Justiça converte prisão de acusados da morte de Expedito Pereira em preventiva

Os três acusados do assassinato duplamente qualificado do médico e ex-prefeito do município de Bayeux, Expedito Pereira de Sousa, ocorrido em 9 de dezembro do ano passado, devem continuar presos até o julgamento do caso. O pedido de conversão da prisão temporária em prisão preventiva foi feito pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) na denúncia oferecida contra o trio (processo 0800055-97.2021.8.15.2002), na última quarta-feira (10/02) e recebida, em todos os termos, pela Justiça, dois dias depois.

A denúncia foi oferecida pelo promotor de Justiça do 1º Tribunal do Júri de João Pessoa, Marcus Antonius da Silva Leite, e a decisão foi da juíza que atua no mesmo tribunal, Andrea Carla Mendes Nunes Galdino. Os réus são: Leon Nascimento dos Santos, apontando como executor do crime; José Ricardo Alves Pereira, que seria o mandante, e Gean Carlos da Silva Nascimento, o intermediador.

No pedido de conversão da prisão, o promotor Marcus Leite justifica que a decisão seria uma garantia da ordem pública e também asseguraria a aplicação da lei penal. “Considerando que aos denunciados é imputado o crime de homicídio duplamente qualificado, delito grave, na verdade hediondo, que revela, por si, a periculosidade dos agentes, mormente pela maneira como foi perpetrado, o possível desdobramento político e cometimento de crimes financeiros e outras fraudes contra a inditosa vítima (pendentes de investigação), além de informações constante dos autos acerca da má conduta dos denunciados”.

O representante do MPPB também narra na denúncia que no dia 16 de dezembro, o denunciado Leon Nascimento compareceu na Promotoria de Justiça, acompanhado de sua advogada e do delegado Victor Emanuel Melo dos Santos, e confessou a autoria do crime e participação dos outros dois denunciados. De acordo com Marcus Leite, Leon contou, “com riqueza de detalhes, toda a empreitada criminosa dos três imputados para o cometimento do crime”.

O promotor Marcus Leite também denuncia na peça acusatória que “o fato de o crime ter ocorrido para encobrir a dilapidação dos bens da vítima, caracteriza a qualificadora para assegurar a ocultação de outro crime”. O Ministério Público também esclarece que “o recurso utilizado impossibilitou a defesa do ofendido, que foi atacado de surpresa”. Diante dos fatos que constam nos autos, o promotor do 1º Tribunal do Júri concluiu que “sobejam indícios suficientes de autoria e prova inconteste da materialidade do crime de homicídio duplamente qualificado, em concurso de pessoas”.

O acolhimento da representação

Na decisão, a juíza Andrea Galdino faz um resumo dos fatos apontados pelo Ministério Público e constantes nos autos do processo e declara: “Assim sendo, diante de todo o exposto, com esteio no artigo 311 e artigo 312 do CPP, acolho a representação ministerial e converto a prisão temporária dos acusados Leon Nascimento dos Santos, Gean Carlos da Silva Nascimento e José Ricardo Alves Pereira, em prisão preventiva, para garantir a ordem pública, instrução criminal e aplicação da lei penal”.

A prisão temporária dos acusados, segundo os autos, foi requerida e deferida no dia 15 de dezembro passado, pelo prazo de trinta dias, tendo sido prorrogada por igual prazo, no dia 13 de janeiro deste ano. Com a prisão preventiva decretada, os acusados devem continuar presos até o julgamento do processo. Na mesma decisão, a juíza também levantou o sigilo dos autos e da cautelar.

O caso

Na denúncia, o Ministério Público narra que em 9 de dezembro de 2020, por volta das 9h, na Avenida Sapé, no bairro de Manaíra, em João Pessoa, o denunciado Leon Nascimento, a mando dos acusados Gean Carlos e José Ricardo, executou o ex-prefeito Expedito Pereira. Também consta na peça acusatória que José Ricardo se candidatou ao cargo de vereador de Bayeux, na última campanha eleitoral, contando com o apoio da vítima, que era seu tio, e com o trabalho dos acusados Gean Carlos e Leon Nascimento como “marqueteiros”.

