Democrata é eleito senador na Geórgia e amplia vantagem de Biden no Congresso

Estado tem papel decisivo para definir se Joe Biden vai começar o mandato com maioria nas 2 casas do Congresso

Joe Biden
Reprodução/Twitter

Joe Biden

Partido Democrata conquistou uma das duas vagas do Senado em disputa no estado da Geórgia e está na frente na outra disputa, o que deve levar o presidente eleito dos Estados Unidos,  Joe Biden, a ter o controle do Congresso.

Com 98% das urnas apuradas, veículos de imprensa americanos confirmaram a vitória do democrata Raphael Warnock contra a republicana Kelly Loeffler. Já a disputa entre o democrata Jon Ossoff e o republicano David Perdue segue em aberto, mas com uma vantagem para o democrata.

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Os democratas têm atualmente 46 cadeiras no Senado, além de dois senadores independentes que geralmente votam com o partido. Já o Partido Republicano tem 50 cadeiras. Se os republicanos vencerem apenas uma das disputas, o presidente eleito terá minoria. Caso os democratas vençam as duas vagas em jogo, haverá um empate no número de assentos do Senado.

Caso aconteça o empate, o voto de minerva é do vice-presidente dos EUA, que exerce o cargo de presidente do Senado. O posto será ocupado pela democrata Kamala Harris.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por Ig




Irã intensifica os planos nucleares enquanto tensões aumentam

Enquanto Teerã avança no enriquecimento de urânio, Washington se prepara para retaliação um ano após o assassinato do comandante da Força Quds

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Anadolu Agency

Uma multidão no túmulo do comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Iraniana, Qassem Suleimani, no sábadoEUA;

Irã anunciou planos de enriquecer urânio com até 20% de pureza, a apenas um passo do nível para desenvolvimento de armas, à medida que as tensões com os EUA aumentaram durante os dias finais da presidência de Donald Trump.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que foi notificada da decisão do Irã de aumentar o enriquecimento na instalação de Fordow, enterrada na encosta de uma montanha para protegê-la de ataques militares , embora Teerã não tenha dito quando o processo começaria.

O fim de semana também marca o primeiro aniversário de um ataque de drones dos EUA que matou o general Qassem Suleimani, com Washington aparentemente se preparando para uma possível retaliação .

Depois que os EUA intensificaram os posicionamentos militares e linguagem ameaçadora, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, acusou-o na véspera de Ano Novo de tentar criar um “pretexto para a guerra”. Em uma aparente tentativa de desaceleração, o Pentágono retirou abruptamente o porta-aviões Nimitz da região, informou o New York Times.

O presidente americano eleito, Joe Biden , deixou claro que espera reviver o acordo nuclear com o Irã de 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global, que foi abandonado por Trump em 2018. O acordo limitou o Irã ao enriquecimento de urânio a 3,67% . Também exigia que Fordow se transformasse em uma unidade de pesquisa e desenvolvimento.

O Irã começou a violar o acordo em 2019, em resposta à retirada dos Estados Unidos e à imposição de sanções. Mas também sinalizou o desejo de voltar ao negócio, em troca de alívio das sanções.

O relatório de novembro da AIEA, o mais recente disponível, disse que Teerã ainda estava permitindo inspeções e, embora estivesse enriquecendo urânio além de 3,67% , não estava excedendo o limite de 4,5%.

Outros signatários do acordo, incluindo Uniao Europeia, França, Alemanha, Reino Unido, China e Rússia, estão jogando para ganhar tempo, na esperança de que o acordo possa ser restaurado sob Biden.

O Irã começou originalmente o enriquecimento de 20% com o ex-presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad, aumentando as preocupações de que estava perseguindo um programa de armas nucleares, embora Teerã sempre tenha insistido que tem apenas objetivos pacíficos .

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Em 12 dias, Israel vacina 1 milhão de pessoas contra a Covid-19

Por G1

Benjamin Netanyahu comemora 1 milhão de pessoas vacinadas em Israel — Foto: Reprodução

Benjamin Netanyahu comemora 1 milhão de pessoas vacinadas em Israel — Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira (1º), Israel atingiu a marca de 1 milhão pessoas vacinadas contra a Covid-19, mais de 10% da população do país, de acordo com monitoramento independente da plataforma “Our World in Data”, que desde o começo da pandemia acompanha dados públicos sobre a dispersão do novo coronavírus pelo mundo.

