EUA colocam 8.500 soldados em alerta por crise na Ucrânia

Presidente Joe Biden colocou militares em alerta por crise na Ucrânia. Foto: Divulgação/US Air Force/Master Sgt. Cecilio Ricardo

O Pentágono determinou que 8.500 militares dos Estados Unidos fiquem de prontidão para eventual envio ao Leste Europeu, em meio a tensões por causa da presença da Rússia perto da fronteira da Ucrânia. O fato representa uma escalada na direção do envolvimento militar americano, segundo funcionários dos EUA. As fontes disseram que as “ordens de se preparar para envio” foram emitidas para tropas sediadas em várias bases dos EUA.

– O número de efetivos que o ministro (da Defesa) pôs em alerta elevado chega a 8.500 homens – disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby.

Ele destacou ainda que “não foi tomada nenhuma decisão sobre um deslocamento de forças fora dos Estados Unidos no momento”. Mas, “está muito claro” que os russos “não têm a intenção atualmente de reduzir a escalada”, complementou.

O Pentágono não informou em quais circunstâncias pode enviar tropas, mas funcionários afirmaram que isso poderia enviar um sinal à Rússia de que os EUA reforçariam rapidamente as defesas dos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), caso ocorra uma incursão russa na Ucrânia.

As tropas poderiam também ficar a postos caso os EUA decidam retirar dezenas de milhares de americanos que atualmente vivem na Ucrânia, disseram as fontes.

As forças não serão autorizadas a entrar na Ucrânia, disseram os funcionários americanos, mas poderiam ser usadas como apoio para qualquer contingência. Muitas delas precisam estar preparadas para se mobilizar dentro de 18 a 36 horas, segundo eles.

*Com informações da AE




EUA acusam invasores do Capitólio de conspiração para sedição pela 1ª vez

Pela primeira vez nos casos que envolvem a invasão do Capitólio nos EUA, promotores americanos acusaram de conspiração sediciosa nesta quinta-feira (13) contra o líder do grupo de extrema direita Oath Keepers, Stewart Rhodes, e dez outras pessoas. É a mais grave acusação já feita contra os participantes do ataque ao Congresso.

O crime é definido como tentativa de “depor, derrubar ou destruir à força o governo dos Estados Unidos”, com sentença máxima de 20 anos na prisão. Entre os 11 acusados desta quinta, 9 já eram réus em outros processos por delitos como conspiração para cometer um crime e afetar um procedimento oficial.

Os Oath Keepers (guardiões do juramento) são um grupo pouco organizado de ativistas que acreditam que o governo federal está usurpando seus direitos. Eles se concentram no recrutamento de atuais e ex-policiais, trabalhadores de serviços de emergência e militares.

O grupo foi fundado em 2009 por Rhodes, um ex-militar de 56 anos. Ele foi preso nesta quinta.

Os procuradores disseram que, no fim de dezembro de 2020, Rhodes usou meios de comunicação privados criptografados para organizar sua viagem para Washington em 6 de janeiro. Ele e outras pessoas planejaram levar armas para o local para ajudar no apoio da operação.

“[Os acusados] Organizaram deslocamentos de todo o país até Washington, se equiparam com todo o tipo de armamento, vestiram uniformes de combate e estavam prontos para responder ao chamado às armas de Rhodes”, afirma o documento de acusação.

O líder e fundador do grupo estava na área do Capitólio no momento da invasão, mas não está claro se ele entrou no edifício.

Ainda que alguns membros do Oath Keepers tenham invadido o edifício usando material tático, outros permaneceram do lado de fora no que eles consideraram equipes de “força de resposta rápida”, preparadas para transportar rapidamente armas para a cidade, disse um dos procuradores.

A acusação alega que Thomas Caldwell, que já era réu, e Edward Vallejo, acusado agora, eram encarregados da coordenação dessa força de resposta rápida. Vallejo, 63, também foi preso nesta quinta.

