Mario Draghi aceita assumir cargo de primeiro-ministro da Itália

Mario Draghi, nomeado para formar novo governo e assumir cargo de primeiro-ministro da Itália, durante entrevista em Roma nesta sexta-feira (12) — Foto: Yara Nardi/Pool/Reuters

Mario Draghi, nomeado para formar novo governo e assumir cargo de primeiro-ministro da Itália, durante entrevista em Roma nesta sexta-feira (12) — Foto: Yara Nardi/Pool/Reuters

Com amplo apoio de diferentes setores políticos italianos, Mario Draghi aceitou oficialmente nesta sexta-feira (12) o convite para nomear um novo gabinete de governo e assumir o cargo de primeiro-ministro da Itália.

O anúncio foi feito após o encontro de Draghi com o presidente Sergio Mattarella — que é responsável por autorizar e convidar nomes para formação do governo italiano, de acordo com a proporcionalidade do Parlamento. Durante a conversa, o economista anunciou que estava pronto para formar um governo de coalizão e revelar quem serão seus ministros.

Itália está a poucos passos de formar novo governo

Itália está a poucos passos de formar novo governo

Aos 73 anos, Draghi já foi presidente do Banco Central Europeu e é considerado uma das figuras mais respeitadas da política italiana (leia mais sobre a carreira do novo premiê da Itália mais adiante). Apelidado de “Super Mario”, o nome dele foi apontado como uma possível solução com bom trânsito e boa aprovação entre a maioria dos grandes partidos políticos.

Os ministros devem assumir no próximo fim de semana. Draghi, então, deverá ir ao Parlamento italiano para apresentar seu plano e enfrentar um voto de confiança — o que, na prática, é uma formalidade, porque já se sabe que ele tem o voto da maioria dos deputados.

O presidente Mattarella havia incumbido Draghi de organizar um novo governo quando a última coalizão ruiu, por rupturas com o mandato de Giuseppe Conte sobre a condução da economia e da pandemia. O novo ministério deve ter ministros dos grandes partidos e também pessoas de perfil técnico.

‘Super Mario’

Mario Draghi em 3 de fevereiro de 2021 — Foto: Yara Nardi/Reuters

Mario Draghi em 3 de fevereiro de 2021 — Foto: Yara Nardi/Reuters

Draghi dependia do apoio do partido com maior participação no Parlamento, o Movimento 5 Estrelas — uma sigla centrista que se coloca contra a classe política tradicional italiana. Com o aval do grupo, o ex-presidente do Banco Central Europeu consolidou apoio de diversos setores da política do país, da esquerda à direita.

A experiência de Draghi no combate a crises impulsionou o consenso sobre o nome do novo premiê. Na Europa, o economista é visto como o presidente do Banco Central Europeu que salvou o euro. Isso rendeu a ele o apelido de “Super Mario” nos corredores e no noticiário político, em alusão ao personagem de videogames com sotaque italiano.

Draghi se formou em economia na Universidade La Sapienza, de Roma, e conseguiu um doutorado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Em 1991, ele assumiu o cargo de diretor-geral do Tesouro na Itália.

Palácio Montecitorio, sede da Câmara da Itália, diante de praça quase vazia em Roma por causa da pandemia do coronavírus, em foto de 9 de fevereiro — Foto: Yara Nardi/Reuters

Palácio Montecitorio, sede da Câmara da Itália, diante de praça quase vazia em Roma por causa da pandemia do coronavírus, em foto de 9 de fevereiro — Foto: Yara Nardi/Reuters

Por fora dos embates políticos costumeiros da Itália, Draghi agora estará em evidência justamente num momento de crise no país: os italianos foram um dos países europeus mais atingidos pela pandemia de Covid-19, e o novo premiê admite que vai abandonar políticas de austeridade mesmo com o endividamento cada vez maior.

A Itália deverá receber um fundo de 200 bilhões de euros (R$ 1,2 trilhão) de auxílio da União Europeia, e os partidos querem fazer parte do governo de coalizão para poderem ter algum poder de decisão sobre o emprego desse dinheiro.

O novo premiê ainda disse que deverá criar um ministério para uma transição verde. Isso atende a uma das exigências da Comissão Europeia por combate às mudanças climáticas.

