Reféns são libertos pelo Hamas após cessar-fogo em Gaza

Capturados vivos chegam ao território israelense e devem receber atendimento médico e psicológico

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Atualizada às Multidões se concentram na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, aguardando a chegada dos reféns de Gaza nas primeiras horas da manhã

Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas/Reprodução

Multidões se concentram na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, aguardando a chegada dos reféns de Gaza nas primeiras horas da manhã

Os primeiros sete reféns sequestrados em 07 de outubro de 2023 foram libertos pelo Hamas no norte da Faixa de Gaza  às 02h desta segunda-feira (13), no horário local (08h em Brasília), após acordo de cessar-fogo com  Israel. O conflito na região durou 738 dias. As informações são do The Times of Israel.

Por volta das 10h (04h, no horário de Brasília), um comboio da Cruz Vermelha seguiu para um ponto de transferência no sul da Faixa de Gaza para recolher mais reféns do Hamas, informou o exército israelense.

No total, vinte reféns vivos são esperados para chegar ao território israelense nesta segunda-feira, vindos de três localidades na Faixa de Gaza: Cidade de Gaza, região central e Khan Yunis, no sul.

O Fórum das Famílias de Reféns e Desaparecidos chegou a transmitir ao vivo uma multidão reunida na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, enquanto aguardavam a chegada dos reféns de Gaza.

Identidade dos reféns

A ala militar do Hamas divulgou nesta segunda-feira (13) uma lista com os nomes de 20 reféns vivos que devem ser libertos hoje, como parte do acordo de cessar-fogo mediado por Israel e pelo Egito.

 Hamas publica lista de 20 reféns vivos que serão libertados nesta segunda-feira (13)
The Times of Israel/Reprodução

Hamas publica lista de 20 reféns vivos que serão libertados nesta segunda-feira (13)

A relação inclui Elkana Bohbot, Matan Angrest, Avinatan Or, Yosef-Haim Ohana, Alon Ohel, Evyatar David, Guy Gilboa-Dalal, Rom Braslavski, Gali Berman, Ziv Berman, Eitan Mor, Segev Kalfon, Nimrod Cohen, Maxim Herkin, Eitan Horn, Matan Zangauker, Bar Kupershtein, David Cunio, Ariel Cunio e Omri Miran.A lista divulgada corresponde aos mesmos nomes já repassados anteriormente a Israel durante as negociações. Não estão incluídos neste grupo o soldado israelense Tamir Nimrodi e o cidadão nepalês Bipin Joshi.




Acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza: veja detalhes da 1ª etapa

Tratado entrou em vigor ao meio-dia, no horário local (6h em Brasília)

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Israelenses comemoram acordo de paz e cessar-fogo em Gaza
Paulo Pinto/Agência Brasil

Israelenses comemoram acordo de paz e cessar-fogo em Gaza

governo de Israel  aprovou, na madrugada desta sexta-feira (10), o acordo de cessar-fogo em Gaza e a libertação de reféns.  O tratado dá início à primeira fase do que pode ser o fim da guerra, que já completou dois anos na última semana e vitimou milhares de pessoas.

O acordo inclui a  entrega de reféns mantidos em Gaza em troca de prisioneiros palestinos dentro de Israel, além da retirada parcial das tropas israelenses do enclave. Ainda há pontos a serem negociados.

Cessar-fogo e retirada

O cessar-fogo começou imediatamente após a aprovação do governo israelense e, segundo o exército, estava em vigor a partir do meio-dia do horário local (6h em Brasília).

Em até 24 horas, as forças israelenses devem se retirar totalmente para as linhas acordadas e evitar o contato com civis palestinos. A redistribuição retira tropas de algumas áreas urbanas, mas mantém o controle sobre cerca de metade do território de Gaza. As forças militares afirmaram que estão “ajustando as posições operacionais” no enclave.