Nas redes sociais, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro do país, comemorou o número — atingido em apenas 12 dias.

“É importante para mim que todos nós e o público árabe no Estado de Israel sejamos vacinados rapidamente, isso é importante porque se trata de salvar vidas e só então poderemos voltar à vida normal.”

Desde o início da vacinação, em 20 de dezembro, o sistema de saúde centralizado de Israel administrou 378 mil vacinas.

Esta é a taxa mais rápida do mundo entre os 43 países que iniciaram a imunização — no Brasil, o governo federal, que tem se alinhado a Israel na política externa, ainda não tem data concreta para começar a vacinação.

www.reporteriedoferreira.com.br     Por G1



Papa diz que cuidado com o próximo fará 2021 melhor: “é a vacina para o coração”

Durante missa na manhã desta sexta-feira (1°), Francisco disse que pandemia mostrou a necessidade de “não negligenciarmos o cuidado”

Papa
Reprodução

Papa Francisco leu mensagem para o ano que se inicia e pediu maior cuidado da população

O  papa Francisco defendeu nesta sexta-feira(1º) que o ano de 2021 deve ser marcado pelo “cuidado” com os outros, o que pode ser considerado como “uma vacina para o coração”.

A reflexão foi lida durante celebração presidida pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, após o Pontífice cancelar seus compromissos em decorrência de uma dor no nervo ciático.

“Neste ano, enquanto aguardamos um renascimento e novos tratamentos, não negligenciemos o cuidado. Com efeito, além da vacina para o corpo, é necessária a vacina para o coração: é o cuidado”, alertou o argentino em um texto proclamado durante a Missa da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e Dia Mundial da Paz.

Para Francisco , “será um bom ano se cuidarmos dos outros, como Nossa Senhora faz conosco”, porque “é importante educar o coração para o cuidado, para cuidar das pessoas e das coisas”.

“Tudo começa daqui, de cuidarmos dos outros, do mundo, da criação. Pouco aproveita conhecer muitas pessoas e muitas coisas, se não cuidarmos delas”.

A mensagem do líder da Igreja Católica destaca a importância de “bendizer, em nome de Deus”, e de evitar a tentação da maledicência. “O mundo está gravemente poluído por falar mal e pensar mal dos outros, da sociedade, de nós mesmos. De fato, a maledicência corrompe, faz degenerar tudo, enquanto a bênção regenera, dá força para recomeçar”, indica.

Francisco ainda elogiou a “concretude paciente” das mulheres, capazes de “tecer os fios da vida” e de a fazer nascer. “Não estamos no mundo para morrer, mas para gerar vida. E a santa Mãe de Deus ensina-nos que o primeiro passo para dar vida àquilo que nos rodeia é amá-lo dentro de nós”, sustenta.

Uma semana depois do Natal, o Papa refere que Jesus “nasce de mulher e revoluciona a história com a ternura”. A reflexão desafia os fiéis a encontrarem “tempo” para Deus e para os outros, em particular “para quem está só, para quem sofre, para quem precisa de escuta e atenção”.

Além da homilia lida por Parolin, Francisco recitou a oração do ângelus na biblioteca do Palácio Apostólico, com transmissão online. Na ocasião, ele voltou a dizer que que a pandemia da Covid-19 mostrou ao mundo a necessidade de cuidar de todos, desejando que 2021 seja um ano de paz e de esperança.

“Os dolorosos acontecimentos que marcaram o caminho da humanidade no ano passado, especialmente a pandemia, ensinam-nos como é necessário interessar-nos pelos problemas dos outros e compartilhar as suas preocupações”, reforçou.

No início de 2021 , o Papa desejou que o ano seja dedicado ao “crescimento humano e espiritual”. “Que seja tempo de superar ódio e divisões, e há tantas; que seja hora de nos sentirmos todos mais irmãos, que seja hora de construir e não de destruir, cuidando uns dos outros e da criação”, acrescentou.