A peça acusatória relata que o denunciado José Ricardo, no intuito de se eleger, passou a dilapidar o patrimônio da vítima, incluindo fraude e furtos relativos a bens imóveis, veículos, saques bancários e valores subtraídos do cofre da vítima. Narra ainda a denúncia que, em razão do insucesso na campanha eleitoral, e diante da dilapidação do patrimônio da vítima, os denunciados José Ricardo e Gean Carlos arquitetaram a morte de Expedito Pereira, escolhendo o denunciado Leon Nascimento para executar a vítima, o qual chegou, inclusive, a frequentar um clube de tiro, dias antes, para praticar a mira.

Na véspera do assassinato, de acordo com a denúncia, José Ricardo marcou um encontro com a vítima no “Bar de Jura” – um estabelecimento que fica próximo à residência da vítima, com a desculpa de que estaria com um vereador eleito da Capital, a fim de conseguir um emprego para a filha do idoso. Na manhã do crime, os denunciados Leon e Gean pediram emprestado uma motocicleta e Leon, portando uma arma de fogo, foi ao encontro e desferiu dois disparos contra a vítima, quando caminhava numa calçada em direção ao local marcado. O acusado fugiu e a vítima morreu no local. O reconhecimento do acusado e da motocicleta foi feito pela Polícia Militar, através de imagens de vídeo registradas pelas câmeras de vigilância instaladas na área. Chegando ao proprietário da motocicleta, a polícia identificou os demais acusados.

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Confira o abre e fecha de Carnaval na Paraíba

 

Comercio Foto Imagem ilustrativa Divulgacao Secom PB - Confira o abre e fecha de Carnaval na Paraíba

Em virtude da pandemia do novo coronavírus e do cancelamento dos festejos de Carnaval em todo o estado, comércio e serviços funcionam normalmente nos dias 16 (terça-feira) e 17 (quarta-feira). Em todo o estado, bares, restaurantes e lanchonetes terão restrições no horário de funcionamento – poderão abrir de 6h às 23h, fora desses horários só poderão funcionar com delivery ou para entrega de pedidos em loja.

Veja aqui mais informações sobre o Carnaval 2021 sem festas
Confira abaixo o que abre e fecha no feriado de Carnaval:

Comércio
O feriado de Carnaval deverá ter comércio funcionando normalmente na Paraíba. O Sindicato dos Lojistas do Comércio de João Pessoa (Sindilojas) confirmou que o expediente na terça-feira de Carnaval (16) e na quarta-feira de Cinzas (17) será normal, tendo em vista que em todo o estado não haverá ponto facultativo.

Em Campina Grande, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), a Associação Comercial de Campina Grande (ACCG) e o Sindicato dos lojistas de Campina Grande (Sindilojas) já haviam emitido uma nota em 21 de janeiro confirmando o funcionamento das lojas na cidade.

Em João Pessoa e Campina Grande, comércio funcionará normalmente (Foto: Arquivo/Jornal Correio)
Serviços públicos
As três principais cidades da Paraíba, João Pessoa, Campina Grande e Patos, cancelaram o ponto facultativo dos serviços públicos no Carnaval, assim como vários outros municípios do estado. Os Tribunais de Contas (TCE-PB), de Justiça (TJPB) e do Trabalho (TRT-PB) e a Justiça Federal na Paraíba também suspenderam o ponto facultativo do Carnaval.

O Governo do Estado já havia decretado expediente normal desde 30 de janeiro. Nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro não haverá ponto facultativo, o expediente no serviço público estadual será normal

Bancos
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) confirmou que os bancos não vão abrir nos dias 15 e 16 de fevereiro, período de Carnaval. A Resolução nº 2.932 do Banco Central do Brasil definiu que nos dias 15 e 16/02 (segunda e terça-feira de Carnaval) não haverá expediente ao público.

Na quarta-feira de Cinzas (17), o expediente será reduzido – de 12h às 15h. Nas localidades onde o expediente se encerra antes das 15h, o início do atendimento deverá ser remarcado para que se tenha, no mínimo, três horas de funcionamento.

Shoppings
Manaira e Mangabeira Shopping (João Pessoa): funcionam em horário normal (10h às 22h). Apenas no domingo (14), os restaurantes e Praça de Alimentação dos shoppings abrem a partir das 11h30 e as lojas e operações de lazer funcionam a partir das 12h. A Casa da Cidadania estará fechada nos dias 13 e 14; de 15 a 17/02, o horário de funcionamento será de 8h às 14h;