Entre as cidades desocupadas estão Khan Younis, intensamente atacada durante a guerra, e a Cidade de Gaza, alvo da mais recente operação terrestre contra o Hamas. Agora, estima-se que as tropas de Benjamin Netanyahu fiquem com o controle de 53% do território – antes, estavam em 75%.

“Estamos cercando o Hamas. Nós o envolvemos completamente, antes das próximas etapas do plano, nas quais o Hamas será desarmado e Gaza será desmilitarizada. Se isso puder ser alcançado pelo maneira fácil, muito bem. Se não, será alcançado pela maneira difícil”, disse Netanyahu em pronunciamento.

Libertação dos reféns

No prazo de 72 horas após a retirada parcial das tropas, o Hamas deverá liberar todos os 48 reféns e entregá-los às autoridades de Israel.

Entre eles, 20 estão vivos. A recuperação dos corpos de reféns mortos pode demorar mais, já que nem todos os locais de sepultamento são conhecidos.

O coordenador israelense para reféns, Gal Hirsch, informou que uma força internacional ajudará a localizar os restos mortais não identificados pelo Hamas.

Após a libertação, Israel deve soltar 250 palestinos condenados ou suspeitos de crimes de segurança, além de 1.700 adultos e 22 menores detidos em Gaza durante a guerra, e devolver 360 corpos de combatentes.

Os prisioneiros serão libertos em Gaza ou, em alguns casos, deportados para o exterior, com restrições permanentes de entrada na região.

Ajuda humanitária

A ajuda em Gaza será intensificada, com circulação livre de suprimentos entre norte e sul pelas principais estradas. Dois funcionários israelenses informaram que 600 caminhões vão entrar diariamente no enclave.

Os veículos vão levar alimentos, combustível, gás de cozinha, equipamentos médicos e materiais para reparos de infraestrutura, como tubulações de água, esgoto e padarias.




Trump diz que quer “começar a fazer negócios” com Lula

Após conversa de 30 minutos com o presidente brasileiro, líder americano afirma que EUA e Brasil “vão se dar bem juntos”

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Donald Trump conversou com Lula
Reprodução/Youtube

Donald Trump conversou com Lula

presidente dos Estados UnidosDonald Trump, afirmou nesta segunda-feira (6) que pretende “começar a fazer negócios” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração foi dada na Sala Oval da Casa Branca, após uma conversa por videoconferência de cerca de 30 minutos entre os dois líderes. Segundo Trump, o diálogo teve foco na economia e no comércio bilateral.

De acordo com o governo brasileiro, a conversa foi iniciada por Trump e tratou principalmente de tarifas e relações comerciais entre os dois países.

Lula pediu a remoção da sobretaxa de 40% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, além da tarifa base de 10%, que ele classificou como sem fundamento econômico.

O presidente também solicitou o fim das sanções impostas a autoridades brasileiras sob a Lei Magnitsky, que atingem membros do Supremo Tribunal Federal.

Durante a coletiva, Trump descreveu a conversa como “muito boa” e afirmou que os dois países “vão se dar bem juntos”.

O presidente americano destacou que a ligação foi marcada por um tom positivo e disse ter “boa química” com Lula. “Nos conhecemos rapidamente na ONU, gostamos um do outro e tivemos uma boa conversa”, afirmou.

Trump confirmou planos para encontros futuros, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. “Em algum momento eu vou para o Brasil, e ele vai vir aqui. Nós conversamos sobre isso”, declarou.

Ele também anunciou a designação do secretário de Estado, Marco Rubio, como responsável por conduzir as negociações comerciais com autoridades brasileiras, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT).

Na ligação, Lula reiterou convite para que Trump participe da COP-30, que será realizada em Belém, em novembro deste ano.

Os presidentes também comentaram o breve encontro que tiveram na Assembleia Geral da ONU, em setembro, e trocaram números de telefone para estabelecer uma linha direta de comunicação.

Segundo o resumo oficial divulgado pelo governo brasileiro, o tom da conversa foi “amigável e construtivo”. Questões políticas internas, como o julgamento e a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, não foram mencionadas.




