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CIRCO SEM PÃO: Francisco Nóbrega dos Santos

25/12/2013 17:13

CIRCO SEM PÃO

     FRANCISCO NÓBREGA DOS SANTOS

nobrega santosO povo brasileiro, acomodado por natureza, vinha sofrendo na pele, os reflexos da própria inércia. Acostumado  a viver de ilusões e acreditar em promessas de palanque, despertou para a realidade e resolveu ir as ruas e bradar de forma retumbante uma palavra de ordem; Cheeeeega de tanta corrupção, basta de de mentiras, demagógica e leviandades.

E o movimento que nascera de um simples protesto contra o aumento da passagem de transporte coletivo, cresceu geometricamente e se espalhou por esse imenso território, de tantas riquezas naturais, ocultas no emaranhado de falcatruas e ilicitudes, sob os olhares omissos e coniventes dos que mudaram, para pior, a vida do povo, transformando Brasil em um império da malversação do dinheiro público.

Nós que escolhemos aqueles cidadãos, pela forma de democracia representativa, com  se acha expresso na Constituição Brasileira, e lhe outorgamos poderes para defesa dos direitos do povo, amargamos, ao longo de muitas décadas, o desvio de conduta, a improbidade administrativa  e outros vícios, que nos ofertam uma desigualdade social, sem esquecer do uso indevido dos recursos para saúde, educação e segurança, desviados para política eleitoreira e de concentração de poderes e verbas tiradas da classe trabalhadora, para uma oligarquia desfrutar de farras e banquetes.

O povo que tardiamente demonstrou o sentimento de revolta e ainda não sabe que, até  a presenta data, foram investidos 28 bilhões de reais para trazer para o Brasil uma copa do Mundo, tentando ocultar  mal estar com o suntuosos gabinetes enquanto as verbas são desviadas para copa da ostentação, pois enquanto as copas realizadas Japão/Coreia e África do Sul, foram gastos menos de 10 milhões de reais.

E o projeto de irrigação, com o desvio das águas do Rio São Francisco, permanece adormecido nas comissões do congresso, somente lembrado nos palanques, pelo Governo e seus aliados, pondo em prática uma política eleitoreira, com bolsas, ajudas e propagandas, enqunto a insegurança toma conta do País, a violência instala seu quartel general, encurralando a sociedade e sufocando uma segurança desaparelhada e mal paga. E a sanção da Lei que permite e oficializa o aborto, contraiando, de forma ostensiva, os princípios dogmáticos do Cristianismo que condenam tal espécie de crime?

Com relação  à saúde, somente os agentes financeiros não têm de que reclamar, pois recebem injeção de verbas, numa política neoliberalista, que faz crescer o batalhão dos endividados, enquanto sobra dinheiro para os banqueiros, que têm tornado o pobre refém dos empréstimos sufocantes. E a educação dispensa maiores comentários, pois enquanto o Governo gasta mais de 20 mil reais por ano, para cada presidiário, as bolsas ofertadas a poucos estudantes não ultrapassam trezentos reais por pessoa. O pior é que os políticos aliados não entendem a razão da queda vertical da popularidade da Presidenta. Por tudo isso o povo reserva para as urnas a prova da indignação, com explosão da impaciência. AGUARDEM.