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A EMOÇÃO DE CONHECER ABELARDO JUREMA: Escrito por Rui Leitão

7/10/2015 08:47

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Numa noite de dezembro de 1978 estava visitando um amigo que se hospedara no Hotel Manaira, local onde hoje funciona o Mag Shopping, quando percebi uma grande movimentação ao lado da piscina. Procurei vencer a curiosidade e interroguei do que se tratava aquela festiva reunião de tantas pessoas importantes do nosso Estado. A resposta que recebi deixou-me ainda mais interessado em participar de tão extraordinário evento. Ali estava sendo lançado o livo “Exilio”, do Ministro Abelardo Jurema.

Era, portanto, a oportunidade de conhecer pessoalmente uma das mais destacadas personalidades da história política nacional. Havia acompanhado, sempre com muita atenção, os acontecimentos que marcaram a trajetória política daquele homem público. Sabia do sofrimento a que se viu obrigado a viver quando da deflagração do golpe militar de 1964, impelido ao exílio no Peru, afastando-se da família, por longos quatro anos. Ali estava ele, diante de mim.
O acaso me permitiu então ficar frente a frente perante um dos heróis paraibanos perpetuados na memória política do Brasil.Já havia lido “Sexta-Feira 13”, livro em que o ilustre conterrâneo narra os acontecimentos que precederam a deposição do Presidente João Goulart. Ele foi um dos protagonistas daqueles episódios da nossa história, quando no exercício do cargo de Ministro da Justiça.
Agora, trinta e sete anos depois, releio com emoção “O Exílio”, por empréstimo do amigo Abelardinho Jurema, seu filho, e hoje um dos mais competentes jornalistas da atual geração da imprensa paraibana.Voltei no tempo, não só na reconstrução dos fatos históricos de um tempo que vivenciei, marcado pela tristeza de ver nosso país mergulhar na escuridão de um regime ditatorial, quanto na lembrança daquele encontro inesperado com tão célebre figura da história nacional. Aquela noite ganhou significado singular pela circunstância honrosa de apertar a mão do Ministro Abelardo Jurema, integrante de uma galeria de notáveis paraibanos aos quais todos nós tributamos homenagens pelo muito que fizeram por nosso estado e nosso país. Homens como ele fazem vibrar o sentimento de orgulho do paraibano.• Integra a série de textos “INVENTÁRIO DO TEMPO II”.