BESSA GRILL
Início » Cidades » EXEMPLO DOS GREGOS: Escrito por Marcos Souto Maior

EXEMPLO DOS GREGOS: Escrito por Marcos Souto Maior

6/07/2015 22:44

EXEMPLO DOS GREGOS:
Escrito por Marcos Souto MaiorMarcos_Souto_Maior_nova101010103-275x320

No século VII a.C.,a civilização grega surgiu entre os mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo, formada pela migração de tribos de origem indo-europeia, que detinha duas grandes cidades-estados, as famosas Esparta e Atenas, que,em 359 a.C., sucumbiram ao domínio dosmacedônios.Do crescimento populacional decorreram conflitos internos na região da Ásia Menor, quando aquelas duas potências se envolveram na famosa Guerra do Peloponeso, vencida, triunfalmente, por Esparta. Guerreiros determinados e conquistadores, os gregos sustentavam o cultivo de oliveiras, trigo e vinhedos, com destaque para os vinhos, azeites e perfumes aos quatros cantos da península. Cunhavam moedas de metal paraas atividades administrativas e tinham suas próprias forma político-administrativa, organização social e até deuses protetores. Aliás, as mitologia e filosofia gregas, ainda hoje são referênciasaos estudiosos daquele Período Clássico, destacando-se os eternos mestresSócrates e Platão. Também na arquiteturaergueram monumentais templos e acrópoles de mármore no topo de montanhas etêm como marco positivo o título de“berço da democracia”,abrindo espaços públicos para inflamados debates.

Atualmente, a histórica da Grécia abriu um novo livro para registrar os desmandos e escândalos de seus dirigentes intransigentes,noticiados há anos, que desaguaram na decisão dedeixar de pagar ao Banco Central Europeu e ao Japão, dentre outros, considerável valor, resultando no moderno episódio denominado‘calote grego’, e confirmado com a recusa de pagamento, perante o FMI, de 2 bilhões de Euros,neste 10 de julho, cifra que precisará ser refinanciada. Sem a moeda circulando,a população desvalidanão dispõe do próprio dinheiro parasatisfazer as necessidades domésticas mais básicas! A quebradeira com a necessidade de realização de empréstimos internacionais e atualização monetária dos valores devidossaiu do controle interno e vem ocasionando o drama que conduziu o Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, a posicionar-se, interventivamente,externandoa necessidade de “prestar socorro humanitário a crianças ou doentes, que é questão de solidariedade dentro da União Européia.”

A paciência tem limites para todo e qualquer país, e a pressão dos credores enganados, forçaram o primeiro-ministro Alexis Tsiprasa pedir a imediata demissão do Ministro das Finanças gregas, tão logo o plebiscito popular, com 100% de apuração do pleito, apontar que 61,31%da população grega NÃO concorda com os termos ofertados para a renegociação da dívida internacional.  Ainda nesta semana, reuniões e mais reuniões estão ocorrendo para evitar um mal maior a um povo trabalhador e de muitas glórias até então, e a torcida dos brasileiros é que a Grécia vença esse desafio econômico, sem prejuízos a seu povo e à comunidade global.

Falando em percentagens, a decisão de pouco mais de 61% dos cidadãos gregos, conduziu ao afastamento do Ministro das Finanças,YanisVaroufakis, sob o pretexto de facilitação às negociações com o Eurogrupo, e nova proposta que deverá ser divulgada já no dia 07 de julho, um dia após à comentada demissão. Em terras tupiniquins, se assisteà rejeição de Dilma Rousseff por 68% dos brasileiros, levando-se em conta os seguidos escândalos públicos.

Plutarco jádizia “Nada é tão flexível como a língua da mulher, nada é tão pérfido como os seus remorsos, nada é mais terrível do que a sua maldade, nada é mais sensível do que as suas lágrimas”.

(*) Advogadoe desembargador aposentado

www.reporteriedoferreira.com