O desejo dele é “que a paz reine no coração dos homens e nas famílias; no trabalho e lazer; nas comunidades e nações. Nas famílias, no trabalho, nas nações”.

Citando a sua mensagem para o 54.º Dia Mundial da Paz, Francisco falou da “cultura do cuidado” e da necessidade de construir “uma sociedade fundada nas relações de fraternidade “, com atenção “ao irmão que precisa de uma palavra de conforto, de um gesto de ternura, de ajuda solidária”.

“Trata-se de desenvolver uma mentalidade e uma cultura do cuidado, para vencer a indiferença, a rejeição e a rivalidade, que infelizmente prevalecem”, enfatizou.

Por fim, o Papa sustentou que a paz “não é apenas ausência de guerra”, mas “uma vida cheia de sentido, construída e vivida na realização pessoal e na partilha fraterna com os outros”.

“A paz é acima de tudo um dom, dom de Deus. Deve ser implorada com oração incessante, sustentada com diálogo paciente e respeitoso, construída com uma colaboração aberta à verdade e à justiça, sempre atenta às aspirações legítimas das pessoas e dos povos”, concluiu.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Agências




Bolsonaro é eleito “Pessoa Corrupta do Ano” pela mídia internacional

O Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP), um consórcio internacional que reúne jornalistas investigativos e centros de mídia independente, elegeu o presidente Jair Bolsonaro como “Pessoa Corrupta do Ano”. A organização afirmou que o líder brasileiro “venceu por pouco” o chefe da Casa Branca, Donald Trump, e o mandatário turco, Recep Erdogan, por considerar que o brasileiro exerceu papel na promoção do crime organizado e da corrupção.

“A família de Bolsonaro e seu círculo íntimo parecem estar envolvidos em uma conspiração criminosa em andamento e têm sido regularmente acusados de roubar o povo”, disse Drew Sullivan, editor do OCCRP.

Segundo a Agência Estado, o consórcio destacou as denúncias contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos – RJ), filho do presidente, no caso das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando ele era deputado estadual. Pelo mesmo motivo, a organização cita as investigações contra o vereador Carlos Bolsonaro.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder das Filipinas, Rodrigo Dutrte, também já levaram o prêmio.

Congresso em Foco




Como Israel planeja vacinar metade da população em um mês e deixar pandemia ‘para trás’ em março

produção BBC News Brasil

Como Israel planeja vacina metade da população em um mês e deixar pandemia para trás em março
País de quase 9 milhões de habitantes, Israel deu início nos últimos dias a duas medidas tanto significativas quanto simbólicas contra a Covid-19: o seu programa de vacinação em massa e também aquele que espera ser o último lockdown israelense da pandemia.

Desde o início da vacinação, em meados de dezembro, o sistema de saúde centralizado de Israel administrou 378 mil vacinas. Esta é a taxa mais rápida do mundo entre os 43 países que iniciaram a imunização — no Brasil, o governo federal, que tem se alinhado a Israel na política externa, não tem data concreta para começar a vacinação. Em entrevistas recentes, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, tem dito que o início provável da campanha nacional será em meados de fevereiro.

Segundo levantamento da Universidade de Oxford, no Reino Unido, Israel tem a maior taxa proporcional de vacinação: 4,37% da população foi imunizada. Em seguida no ranking aparecem Barein (3,15%), Reino Unido (1,18%) e Estados Unidos (0,59%). Quase 5 milhões de pessoas de 43 países já foram vacinados contra Covid-19; veja o ranking neste link.

O governo israelense estuda atualmente abrir postos de vacinação 24 horas por dia, 7 dias por semana, para tentar acelerar a imunização. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, quer também que a taxa diária de aplicações seja dobrada para 150 mil doses da Pfizer/BioNTech ainda em 2020.

Isso poderia permitir a vacinação de metade da população até o final de janeiro. Segundo levantamento da Universidade Duke, nos EUA, Israel já comprou doses suficientes para imunizar sua população inteira e o Brasil, para vacinar 63% de sua população.

Até agora, Israel registrou quase 400 mil casos de covid-19 e 3.210 mortes e vive um aumento do número de infecções. O avanço da pandemia levou o governo a iniciar neste domingo (27) aquele que espera ser seu último lockdown.