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Mag Shopping (João Pessoa): no domingo (14), lojas abrem das 13h às 21h e Praça da Alimentação das 12h às 22h; segunda, terça e quarta-feira (15, 16 e 17), lojas e Praça da Alimentação abrem das 10 às 22h;
Partage (Campina Grande): domingo, segunda e terça-feira (14, 15 e 16), lojas abrem de 10 às 22h e Praça de Alimentação de 11h às 22h; na quarta-feira, lojas e Praça da Alimentação abrem de 12h às 22h;
Shopping Guedes (Patos): dias 14 (domingo) e 16 (terça-feira), lojas abrem das 13h às 20h e Praça de Alimentação das 11h30 às 22h; no dia 15 (segunda-feira), estará fechado.
Trens
Os VLTs da CBTU João Pessoa irão funcionar normalmente nos dias de Carnaval, no horário tradicional – das 5h às 19h25

Correios
A Superintendência Estadual dos Correios informou que suas unidades operacionais e de atendimento funcionarão normalmente. Haverá atendimento nas agências entrega de objetos postais conforme as condições vigentes.

A Central de Atendimento dos Correios (CAC) atenderá normalmente nessas datas, das 8h às 20h. Os clientes poderão registrar manifestações ou obter informações sobre produtos e serviços no site dos Correios: www.correios.com.br.

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Carnava sem folia; Três pessoas são mortas a tiros em JP

Em apenas seis horas entre este sábado e domingo (14), a região metropolitana de João Pessoa registrou três homicídios.

No Distrito Mecânico da capital paraibana, um rapaz de 18 anos foi morto com seis tiros por volta das 23 horas do último sábado. De acordo com familiares, a mãe da namorada da vítima não aceitava o relacionamento dos dois.

Ainda no Distrito Mecânico, já na madrugada deste domingo, cerca de uma hora após a primeira morte, outra pessoa foi assassinada com vários tiros e a Polícia Civil investiga se os assassinatos têm relação.

O último homicídio aconteceu por volta das 4 horas deste domingo, na Rua Barão Adauto, em Santa Rita, às margens da BR-230. Um homem foi morto com quatro tiros nas costas, peito e pescoço

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Prefeito Zé Aldemir tem alta, apesar de suspeita de Covid-19

A deputada estadual Dra. Paula (PP) publicou neste sábado (13), em seu perfil nas redes sociais, uma atualização do quadro de saúde do seu esposo e prefeito de Cajazeiras, Zé Aldemir (PP). Segundo a deputada, o prefeito não está mais em um leito de UTI, passa bem e está “administrando a prefeitura de Cajazeiras daqui de João Pessoa”.

“Gostaria de informar a todos que estão buscando informações sobre o estado de saúde de Zé Aldemir que ele está em casa, não tem febre e o oxigênio está normal. Todas as precauções estão sendo tomadas e ele continua tomando o mesmo antibiótico que foi passado em Sousa”, disse.

Dra. Paula explicou que optou por retirar Zé Aldemir da UTI em João Pessoa pois o mesmo estava internado em uma ala de pacientes infectados pelo novo coronavírus: “Tirei do Memorial São Francisco porque ele foi colocado em uma UTI com pacientes com coronavírus. Como médica, achei conveniente, mesmo que fosse coronavírus, trazê-lo para casa”, explicou.

O prefeito de Cajazeiras, José Aldemir, foi submetido a exames nessa sexta-feira (12), no Hospital Memorial São Francisco em João Pessoa, mas já obteve alta e foi se recuperar em casa. O quadro que levou à internação inicial no Hospital Santa Terezinha, em Sousa, foi uma severa infecção intestinal, mas, diante de outros sintomas, existe a suspeita de infecção pelo novo coronavírus.

Aldemir foi transferido de avião de Sousa para João Pessoa nesta sexta-feira, mas não chegou a ficar internado no Hospital Memorial São Francisco.

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Noite de sexta-feira marcada pela violência com dois assassinatos

Nos dois casos as vítimas foram alvos de tiros

A noite desta sexta-feira (12) foi marcada por pelos menos dois homicídios, um na cidade de Queimadas, região de Campina Grande, e outro em João Pessoa. Nos dois casos as vítimas foram alvos de tiros.

O homicídio de João Pessoa ocorreu no bairro Castelo Branco, região do Campus I da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). De acordo com informações preliminares, a vítima estava nas imediações da praça da Igreja Católica quando foi surpreendida pelos atiradores, que cometeram o crime e fugiram logo em seguida. A vítima foi identificada como André, conhecido na região como “Délio”.

Já na cidade de Queimadas, um rapaz foi surpreendido por tiros em via pública. Assim como no Castelo Branco, os suspeitos fugiram logo em seguida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência chegou a ser acionado, tentou reanimar a vítima, mas sem sucesso. Ele era conhecido na região como “Léo”.