Maduro desafia Trump após ataque dos EUA a navio venezuelano

Presidente envia carta pedindo diálogo direto e acusa Washington de usar desinformação para justificar guerra

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Maduro desafia Trump após ataque dos EUA a navio venezuelano
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Maduro desafia Trump após ataque dos EUA a navio venezuelano

presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ofereceu-se para dialogar diretamente com o governo de Donald Trump, dias após o primeiro ataque dos EUA contra uma embarcação  do país sul-americano, que, segundo Trump, transportava traficantes de drogas. As informações são da Reuters.

Em uma carta a Trump, vista pela agência Reuters, Maduro rejeitou as acusações dos EUA de que a Venezuela teria um papel central no narcotráfico, destacando que apenas 5% das drogas produzidas na Colômbia passam pelo território venezuelano e, segundo ele, 70% são neutralizadas e destruídas pelas autoridades locais.

“Presidente, espero que juntos possamos derrotar as falsidades que mancharam nossa relação, que deve ser histórica e pacífica” , escreveu Maduro.

“Esses e outros temas sempre estarão abertos a uma conversa direta e franca com seu enviado especial (Richard Grenell) para superar o ruído midiático e as fake news.”

O líder venezuelano citou ainda que Grenell ajudou a resolver rapidamente acusações anteriores de que Caracas estaria se recusando a receber de volta migrantes.

“Até hoje, esse canal tem funcionado perfeitamente” , completou.

Segundo fontes da Reuters, voos de deportação semanais de migrantes dos EUA para a Venezuela seguem acontecendo mesmo após os ataques.

A carta de Maduro foi datada de 6 de setembro, quatro dias depois de um ataque norte-americano contra uma embarcação que, segundo o governo Trump (sem apresentar provas), transportava traficantes. O bombardeio deixou 11 mortos, que Trump afirmou serem membros da gangue Tren de Aragua. A Casa Branca não comentou o caso.

Trump, porém, reforçou sua pressão contra Caracas, ameaçando em sua rede Truth Social que a Venezuela deveria aceitar de volta todos os prisioneiros que, segundo ele, o país teria enviado aos EUA ou enfrentaria um preço “incalculável”. Na sexta-feira, o ex-presidente anunciou pelo menos o terceiro ataque a supostos navios de tráfico venezuelanos, em meio a uma operação militar de grande escala no Caribe, que inclui sete navios de guerra, um submarino nuclear e caças F-35.

Segundo Trump, o ataque matou “três narcoterroristas a bordo da embarcação”, sem apresentar provas. O governo venezuelano afirma ter mobilizado dezenas de milhares de soldados no combate ao tráfico e nega qualquer ligação entre autoridades de alto escalão e facções criminosas. Caracas também rejeita que os mortos no primeiro ataque fossem ligados ao Tren de Aragua.

Maduro, que frequentemente acusa os EUA de tentarem derrubá-lo, reiterou na carta sua negativa sobre envolvimento com o narcotráfico.

“Este é o exemplo mais grave de desinformação contra nossa nação, destinada a justificar uma escalada rumo a um conflito armado que poderia causar danos catastróficos em todo o continente” , escreveu.




Putin e Xi Jinping são flagrados falando sobre imortalidade

Os líderes mundiais ainda falaram sobre transplante de órgãos e a possibilidade de eles serem usados para prolongar a vida

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Putin e Xi Jinping são flagrados falando sobre imortalidade
Reprodução/CGTN

Putin e Xi Jinping são flagrados falando sobre imortalidade

O presidente da China, Xi Jinping, e o presidente russo, Vladimir Putin, foram flagrados tendo uma conversa informal sobre a possibilidade de transplantes de órgãos serem usados para prolongar a vida. O diálogo foi captado por um microfone durante uma transmissão ao vivo do desfile militar em Pequim, nesta quarta-feira (3).