O rígido confinamento, o terceiro do país, vai durar pelo menos três semanas e visa conter os contágios que atualmente dobram de escala a cada duas semanas, disse o Ministério da Saúde de Israel.

As vacinas significam que “há uma chance muito alta de que este seja nosso lockdown final”, disse Sharon Alroy-Preis, chefe interino da divisão de serviços de saúde pública do ministério, à Rádio do Exército.

Até agora, Israel garantiu 8 milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech, 6 milhões da Moderna (já autorizada nos EUA) e 10 milhões da AstraZeneca-Oxford (não autorizada em nenhum país ainda).

Se o plano der certo, Netanyahu afirmou que a imunização em massa e o controle das infecções poderiam permitir que o país suspendesse em março de 2021 a situação de emergência que vigora desde o início da pandemia.

Caso funcione, isso também poderia ajudar nas esperanças de reeleição de Netanyahu, após alguns passos em falso que incluem a suspensão do primeiro lockdown com uma declaração prematura de vitória contra o vírus em maio de 2020, adoção inconsistente de restrições à circulação de pessoas e lenta recuperação econômica capitaneada pelo Estado.

“Assim que terminarmos com esta fase, em 30 dias podemos sair da pandemia de coronavírus, abrir a economia e fazer coisas que nenhum país pode fazer”, disse Netanyahu em um discurso na TV.

 

O governo pretende também suspender seu programa de monitoramento da população feito por meio do sinal do celular. Essa estratégia foi amplamente criticada e questionada na Justiça e no Parlamento israelense.

Vacina, fake news e eleição

Uma pesquisa do Instituto de Democracia de Israel divulgada no domingo (27) descobriu que 40,8% da população deu ao governo avaliações principalmente positivas por sua forma de lidar com os aspectos sanitários da crise, enquanto 32,2% deram avaliações negativas. Nos aspectos econômicos, as avaliações do governo foram 52,8% negativas e 19,7% positivas.

As pesquisas também apontaram que quase dois terços dos israelenses pretendem ser vacinados, o que levou autoridades a ampliarem o combate a notícias falsas sobre supostos efeitos colaterais da vacina.

Israel deu início a uma campanha de vacinação contra o coronavírus em 19 de dezembro com Netanyahu evocando a Bíblia e o pouso lunar de 1969. Ele, que precisou se isolar três vezes durante a pandemia por ter contato com pessoas infectadas, recebeu a primeira injeção do país a fim de encorajar outras pessoas a se imunizarem.

Tirando o paletó e arregaçando a manga, ele disse aos repórteres que tinha “uma mão forte e um braço estendido”, uma brincadeira com a descrição do poder de Deus no Livro do Êxodo. E fez ainda alusão à frase de Neil Armstrong ao pisar na Lua: “Foi um pequena injeção para um homem, um grande passo para a saúde de todos nós. Que isso seja bem-sucedido. Saia e se vacine!”

O primeiro-ministro conservador concorre às eleições de 23 de março, convocadas após o colapso de sua coalizão governista neste mês.

Será a quarta eleição em menos de um ano, uma situação de impasse político inédita na história do país.

Nem Netanyahu, nem seu rival Benny Gantz foram capazes de construir coalizões majoritárias nos outros três pleitos.

O sistema político de Israel é baseado numa representação proporcional, com partidos ganhando cadeiras mais por causa dos votos que eles recebem do que pela votação que eles têm em lugares específicos (as constituintes).

Isso significa que os governos sempre serão coalizões, algumas mais fragmentadas e com vida curta.

A última coalizão liderada por Netanyahu durou quatro anos antes da eleição de abril de 2019.

Seu partido, o Likud, espera que o sucesso do programa de vacinação e a retomada da economia ajudem a superar o impasse político e a garantir a permanência de Netanyahu no poder.

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Brasil proíbe voos vindos da Inglaterra e Irlanda do Norte

Portaria publicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite de ontem (23) proíbe, em caráter temporário, a entrada no país de voos com origem ou passagem pelo Reino Unido e Irlanda do Norte. A portaria restringe, também, a entrada de estrangeiros por fronteiras terrestres e aquaviárias.

