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Empresa holandesa abre centro de treinamento de pilotos em Diadema

Gol, primeira cliente, passa a usar dois simuladores da SIM Industries na semana que vem

7/02/2013 07:49

Divulgação

Simulador conta com todo o painel de instrumentos do Boeing 737, avião utilizado em toda a frota da Gol

A Gol começa a usar na segunda-feira (11) um novo centro de treinamento de pilotos, em Diadema (SP). O local foi construído pela empresa holandesa SIM Industries, comprada pelo grupo americano Lockheed Martin em 2011. O centro custou cerca de US$ 20 milhões e é o primeiro da SIM no Brasil, e o maior da companhia na América Latina.

O local pode abrigar seis simuladores. Dois deles foram alugados pela Gol por dez anos, e um terceiro está reservado para a empresa, se houver demanda. “Sobre os outros simuladores, estamos falando com mais empresas, agora que o centro está pronto podemos conversar com possíveis clientes”, diz Paul Livingston, vice-presidente de operações da SIM.

A Lockheed Martin é uma das principais fornecedoras de tecnologia para diversos departamentos governamentais de Defesa, inclusive dos EUA. Com a aquisição da SIM, a empresa ingressou no mercado de aviação comercial.

“As conversas com a Gol começaram há um ano e meio, eles queriam comprar simuladores. Então vimos o potencial do mercado e abrimos nosso próprio centro, com a Gol como principal cliente”, diz Livingston.

A Gol faz 34 mil horas de treinamento por ano, para 1.560 pilotos – entre copilotos e comandantes. Essas simulações aconteciam em Guarulhos, num local que ainda poderá ser usado pela empresa.

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Instalações em Diadema, no ABC Paulista, demandaram investimento de US$ 20 milhões

“O que muda (com o novo centro) é o nível de tecnologia do simulador. Os novos são muito mais próximos da realidade, o leque de panes e emergências que podemos simular é muito maior”, diz Adalberto Bogsan, vice-presidente operacional da companhia.

Os simuladores são de modelos Boeing 737, usados em toda a frota da Gol, de 126 aviões. As cabines montadas em Diadema contam com sistemas pneumáticos de movimentos, que tornam as sensações próximas de um voo real. Os cenários virtuais imitam os principais aeroportos do mundo – em alguns, como Congonhas, o nível de detalhes inclui até carros passando nas avenidas da região.

A escolha de Diadema se deu por questões logísticas e de engenharia. “Fizemos promessa para a Gol de que o centro seria a menos de 10 km de Congonhas (onde fica a sede da empresa). Aqui fica a 9,8 km”, diz Livingston. “O local também tem pé direito de 15 metros, necessário para os simuladores”, explica.

A Lockheed Martin tem centros como esse em mais de 75 países. “Trouxemos para cá o que existe de mais moderno”, afirma Livingston. “Conseguiremos simular qualquer situação de anormalidade, para que nossos tripulantes nunca sejam pegos com situações desconhecidas”, completa Bogsan.

Do Ig