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Corpo de dom Eugenio Sales é sepultado na Catedral do Rio

11/07/2012 20:53

O corpo do cardeal dom Eugenio de Araújo Sales foi sepultado, na tarde desta quarta-feira (11),  na cripta da Catedral Metropolitana, no Centro do Rio de Janeiro.  A cerimônia teve a presença de cardeais, arcebispos, e bispos da igreja, além de outras autoridades e muitos fiéis.

Mais cedo, foi celebrada a última missa de corpo presente do arcebispo emérito do Rio, que durou duas horas. Ao final da missa chamada Exéquias, celebrada pelo arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, houve um cortejo.

Dom Eugenio morreu às 22h30 de segunda-feira (9), aos 91 anos, após sofrer um infarto em casa.

A cripta da Catedral Metropolitana já está preparada para receber o corpo do cardeal. No local, apenas bispos e cardeais são sepultados. O túmulo de dom Eugenio fica em frente ao de Monsenhor Ivo Antonio Calliari, responsável pela construção da Catedral do Rio.

Ele é o segundo cardeal a ser enterrado no chão da cripta da Catedral do Rio. Segundo a Arquidiocese, a cripta tem 25 mil nichos que podem ser adquiridos por qualquer pessoa, mas o chão do local é reservado aos bispos da Igreja.

De acordo com a Arquidiocese do Rio, o enterro será realizado nesta quarta porque o irmão de dom Eugenio e arcebispo emérito de Natal (RN), dom Heitor de Araújo Sales, e o bispo auxiliar de dom Eugenio, bispo dom Karl Joseph Romer, vieram do interior da Suíça.

Participam da missa o governador do Rio, Sergio Cabral, e o vice Luiz Fernando Pezão, o senador Garibaldi Alves e o prefeito Eduardo Paes. Também estão presentes o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Paulo Melo, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Jose Manoel Rebello, a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlinio,  o embaixador do Brasil no Vaticano, Almir Barbuda, e Valter Picle, chefe do Itamaraty no Rio.

Ele deixa como legado a fé, diz irmão caçula
Já o o irmão mais novo do cardeal dom Eugenio Sales, o professor Otto Santana, de 71 anos, vindo do Rio Grande de Norte, chegou no início desta tarde para o funeral do arcebispo emérito do Rio, na Catedral Metropolitana.

Apesar da morte do irmão mais velho, Otto disse que ficou feliz ao chegar ao Rio e ver o reconhecimento da contribuição que o cardeal deu à cidade com sua fé.

“O que ele mais desejava era o bem da comunidade, das pessoas, do Brasil, pelo crescimento da fé. Essa manifestação do público, essa peregrinação para a despedida dele demonstra isso. Ele deixa como legado a fé encarnada que se transforma em qualidade de vida para as pessoas da cidade. Como Jesus, ele também cuidou dos humildes” disse Otto.

Dom Eugenio, segundo Otto era o mais velho de oito filhos, de dois casamentos. Otto é o mais novo do segundo matrimônio da mãe.

Fiéis aguardam até 30 minutos em longa fila para dar seu adeus a dom Eugenio na Catedral Metropolitana do Rio nesta quarta-feira (11) (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)Fiéis aguardam até 30 minutos em longa fila para dar seu adeus a dom Eugenio na Catedral Metropolitana do Rio nesta quarta-feira (11) (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)

Fiéis enfrentam fila
O sacrifício de passar até meia hora na fila para registrar seu adeus ao cardeal dom Eugenio Sales, arcebispo emérito do Rio de Janeiro, que desde a tarde de terça-feira (10) é velado na Catedral Metropolitana, no Centro do Rio, não desanimou os fiéis na manhã desta quarta-feira (11). Depois de deixar sua assinatura no livro de registro, fiéis, amigos e religiosos rezaram junto ao caixão do cardeal, que na missa desde as 10h voltou a ser velado na nave central da igreja.

Cripta onde dom Eugenio será sepultado na Catedral do Rio (Foto: Carolina Lauriano/G1)Cripta está sendo preparada para sepultamento do cardeal arcebispo emérito do Rio de Janeiro (Foto: Alexandre Durão/G1)

“Somos da Paróquia de Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado. Viemos nos despedir e fazer nossa oração para que ele descanse em paz e olhe por nós como sempre fez. Foi um homem muito dedicado aos desvalidos”, disse a paroquiana Geni Rocha Cabral, acompanhada da amiga Maria Pinheiro. As duas saíram de Laranjeiras, na Zona Sul, para acompanhar a missa das 10h, na Catedral.

De acordo com informações de religiosos da Catedral, embora não estivesse programada, foi realizada uma missa às 2h, durante a vigília com o corpo do cardeal que foi velado na Capela do Santíssimo Sacramento, atrás do altar principal da igreja. As duas primeiras missas do dia – das 6h e das 8h – também foram realizadas na capela.

Pomba branca continua na Catedral
Grande surpresa do início da cerminônia de terça-feira (10), a pomba branca solta por um voluntário da Cruz Vermelha e que passou mais de uma hora sobre o caixão de dom Eugenio, continuava, na manhã desta quarta, na nave central da Catedral. Desta vez, acompanhando de longe toda a movimentação na igreja.

Durante a madrugada, as portas da igreja não foram fechadas e milhares de fiéis estiveram no local para se despedir do arcebispo. Pontualmente, às 6h os sinos da Catedral tocaram, dando início às missas desta quarta-feira.

Na terça, a Polícia Militar executou o Hino Nacional e a Marcha Pontifícia. Por um tapete vermelho estendido na porta da igreja, o caixão foi levado por homens do Corpo de Bombeiros até a porta do templo.

Fiéis começaram a chegar à Catedral por volta das 10h30 para esperar a chegada do corpo do cardeal. Segundo a moradora de Vila Isabel Ieda Duque Accioli, dom Eugenio fará muita falta à Igreja. “Ele era um cardeal muito participante. Deu a vida dele pela Igreja. Era muito carismático. Vai fazer falta. Era uma pessoa fechada, mas de muito bom coração”, afirmou a fiel. Já Maria de Fátima Moreira Santo, que vai todos os dias à igreja, nesta terça resolveu ir assistir à missa na Catedral para prestar uma última homenagem ao cardeal.

 

 

Do G1 RJ