Mulher assassinada com 9 tiros na Rua Padre Azevedo pode ter sido alvo de vingança

Um crime ousado foi captado pelas câmeras de segurança da rua Padre Azevefo no fim da tarde do último sábado, 11, no Centro de João Pessoa. Dois homens em uma motocicleta pararam em frente a duas mulheres que estavam sentadas num batente. Uma delas correu ao notar a chegada da dupla, mas a outra, Joana Citina da Conceição, 27 anos, foi executada sem qualquer chance de defesa. Ela recebeu nove tiros na região da cabeça e morreu no local.

Depois de cometer o assassinato, o atirador subiu rapidamente na motocicleta pilotada por um comparsa e fugiu.

Em janeiro deste ano, Joana havia se envolvido em uma briga com outra mulher e chegou a ser encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos. Está sendo investigado se a agressão física praticada por ela poderia ter alguma relação com sua execução. Outra hipótese admitida é uma relação com o tráfico de drogas porque Joana havia se relacionado com um presidiário que atuava na venda de entorpecentes.

A Polícia conseguiu prender o piloto da motocicleta usada no crime. Trata-se de Severino Pacheco, 40 anos. O outro homem, identificado como Alef Luiz Marques da Silva está sendo procurado.

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Jovem tem rosto arrancado em acidente com duas vítimas fatais na Paraíba

Dois passageiros , de 18 e 19 anos, morreram em um acidente na rodovia PB-065, próximo a cidade de Mataraca, Litoral Norte da Paraíba, na madrugada deste sábado (11).

Testemunhas afirmaram para a polícia que os dois teriam saído de uma festa em uma motocicleta e ao entrar na rodovia teriam batido na traseira de um caminhão. Os corpos foram encontrados às margens da rodovia e uma das vítimas teve o rosto arrancado.

Os jovens seriam moradores de Pitanga da Estrada, Distrito de Mamanguape, também no Litoral Norte. A Polícia Civil foi acionada para apurar as circunstâncias do acidente.




Câmera registra choque de carro com motoboy no Retão de Manaíra e população se revolta na internet

Uma câmera de segurança registrou o momento em que o carro atingiu o motoboy que morreu na madrugada deste sábado (11), no Retão de Manaíra, em João Pessoa. Nas imagens, é possível ver o carro rodar várias vezes após sair da Rua Miriam Barreto e se chocar com a moto no Retão.

No alto do vídeo está o cruzamento onde o motoboy transitava no sentido Manaíra Shopping/praia e acabou acertado pelo veículo prata. Uma nuvem de poeira toma conta da avenida quando o carro ‘explode’ o muro de um condomínio em frente ao shopping Liv Mall.

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O veículo só para de girar depois de bater no muro e ‘rodopiar’ até o cruzamento seguinte, mais próximo da câmera que registrou a tragédia.

A revolta da população já é evidente nas redes sociais, tendo em vista que circulam imagens de lata de cerveja dentro do carro do motorista envolvido e consumo de bebida alcoólica nos stories dele nas redes sociais.

Muitas pessoas já lotaram o Instagram do motorista de comentários como “PB1 te espera, boy”, “irresponsável”, dentre outras mensagens de revolta.

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Deputados vão debater na ALPB coligações partidárias nas eleições proporcionais

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A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta quarta-feira (8), audiência pública para discutir o retorno das coligações partidárias nas eleições proporcionais. O debate foi proposto pela Mesa Diretora da Casa de Epitácio Pessoa após o plenário da Câmara Federal rejeitar a proposta que adotaria o ‘distritão’ e permitir o retorno das alianças entre os partidos. Além da participação dos deputados estaduais, a audiência contou ainda com a presença do senador Veneziano Vital do Rêgo.

No último dia 11 de agosto, um acordo entre partidos na Câmara Federal trouxe de volta as coligações partidárias nas eleições proporcionais para deputados federais, estaduais e vereadores. O texto, já encaminhado ao Senado, precisa ser promulgado ainda este mês para que a regra passe a valer já no pleito eleitoral de 2022. As coligações tinham sido extintas em 2017 e a nova regra passou a valer nas eleições municipais de 2020.

