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Corujinha pagou quase R$ 1 milhão a apenas 8 assessores para cuidar da Mesa Diretora

4/12/2019 19:39

Em janeiro deste ano de 2019, assim que assumiu a presidência da Câmara Municipal de João Pessoa, mesmo em recesso parlamentar, o vereador João Corujinha criou oito cargos em comissão para cuidar da assessoria da Mesa Diretora da Casa Napoleão Laureano, e pagou R$ 87.500,00 aos felizardos ocupantes desses cargos, entre eles o advogado, Michel Silvestre Henrique, filho do casal milionário de parlamentares João e Edna Henriques, que tinha o maior salário, R$ 14.000,00, mas que nunca foi visto nas dependências da Câmara, segundo alguns vereadores, servidores antigos, seguranças  e profissionais da imprensa.

No mês de fevereiro, os assessores receberam o salário integral, mesmo trabalhando apenas três dias, uma vez que o recesso parlamentar só acabou no dia 27 por causa de problemas estruturais na Casa Napoleão Laureano.

Nos meses de março, abril e maio, a Câmara continuou desembolsando dos cofres públicos os mesmos R$ 87.500,00 para ter, hipoteticamente, um serviço especializado para suprir as necessidades da Mesa Diretora, que tem a seguinte formação: Presidência, João Corujinha (DC); 1ª Vice-Presidência, Leo Bezerra (PSB); 2ª Vice-Presidência, Fernando Milanez Neto (PTB); 1ª Secretaria, Eliza Virgínia (PP); 2ª Secretaria, Humberto Pontes (Avante); 3ª Secretaria, Chico do Sindicato (Avante).

No mês de junho, a Mesa Diretora desembolsou dos cofres públicos a quantia de R$ 124.488,697 para pagar o salário e a primeira parcela do 13º salário, os seus assessores especiais.

Nos meses de julho e agosto, houve uma pequena redução no pagamento dos assessores especiais, passando de R$ 87.500,00 para R$ 79.000,00, ou seja, Corujinha pagou aos oito premiados R$ 8.500,00 a menos do que nos meses anteriores.

Já em setembro, último mês que a Mesa Diretora da Câmara Municipal de João Pessoa enviou informações da folha de pagamento ao Tribunal de Contas do Estado, para serem colocadas no sistema de prestação de contas eletrônica para os municípios, o Sagres, a CMJP pagou R$ 77.600,00, reduzindo um pouco mais a folha em R$ 1.400,00.

Pois, então, somando todos esses valores e imaginando que em outubro e novembro eles devem ter recebido os mesmos R$ 77.600,00, chega-se a uma conta astronômica de R$ 873.788,00, sem contar a outra parte do 13º salário que a Câmara ainda deverá pagar, chegando a uma conta aproximada de quase R$ um milhão para um seleto grupo de oito assessores especiais.

Chuva de exonerações – Por coincidência, ou não, após a reportagem começar a colher informações para dar início às matérias jornalísticas sobre gastos com pessoal na Câmara, a Mesa Diretora, por intermédio do presidente Corujinha, decidiu exonerar cinco dos oito assessores especiais que recebiam atualmente entre R$ 8 mil e R$ 13.600.

Veja abaixo os nomes dos assessores exonerados:

Denyse Mendes Lyra Pessoa, substituída em março por Igor Espínola de Carvalho (salário de R$ 10.000,00)

Francisco Carlos Araújo Matos (Salário de R$ 10.000,00)

Giácomo Porto Neto (Salário R$ 10.000,00)

Lincoln Fernandes Kurisu (Salário R$ 8.000,00)

Michel Silvestre Henrique (R$ 13.600,00)

Ainda permanecem no cargo os servidores Alan James da Silva Matias, com salário de R$ 10.000,00 e Ronald Pereira Lins e Elcio de Lucena Costa Filho, com salários de R$ 8.000,00, cada. A folha agora com a assessoria especial da Câmara passa a ser de R$ 36.000,00, uma economia de R$ 41.600,00.

 No segundo semestre do ano passado, 2018, por exemplo, de julho a outubro, a Câmara contava com quatro assessores especiais para ”cuidar” da Mesa Diretora, recebendo no total o valor mensal em torno de R$ 30 mil. Na atual gestão esse número aumentou 100% e o s valores pagos quase triplicaram, chegando a quase atingir a casa dos R$ 90 mil por mês.

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