A prioridade, no entanto, será o programa de vacinação contra a Covid-19. Quase 93 mil pessoas morreram na Itália em consequência da doença.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por G1




Biden toma medidas duras para conter mudanças climáticas

Presidente dos EUA, Joe Biden
© Reuters/Kevin Lamarque/Direitos Reservados
Internacional

Biden toma medidas duras para conter mudanças climáticas

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou nesta quarta-feira (27) diversos decretos para combater a mudança climática. Biden disse, durante cerimônia, na Casa Branca, que, em sua visão, os EUA esperaram demais para “lidar com essa crise climática” e que agora era “hora de agir.” Ele citou como ameaças ao país a intensificação de tempestades, incêndios florestais, enchentes e secas relacionadas às mudanças climáticas, além da poluição atmosférica causada pela queima de combustíveis fósseis.

Biden apresentou uma “abordagem que envolve todo o governo” para colocar as preocupações com as mudanças climáticas no centro das políticas externas e de segurança nacional dos EUA, assim como no planejamento doméstico. Ele disse que a construção de uma moderna e resiliente infraestrutura ligada ao clima e de um futuro com energias renováveis criará milhões de empregos com bons salários.

“Esse é um caso em que consciência e conveniência se cruzam, em que lidar com essa ameaça existencial ao planeta e aumentar nosso crescimento e prosperidade econômica são a mesma coisa. Quando penso nas mudanças climáticas e nas respostas a elas, penso em empregos”, acrescentou Biden.

O presidente assinou decretos para reduzir a extrações de emissões de hidrocarbonetos e de dióxido de carbono e para a duplicação da geração de energia eólica com turbinas eólicas offshore. Ele também instruiu o Departamento do Interior a suspender novas concessões federais de petróleo e gás em terras públicas ou águas profundas e a realizar uma “revisão rigorosa” das concessões já existentes, bem como das práticas permitidas.

O governo federal se comprometeu a proteger 30% das terras e águas federais até 2030 como forma de deter a perda de biodiversidade e de desenvolver uma frota de veículos oficiais totalmente elétricos feitos por trabalhadores nos Estados Unidos.

Biden também ordenou que as agências federais redirecionassem investimentos para ajudar as comunidades em áreas economicamente ligadas aos combustíveis fósseis e afetadas pelos efeitos ambientais que eles causam, geralmente membros de minorias e de baixa renda.

www.reporteiedoferreira.com.br   * Com agências internacionais




Biden toma posse e anuncia retorno dos Estados Unidos a OMS e ao Acordo de Paris

joe biden
Joe Biden no discurso de posse

Presidente Joe Biden toma posse nos EUA e informa que vai anular imediatamente série de medidas do seu antecessor. Novo presidente dos EUA desmonta a agenda que uniu Bolsonaro e Trump no mundo.

O governo de Joe Biden sinaliza que irá se afastar das alianças formais e informais que tinham sido criadas nos últimos anos entre Donald Trump, Jair Bolsonaro e outros líderes populistas na defesa de agendas religiosas, políticas ultraconservadoras, negacionismo ambiental, ataques às instituições multilaterais e de desmonte dos pactos de direitos humanos.

Uma primeira indicação dessa tendência foi dada por sua equipe durante a sabatina no Senado americano com o novo chefe da diplomacia dos EUA, Antony Blinken, na noite de terça-feira. Questionado por mais de quatro horas, o experiente negociador que irá assumir o Departamento de Estado norte-americano foi explícito em dizer que será uma de suas prioridades lidar com a ameaça do populismo.

Ao explicar seus planos, ele voltou a defender a ideia da realização no segundo semestre do ano de uma cúpula para a promoção da democracia, reunindo países aliados.

Para Blinken, existe um risco real por parte do “populismo emergente” no mundo. Sem citar nomes, ele ainda apontou como, ao longo dos últimos anos, os pilares da democracia foram abalados em alguns países. O evento também é visto como um instrumento para dar uma resposta ao movimento mundial de extrema direita, assim como um marco de sua presidência diante de ditaduras pelo mundo.

Diplomatas brasileiros interpretaram a referência ao projeto como um sinal claro de que o tema da “democracia” estará presente nas decisões de Biden e que isso, potencialmente, pode ser uma pressão sobre o governo Bolsonaro.

A perspectiva é de que a agenda da cúpula inclua a proteção do papel da sociedade civil, meio ambiente, fortalecimento das instituições democráticas, ataques contra a desinformação, além de combate contra a tortura. Alguns dos principais aliados dos EUA já estariam na lista, entre eles Canadá, França, Alemanha, Coreia do Sul, Austrália e Japão.

