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AD IMMORTALITATEM: Escrito por Marcos Souto Maior

15/08/2014 15:15

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Escrito por Marcos Souto Maior

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Em meio às homenagens anuais dos pais de todo o país, sempre fico acanhado com a presença dos meus filhos e demais familiares, numa festa arretada em torno de um almoço dominical que termina sempre já no meio da tarde. Inesperadamente, voltei a sentir meu coração bater com mais força, como se fosse um chamado especial de atenção, do filho sexagenário saudoso que não esquece seus pais. Para mim, as festividades deste “Dia dos Pais” não poderiam encerrar a exemplo dos anos anteriores, naquele momento animado de muitas guloseimas e brincadeiras ruidosas entre todos os familiares da família Souto Maior. Até porque minha mente registrou todos os afagos sinceros e amorosos de meus quatro queridos filhos: Hilton Neto, Marcos Filho, Raquel e Maria Adélia. Na verdade, para mim, as atrações mais gostosas, que chamavam minhas atenções ficaram a cargos dos meus netinhos queridos deixando o vovô, muito alegre, feliz e realizado!

Entretanto, a notícia central girava em torno de algo inusitado para a maioria, em razão da outorga da comenda da Academia Paraibana de Letras Jurídicas, concedida a Marcos Antônio Souto Maior Filho, advogado militante, Conselheiro da OAB/PB, professor universitário, autor de livros, e outros afazeres. Pois bem, já havia comparecido a diversas nobres solenidades do estilo, mas nenhuma envolvendo minha família. “Tudo pronto, papai, a solenidade está composta e falta apenas o momento para sua realização.” Disse Marquito, como chamo este amado filho na intimidade!

Realmente, estava me parecer tudo prontinho nos detalhes, contudo a ausência sentida dos meus adorados pais, Hilton e Adélia, que anteciparam suas partidas para o infinito, fez desviar a cobrança amorosa na presença deles para ovacionar o querido jovem imortal. Honrosamente me fiz representar os inesquecíveis avós do homenageado, utilizando a língua latina, ainda bem viva, para a bênção de nosso Deus: Ad maiora nati sumo. Que vem a ser: “Nascemos para as coisas mais elevadas”.

O compromisso solene assumido por meu filho Marcos Antônio, assistido por todos quantos lotaram o auditório da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional da Paraíba, na verdade, é eterno e espalhado por quantos souberem ouvir, em razão de ter limites universais e seguros, no exemplo do consagrado e imortal Fióder Dostoiévski: “A medida que o nosso amor progride, mais nos convencemos de que Deus existe e a alma é imortal”.

Nada poderia ser tão sublime e responsável o gesto simples de comparecer ao topo da glória literária jurídica de um filho, em nome dos avós saudosos!

 

(*) Advogado e desembargador aposentado