O áudio da conversa captou apenas parte da interação, que ficou inaudível em alguns trechos. É possível ouvir o presidente chinês inciando a conversa em mandarim, seguido de um tradutor que transmitiu a mensagem em russo para

“Antigamente, as pessoas raramente viviam até os 70 anos, mas hoje em dia, aos 70 anos, você ainda é uma criança.”

Parte da resposta de Putin fica inaudível, mas seu tradutor acrescenta: “Com o desenvolvimento da biotecnologia, órgãos humanos podem ser continuamente transplantados, e as pessoas podem viver cada vez mais jovens, e até mesmo alcançar a imortalidade”.

Em meio a risadas, Xi Jinping completa dizendo que a previsão é de que existe a possibilidade de que, neste século, o ser humano consiga viver até os 150 anos.

Tanto Putin quanto Xi Jinping têm 72 anos.

Um recado para o mundo

Segundo informações da BBC, o desfile desta quarta-feira marcou a primeira vez em que os líderes da China, Rússia e Coreia do Norte – Xi Jinping, Vladimir Putin e Kim Jong-um – apareceram juntos em público, gesto visto por alguns analistas como uma mensagem às nações ocidentais que os rejeitavam.

O trio se uniu a outras 24 autoridades no evento, entre elas o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif.

Ainda nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou Xi Jinping de conspirar contra os EUA em uma postagem na plataforma Truth Social.

“Por favor, enviem as minhas mais calorosos lembranças a Vladimir Putin e Kim Jong-un enquanto vocês conspiram contra os Estados Unidos da América”.

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Ataque dos EUA a navio de drogas da Venezuela deixa 11 mortos

Donald Trump confirmou que embarcação ligada ao grupo Tren de Aragua foi destruída em operação militar

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Donald Trump
Reprodução/ Ilustração de Maurilio Oliveira (2024)

Donald Trump

Um ataque militar dos Estados Unidos contra uma embarcação que transportava drogas a partir da Venezuela deixou 11 mortos na manhã desta terça-feira (02) no sul do Caribe, segundo o presidente Donald Trump.

A embarcação, segundo ele, pertencia ao grupo criminoso Tren de Aragua e navegava em águas internacionais quando foi atingida.

Trump afirmou a jornalistas no Salão Oval que os militares estadunidenses “ atiraram contra um barco carregado de drogas ” nas proximidades da Venezuela. “ Muitas drogas naquele barco ”, disse. O presidente acrescentou que recebeu informações sobre a operação pelo general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto.

Mais tarde, em publicação na rede Truth Social, Trump destacou a operação. “ Hoje de manhã, sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram um ataque cinético contra narcoterroristas do Tren de Aragua positivamente identificados na área de responsabilidade do Comando Sul. O TDA é uma Organização Terrorista Estrangeira designada, que opera sob o controle de Nicolás Maduro, responsável por assassinatos em massa, tráfico de drogas, tráfico sexual e atos de violência e terror nos Estados Unidos e no Hemisfério Ocidental. O ataque ocorreu enquanto os terroristas estavam no mar, em águas internacionais, transportando narcóticos ilegais com destino aos Estados Unidos. O ataque resultou em 11 terroristas mortos em combate. Nenhum militar dos EUA foi ferido nesta ação. Que isso sirva de aviso a qualquer pessoa que sequer pense em trazer drogas para os Estados Unidos da América. CUIDADO! Obrigado pela atenção a este assunto!!!!!!!!!!! ”, escreveu.

O texto foi acompanhado de um vídeo aéreo, que mostra um barco em alta velocidade antes de explodir.

Reações e contexto

O secretário de Estado Marco Rubio também comentou a ação. Em publicação no X, afirmou que “ hoje os militares dos EUA realizaram um ataque letal no sul do Caribe contra uma embarcação de drogas que havia partido da Venezuela e estava sendo operada por uma organização designada como narco-terrorista ”.

Ainda não há informações sobre o tipo de droga que estaria sendo transportada.