Fortalecer a OMS, aliança de vacinas e compromisso “imediato” com clima

Blinken ainda deixou claro que a agenda ambiental do novo governo americano será implementada “imediatamente”. Isso inclui a volta ao Acordo Climático de Paris e o engajamento de Washington em negociações em diferentes fóruns.

Já na próxima semana, o enviado de Biden para temas ambientais, John Kerry, participará de um debate no Fórum Econômico Mundial, que organiza seu evento de maneira virtual. A expectativa é de que o evento seja usado para que o novo governo explique quais serão suas metas.

Biden ainda voltará à OMS, uma decisão que terá um impacto na forma pela qual a pandemia será administrada. Trump havia optado por sair do organismo, como uma forma de punir a instituição por seus erros na crise sanitária e sua proximidade ao governo chinês.

Para Blinken, porém, essa ausência apenas abriria caminho para que Pequim fortaleça sua posição nas instituições internacionais. Ele insiste que a OMS terá de ser reformada. Mas defende que isso seja feito com um envolvimento direto dos EUA.

Com a meta de mostrar uma ruptura, Biden enviará Tony Fauci para representar os EUA numa reunião da OMS ainda nesta semana.

O novo chefe da diplomacia americana também indicou que a Casa Branca vai aderir ao Covax, a aliança de vacinas criada pela OMS. Segundo ele, existe um risco de que a pandemia gere uma vulnerabilidade ainda maior nos países mais pobres, o que minaria os interesses inclusive dos EUA em um cenário internacional mais estável.

“Há um interesse nacional em ajudar e fazer nossa parte para que as vacinas cheguem a todos”, afirmou.

O Brasil também faz parte da aliança de vacinas. Mas hesitou em aderir ao projeto, sob a justificativa de que tal projeto daria força para a OMS como centro da resposta global à pandemia.

Nesta semana, num discurso na agência, o Itamaraty ainda indicou que, qualquer reforma, terá de criar uma situação em que a OMS seja alvo de um maior controle por parte dos governos nacionais.

Outro setor que sofrerá ampla revisão é o capítulo de direitos humanos. Blinken afirmou, diante do Senado, que embaixadores americanos voltarão a ser autorizados a colocar uma bandeira que simboliza o movimento LGBT em suas agendas e em seus escritórios.

“A violência contra a população LGBT aumenta no mundo. Os EUA precisam assumir seu papel de proteger essas pessoas”, disse. Entre os diferentes instrumentos, Biden terá um embaixador dedicado ao tema da promoção do direito desse segmento no palco internacional.

Outra questão dos senadores se referia à comissão criada por Trump com a ambição de promover uma redefinição do que são os direitos humanos, num processo que poderia ter um impacto global. Para o novo chefe da diplomacia americana, as conclusões da comissão serão rejeitadas.

A meta inicial do projeto de Trump era colocar limites às novas reivindicações dos direitos humanos e realizar a maior revisão do termo desde a assinatura em 1948 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Em meados de 2019, a Casa Branca criou a Comissão sobre Direitos Inalienáveis. Para os críticos e especialistas, o esforço de focar os trabalhos em “direitos inalienáveis” é, na realidade, uma tentativa de restringir os direitos que o governo tem a obrigação de proteger. Poderiam ser afetados direitos sexuais e a proteção de minorias, entre elas a comunidade LGBTQ e imigrantes.

A coluna apurou que o processo liderado por Trump passou a ser acompanhado com grande interesse pelo Itamaraty e pelo Ministério dos Direitos Humanos. O governo brasileiro chegou a enviar a secretária nacional da Família do governo, Angela Gandra Martins, até a capital americana para acompanhar as reuniões.

Hemisfério estará no “foco” de Biden

O futuro chefe da diplomacia ainda destacou como Biden colocará “atenção sustentável” nas questões das Américas e que a região será uma “área de foco”. Durante sua sabatina no Senado, Blinken indicou como o presidente eleito fez 16 viagens para países do Hemisfério quando era o vice-presidente de Barack Obama.

Para ele, Biden tem uma “visão forte” de que um futuro para o Hemisfério deve ser “democrático e que proteja a classe média” para que os interesses dos EUA sejam atendidos.