Contrário ao fim das coligações, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adriano Galdino, demonstrou preocupação com o fato de o acordo realizado no âmbito da Câmara Federal não ser mantido no Senado. Na avaliação do presidente, a proibição das alianças traz prejuízos à democracia. “No parlamento paraibano, a maioria se mostra favorável ao retorno das coligações. Entendemos que é muito ruim para a democracia fechar as portas do ‘distritão’ e também das coligações, visto que, na prática, só iríamos ter apenas dez partidos na Paraíba, pois os demais irão caducar ou se juntar a outras siglas”, afirmou. Galdino alega que a ideia de por fim as alianças têm como base a divisão do Fundo Partidário para um menor número de legendas “A gente percebe que por trás desse fundo ideológico que alguns colocam, existe o Fundo Partidário, que é a razão maior. Hoje temos mais de 30 partidos no Brasil e, com o fim das coligações, só vão existir no máximo dez. Logo, esse Fundo Partidário passaria a ser dividido por apenas dez siglas”, alertou o presidente. Ele destacou que a decisão adotada na Câmara Federal tem o apoio da população e o parlamento paraibano espera que o mesmo aconteça no Senado. “Queremos debater sobre o tema e obter conhecimentos sobre o que é melhor para o sistema político paraibano para que possamos fazer política em 2022 atendendo aos anseios partidários de todos nós”, concluiu o presidente.

Para o deputado Hervázio Bezerra, a audiência foi uma oportunidade necessária para promover o diálogo entre o Senado e a Assembleia. Ao senador Veneziano, Hervázio alertou que a rejeição ou a aprovação da proposta no Senado interfere diretamente no Legislativo estadual. “A decisão que os senadores vão tomar afeta a nós, deputados estaduais e federais. Com responsabilidade, vossa excelência haverá de tomar a melhor decisão para nós, deputados estaduais”, disse.

“Temos que ver aquilo que é ideal para a nossa realidade”, defendeu o deputado Anderson Monteiro. Historicamente contrário às coligações, o deputado disse ser favorável que haja uma diminuição na quantidade de partidos. “Que isso não se confunda com censura ou com cláusulas de barreiras, trata-se de uma melhor organização dentro na Câmara federal”, explicou. No entanto, Anderson avalia que a alteração aprovada em 2017 e aplicada nas eleições municipais de 2020 não foi bem sucedida, desta forma, é necessário que haja uma melhor adequação a melhor opção apresentada no momento. “Se a opção que temos é o que ocorreu em 2020 ou o retorno das alianças entre os partidos, por mais que eu tenha sido contra, defendo o retorno das coligações”, declarou Anderson Monteiro.

A deputada Pollyanna Dutra disse que o sistema de coligações partidárias favorece os partidos pequenos e as “pessoas mais parecidas com o povo: negros, LGBTs, mulheres, trabalhadores comuns”. Na opinião da parlamentar, a coligação partidária dá oportunidade às pessoas simples chegarem ao parlamento. “Se não fossem as coligações, seria impossível eu estar aqui como mulher sertaneja, representando o meu povo, a minha região”. Pollyanna solicitou ao senador Veneziano que, no Senado, se coloque favorável ao retorno das alianças entre as siglas nas eleições proporcionais. “Gostaria que vossa excelência tivesse bastante atenção nessa votação lá no Senado e, como vice-presidente do Senado, usasse do seu poder de influência. É muito difícil lutar contra o dinheiro e a máquina para que uma pessoa simples venha a se eleger e representar, de fato e de direito, o povo”, reforçou.

Também defensor das coligações, o deputado Wilson Filho, disse que a forma atual de eleição para um estado do porte da Paraíba é uma realidade que se mostrou inviável, pois, segundo ele, dificulta a formação de chapa. Ao pedir o voto favorável pela volta das coligações ao senador Veneziano, ponderou que essa deve ser uma decisão individualizada. “Se o MDB tomar uma decisão contrária à coligação, acho que o senhor pode usar um dos argumentos aqui trazidos, para votar pela coligação”, sugeriu Wilson.

Para o senador Veneziano, as constantes mudanças de regras nas eleições fragilizam o sistema partidário e o sistema político, além de trazer insegurança jurídica para os que concorrem. Após ouvir as demandas dos deputados estaduais, o senador Veneziano Vital do Rêgo revelou que algumas reuniões no âmbito do Senado e dentro dos partidos ainda deverão acontecer para que a proposta seja analisada. “Há pontos controversos, que precisam ser revistos e formatados. Por isso, definimos essas reuniões, para chegarmos a um entendimento comum”. De acordo com Veneziano, a proposta ainda não foi levada à Comissão de Constituição Justiça e Redação do Senado, o que deverá acontecer ainda esta semana. Segundo o senador, existe por parte do presidente da Casa, o senador Rodrigo Pacheco, a firme disposição de votá-la. “Levo a Brasília todas as considerações feitas e deixarei a todos informados de todo o processo”, garantiu Veneziano.