Ocorrida há pouco mais de um ano, a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 levou apoiadores do então presidente Donald Trump a uma tentativa fracassada de impedir o Congresso americano de certificar a vitória de Joe Biden.

O ataque ocorreu pouco depois de um inflamado discurso no qual o republicano repetiu suas acusações sem fundamento de que sua derrota foi resultado de uma fraude generalizada e instou seus apoiadores a ir para o Capitólio “lutar como nunca” para impedir que a eleição fosse roubada.

Na véspera de o ataque completar 1 ano, o secretário de Justiça dos EUA, Merrick Garland, prometeu responsabilizar qualquer pessoa envolvida. A pasta já acusou mais de 725 pessoas, das quais 165 se declararam culpadas e ao menos 70 já receberam sentença. Garland disse ainda que o Departamento de Justiça “seguiria os fatos aonde quer que eles levassem.”

A acusação por conspiração sediciosa eleva o tom dos processos apresentados até agora. Ao longo dos anos, o Departamento de Justiça obteve a condenação pelo crime de nacionalistas porto-riquenhos e supostos militantes islamistas.

O delito apareceu ainda com destaque em um caso que autoridades federais abriram em 1987 contra líderes e membros de um grupo neonazista conhecido como The Order (a ordem). Foram indiciados 14 supostos membros ou apoiadores, 10 dos quais enfrentaram acusações de conspiração sediciosa. Após um julgamento de dois meses, o júri inocentou todos os réus.

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Casa Branca vai mobilizar mil profissionais de saúde militares para hospitais dos EUA

Mais mil profissionais de saúde militares foram destacados para seis Estados norte-americanos para ajudar hospitais sobrecarregados por surtos de casos de Covid-19 relacionados à variante Ômicron, anunciou a Casa Branca na quinta-feira.

As equipes de 7 a 25 médicos militares, enfermeiros e outros profissionais irão começar a chegar em Michigan, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Ohio e Rhode Island na próxima semana para apoiar os atendimentos emergenciais e permitir que os funcionários de hospitais possam continuar com outros atendimentos, afirmou uma autoridade da Casa Branca.

“O pedido número um continua sendo o de profissionais”, disse a administradora da Agência Federal de gerenciamento de emergências, Deanne Criswell à CNN, acrescentando que outros Estados provavelmente vão precisar de reforços de médicos e enfermeiras militares ou federais para ajudar na Covid-19 e em outros assuntos, enquanto a onda de Ômicron toma o país.

O governo Biden destacou equipes federais desde julho para lutar contra a variante Delta da Covid-19. Em dezembro, Biden direcionou outros mil profissionais médicos para a cidade Austin, e enviou mais de 100 profissionais médicos federais para o Arizona, Indiana, Michigan, New Hampshire, Vermont e Wisconsin.

As hospitalizações de Covid-19 atingiram uma alta recorde nesta semana após aumentos desde o final de dezembro, de acordo com uma contagem da Reuters, conforme a Ômicron superou a Delta como a variante dominante.

Havia 133.871 pessoas hospitalizadas com a Covid nos Estados Unidos em média durante a última semana, segundo a contagem.

(Reportagem de Susan Heavey)

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Putin testa novo bombardeiro para ataques nucleares

Enquanto alimenta temores no Ocidente de que o impasse na Ucrânia possa se tornar uma guerra de fato com a Otan, a Rússia de Vladimir Putin vai afiando seu arsenal para tal eventualidade.

Nesta quarta (12), foi realizado em Kazan o primeiro voo do Tupolev Tu-160M2, o mais recente bombardeiro estratégico para emprego em ataques convencionais e nucleares do país.

Não é um projeto novo, ao contrário: conhecido no Ocidente como Blackjack e entre russos como Cisne Branco, o Tu-160 voou pela primeira vez em 1981 e estreou em operação seis anos depois, no ocaso da União Soviética.

É a maior e mais pesada aeronave supersônica de combate em ação no mundo, personagem frequente de interceptações nos turbulentos mares Báltico, Negro ou Pacífico, e visto algumas vezes visitando bases aéreas na Venezuela.