Além do populismo, a situação da Venezuela e Cuba também estarão na agenda. Blinken estima que Nicolas Maduro, presidente venezuelano, tem usado negociações para ganhar tempo e o qualifica como “ditador brutal”. Mas alerta que Washington terá de atuar em maior sintonia com países da região e adotando sanções mais focadas.




Trump planeja deixar Washington na manhã de 20 de janeiro, dia da posse de Biden, diz fonte

O presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: Gerald Herbert/AP Photo

O presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: Gerald Herbert/AP Photo

O presidente Donald Trump planeja deixar Washington na manhã do dia da posse, 20 de janeiro, após considerar sua partida em 19 de janeiro, disse uma fonte familiarizada com o assunto nesta sexta-feira (15).

Trump, um republicano, que já havia anunciado planos de não comparecer à posse do presidente eleito, o democrata Joe Biden, está planejando um evento de despedida na Base Andrews, nos arredores de Washington, onde fica o avião Força Aérea Um, disse a fonte.

Dia da posse

Com 21 mil soldados da Guarda Nacional a serem enviados e com bairros inteiros entrincheirados, a cidade de Washington está sob forte vigilância por causa de ameaças de novas manifestações de seguidores de Trump.

“Estamos preocupados com os riscos de violência nas inúmeras manifestações previstas para os próximos dias em Washington e em frente a prédios do governo nos estados”, que podem atrair indivíduos armados, explicou o diretor do FBI (a Polícia Federal americana), Christopher Wray, na quinta-feira (14).

Durante uma reunião com o vice-presidente em final de mandato, o republicano Mike Pence, Wray mencionou “uma quantidade significativa de discussões preocupantes na Internet”.

“Atualmente, vigiamos as convocações para manifestações armadas e ações até a posse”, afirmou. Ele ainda avalia quais são as ameaças graves.

A polícia e o Exército estão sendo criticados por sua falta de preparo antes da manifestação dos seguidores de Trump em 6 de janeiro. Centenas de pessoas invadiram o Capitólio. Pelo menos cinco pessoas, incluindo um policial, morreram nos distúrbios.

A invasão levou a um pedido de impeachment de Trump julgado na quarta-feira, no Congresso, sob a acusação de “incitação à insurreição”. Os dez deputados republicanos que votaram a favor do pedido de “impeachment” estão recebendo proteção reforçada desde então.

“Os colegas agora se deslocam com escoltas armadas”, disse um deles, Peter Meijer, à emissora MSNBC na quinta-feira (14). “Achamos que há pessoas que podem tentar nos matar”, acrescentou.

Planos para os próximos dias

Segundo um recente relatório interno do FBI, citado pela imprensa americana, um “grupo armado identificado” se prepara para “invadir” edifícios do governo em todos os 50 estados dos EUA e na capital nos próximos dias até a posse do presidente democrata.

O FBI menciona especialmente o movimento de extrema direita Boogaloo, que defende a guerra civil para derrubar o governo, e cita ameaças confiáveis nos estados de Michigan e Minnesota.

Na capital federal, Washington, D.C., 21 mil guardas nacionais serão mobilizados para a posse. Isso significa mais soldados do que no Iraque e no Afeganistão juntos, declarou o general Daniel Hokanson, chefe do escritório da Guarda Nacional do Pentágono.

Não venham

A missão dos reservistas está limitada, porém, a um apoio logístico à polícia, e eles estarão autorizados a efetuar prisões apenas como último recurso, segundo o Departamento da Defesa – ainda que estes soldados estejam armados.

Trump também confirmou, na quarta-feira (13), que foi informado de “ameaças potenciais” em relação às manifestações “nos próximos dias, em Washington e no país”.

O presidente republicano pediu calma a seus seguidores, destacando o direito dos americanos de se manifestarem pacificamente.

“Peço que não haja violência, que não cometam crimes e que não haja vandalismo”, afirmou na quarta-feira.

Tanto em Washington quanto nos estados vizinhos de Maryland e Virgínia, as autoridades fazem todo o possível para dissuadir a população de comparecer à posse, que acontecerá nas escadas do Congresso.

A oferta de hospedagem será limitada, devido ao provável fechamento de alguns hotéis, comentou, na quarta-feira, a prefeita de Washington, a democrata Muriel Bowser. Ela já havia pedido aos americanos para não viajarem para a capital para a posse.

A plataforma de aluguel de residências particulares Airbnb anunciou o cancelamento e o bloqueio das reservas na capital durante a semana que vem.