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Bares e restaurantes só poderão funcionar até às 23h a partir desta sexta-feira na Paraíba

O horário de funcionamento segue até a quarta-feira de cinzas (17).

Bares e restaurantes só poderão funcionar até 23h (Foto: Walla Santos)

Os bares, restaurantes, lanchonetes, lojas de conveniência, praças de alimentação e estabelecimentos similares somente poderão funcionar com atendimento nas suas dependências das 06h às 23h, a partir desta sexta-feira (12), na Paraíba. O horário de funcionamento segue até a quarta-feira de cinzas (17).

A decisão é do decreto publicado no dia 30 de janeiro de 2021, no Diário Oficial. A medida acontece para evitar a maior propagação do coronavírus no Estado.

Após esse horário fica vedada, “antes e depois desse horário, a comercialização de qualquer produto para consumo no próprio estabelecimento, cujo funcionamento poderá ocorrer apenas através de delivery ou para retirada pelos próprios clientes (takeaway)”.

A Agência Executiva de Vigilância Sanitária (Agevisa), as vigilâncias sanitárias municipais, forças policiais estaduais, Procons estadual e municipais e as guardas municipais serão responsáveis pela fiscalização do cumprimento das normas estabelecidas no decreto. Em caso de descumprimento será aplicada multa e até mesmo fechamento em caso de reincidência.




Ex-governador Ricardo Coutinho tem contas reprovadas pelo TCE

O Tribunal de Contas do Estado reprovou nesta quinta-feira (11), por unanimidade, as contas do ex-governador Ricardo Coutinho referente ao exercício de 2016.

O relator do processo foi o conselheiro Antônio Gomes Vieira Filho, cujo parecer foi pela reprovação das contas.

Ele levou em conta as restrições apontadas pelo Ministério Público de Contas.

Os conselheiros André Carlo Torres, Nominando Diniz, Oscar Mamede Santiago Melo e o presidente da Corte, Fernando Catão, seguiram o voto do relator

Agora, o parecer será encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba para análise dos parlamentares e servirá como base para o julgamento definitivo das Contas do Executivo, na gestão de Ricardo, em 2016.




MPPB e MPF ajuízam ação para destituir diretoria da Fundação Napoleão Laureano por causa de irregularidades

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) e o Ministério Público Federal (MPF) ajuizaram uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência contra a Fundação Napoleão Laureano – mantenedora do Hospital Napoleão Laureano, referência no tratamento do câncer na Paraíba – e mais 14 pessoas para destituí-las da diretoria da entidade de direito privado e sem fins lucrativos, em razão de fraudes contábeis e outras irregularidades.

A ação (número 0810457-22.2020.4.05.8200) tramita na 2ª Vara Federal da Paraíba e é assinada pelo 40º promotor de Justiça do MPPB, Alexandre Jorge do Amaral Nóbrega (que atua na defesa das fundações e terceiro setor em João Pessoa), e pelo procurador da República, José Guilherme Ferraz. Nela, os Ministérios Públicos requerem o afastamento permanente dos membros do Conselho Deliberativo, da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal da Fundação Napoleão Laureano, transformando-se em definitivo o deferimento do pedido de tutela de urgência; a incidência de multa diária no valor de R$ 10 mil, em caso de descumprimento da sentença e a condenação dos promovidos ao pagamento das despesas e custas processuais relativas a emolumentos e outros encargos.

A ação civil pública é um desdobramento de procedimentos instaurados no MPF e também no MPPB para apurar denúncia envolvendo a Fundação e o Hospital Napoleão Laureano. No âmbito do MPF, foi instaurado inquérito civil em razão de reclamações sobre o atraso no início dos tratamentos de quimioterapia, radioterapia e cirurgias eletivas, em decorrência de um evidente desequilíbrio econômico-financeiro por parte do hospital, que posteriormente foi agravado pelo desabastecimento de medicamentos e/ou insumos, provocando a interrupção dos serviços de saúde a pacientes em situação de urgência. Em razão disso, foi formulado pedido de tutela de urgência em caráter antecedente perante o Juízo da 3ª Vara Federal de João Pessoa, contra a União, o Estado da Paraíba e o Município de João Pessoa, visando obter diversas providências para a regularização dos atendimentos oncológicos na unidade hospitalar, inclusive a determinação de auditoria a ser realizada pelo Ministério da Saúde para averiguação das causas da falha de serviços detectada naquela entidade privada.