Recentemente, o aparelho foi enviado para patrulhas conjuntas com a Força Aérea de Belarus no espaço aéreo da ditadura aliada a Moscou, como forma de mostrar apoio na crise entre Minsk e a Polônia acerca de refugiados na fronteira.

Foram feitos 27 aviões, dos quais 16 seguem voando. Desses, 7 são uma versão modernizada, a Tu-160M, com novos motores e aviônica digital. Mas o teste desta quarta é totalmente diferente.

Em 2018, Putin determinou a encomenda de dez aviões que fossem refeitos completamente. Ou quase: levados os processos produtivos e de desenho para ambientes digitais, 80% dos sistemas do Tu-160M2 são novos, segundo a Tupolev.

Não foi um processo sem percalços, como os acidentes e problemas a indústria aeronáutica russa demonstram. “O primeiro voo estava previsto para 2021, com entregas de 2023 até 2027”, disse por mensagem o analista militar Mikhail Barabanov, do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias de Moscou.

“Por fora o avião parece igual, mas é uma base completamente nova. Ela foi reconstruída do zero”, afirmou o diretor-geral da Corporação Unida de Aeronaves, Iuri Sliusar, em comunicado. A holding engloba a Tupolev e outras fabricantes russas, como a Sukhoi, fazendo por sua vez parte do conglomerado estatal Rostec.

Não há detalhe algum sobre novidades acerca do desempenho do Tu-160, nas versões atuais uma arma impressionante, com 54 metros de comprimento e 55 de envergadura, pesando vazio 110 toneladas e capaz de carregar 45 toneladas de armamento, seis mísseis de cruzeiro ou 12 mísseis com ogivas nucleares de curto alcance.

Especialistas acreditam que a nova versão já está pronta para receber mísseis hipersônicos como o Kinjal, que já está em operação no ventre de interceptadores MiG-31K ou bombardeiros estratégicos Tu-22M.

A aposta de Putin no Tu-160 decorre das capacidades da aeronave, uma versão maior e mais poderosa do americano B-1B Lancer. Ela tem asas com geometria variável para poder atingir até duas vezes a velocidade do som ao penetrar espaços aéreos hostis.

Tem uma autonomia de 12,3 mil km –com reabastecimento aéreo, bateu em 2020 o recorde mundial militar, com 25 horas de voo e 20 mil km percorridos. Até hoje, só viu combate ativo na guerra civil da Síria, na qual Putin interveio em favor da ditadura local em 2015.

A Rússia trabalha ainda no PAK-DA, uma aeronave subsônica em forma de asa voadora, semelhante ao americano B-2 Spirit e a seu sucessor já em construção, o B-21 Raider. Os testes no protótipo estão, segundo a imprensa russa, avançados.

Como tem problemas crônicos de financiamento, Putin opta por aprimorar a frota existente de Tu-160, 61 Tu-22 e também 60 Tu-95, 18 dos quais são a versão modernizada MS deste mastodonte dos anos 1950 com quatro motores e oito hélices.

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Após sanções, Coreia do Norte dispara mais 2 projéteis

Exercício militar foi denunciado mais uma vez pela Coreia do Sul

Após sanções, Coreia do Norte dispara mais 2 projéteis
Reprodução/Twitter

Após sanções, Coreia do Norte dispara mais 2 projéteis

A Coreia do Norte disparou dois projéteis não identificados na manhã desta sexta-feira (14), de acordo com informações divulgadas pela Coreia do Sul.

Esse seria o terceiro exercício militar de Pyongyang apenas neste mês. Em 5 e 11 de janeiro, o regime de Kim Jong-un já havia lançado dois mísseis supostamente hipersônicos em direção ao mar, o que motivou sanções dos Estados Unidos contra cinco cidadãos norte-coreanos.

De acordo com o Estado-Maior da Coreia do Sul, os projéteis desta sexta eram de “curto alcance” e foram disparados de uma base na província de Pyongan do Norte, na fronteira com a China.