Desde janeiro, quando voltou à Casa Branca, Trump tem intensificado as medidas contra grupos da América Latina classificados como organizações terroristas ligadas ao tráfico de drogas. Entre eles, além do Tren de Aragua, está o Cartel dos Sóis, apontado por autoridades estadunidenses como vinculado ao presidente Nicolás Maduro e a outros membros do alto escalão militar e de inteligência da Venezuela.

Anteriormente, o governo dos EUA também ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 273 milhões, na cotação atual) por informações que levem à prisão de Maduro sob acusações de tráfico.

Nos últimos dois meses, forças militares estadunidenses reforçaram a presença no Caribe, com navios adicionais e milhares de fuzileiros navais.

Na segunda-feira, Maduro reagiu às movimentações, prometendo “ declarar uma república em armas ” em caso de ataque, e disse que os deslocamentos militares dos EUA representam “ a maior ameaça vista em nosso continente nos últimos 100 anos ”.




Coreia do Norte acusa Sul de tiros na fronteira e ameaça revanche

Disparos foram considerados uma “provocação” para as autoridades norte-coreanas

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Líder norte-coreano defendeu a expansão do arsenal do país após
kcna

Líder norte-coreano defendeu a expansão do arsenal do país após “provocação”

Coreia do Norte acusou, nesta sexta-feira (22), as tropas da Coreia do Sul  de dispararem tiros na fronteira entre os dois países. O país de  Kim Jong-un classificou o episódio como uma “provocação deliberada”, que pode elevar a tensão a níveis “incontroláveis”.

Segundo a agência estatal KCNA, os disparos ocorreram na terça-feira (19), quando soldados norte-coreanos trabalhavam para reforçar parte da linha divisória na Zona Desmilitarizada (ZDM).

O Exército sul-coreano confirmou a ação e explicou que os tiros foram disparados após soldados norte-coreanos cruzarem rapidamente a fronteira. O último confronto entre as duas Coreias foi registrado em abril.

Outro fator que tem elevado a tensão entre as duas potências é a prática de exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e Estados Unidos, previstos até 28 de agosto. Eles simulam respostas a possíveis ataques nucleares, de mísseis e drones.

A Coreia do Norte “não assumirá nenhuma responsabilidade pelas graves consequências” se o alerta for ignorado, disse o vice-chefe do Estado Maior do Exército norte-coreano, segundo a emissora.

O líder Kim Jong-un também falou sobre o episódio, e chamou as manobras militares conjuntas de Seul e Washington como uma “expressão óbvia da vontade de provocar guerra”. Ele defendeu ainda a expansão do arsenal nuclear norte-coreano.




Putin e Trump se encontram para negociar cessar-fogo na Ucrânia

Reunião no Alasca discutiu possível resolução da guerra no leste europeu

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Putin e Trump se cumprimentaram em encontro no Alasca
Reprodução/TV Globo

Putin e Trump se cumprimentaram em encontro no Alasca

Vladimir Putin, presidente da Rússia, e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, se encontraram nesta sexta-feira (15) em Anchorage, no Alasca, para  discutir negociações de cessar-fogo na guerra da Ucrânia.

O primeiro contato ocorreu na base militar da cidade, após a recepção de Putin com tapete vermelho e cumprimento por parte de Trump, que aplaudiu a chegada do líder russo.

Após conversarem na frente das câmeras, Trump e Putin foram levados para o local da reunião para discutirem um possível acordo de paz na Ucrânia. Segundo o o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, o encontro deve durar de seis a sete horas.

O foco principal das conversas é avaliar possibilidades para encerrar o conflito, que dura mais de três anos e meio. Trump descreveu o encontro como uma “sessão de escuta” e oportunidade para “sentir” as intenções de Putin.

O presidente americano também alertou sobre “consequências severas” para a Rússia, incluindo a aplicação de tarifas secundárias, caso não haja acordo para o fim da guerra.

