BESSA GRILL
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CORRUPÇÃO COMPULSIVA

23/01/2013 16:04

 
nóbregaDesde as primeiras cartas constitucionais fala-se em probidade administrativa, como uma sinalização  aos poderes de que as verbas e o patrimônio público pertencem ao povo.E esse dever de probidade é descartado, não só pelos gestores, como também na ótica dos detentores de mandatos e de poderes outorgados.

Mesmo com enfadonha ressalva nas normas de direito público, quanto a investida aos cofres públicos, a prática do alcance de verbas tem crescido,de forma alarmante.

Há  momento em que povo perde a paciência e se revolta, praticando pequenos delitos (furtos). Aí sim, se descoberto passa a sofrer a força “implacável” da lei, e como bode expiatório corre risco de apodrecer numa cela com espaço de um metro quadrado por habitante.

Quando, porém, se trata de crime de colarinho branco, as formalidades (se descobertos), obedecem a quorum parlamentar, comissões que nunca apuram e raramente condenam, sem esquecer que tudo isso pode ser trancado, via medida provisória, que goza de prioridade, principalmente quando se trata de reajuste de subsídios e outras vantagens pessoais dos “dignos representantes” do povo.A exemplo desses fatos, com a chegada à tona de escândalos financeiros, muitos governantes e políticos,escudados nos prazos regimentais, sufocam do clamor social, as imoralidades e utilizam todas manobras para evitar a apreciação do judiciário que em .recente decisao, sobre o desmonte  de grupos que assacaram o erário público e mesmo atropelando as manobras políticas, em histórico julgamento pelo STF condenou a quadrilha a devolver aos cofres públicos o que fora retirado sem permissão.

 

Acontece que se criou uma celeuma entre o Judiciário e o Legislativo, o que poderá culminar numa anistia geral e irrestrita por honrosa decisão dos  nobres legisladores. E amanhã esses paladinos da moral e da honestidade, estarão nos palanques agradecendo a confiança dos eleitores e pedindo outra oportunidade de honrar o seu voto. VOCÊ DECIDE…