“Estamos monitorando as movimentações norte-coreanas e mantendo uma postura de pronta reação”, diz uma nota do comando militar de Seul.

Também nesta manhã, Pyongyang já havia ameaçado dar uma resposta “mais forte e decidida” às novas sanções impostas pelos EUA, que miram cidadãos norte-coreanos envolvidos na compra de equipamentos para o programa armamentista do regime.

“Isso demonstra que, embora o atual governo dos EUA esteja alardeando a diplomacia e o diálogo, ainda está absorvido por sua política de isolar e sufocar a Coreia do Norte”, afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país comunista, segundo a agência oficial KCNA.

Os últimos testes indicam que o Norte está em busca de novas armas avançadas enquanto as negociações para a desnuclearização da península seguem travadas desde fevereiro de 2019, quando o então presidente dos EUA, Donald Trump, abandonou de forma abrupta uma cúpula com Kim no Vietnã.

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Ansa



Afeganistão: Talibã proíbe mulheres de viajar sem a presença de homens

Nos últimos dias, o grupo proibiu as mulheres de aparecer “em novelas e séries”; quem trabalha como jornalistas terá de usar um “véu islâmico” na frente das câmaras

Talibã, grupo extremista tomou o poder no Afeganistão
Reprodução: getty images

Talibã, grupo extremista tomou o poder no Afeganistão

O grupo fundamentalista  Talibã, que retomou o poder no Afeganistão em 15 de agosto deste ano, anunciou neste domingo (26) mais uma restrição para mulheres: elas não poderão viajar sem o acompanhamento de um “homem da família”.

Segundo a ordem dada pelo Ministério da Promoção das Virtudes e da Prevenção de Vícios, elas só poderão andar sozinhas em uma área de até 70 quilômetros de suas residências. Além disso, há a “recomendação” para que motoristas (seja de táxis ou ônibus) não aceitem mulheres “sem véu islâmico” em seus veículos.

Essa é a enésima vez que o grupo fundamentalista retira direitos das mulheres que, nos últimos dias, também foram proibidas de aparecer “em novelas e séries” e que, aquelas que trabalham como jornalistas, usem um “véu islâmico” na frente das câmaras.

Ao reassumir o poder, o Talibã fez uma série de anúncios de que não retirariam os direitos das mulheres conquistados durante os 20 anos da ocupação norte-americana e que não fariam um governo igual ao seu anterior, entre 1996 e 2001.




Sob vaias, Trump defende vacina e recebe agradecimento da Casa Branca

Ex-presidente voltou a apoiar a imunização dias após ter revelado que tomou a dose de reforço

Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos
Reprodução/Twitter

Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos

Dias após defender a vacinação contra a Covid-19 e ser vaiado por apoiadores, o ex-presidente Donald Trump voltou a apoiar a imunização e recebeu o agradecimento da Casa Branca nesta quinta-feira (23).

Em uma entrevista à ativista política conservadora Candace Owens que foi ao ar na quarta-feira (22), o ex-presidente disse que a vacina é “uma das maiores conquistas da humanidade”. O republicano respondeu também às insinuações de Owens de que o imunizante não funciona: “as pessoas que estão ficando muito doentes e sendo hospitalizadas são as que não tomaram a vacina”, afirmou Trump.

O trecho da entrevista foi compartilhado nesta quinta-feira pela secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki. “Vou apenas ecoar aqui o ex-presidente Donald Trump sobre a segurança e a eficácia das vacinas. Feliz véspera da véspera de Natal. Vá tomar o reforço”, comentou Psaki.

— Somos gratos ao ex-presidente por ter tomado sua dose de reforço, e também somos gratos por ele ter deixado claro em entrevista recente que elas funcionam e que são seguras — disse a secretária a repórteres ainda nesta quinta-feira.

Durante a entrevista a Owens, o ex-presidente ainda aproveitou para se promover:

— Eu surgi com três vacinas. Todas são muito boas, muito boas. Eu surgi com três delas em menos de nove meses.

