ápice de escândalos que balançaram nosso povo, também para conhecimento de todas nações carnavalescas do mundo, menos um malandrão sem classe, que não ouve, não diz, nem olhar nada que preste. Absolutamente.

Neste carnaval de mil e uma noites, a nossa Estação Primeira da Petrobras, jaz!

(*) Advogado e desembargador aposentado

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