A medida foi adotada após ter sido identificada nesses países uma variante do novo coronavírus (covid-19) que, segundo especialistas, teria uma capacidade de transmissão superior à das versões até então conhecidas.

Assinada por três ministérios, da Saúde, Justiça e Segurança Pública e Casa Civil, a portaria suspende a autorização de embarque para o Brasil “de viajante estrangeiro, procedente ou com passagem” por esses países nos últimos 14 dias.

As restrições não se aplicam a brasileiro nato ou naturalizado; imigrante com residência de caráter definitivo no território brasileiro; profissional estrangeiro em missão a serviço de organismo internacional, desde que identificado; funcionário estrangeiro acreditado junto ao governo brasileiro; estrangeiro que tenha cônjuge, companheiro, filho, pai ou curador de brasileiro, ou que tenha ingresso autorizado especificamente pelo governo brasileiro ou portador de registro nacional migratório.

A portaria detalha, ainda, as situações em que o transporte de cargas é autorizado, bem como as restrições e exceções às quais estrangeiros vindos via terrestre e aquática estão sujeitos.

“Excepcionalmente, o estrangeiro que estiver em país de fronteira terrestre e precisar atravessá-la para embarcar em voo de retorno a seu país de residência poderá ingressar na República Federativa do Brasil com autorização da Polícia Federal”, estabelece a portaria. Nesse caso, ainda segundo o texto, o estrangeiro deverá dirigir-se diretamente ao aeroporto e ter em mãos uma demanda oficial da embaixada ou do consulado do país de residência, além de apresentar os bilhetes aéreos correspondentes.

www.reporteriedoferreira.com.br   Agência Brasil




Eleições na Venezuela: o boicote da oposição que devolveu todos os poderes a Maduro

Maduro
Nicolás Maduro comemorou a conquista eleitoral de seu movimento político

O chavismo recuperou a Assembleia Nacional da Venezuela neste domingo (06/12), em eleições marcadas pelo boicote aos principais partidos e líderes da oposição e por uma abstenção massiva.

Com uma participação de apenas 31%, mais de 40 pontos percentuais abaixo das eleições parlamentares de 2015 vencidas pela oposição, a coalizão governista teve mais de 3,5 milhões dos 5,2 milhões de votos, com um total de 67,6% de apoio entre os que compareceram às urnas, segundo dados do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do país.

Desde 2015, a Assembleia era o único poder controlado pela oposição, que decidiu não participar do pleito do fim de semana, assim como já havia feito nas eleições presidenciais de 2018, por considerar que não existem condições justas para a disputa eleitoral.

O líder da oposição, Juan Guaidó, que em 5 de janeiro deixará de ser o presidente da Assembleia Nacional, falou em “fraude” e sugeriu que o comparecimento às urnas foi ainda menor do que o dado oficial.

www.reporteriedoferreiras.com.br    BBC News Mundo




Mike Pompeo diz que as eleições parlamentares na Venezuela são uma ‘farsa’

 

Votação na Venezuela ocorre em meio a uma profunda crise no país, com inflação, falta de abastecimento de água e gás e cortes de energia.

Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo — Foto: Jacquelyn Martin/Pool/Reuters

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, afirmou nas redes sociais neste domingo (6) que as eleições parlamentares realizadas na Venezuela foram uma “farsa”.

“A fraude eleitoral da Venezuela já foi cometida. Os resultados anunciados pelo regime ilegítimo de Maduro não refletirão a vontade do povo venezuelano. O que está acontecendo hoje é uma fraude e uma farsa, não uma eleição”, escreveu Pompeo, no Twitter.

Disputada por cerca de 14 mil candidatos de mais de 100 partidos, a eleição na Venezuela acontece em meio a uma profunda crise no país, com inflação, falta de abastecimento de água e gás e cortes de energia.

A vitória daria ao governante Partido Socialista de Maduro o controle de uma Assembleia Nacional, com 227 assentos — a única instituição que não está em suas mãos.

A participação inicial foi baixa, porém, com muitas seções eleitorais em Caracas vazias ou com poucos eleitores.

A Venezuela também foi fortemente atingida pela pandemia da Covid-19, e os eleitores foram obrigados a usar máscaras e fazer o distanciamento social dentro dos locais de votação.

