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A GRAVE CRISE NA MIDIA: Walter Santos

16/04/2015 18:20

201503080731010000005007Walter Santos analisa a crise na mídia paraibana

Walter Santos mostra números da crise da Midia com Dilma e a causa financeira

O analista politico e econômico do Portal WSCOM Online, jornalsita Walter Santos, postou neste domingo novo texto de seu Blogo em que explica com riqueza de detalhes as causas para a crise que afeta os veiculos de comunicação do País, a partir dos grandes sistemas de Midia. Ele analisa ainda causa do fechamento do jornal semanal “Contra Ponto”, do jornalista João manoel de Carvalho.

Eis a análsie:

A GRAVE CRISE NA MIDIA, OS DESVIOS E O FIM DO CONTRA PONTO

O Brasil do Século XXI de avanços tecnológicos fantásticos experimenta a mais forte crise do segmento de comunicação do Pais, tanto do ponto de vista econômico para sua auto – sustentação em face do novo modelo de negócios imposto pela influência da Internet e Redes Sociais, bem como pela posição politica adotada pelos principais veiculos de comunicação que, de olho na verba publicitária federal, adicionado de postura tipica de partido politico, resolveram peitar e querer derrubar o governo do PT.

Na Paraiba, alguns anos depois do fim das atividades do Jornal O NORTE, um dos espólios de Assis Chateaubriand, eis que o mês de Março de 2015 registra o fechamento do Jornal semanal “Contra Ponto” editado e impresso em João Pessoa sob o comando do experiente e veterano jornalista João Manoel de Carvalho.

Na essência da crise experimentada pelo “Contra Ponto” numa escala inferior de tamanho e abrangência está a mesma causa/efeito da grave crise pela Grande Midia no aspecto econômico em face da retração do mercado anunciante, bem como pela redução de verbas publicitárias oficiais, ou seja advindas dos Governos, sobretudo depois que o Governo do PT resolveu dividir o bolo publicitário com o mercado, e não só os grandes veiculos.

A CAUSA MAIOR DA CRISE

A grande Midia vive a relação de guerra com o Governo Dilma/PT depois da decisão politica da SECOM federal, a partir de Luiz Gushiken, em 2003 em diante, fazendo com que as verbas publicitárias pudessem chegar às médias e pequenas empresas.

Para se ter um atestado concreto da ira da Grande Midia contra Lula e Dilma, basta levar em conta que até FHC toda a verba ia apenas para 192 empresas em todo Pais.

Com Lula, a verba chegou a mais de 6 mil empresas e com Dilma já passa de majs de 8 mil. Esta é a causa do ódio e campanha sistemática da Rede Globo, que detinha com FHC 60% da verba federal.

A CRISE É MAIS GERAL

Quem acompanha atentamente o mercado sabe que o problema é mais embaixo porque as Grandes empresas devem muito de impostos e outros compromissos, alem do mais o mercado reduziu drasticamente as propagandas. Leve-se em conta que com o advento da Internet, os anunciantes estão dividindo bolo com mais gente.

Se a Receita Federal, por exemplo, for rigorosa com a Rede Globo ela enfrentará grave situaçao para se sustentar.
A Editora Abril já entregou 6 andares de seu predio imponencial, fechou varios titulos, ainda vai demitir mais, assim como a Istoé anunciou a redução de 30% de suas despesas cortando pessoal e fechando alguns titulos.

NA PARAIBA, CENA AGRAVADA

Como os Governos não estão anunciando na necessidade das empresas e o mercado publicitario da iniciativa privada concentra mais em TV e algumas radios, logo as demais sofrem muito.

A midia na Internet enfrenta a depreciação do valor cobrado pelos sites e os Impressos enfrentam a concorrencia desleal de custo baixo da midia no modelo online.

Por isso, a crise é grave e deve gerar mais enxugamento e redução de pessoal para que as empresas possam sobreviver.

JOÃO MANOEL: PERSISTÊNCIA E INCOMPREENSÃO
NUMA SOCIEDADE ÁVIDA POR CONTRA-PONTO

O anúncio pelo jornalista João Manoel de Carvalho, diretor presidente e fundador do Jornal semanal “Contra-Ponto” de que a publicação não mais será editada porque decidira encerrar as atividades empresariais é um duro golpe na busca quase heróica de um personagem indispensável para os tempos presentes por cultuar a importância do contra-ponto no mundo do jornalismo paraibano/brasileiro.

João Manoel é dos que, por conta própria e idealismo, constituiu o Jornal para pelo prisma e filtro ideológico à esquerda mostra um outro olhar da sociedade, que não seja pelo domínio capitalista de cultuar o lucro e a visão imperialista do Capital internacional.

Desde quando dos primeiros passos, nos idos anos 60, João Manoel sempre foi este jornalista inquieto, ideológico e comprometido com um modelo de sociedade socialista, por isso o jornal “Contra Ponto” sempre buscou expor em suas páginas a outra versão sobre o Mundo socialista.

Como vive num estado de direito capitalista, é evidente que sempre haveria de imperar a auto sustentação por meio dos recursos buscados através de propaganda, quer do publico privado, quer público (Governos), mas estes atores não contribuíram suficientemente para lhe dar condições de sobrevivência normal no mercado.

É preciso, mais do que lamentar, reagir para fazer existir ações editoriais como a de João Manoel de Carvalho, um personagem indispensável nos tempos de hoje.

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