A vitória do argentino Mauricio Macri, empresário, engenheiro civil e político argentino, nas eleições deste domingo passado, fez com que toda a América Latina se preocupasse com a governança de um candidato conservador, até porque, aquele alardeou metas ousadasna reconstrução de laços com os poderosos Estados Unidos, num exemplo de prioridade na estabilidade econômica, além de se aconchegar com a comunidade financeira internacional, sem também esquecer as demais promessas de campanha. Foi muito claro para a imprensa que o empenho corajoso e determinado de Macri facilita um grande acordo comercial, envolvendo o Mercosul e a União Europeia, aproximando-se mais do Chile, da Colômbia, do Peru e do México, integrantes fortes da Aliança do Pacífico. De outra banda, Macri fora eleito em 2005, para o cargo de deputado, logo em seguidaeleito prefeito de Buenos Aires, em 2007, e com sangue futebolístico, foi presidente do time do Boca Junior. Com essa bagagem, dissera, publicamente, que seria ele o primeiro presidente sul-americano a enfrentaro ditador Nicolás Maduro, um motorista de ônibus, semianalfabeto que se transformou noalgoz do bom povovenezuelano, que sofre sem alimentos nas prateleiras das lojas.Para o jornal Clarín, “Macri reiterou uma promessa de campanha e disse sim, que pedirá ao Mercosul a aplicação da cláusula democrática do bloco, em relação à Venezuela”.

Quanto à postura formal do Brasil nessas eleições argentinas, a presidenta Dilma, que há anos,se aliara ao kirchnerismo, cujo candidato derrotado, o governista Daniel Scioli, chegou ao ponto de se reunir, em 13 de outubro de 2005, com assessores do vencido, no Palácio do Planalto. Já era esperado, no campo diplomático, nesta segunda-feira que a ‘mulher da mandioca’ se apressou em telefonar para o novo presidente da Argentina, apresentando os cumprimentos pela vitória e, ato contínuo e deselegante, convidou Macri a vir passear no Brasil, o que não ocorrerá porque o novo presidente tem o que fazer em prol do seu povo! Detalhe significativo na imprensa argentina lembra bem, que os governos de Lula e Dilma resistem, teimosamente, à aplicação da temível cláusula democrática do blocodos países sul-americanos,contra o país de Maduro.

Finalmente, depois de muita bandalheira na América Latina, um sol despertou políticos argentinos compromissados em manter as riquezas de seus respectivos países, com torneiras fechadas nos canos onde circulam a preciosa água negra do petróleo, que aqui não é mais nosso e, ainda meninos, gritavam pelas ruas para que não derramassem ou, roubassem, o que era do povo! Louvo a todos que têm esforço supremo, de não temer a legalidade, até porque o direito da força é bem menor do que a consagrada força do direito. A comunidade mundial exige sim que o vigoroso presidente da Argentina, Mauricio Macri, conseguirá manter os seus compromissos de campanha política. Diferente do meu país, onde não fazem o que propõemdurante as eleições, como mau exemplo do Partido dos Trabalhadores, que não trabalha, vive numa boa, imune aos muitos processos que ficam deitados nas prateleiras dos Tribunais.

Uma lição moral nunca é demais para quem não sabe ler nem falar: “Uma nação que confia em seus direitos, em vez de confiar seus soldados, engana-se a si mesma e prepara sua própria queda”,do eterno mestre Rui Barbosa.

www.reporteriedoferreira.com  (*) Advogado e desembargador aposentado