O formato da reunião inclui inicialmente um encontro a sós entre os dois líderes, com a presença apenas de tradutores, seguido de negociações envolvendo as delegações e um café da manhã de trabalho.

Está prevista uma coletiva de imprensa conjunta ao final, embora Trump tenha indicado que a decisão sobre a realização da coletiva ainda não estava confirmada.

Quem participa da reunião?

Do lado americano, participam Trump, o Secretário de Estado Marco Rubio, o Secretário do Tesouro Scott Bessent, o Secretário de Comércio Howard Lutnick, o Diretor da CIA John Ratcliffe, a Chefe de Gabinete Susie Wiles, o enviado para o Oriente Médio Steve Witkoff e a chefe de protocolo Monica Crowley.

Pela Rússia, estão presentes o Ministro das Relações Exteriores Sergey Lavrov, o Ministro da Defesa Andrey Belousov, o assessor presidencial Yuri Ushakov, o Ministro das Finanças Anton Siluanov e o Enviado Especial Kirill Dmitriev.

O encontro marca o primeiro contato entre líderes dos EUA e da Rússia em mais de quatro anos e a primeira visita de Putin a solo americano em uma década.

Putin e Trump negociam acordo de paz na Ucrânia
Reprodução/TV Globo

Putin e Trump negociam acordo de paz na Ucrânia

Trump já cogitou em entrevistas a possibilidade de “trocas de terras” como forma de resolver o conflito, uma proposta que gerou preocupações na Ucrânia e entre aliados europeus, considerando que a Rússia ocupa cerca de um quinto do território ucraniano, incluindo áreas economicamente estratégicas.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy não foi convidado para o encontro, embora tenha manifestado interesse em participar. Ele alertou que decisões sem a participação da Ucrânia seriam “soluções mortas”.

 




Israel mata cinco jornalistas da Al Jazeera em ataque contra tenda de imprensa em Gaza

Por Brasil de Fato 

Um ataque de Israel à Cidade de Gaza na noite deste domingo (10) matou pelo menos seis jornalistas, incluindo cinco trabalhadores do veículo do Catar Al Jazeera. De acordo com a emissora, o ataque foi direcionado a uma tenda que abrigava profissionais da imprensa, localizada em frente ao portão principal do Hospital al-Shifa.

Entre as vítimas estão Anas al-Sharif, Mohammed Qreiqeh, Ibrahim Zaher, Mohammed Noufal e Moamen Aliwa. A sexta vítima é Mohammad al-Khaldi, descrito como “criador de um canal de notícias no YouTube” pelo grupo de direitos de imprensa Repórteres Sem Fronteiras.

Israel admitiu o ataque intencional, que tinha como principal alvo Anas al-Sharif, sob a alegação de suposta ligação do profissional com o Hamas, o que foi negado pela rede de televisão.

Pouco antes de ser morto, al-Sharif, de 28 anos, publicou em seu perfil no X que Israel realizava intensos bombardeios, conhecidos como cinturões de fogo, no leste e sul da Cidade de Gaza. Em seu último vídeo, era possível ouvir explosões e ver o céu escuro iluminado por clarões laranja.

Em uma mensagem final, que deveria ser publicada caso fosse morto, al-Sharif afirmou que “viveu a dor em todos os seus detalhes” e “experimentou a dor e a perda repetidamente”.

“Apesar disso, nunca hesitei em transmitir a verdade como ela é, sem distorção ou deturpação, esperando que Deus testemunhasse aqueles que permaneceram em silêncio, aqueles que aceitaram nossa matança e aqueles que sufocaram nossa respiração”, disse.

“Nem mesmo os corpos mutilados de nossas crianças e mulheres comoveram seus corações ou impediram o massacre ao qual nosso povo tem sido submetido há mais de um ano e meio”, concluiu. O repórter deixa dois filhos.