O novo apoio de Trump às vacinas ocorre pouco dias após o ex-presidente ter sido vaiado durante um evento da Fox News, no domingo, no qual ele afirmou ter tomado sua dose de reforço. Ao ser criticado pelo público, Trump disse “não! não! não! não!”, respondendo de forma negativa à reação.

Esses episódios de apoio à vacina, no entanto, não são isolados. O ex-presidente defendeu a imunização em pelo menos outras oito ocasiões, segundo o jornal Washington Post. Em uma delas, em agosto, ele chegou a ser vaiado também.

Nos Estados Unidos, apenas 60% dos republicanos se vacinaram, enquanto a taxa sobe para 91% entre os democratas, de acordo com o New York Times. Em todo o país, 61% das pessoas estão totalmente imunizadas, segundo dados do Our World in Data, da Universidade de Oxford, até esta quarta-feira.

Apesar de estar vivendo mais um avanço do vírus, chegando a uma média móvel diária de 164.642 casos na quarta-feira também pelo avanço da Ômicron — na semana passada, a variante foi responsável por 73,2% das novas infecções —, a taxa de mortes não tem seguido a mesma proporção.

Em janeiro, quando foram registrados números semelhantes de casos, os EUA chegaram a ter mais de 3 mil mortes diárias. Nas últimas semanas, no entanto, não chegou a 1.700.

Esta semana três diferentes equipes de cientistas, examinando pessoas da África do Sul — onde a Ômicron foi identificada pela primeira vez —, Escócia e Inglaterra, descobriram que as infeções pela nova variante são frequentemente mais suaves do que por outras descobertas anteriormente.

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Agência O Globo



Retrospectiva 2021: A invasão do Capitólio por apoiadores de Trump

Incitados por Trump, extremistas invadiram a sede do Congresso para impedir a oficialização da vitória de Biden; cinco pessoas morreram e mais de 100 foram presas

Extremistas pró-Trump invadiram o Congresso em janeiro de 2021
Redes Sociais/Reprodução

Extremistas pró-Trump invadiram o Congresso em janeiro de 2021

No dia 6 de janeiro de 2021, o primeiro caso capaz de ganhar a atenção mundial: apoiadores do ex-presidente Donald Trump invadiram o Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos , para protestar contra o resultado da eleição presidencial, vencida pelo democrata Joe Biden, sob a tese de que teria existido fraude na contagem dos votos. O episódio deixou cinco mortos .

Cronologia

Discurso de Trump e ruptura com Pence

Momentos antes da ação dos extremistas, Trump discursou para uma multidão de apoiadores e disse que não aceitaria a derrota para Biden. O ex-presidente incitou seus eleitores a irem ao Congresso norte-americano para impedir a oficialização do resultado do pleito.

O líder de extrema-direita também pressionou o então vice-presidente, Mike Pence, que presidiria a sessão no Capitólio, para que não oficializasse a vitória de Biden. “Espero que Mike faça a coisa certa. Se ele fizer, venceremos a eleição”, disse Trump.

Pence, no entanto, não seguiu a orientação de Trump. Em comunicado oficial, o ex-vice-presidente disse que tinha apenas papel ‘cerimonial’ na sessão e fez juramento em defesa da Constitução.

Trumpistas invadem o Congresso

A invasão dos extremistas ocorreu quando a Câmara e Senado debatiam se acatavam ou não uma contestação ao resultado da contagem dos votos do Arizona. Congressistas foram retirados do local e colocados em uma área de segurança máxima do prédio, enquanto Pence deixou o prédio.

Os apoiadores de Trump vandalizaram o edifício, quebraram as portas do local e dispararam bombas de gás lacrimogênio contra os policiais. Washington imediatamente decretou toque de recolher e militares da Guarda Nacional foram acionados para conter os invasores.

Biden, recém eleito, fez um pronunciamento pedindo que Trump ordenassem que seus apoiadores deixassem o Capitólio.