Já a companhia aérea Delta advertiu, ontem, que os passageiros que voarem para a capital não poderão transportar arma na bagagem a partir de sábado (16).

Vídeo mostra momento em que policial rodoviário federal é assassinado, no Recife

www.reporteriedoferreira.com.br  Por G1



Câmara dos EUA aprova segundo processo de impeachment contra Donald Trump

Presidente é acusado de incitação a manifestantes para invasão ao Capitólio durante sessão que daria vitória a Joe Biden nas eleições

Donald Trump
Isac Nóbrega/PR

Presidente Donald Trump teve impeachment aprovado na Câmara

Câmara dos Estados Unidos (EUA) abriu nesta quarta-feira (13) o segundo processo de impeachment contra o presidente Donald Trump . O republicano é acusado de incitar manifestantes a invadirem o Capitólio durante sessão que daria vitória ao presidente eleito Joe Biden e sua vice, Kamala Harris. A manifestação deixou cinco pessoas mortas.

Além do impeachment, estava em jogo a inelegibilidade de Trump, o que significa que ele não vai mais poder concorrer a cargos públicos. A derrota do republicano veio sete dias antes do encerramento de seu mandato, que está marcado para o dia 20 de janeiro.

Durante a sessão antes da votação, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, declarou, que o republicano “é um perigo claro e constante para a nação”.

Agora depende de decisão do Senado para que Trump seja, de fato, afastado do cargo, mas a votação desta quarta, já é considerada um grande derrota para o republicano.

*Esta nota está em atualização

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Ig




EUA: Presidente da Câmara diz que Trump é “perigo para nação” e “deve partir”

Deputados discutem possível impeachment do presidente, que deixará o cargo na próxima quarta (20)

Presidente da Câmara americana, Nancy Pelosi

Reprodução: iG Minas Gerais

Presidente da Câmara americana, Nancy Pelosi

A presidente da Câmara dos deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, declarou nesta quarta-feira (13), durante análise do processo de impeachment de Donald Trump , que o republicano ” é um perigo claro e constante para a nação”.

Trump é acusado de incitar à violência que ocasionou a invasão ao Capitólio, sede do congresso, na última quarta (6), que resultou na morte de 5 pessoas.

Caso seja aprovado, o presidente ainda não será afastado, pois o processo precisa ser aprovado pelo Senado, dessa forma, Trump deverá permanecer no cargo até o dia 20, quando seu sucessor, Joe Biden , assume como mandatário do cargo.

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Pelosi subiu o tom ao defender o afastamento de Trump, pedindo que ambos os partidos, democratas e republicanos, adotassem “um remédio constitucional que garantirá que a república estará a salvo deste homem que está tão resolutamente determinado a destruir as coisas que consideramos preciosas e que nos mantêm unidos”.

“Ele deve ir. Ele é um perigo claro e presente para a nação que todos nós amamos ”, afirmou a presidente da Câmara . “Não me dá prazer dizer isso – parte meu coração ”, completa.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por agências




Trump diz que Biden “não pode derrubar” muro de fronteira com México

 

Seu sucessor, o democrata Joe Biden, toma posse da presidência no dia 20 deste mês

Gage Skidmore/Creative Commons

Trump tem apenas mais 7 dias de mandato como presidente dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cujo mandato se encerra no dia 20 deste mês, disse, sem citar o nome de Biden , que “o próximo presidente não pode derrubar” o muro que separa o Texas do México. “O próximo governo não pode derrubar este muro”, afirmou.

O muro foi uma das primeiras promessas de Trump desde que assumiu a presidência dos Estados Unidos. Segundo o republicano, a construção aumentou a segurança na fronteira sul dos EUA. “Antes, não havia segurança”, disse.

Ele afirmou, ainda, que “terroristas do Oriente Médio” estavam entrando no país, e que “se revertermos a proteção às fronteiras, será péssimo”.

O presidente falou também que os preparativos para seu impeachment no Congresso são “absolutamente ridículos” e que estão causando “uma raiva tremenda” . “É a continuação da maior caça às bruxas da história da política”, declarou.

www.reportriedoferreira.com.br     Por Ig

 

 

 

 

 




Site do governo dos Estados Unidos diz que Trump encerra mandato hoje; entenda

Um funcionário descontente do Departamento de Estado teria modificado o site sem autorização

Site do governo dos Estados Unidos diz que trump encerra hoje seu mandato
Reprodução

Site do governo dos Estados Unidos diz que trump encerra hoje seu mandato

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, toma posse no próximo dia 20 deste mê s. Nesta segunda-feira, porém, o site do Departamento de Estado dos Estados Unidos foi atualizado e, na página da biografia do presidente Donald Trump , diz que seu mandato se encerra hoje (11).