Paralelamente às investigações conduzidas pelo MPF, tramitava na Promotoria de Fundações e Patrimônio Público da Capital, dois procedimentos administrativos embasados em informações oriundas da Controladoria-Geral da União (CGU) e em denúncias anônimas que apontavam uma série de irregularidades na gestão do Hospital Napoleão Laureano e uma notícia de fato respaldada em um relatório de vistoria encaminhado, em 2019, pelo Conselho Regional de Medicina do Estado Paraíba (CRM-PB), cujo teor era exatamente o foco do conteúdo analisado pelo inquérito civil instaurado pelo MPF: a insuficiência na prestação de serviços de saúde em oncologia por falta de insumos, quimioterápicos, medicamentos em geral, equipamentos danificados, bem como pela elevada demanda de pacientes que buscavam tratamento naquele hospital.

Diante disso, foi celebrado um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o MPPB, MPF e a Fundação Napoleão Laureano com o objetivo de desvelar as causas da grave situação financeira deficitária, ostentada pelo hospital, e apontar as medidas necessárias para a correção das falhas existentes, mediante o emprego da expertise técnica oriunda dos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRC), de Administração (CRA) e Medicina.

O TAC previa além de medidas para regularização do atendimento dos pacientes oncológicos do Sistema Único de Saúde (SUS), a criação de uma comissão auxiliar de avaliação, a ser formada por integrantes designados pelos três conselhos de classe, com o status de auditoria independente na identificação dos problemas administrativos e contábeis no hospital e na Fundação. Essa comissão passou a elaborar as informações administrativas e contábeis constantes dos autos, além de empreender outras diligências, como a participação nas audiências realizadas pelo Ministério Público com médicos e prestadores de serviços; acesso ao sistema de informações gerenciais do hospital; reuniões com integrantes da direção da Fundação com vistas aos esclarecimentos dos fatos; dentre outras medidas.

Em 14 de outubro de 2019 foi decretado o sigilo das investigações em curso nos autos do procedimento administrativo nº 001.2019.004700, com o objetivo de evitar a divulgação de informações ainda não consolidas, especialmente para não trazer prejuízos desnecessários à imagem da fundação investigada. Uma decisão proferida em dezembro de 2020, pela Justiça Federal retirou o segredo.

Irregularidades

Segundo a ação civil pública, a comissão especial de auditoria designada pelo CRC realizou, durante o período de 30 de janeiro a 16 de março de 2020, uma investigação contábil na gestão do Hospital Napoleão Laureano dos últimos cinco anos, e detectou várias anomalias contábeis e financeiras.

Foi constatado que, entre os exercícios financeiros de 2015 a 2019, o hospital, a mercê da implementação de uma precária e irresponsável gestão financeira, adentrou em processo de endividamento crescente ao longo do quinquênio analisado, registrando um aumento de 510% de sua dívida o que, por sua vez, repercutiu diretamente na redução drástica do cumprimento de sua atividade finalística.

O relatório do CRC também apontou que, enquanto os atendimentos aos pacientes com câncer sofria uma drástica redução – principalmente no ano de 2019 pela redução expressiva nos gastos com a compra de medicamentos e material cirúrgico e médico-hospitalar – os salários dos dirigentes do hospital cresceram exorbitantemente, em índices que superaram a inflação do período em 11,08%. “Nota-se, às claras, o desvio de finalidade da diretoria da Fundação na adoção de um modelo deplorável de gestão, em que mesmo diante de um caos financeiro, a mesa diretora não media esforços para assegurar os altos salários dos seus dirigentes, em percentuais sempre acima da média do mercado, em prejuízo do cumprimento do objetivo estatutário da entidade que era o de fornecer tratamento contra o câncer à população carente”, diz a ação.

O CRC também apontou a existência de fraude contábil nos balanços, balancetes e contratos examinados e a omissão intencional de dívidas significativas por parte da Fundação no encaminhamento feito ao Ministério Público. Já o CRA registrou que a fundação não possui planejamento estratégico e orçamentário, vivendo em um total desarranjo organizacional, não dispondo sequer de politica de recursos humanos nas suas contratações pelo critério da meritocracia. O CRM, por sua vez, informou que, nas visitas realizadas, foi possível verificar que a situação no hospital era muito ruim em todas as áreas, que pacientes compravam medicamentos dentro do hospital, além da existência de denúncias de corporativismo, nepotismo, dentre outros.

