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Bombeiros continuam trabalho de rescaldo na região da Saara, no Rio

Ruas do local continuam interditadas na manhã desta segunda-feira. Corpo de Bombeiros investiga causas do incêndio que atingiu 10 imóveis.

1/04/2013 12:32

Bombeiros continuam o trabalho de rescaldo na região da Saara, no Centro do Rio, que foi atingida por um incêndio na noite de sexta-feira (29). Na manhã desta segunda-feira (1°), ainda é possível ver fumaça em um dos 10 casarões atingidos pelas chamas, conforme mostrou o Bom Dia Rio. Para ajudar o trabalho dos bombeiros, trechos das ruas Buenos Aires, Gonçalves Ledo e Regente Feijó permanecem interditados nesta segunda.

O Corpo de Bombeiros investiga as causas do incêndio que atingiu dez prédios na Saara, o maior centro de comércio popular do Rio, que abriga cerca de 1.200 lojas. Testemunhas contaram que viram duas pessoas no telhado e que o fogo pode ter sido criminoso. O resultado da perícia deve ficar pronto em 30 dias.

Pessoas observam fumaça que ainda sai de escombros de loja que pegou fogo na sexta (29) (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)Pessoas observam fumaça que ainda sai de escombros de loja que pegou fogo na sexta (29) (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)

No sábado (30), dia de grande movimento por causa da Páscoa, quem passou por lá encontrou ruas interditadas, devido ao trabalho de demolição dos imóveis condenados devido aos danos do fogo e do trabalho de rescaldo. O prédio da Papelaria Caçula, na mesma rua, onde o fogo teria começado por volta das 22h de sexta-feira (29), terá apenas os dois pavimentos superiores demolidos.

As ruas Regente Feijó, entre a Rua Senhor dos Passos e a Rua Buenos Aires, e a Rua Gonçalves Ledo, entre a Rua Senhor dos Passos e o Beco do Tesouro, também foram interditadas, segundo o Centro de Operações da Prefeitura.

Por volta das 2h deste sábado, os bombeiros controlaram o incêndio. Na manhã deste sábado, havia muita fumaça no local e bombeiros ainda trabalhavam no rescaldo.

Prédios são demolidos após incêndio na Saara (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)Prédios são demolidos após incêndio na Saara (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)

O incêndio teria começado por volta das 23h na Papelaria Caçula. Representantes da empresa que estiveram no local acreditam que houve perda total do material, que estava em setes prédios. Como era feriado, não havia expediente na loja e nenhum funcionário estava no local quando o fogo começou.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a empresa informou que “lamenta profundamente” o incêndio e que “acompanha o trabalho e a apuração dos fatos”. “As demais lojas da Caçula, localizadas em doze endereços no Rio e Grande Rio, continuam com seu funcionamento normal”, conclui o texto.

Lojas populares
A Saara é a região que engloba as ruas dos Andradas, Buenos Aires, Alfândega e a Praça da República, no Centro, um polo de lojas de roupas, brinquedos, acessórios para carnaval e artigos de festas a preços acessíveis. A região também abriga tradicionais restaurantes árabes. Saara significa Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega, uma associação formada em 1962 pelos comerciantes da área. São 1.200 lojas em 11 ruas que têm no Natal seu período de maior circulação de consumidores, chegando a um milhão de pessoas por dia. Em dezembro de 2012, duas lojas na mesma região foram destruídas por um incêndio.

Máquinas derrubam paredes do prédio da Papelaria Caçula, atingida pelo fogo na Saara (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)Máquinas derrubam paredes de prédios atingidos pelo fogo na Saara (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)
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