A audiência pública aconteceu de forma remota e contou também com a participação da deputada Dra. Paula e dos deputados Lindolfo Pires, João Gonçalves, Chió, Jutay Menezes, Inácio Falcão, Janduhy Carneiro e Júnior Araújo.




Uso de linguagem neutra nas escolas é debatido na Câmara de João Pessoa

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A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) realizou, nesta quarta-feira (8), uma sessão especial para debater o uso da linguagem neutra nas escolas. A sessão foi presidida pela vereadora Eliza Virgínia (Progressistas), que solicitou a discussão, e secretariada pelo vereador Coronel Sobreira (MDB). Durante o encontro, os participantes também discutiram a implantação do bônus regional na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Eliza Virgínia destacou a importância de debater o tema para as futuras gerações: “Língua, religião e alta cultura são os únicos componentes de uma nação que podem sobreviver quando ela chega ao término da sua duração histórica. São os valores universais, que, por servirem a toda a humanidade e não somente ao povo em que se originaram, justificam que eles sejam lembrados e admirados por outros povos”, justificou, criticando os movimentos em prol da linguagem neutra ou linguagem não binária.

A vereadora informou que tramitam na CMJP dois projetos que tratam da proibição do uso da linguagem neutra nas escolas e nos órgãos públicos, um de sua autoria, outro de iniciativa do Coronel Sobreira. “Vamos ver como apensar os dois projetos. Um deles cria o dia da valorização da Língua Portuguesa e estipula multas pelo não cumprimento da norma”, explicou.

Coronel Sobreira leu a justificativa do Projeto de Lei, de sua autoria, que proíbe o uso de novas formas de flexão neutralizadora de gênero e de número das palavras da Língua Portuguesa. Para o parlamentar, trata-se de uma tentativa forçada de modificação do Decreto Federal 6.583/2008, que promulga o Acordo Ortográfico na Língua Portuguesa. “Conforme salienta a Presidente da Academia Argentina de Letras, Alícia Zorrilha, o modelo não possui qualquer apoio científico, carecendo de fundamento linguístico, o que o põe fora do sistema gramatical”, defendeu o autor do projeto.

O vereador ainda afirmou que os propositores da linguagem neutra “desconhecem o interior da gramática, pois veem gênero onde não há”. Para ele, “forçar uma alteração nas palavras para criar um gênero neutro é uma violência”. Ele argumentou ainda que a Língua Portuguesa não é preconceituosa, “mas, sim, aqueles que pretendem utilizá-la para militância ideológica e para exaltação da agenda política, modificando a realidade para moldá-la a seus propósitos escusos”.

Para o parlamentar, a linguagem neutra se propõe a incluir grupos marginalizados, mas segrega outros, como as pessoas com autismo e dislexia, “por inibir o processo de entendimento gráfico”. Segundo o Coronel, as pessoas com deficiência visual também serão prejudicadas com o uso da linguagem neutra. “Após longo processo para redescobrir a leitura por programas e aplicativos, eles perderão a eficiência desses, dada a incompatibilidade de pronunciar algarismos (como o arroba na palavra amig@s) sem qualquer padronização ou fonética gramatical”, defendeu.

Para o sociólogo e escritor Gilson Marques Gondim a questão da linguagem neutra está relacionada com ‘politicamente correto’, termo utilizado para descrever expressões que evitam ofender, excluir e/ou marginalizar grupos vistos como desfavorecidos ou discriminados. “Essa questão [linguagem neutra] se insere no bojo em torno do politicamente correto, tem a ver com cotas raciais, as ‘discriminações do bem’. Essa batalha do corretismo político tem dois campos: os Estados Unidos e o Brasil. Estamos no epicentro dessa luta. Não sou religioso, sou ateu crítico do politicamente correto. Como ateu tenho que reconhecer que onde não existe base religiosa forte, o politicamente correto domina. Essa base religiosa é fundamental. A grande ameaça da democracia vem do corretismo político”, argumentou.

Também participando da sessão, o professor Antomari Trajano acredita que “democracia não é simplesmente destruir, ou arrancar” o outro ponto de vista. “Democracia é você expor o seu, eu respeitar o seu e você respeitar o meu”, afirmou. O professor Marcos Ribeiro, do EVO Colégio e Curso, disse que a gramática é objetiva e que “mudar essa estrutura, a gramática, as regras, é algo bastante complexo”. “É importante que a gramática seja conversada, preservada, independente de qualquer situação”, opinou. O professor Daniel Nóbrega defendeu que seria melhor exaltar o regionalismo ao invés de oprimir a linguagem culta.