Israel mata cinco jornalistas da Al Jazeera em ataque contra tenda de imprensa em Gaza

Benjamin Netanyahu, Primeiro-ministro de Israel 

Al Jazeera condena assassinatos

Em um comunicado, a Al Jazeera Media Network condenou os assassinatos e classificou a ação como “mais um ataque flagrante e premeditado à liberdade de imprensa”.

“Este ataque ocorre em meio às consequências catastróficas do atual ataque israelense a Gaza, que resultou no massacre implacável de civis, na fome forçada e na destruição de comunidades inteiras“, afirmou a Al Jazeera.

“A ordem para assassinar Anas al Sharif, um dos jornalistas mais corajosos de Gaza, e seus colegas é uma tentativa desesperada de silenciar as vozes que expõem a iminente tomada e ocupação de Gaza”.

A Al Jazeera também afirmou que “a imunidade dos perpetradores e a falta de responsabilização encorajam as ações de Israel e incentivam ainda mais a opressão contra testemunhas da verdade”. Por fim, pediu à comunidade internacional “medidas decisivas para deter este genocídio em curso e pôr fim aos ataques deliberados a jornalistas”.

O primeiro-ministro do Catar, país-sede da emissora, criticou duramente Israel nesta segunda-feira (11) pela morte dos profissionais.

“O ataque deliberado de Israel contra jornalistas na Faixa de Gaza revela crimes inimagináveis (…) Que Deus tenha misericórdia dos jornalistas Anas Al-Sharif, Mohammed Qraiqea e seus colegas”, disse o primeiro-ministro, xeique Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, em uma mensagem na rede social X.

Desde outubro de 2023, Israel acusa regularmente jornalistas palestinos em Gaza de ligação com o Hamas, o que, segundo grupos de direitos humanos, busca desacreditar as denúncias de crimes praticados pelos israelenses. Israel já matou mais de 200 profissionais de imprensa.

 




Zelenski critica reunião de Trump e Putin sem Ucrânia: ‘Decisões contra a paz’

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante visita à Noruega, em 20 de março de 2025 — Foto: NTB/Ole Berg-Rusten/via REUTERS

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, criticou na madrugada de sábado (9) a reunião marcada entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, para negociar o fim da guerra na Ucrânia que deve acontecer na próxima sexta-feira (15) no Alasca.

O governo ucraniano não foi convidado para o encontro. Essa será a primeira cúpula presencial entre os líderes das duas principais potências nucleares do mundo desde 2021, em meio a esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito, que já dura mais de três anos.

“O presidente Trump anunciou os preparativos para seu encontro com Putin no Alasca. Muito longe desta guerra, que assola nossa terra, contra nosso povo, e que, de qualquer forma, não pode terminar sem nós, sem a Ucrânia”, disse Zelenski

Ele rejeitou a possibilidade, aventada por membros do governo Trump ouvidos pela imprensa americana, de ceder territórios à Rússia. Para o presidente, a resposta para a questão territorial ucraniana já está na Constituição. “Ninguém se desviará dela —e ninguém poderá fazê-lo. Os ucranianos não doarão suas terras ao ocupante.”

Ele mostrou disposição em trabalhar em conjunto com Trump e com todos os parceiros em busca de uma paz duradoura. Uma paz, segundo Zelenski, “que não entrará em colapso devido aos desejos de Moscou”.

O presidente da França, Emmanuel Macron, apoiou Zelenski em uma publicação em seu perfil no X. “O futuro da Ucrânia não pode ser decidido sem os ucranianos, que têm lutado pela sua liberdade e segurança há mais de três anos. Os europeus também serão necessariamente parte da solução, já que sua própria segurança está em jogo.”

Macron afirmou ainda que conversou com Zelenski, com os primeiros-ministros do Reino Unido, Keir Starmer, e da Alemanha, Friedrich Merz. ” Continuamos determinados a apoiar a Ucrânia, trabalhando em um espírito de unidade e construindo o trabalho realizado no âmbito da Coalizão dos Dispostos.”

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