Consulta popular

Os opositores de Maduro também convocaram, entre os dias 7 e 12, uma consulta popular na qual os cidadãos serão questionados se exigem que Nicolás Maduro cesse “a usurpação da Presidência” e se pedem “eleições presidenciais e parlamentares livres, justas e verificáveis”.

A consulta também questiona as próprias eleições deste domingo, cogitando seu cancelamento: “O senhor rejeita o evento de 6 de dezembro organizado pelo regime de Nicolás Maduro e pede à comunidade internacional que o ignore?”, diz uma das perguntas que serão apresentadas.

Além disso, pergunta aos cidadãos se eles desejam avançar em negociações perante a comunidade internacional para “ativar a cooperação, o apoio e a assistência que permitam resgatar a democracia, enfrentar a crise humanitária e proteger as pessoas dos crimes contra a humanidade”.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por G1




Sob acusações de fraude e boicote de oposição, Venezuela realiza eleições legislativas neste domingo

 

Assembleia Nacional, presidida por Juan Guaidó, é o único poder ainda nas mãos de opositores de Nicolás Maduro. Novo Conselho Eleitoral elevou número de deputados de 167 para 277; primeira-dama e filho do presidente estão entre os mais de 14 mil candidatos.

Apoiadores do governo venezuelano participam de comício de candidatos do partido Grande Polo Patriótico à Assembleia Nacional, em Caracas, na quinta-feira (3) — Foto: AP Photo/Ariana Cubillos

Venezuela realiza neste domingo (6) eleições para a Assembleia Nacional, mais uma vez sob acusações de fraude e boicote dos partidos de oposição ao presidente Nicolás Maduro.

O bloco, com 27 partidos, justifica sua ausência afirmando que as autoridades eleitorais foram nomeadas pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), de tendência governista – no passado, essa era uma competência do Parlamento.

A Assembleia Nacional – presidida por Juan Guaidó, que não concorre à reeleição – é o único setor do governo não comandado por aliados de Maduro, mas desde 2017 está praticamente sem poderes, já que o Supremo Tribunal a declarou em desacato e posteriormente anulou todas as suas decisões.

Além das 167 cadeiras já existentes, foram criadas mais 110 vagas pelo novo Conselho Eleitoral Nacional, elevando a 277 o número de deputados que serão eleitos, com posse prevista para janeiro de 2021.

Os candidatos à Assembleia Nacional são eleitos por dois sistemas, voto nominal e voto por lista.

Dos 277 deputados, 48% serão escolhidos por voto nominal direto, conquistando a vaga por maioria simples. Os outros 52% serão eleitos de acordo com a ordem estabelecida pelos próprios partidos em listas nacionais e regionais. Por esse sistema, quem alcança primeiro o coeficiente termina eleito.

Anteriormente, a proporção era de 70% para voto nominal e 30% por lista.

Entre os mais de 14 mil candidatos estão a primeira-dama, Cilia Flores, e o filho de Maduro com sua primeira mulher, Nicolás Maduro Guerra, que para a campanha adotou o nome Nicolás Ernesto.

Mais de cinco milhões de cidadãos estão aptos a votar, mas o voto não é obrigatório na Venezuela e é esperado que os níveis de abstenção sejam altos devido à pandemia de Covid-19.

Oficialmente, o país registra 103 mil casos da doença e 905 mortes, embora exista a suspeita de que os números reais sejam bem maiores.

Consulta popular

Os opositores de Maduro também convocaram, entre os dias 7 e 12, uma consulta popular na qual os cidadãos serão questionados se exigem que Nicolás Maduro cesse “a usurpação da Presidência” e se pedem “eleições presidenciais e parlamentares livres, justas e verificáveis”.

Apoiadores do governo venezuelano participam de comício de candidatos do partido Grande Polo Patriótico à Assembleia Nacional, em Caracas, na quinta-feira (3) — Foto: AP Photo/Ariana Cubillos

A consulta também questiona as próprias eleições deste domingo, cogitando seu cancelamento: “O senhor rejeita o evento de 6 de dezembro organizado pelo regime de Nicolás Maduro e pede à comunidade internacional que o ignore?”, diz uma das perguntas que serão apresentadas.

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