Os fatos registrados pela auditoria contábil do CRC foram considerados gravíssimos e, por demandarem o necessário exame igualmente na seara criminal, serão encaminhados aos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, para a adoção de providências.

Para o promotor de Justiça e o procurador da República, a remoção dos integrantes que compõem os órgãos estruturais da Fundação Napoleão Laureano é uma medida necessária para imprimir “um choque de gestão no caótico modelo de governança entabulado pela diretoria da entidade nos últimos anos”. “Os conselhos integrantes da comissão auxiliar apontaram falhas gravíssimas na gestão da Fundação e na condução do Hospital Napoleão Laureano, pela inobservância de princípios básicos de administração e de contabilidade, a ponto de ser rotulada como uma gestão temerária. A pretensão palmilhada na presente demanda interventiva, diante de tantos desvios apurados, é medida imperiosa e urgente”, argumentam.




 Desembargador, negou pedido de liminar e manteve a suspensão da eleição da segunda mesa diretora da CMJP

Além de indeferir o pedido de liminar, o desembargador também intimou a parte agravada para apresentar resposta ao recurso no prazo de 15 dias.

O vereador Bruno Farias foi eleito como presidente para o segundo biênio, mas o pleito foi suspenso pela Justiça (Foto: Reprodução/CMJP)

O desembargador José Aurélio da Cruz, do Tribunal de Justiça da Paraíba, negou o pedido de liminar e manteve a suspensão da eleição da segunda mesa diretora da Câmara Municipal de João Pessoa. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (10), de acordo com informações apuradas pelo ClickPB, após agravo de instrumento protocolado pelo vereador Bruno Farias contra ação popular ajuizada por Rubens Yago Morais Tavares e Jameson Silva Travassos da Luz.

De acordo com o entendimento do desembargador, não há nenhum perigo de dano em suspender temporariamente a eleição para o próximo biênio “enquanto discute-se o mérito da decisão interlocutória no agravo de instrumento”. Além de indeferir o pedido de liminar, o desembargador também intimou a parte agravada para apresentar resposta ao recurso no prazo de 15 dias.

Os autores do pedido de suspensão da eleição da mesa diretora alegam a existência de ilegalidade e imoralidade do pleito. Em primeira instância, a juíza da 1ª Vara da fazenda Pública da Comarca da Capital, Flávia da Costa Lins Cavalcanti, já havia decidido por suspender a eleição para o biênio 2023/2024 na Câmara de João Pessoa. Descontente com a decisão, o vereador Bruno Farias recorreu. A juíza havia determinado, ainda, que a eleição deveria ocorrer, de forma obrigatória, na última sessão ordinária do segundo período da segunda Sessão Legislativa.

No segundo biênio foram eleitos em chapa única: Bruno Farias (Cidadania) como presidente; Carlão Pelo Bem (Patriota) vice-presidente; Bosquinho (PV) segundo vice-presidente; Marcílio do HBE (Patriota) primeiro secretário; Odon Bezerra (

No segundo biênio foram eleitos em chapa única: Bruno Farias (Cidadania) como presidente; Carlão Pelo Bem (Patriota) vice-presidente; Bosquinho (PV) segundo vice-presidente; Marcílio do HBE (Patriota) primeiro secretário; Odon Bezerra (Cidadania) segundo secretário; e Zezinho Botafogo (Cidadania) terceiro secretário.

Confira na íntegra o documento abaixo:

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PM encerra festa com várias pessoas e apreende drogas em Santa Rita

(Foto: Divulgação / PMPB )

Uma festa clandestina com mais de 100 pessoas foi encerrada pela Polícia Militar (PM), na noite deste sábado (6), na cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa. No local, a polícia apreendeu drogas como maconha, cocaína, além de loló”.

Ao PortalT5, a PM informou que chegou ao local após abordagem a um carro com três jovens, que estavam com drogas e informaram que estavam indo em direção ao evento.

Ainda de acordo com a PM, alguns dos participantes da festa tentaram correr e jogaram os entorpecentes. No local, a polícia encontrou maconha, cocaína, faca peixeira, além de garrafas com loló”.

Os organizadores da festa foram conduzidos à delegacia do município e autuados pelo artigo 131, do Código Penal, que trata dispões sobre o crime de transmitir doença e propagação de contágio durante a pandemia do novo coronavírus. Os jovens que estavam no carro também foram levados para a delegacia, onde foi feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência. Ninguém ficou detido.

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