Por fim, o Coronel Sobreira citou a Bíblia para defender a proibição da linguagem neutra. “Em Marcos 10:6 diz que no princípio da criação Deus fez o homem e a mulher. A linguagem neutra vai fazer confusão. Democracia é respeitar o direito de se expressar, mesmo que discordem. O grande segredo é saber conviver com as diferenças. Quando a gente verifica a palavra de Deus, entende que é uma regra, um dispositivo de fé e prática para os cristãos. Nós, os cristãos que cremos nas escrituras, jamais poderemos aceitar ou ficar omissos diante dessas propostas. Tem um ministro que está para tomar posse no STF, André Mendonça, que é um cristão, evangélico, pastor. Outro dia vi uma reportagem dizendo que ele não vai respeitar a Bíblia, que ele tem que respeitar a Constituição. Olha, que coisa! A Constituição está abaixo das escrituras, do que Deus estabeleceu para a humanidade. Nós jamais poderemos nos calar: homem, mulher. Ponto. Respeitamos toda e qualquer escolha, apenas não concordamos baseados nas escrituras sagradas, que acreditamos, e com muita luta tentamos colocar em prática”, finalizou o parlamentar.

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Dois homens foram assassinados a tiros em menos de 12 horas em Lucena Pb

A violência vem imperando na Praia de Lucena no litoral norte de João Pessoa, o que vem preocupando seriamente as autoridades.

Um homem identificado como Rafael, foi assassinado com vários tiros na cabeça nesta sexta-feira (10) em Lucena, município da região metropolitana de João Pessoa.

A vítima , foi socorrido para uma unidade de saúde no município de Lucena, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. o crime aconteceu no período da manha.

0 segundo assassinato aconteceu no período da tarde em uma comunidade  localizada nas imediações da Câmara Municipal de Lucena. Um jovem conhecido por “Ligeirinho ” foi morto a tiros.

Segundo testemunhas ” Ligeirinho ” já havia sido vitima de tentativa de morte por duas vezes.

0s crimes foram praticados em circunstâncias misteriosas estando a policia encetando diligências objetivando identificar e prender os criminosos;

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Mais de 1 milhão de paraibanos já receberam a segunda dose da vacina contra covid-19

Foi registrado no sistema de informação SI-PNI a aplicação de 3.579.614 doses. Até o momento, 2.532.919 pessoas foram vacinadas com a primeira dose e 1.064.695 completaram os esquemas vacinais onde 1.002.231 tomaram as duas doses e 62.464 utilizaram imunizante de dose única. A Paraíba já distribuiu um total de 4.210.590 doses de vacina aos municípios.

Os dados epidemiológicos com informações sobre todos os municípios e ocupação de leitos estão disponíveis em: www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus

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Aos 83 anos morre Ex-prefeito de Cajazeiras José Nelo Rodrigues, “Zerinho” em João Pessoa

Morreu na tarde desta sexta-feira (10), o ex-prefeito de Cajazeiras, José Nelo Rodrigues (Zerinho), 83 anos de idade. O político havia sido internado no Hospital Regional de Cajazeiras no dia 04 deste mês após sofrer um infarto, e foi transferido em uma UTI aérea no domingo (05), para o aeroporto Castro Pinto, tendo sido encaminhado ao Hospital Nossa Senhora das Neves, onde estava internado.

O velório de Zerinho será realizado a partir das 22horas no Parque das Acácias onde haverá o sepultamento às 10 horas deste sábado, 11,

José Nelo Rodrigues, o Zerinho, foi prefeito de Cajazeiras de 1º de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996. Além de ex-gestor, ele é um empresário bem conceituado na região e fundador da empresa de transportes Marajó além de ser proprietário da Rádio Oeste de Cajazeiras.




Rodrigo Maia diz que Bolsonaro ‘estourou a corda’ com discursos no 7 de Setembro

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante café da manhã com parlamentares na Confederação da Agricultura e Agropecuária do Brasil.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (sem partido), afirmou em entrevista nesta quarta-feira (8), que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) “estourou a corda” ao adotar ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante seus discursos nos atos de 7 de Setembro.

