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A pena de morte já existe – Francisco Nóbrega

21/10/2015 00:21

Lamentavelmente, no Brasil, vive-se e vivencia-se a prática comum da pena de morte. Mas essa pena capital é imposta de forma inquisitória e executada por um tribunal de exceção chamado CRIME ORGANIZADO.Basta uma simples consulta as estatísticas para se chegar a cruel realidade. Realidade essa que chega a colocar nosso País na zona vermelha do planeta, isto é, zona de risco e de iminência de uma convulsão social.

A sociedade vive refém do crime organizado. E o comando dessa nefasta organização, ante a impotência dos poderes repressores, organiza-se, custeado com o dinheiro do narcotráfico, cujo capital de giro vem das mãos de figurões, traçando seus planos e estratégias, dos condomínios de luxo e  de mansões imunes até do telescópico rastreador da Receita  Federal que alcança as pequenas empresas mas deixam imunes os barões da importação e da distribuição, a grosso e a varejo, do produto nefasto que entra na vulnerável fronteira que liga o Brasil a quase toda América do Sul.Hoje se observa sem muito esforço que a marginalidade vem crescendo, de forma geométrica, enquanto o estado brasileiro tem sua atenção voltada para a congelar a remuneração do trabalhador, que constitui a maior fonte de arrecadação, para custear a farra dos poderes.

O povo ainda não parou prá pensar nos recursos que são gastos com o Poder Legislativo. As dotações  alcançam valores que devoram quase todas as verbas orçamentárias. Só as despesas de pessoal  é maior do que os gastos de uma Cidade de grande porte, existem assessores até morando no seu próprio estado, a serviço de políticos, na manutenção de currais eleitorais.Na contramão dos fatos a segurança é desaparelhada, mal remunerada e desestimulada pelos baixos salários, enquanto os assessores parlamentares ganham mais do que os médicos mal pagos para combater as doenças causadas pela falta de assistência governamental que ignora a precariedade da infra estrutura urbana, causadora das mais diversas epidemias.

Por outro ângulo a carência de verba para as comunidades necessitadas amplia-se a cada ano, como igualmente se ampliam os proventos dos parlamentares. Apenas eles não perdem o poder aquisitivo.E a sociedade, sem dar causa a esse estado de coisa, vive o pesadelo da insegurança, protegendo suas casas com grades, sistema eletrônico, usando carros brindados e dispositivos de “segurança”, enquanto o Quartel General do Crime Organizado  Põe em prática o seu marketing, com um planejamento para neutralizar o frágil armamento da segurança, que está muito distante de superar as sofisticadas e potentes armas em poder dessa incontrolável força paralela.

Numa reflexão lógica, por mais que os nossos representantes ignorem ou finjam ignorar; por mais que o eleitorado permaneça indiferente a essa situação, o Pais vive uma guerra intestina. E os comandantes do crime organizado estão pondo em prática o Dispositivo Constitucional que dispõe sobre a pena de morte. Diz o inciso XLVII da Lei Maior,  penas; “a” de morte, salvo em caso de guerra declarada nos termos do art. 84, XIX.E os bandidos decretaram a guerra amparados numa Legislação Penal ultrapassada, setuagenária ,anacrônica e alheia a evolução dos fatos, enquanto a preocupação básica dos poderes executivo e legislativo é se prepararem para cada eleição que se aproxima, além criarem despesas, com efeito cascata (não confundir com cachoeira), que atinge, desde o Poderoso Estado ao Minúsculo Município, com o reajuste de subsídios. Porém, numa fronteira mais avançada o Quartel General do Crime e da Corrupção já evoluiu no tempo e no espaço.  E como diz a canção popular;  “O TEMPO PASSOU NA JANELA, SÓ CAROLINA NÃO VIU”…