“A esta hora, nossa democracia está sob um ataque sem precedentes. Diferente de tudo que vimos nos tempos modernos. Um ataque à cidadela da liberdade, o próprio Capitólio. Um ataque aos representantes do povo e à polícia do Capitólio, que jurou protegê-los. E os funcionários públicos que trabalham no coração de nossa República”, disse Biden.

Trump pede que apoiadores se retirem

Após horas em que o Congresso estadunidense foi cenário de guerra, Trump pediu que os extremistas deixassem o local. Ele, porém, seguiu alegando que a eleição teria sido “roubada”. O discurso foi publicado no Facebook e no YouTube, mas foi retirado do ar horas depois por violação das regras das redes sociais.

Sessão retomada no dia seguinte e vitória de Biden oficializada

Na quarta-feira, dia seguinte à invasão, a sessão foi retomada e, na madrugada de quinta-feira (8), a vitória foi certificada.

“O anúncio do estado da votação pelo presidente do Senado será considerado uma declaração suficiente para as pessoas eleitas presidente e vice-presidente dos Estados Unidos para o mandato que começa no dia 20 de janeiro de 2021 e será inscrito junto à lista de votos nos jornais do Senado e da Câmara dos Representantes”, disse Pence após a contagem dos votos do Colégio Eleitoral.

Os 5 mortos no episódio

O protesto golpista deixou cinco vítimas fatais: Brian Sicknick, policial do Capitólio desde 2008, espancado por trumpistas; Ashli ​​Babbitt, veterana da Força Aérea americana, baleada e morta por um agente da polícia do Capitólio enquanto tentava invadir o Congresso; Kevin Greeson, apoiador de Trump, que teve uma parada cardíaca durante a invasão; Rosanne Boyland, apoiadora de Trump cuja causa da morte não foi esclarecida; e Benjamin Philips, fundador do site pró-Trump chamado Trumparoo, que teve um derrame durante a invasão.

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O acordo que pode acabar oficialmente com Guerra da Coreia 70 anos depois

Moon Jae-in, presidente da Coreia do Sul. Foto: Getty Images

As Coreias do Norte e do Sul, os Estados Unidos e a China concordam em princípio em declarar o fim formal da Guerra da Coreia, que terminou em armistício, disse o presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

Mas as negociações ainda não começaram por causa das demandas da Coreia do Norte, acrescentou ele.

A Guerra da Coreia, que durou de 1950 a 1953, dividiu a península em duas.

Desde então, as Coreias do Norte e do Sul estão tecnicamente em guerra — com o apoio da China e dos EUA, respectivamente — e mantêm um relacionamento tenso.

Moon há muito advoga por uma declaração formal sobre o fim do conflito e estabeleceu como um dos principais objetivos de seu mandato o engajamento com o Norte.

No entanto, observadores dizem acreditar que isso seja muito difícil de alcançar.

As declarações de Moon, que está atualmente visitando a Austrália, ocorreram durante uma coletiva de imprensa em Canberra junto com o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison.

O que a Coreia do Norte quer?

Em setembro, Kim Yo-jong, a poderosa irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, indicou que seu país poderia estar aberto a negociações, mas somente se os EUA abandonassem o que ela chamou de “política hostil” contra a Coreia do Norte.

A Coreia do Norte se opõe sistematicamente à presença de tropas americanas na Coreia do Sul, aos exercícios militares conjuntos realizados todos os anos entre os EUA e a Coreia do Sul, bem como a sanções impostas pelos EUA contra o programa de armas da Coreia do Norte.

Nesta segunda-feira (13/12), Moon disse que a Coreia do Norte continuava a fazer essa demanda como uma pré-condição para as discussões.

Mas os EUA têm dito repetidamente que a Coreia do Norte deve primeiro abandonar suas armas nucleares antes que quaisquer sanções possam ser suspensas.

“Por causa disso, não podemos sentar para uma discussão ou negociação sobre a declaração… esperamos que as negociações sejam iniciadas”, disse ele.

O líder sul-coreano já argumentou que uma declaração formal para encerrar a guerra encorajaria o Norte a desistir de suas armas nucleares.