“Ontem, o presidente Bolsonaro, sem dúvida nenhuma, não esticou a corda, ele estourou a corda. O que eu acompanhei desde ontem é um encaminhamento claro para um isolamento do presidente. Todos começaram a entender que não dá mais”, disse o atual secretário de projetos e ações estratégicas do governo de São Paulo.

Bolsonaro falou aos apoiadores presentes na Praça dos Três Poderes, em Brasília, e também na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta terça-feira (7). Em sua primeira fala, em Brasília, Bolsonaro afirmou que quem não respeita a Constituição deve “ser enquadrado” ou “pedir para sair”. Ele não citou nominalmente nenhum ministro do Supremo.

No entanto, durante a tarde, na Avenida Paulista, o presidente afirmou que não cumprirá mais decisões do ministro Alexandre de Moraes.

Na avaliação de Maia, as ameaças ao Supremo feitas por Bolsonaro são “covardes”. “Esse tipo de ameaça que o presidente Bolsonaro faz não é de um homem de coragem, é de um covarde. Eu tenho me convencido de que ele é muito mais covarde do que corajoso. Esse tipo de covardia precisa de reação forte.”

Ainda segundo Maia, ao não acatar decisões do Supremo, o presidente incorre em crime de responsabilidade, o que é passível de impeachment. “Decisão não acatada é crime de responsabilidade (…) Se ele não cumprir decisões, o presidente da Câmara deverá deferir um pedido de impeachment.”




Calvário: Gaeco descobre que Coriolano era ‘procurador’ de empresa com contrato milionário com o Detran

Entre os últimos meses de 2016 e o início de 2017 houve caos no mercado de compra e venda de veículos na Paraíba. O então governador Ricardo Coutinho (PSB) decidiu que a emissão de gravames pelo Detran não seria feito mais pela Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos Privados (Cetip). A instituição ligada à Febraban (Federação Brasileira de Bancos) seria substituída pela Bunkertech Integradora de Soluções LTDA. O que ninguém sabia e que foi revelado agora pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, é que a empresa tinha Coriolano Coutinho, irmão do ex-governador, como procurador dos contratos na Paraíba.

O caso é narrado na denúncia protocolada na semana passada contra o ex-governador, os irmãos (Coriolano, Raquel, Valéria e Viviane Vieira Coutinho), além de Denise Krummenauer Pahim, cunhada de Raquel, Breno Dornelles Pahim Filho (marido de Raquel) e Breno Dornelles Pahim Neto (filho de Raquel). Nela, é apresentado um contrato registrado em cartório no qual Benny Pereira de Lima, sócio da Bunkertech, passa para Coriolano Coutinho uma procuração dando a ele poderes de resolver qualquer questão contratual e bancária relacionada com a empresa. Justamente a empresa escolhida pelo governador para atuar com exclusividade junto ao Detran.

Reprodução

Para se ter uma ideia da importância do contrato milionário, qualquer compra ou venda financiada de veículos precisa ser registrada pela empresa. É o que impede que o veículo seja financiado duas vezes e se evite um golpe. O sistema é único no país inteiro. A Bunkertech, portanto, de acordo com a promessa do ex-governador, na época, faria este serviço no Estado. O problema é que os bancos se negaram a financiar os veículos se eles não tivessem o gravame emitido pela Cetip e isso paralisou a venda financiada de veículos na Paraíba por vários meses. O prejuízo alegado pelas concessionárias, na época, superou a casa dos R$ 18 milhões.

Blog do Suetoni/Jornal da Paraíba

Os documentos recolhidos pelo Gaeco mostraram um recibo de R$ 400 mil que a Bunkertech disse ter recebido das mãos de Coriolano Coutinho. O montante seria a segunda parcela da parceria supostamente firmada entre o irmão do então ex-governador e a empresa cearense, de acordo com a denúncia. O valor do contrato, suposto pelo Ministério Público, seria de R$ 800 mil.

De acordo com a denúncia, a empresa cearense teve a chegada à Paraíba intermediada pelo empresário Pietro Harley. As articulações teriam custado à empresa, mesmo antes da primeira reunião, uma doação de R$ 60 mil para Coriolano Coutinho. Depois de muita confusão e queixas dos empresários do setor automobilístico da Paraíba, o contrato com a Bunkertech foi rompido e a Cetip voltou a emitir os gravames. A acusação do Ministério Público é que o desejo de mudança teve como motivador muito mais que o desejo de gerar economia e bem-estar para o cidadão. Teve questão familiar no meio.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por Suetoni Souto Maior