O eventou causou estranhamento aos norte-americanos. Segundo o BuzzFeed, um funcionário “descontente” estaria por trás das mudanças no site. O Departamento de Estado a Casa Branca ainda não se pronunciaram.

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A biografia de Trump e de seu vice, Mike Pence, foi editada duas vezes, com a leitura “Donald J. Trump’s term termine on 2021-01-11 19:49:00” e “Donald J. Trump’s term termed on 2021-01-11 19:22 : 18.” As duas versões colocam a data desta segunda após as 19h (21h no horário de Brasília)

Nesta segunda-feira, o partido democrata entrou com pedido de impeachment contra Trump , sob a alegação de que o discurso o presidente incitou uma insurreição, que culminou na invasão de seus apoiadores ao Capitólio na última quarta-feira (6). Cinco pessoas morreram.

www.reporteriedoferreira.com.br  / Ig




Presidente da Câmara dos EUA pede que Trump seja tirado do cargo imediatamente

Nancy Pelosi repudiou invasão de apoiadores do presidente ao Capitólio nesta quarta (6)

President da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi
Reprodução: iG Minas Gerais

President da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi

A presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, defendeu nesta quinta-feira (7) que o presidente Donald Trump  seja removido do cargo “imediatamente” após os eventos que ocorreram na última quarta (6), quando o congresso americano foi invadido por manifestantes .

Pelosi pediu que Mike Pence , vice de Trump, use a 25ª  emenda da constituição americana para que o republicano seja retirado da presidência.

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Esse trecho da constituição do país declara que caso o vice, acompanhado da maioria do congresso, declare que o presidente não pode mais exercer o cargo, Pence assumiria provisoriamente até Joe Biden assumir o posto, no dia 20 de janeiro.

“Eu me junto ao líder democrata do Senado ao pedir ao vice-presidente que remova este presidente invocando imediatamente a 25ª emenda. Se o vice-presidente e o gabinete não agirem, o Congresso pode estar preparado para avançar com o impeachment”, declarou a deputada em pronunciamento.

Chuck Schumer, democrata a qual Pelosi se referiu, também pediu a Pence que ele usasse a emenda para tirar Donald Trump do cargo.

“O que aconteceu ontem no Capitólio foi uma insurreição contra os Estados Unidos, incitada pelo presidente. Este presidente não deve ocupar o cargo mais um dia”, declarou o líder do partido em comunicado

www.reportriedoferreira.com.br  Por Ig




Apoiadores de Trump invadem o Capitólio após confronto com a polícia

Manifestantes tomaram as instalações do prédio com roupas pretas, máscaras de gás lacrimogêneo e bandeiras dos Estados Unidos

Manifestantes dentro do Capitólio
Reprodução/CNN

Invasão ocorreu após confrontos de manifestantes contra a polícia

Apoiadores do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump , invadiram na tarde desta quarta-feira (6) as instalações do prédio do Capitólio , sede do Legislativo do país. A invasão ocorre após os manifestantes entrarem em confronto com policiais durante sessão do Congresso que confirmaria a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais do ano passado.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram pessoas com roupas pretas, máscaras de gás lacrimogêneo e bandeiras dos EUA nas costas. Há vídeos de homens com escudos e tacos de beisebol quebrando janelas do prédio.

De acordo com informações da imprensa local, há policiais armados tentando conter o movimento de uma pessoa armada que se aproxima da porta da Câmara dos Deputados.

O clima de tensão fez a capital  Washington declarar toque de recolher a partir das 18h. Em uma publicação feita no Twitter, Trump pediu que manifestantes “fiquem pacíficos” . “Por favor, apoiem a polícia do Capitólio. Eles estão verdadeiramente do lado do nosso País. Fiquem pacíficos!”, escreveu o presidente.

Mais cedo, o Capitólio chegou a ser evacuado por ameaça de uma “possível bomba” . Jornalistas e parlamentares foram removidos do prédio rapidamente.

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