Análise por Laura Bicker, correspondente de Seul

O tempo do presidente Moon está acabando.

Ele deixa o cargo em março, após cinco anos de apelos sinceros para trazer paz permanente à Península da Coreia.

Mesmo assim, a Coreia do Norte continua mais isolada do que nunca. Os dias de apertos de mão e promessas entre Pyongyang e Seul parecem ter acabado. Por agora.

Tentar trazer um acordo de fim de guerra para a mesa é a última esperança de Moon Jae-in.

Mas ele enfrenta desafios significativos. Os EUA parecem menos entusiasmados com a ideia. O governo Biden está aberto a discussões e, claro, ninguém quer um estado de guerra permanente na península. Mas alguns acreditam que um acordo recompensaria Kim Jong-un sem receber nenhuma garantia em troca.

Os partidários dizem que o acordo é um gesto diplomático — um ponto de partida para dar garantias de segurança à Coreia do Norte. Aqueles que se opõem a isso dizem que Pyongyang poderia usá-lo para exigir a retirada de 28,5 mil soldados americanos da Coreia do Sul e pôr fim aos exercícios militares anuais conjuntos EUA-Coreia do Sul.

A imprensa estatal norte-coreana também descreveu a ideia como “prematura”.

Há um problema maior para o presidente Moon. A Coreia do Sul não assinou o armistício. Esse acordo de fim de guerra não é um presente para dar aos livros de história.

Ele pode continuar tentando trazer todas as partes à mesa, mas fazer com que todas concordem com os detalhes seria o equivalente diplomático de escalar o Everest.

O que os EUA e a China disseram?

Durante uma coletiva de imprensa em outubro, o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, disse que os EUA “podem ter perspectivas um tanto diferentes sobre a sequência precisa ou o momento das condições para as diferentes etapas” de modo a chegar a um acordo sobre uma declaração conjunta.

Enquanto isso, a agência de notícias sul-coreana Yonhap informou na semana passada que o diplomata chinês do alto escalão Yang Jiechi havia prometido o apoio de seu país “ao impulso para a declaração do fim da guerra”, citando diplomatas sul-coreanos em Pequim.

O que aconteceu na Guerra da Coreia?

A guerra começou com uma incursão pelo paralelo 38, a fronteira entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, por 75 mil soldados do Norte comunista em junho de 1950.

As tropas americanas que apoiavam o Sul entraram na guerra nos meses seguintes e os norte-coreanos, apoiados pela China e pela União Soviética, foram repelidos.

Um impasse sangrento se seguiu e um armistício foi assinado entre os EUA e a Coreia do Norte em julho de 1953.

Cinco milhões de soldados e civis perderam suas vidas no conflito.




Austrália: menina de 4 anos morre de fome e é devorada por ratos

A criança era portadora da Síndrome de Down e teria morrido dois dias antes de ser achada. O casal será julgado na Suprema Corte e estão em prisão preventiva

Willow Dunn e Mark Dunn
Reprodução

Willow Dunn e Mark Dunn

Uma menina de apenas 4 anos morreu de fome e foi devorada por ratos depois de seu pai, Mark Dunn, e a mulher dele, Shannon White, a abandonarem, na Austrália . A vítima, Willow Dunn, estava com feridas profundas e o rosto deformado quando foi encontrada pela polícia.

O crime teria ocorrido em 25 de maio, porém, detalhes do crime vieram a público somente nesta segunda-feira (7/12) durante audiência de pré-julgamento do casal, que são acusados de assassinato e crueldade infantil.

A criança era portadora da Síndrome de Down e teria morrido dois dias antes de ser achada, como levantou o jornal The Mirror. Os paramédicos que a analisaram confirmaram que Willow teve o rosto devorado por ratos .

A autópsia mostrou também que a criança tinha sinais de pancreatite, geralmente causada por má nutrição ou desidratação crônica. O casal, responsável pelos cuidados de Willow, será julgado na Suprema Corte e estão em prisão preventiva.

As informações são do jornal Metrópoles .