UCRÂNIA: ‘Há risco claro de acidente nuclear’, diz chefe da ONU para energia atômica

Na última sexta-feira (4/3), o Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou uma reunião de emergência após o incêndio na usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia. O incêndio, que foi controlado, despertou forte preocupação na comunidade internacional em meio à invasão da Rússia no território ucraniano.

Um dos principais objetivos do encontro era ouvir as percepções do diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), o embaixador argentino Rafael Mariano Grossi, que, a partir de um voo de Viena (Áustria) a Teerã (Irã), com interrupções na internet, explicou a situação na central nuclear naquele momento.

O silêncio e a espera dos diplomatas para que a conexão de Grossi fosse retomada mostraram a importância de suas avaliações e de seu papel neste momento – que envolve a Rússia, uma das maiores potências nucleares do planeta, que conta com armas do tipo, e a Ucrânia, que possui 15 reatores nucleares, decisivos para o uso de sua energia.

Grossi, de 61 anos, especialista em energia nuclear, é formado em ciências políticas e em questões nucleares. Ele presidiu em 2020 a Conferência do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e é diretor-geral da agência da ONU desde 2019, onde chegou com apoio de vários países da América Latina.

Nesta entrevista exclusiva à BBC News Brasil, falando de Viena, em português, o diplomata e especialista em questões nucleares afirmou que “existe risco claro de acidente nuclear” na Ucrânia.

Diante da gravidade e da tensão da situação – com risco de acidente nuclear, como afirmou -, ele se ofereceu para ser mediador de um encontro entre Rússia e Ucrânia no âmbito nuclear.

www.reporteriedoferreira.com.br




Torre de transmissão em Kiev é atacada pela Rússia

Russos haviam avisa

Prédio destruído por míssil russo em Kharkiv
Reprodução/Twitter

Prédio destruído por míssil russo em Kharkiv

A torre de comunicações e transmissão de Kiev foi atacada nesta terça-feira (1), conforme havia alertado uma agência de notícias russas. As emissoras de televisão saíram do ar logo após a explosão, mas o governo tentar restaurar a transmissão.

Moradores próximos às torres foram avisados

A Rússia mandou avisos para ucranianos que moram próximos a torres de comunicações ou repetidoras de Kiev para que deixassem suas casas, informou nesta terça-feira (1) a agência de notícias do país Tass.

Segundo a reportagem, Moscou quer atingir as sedes dos serviços de segurança e dos centros de operações de telecomunicações para “acabar com a guerra psicológica e midiática” da Ucrânia.

Desde o início dos ataques russos na Ucrânia, em 24 de fevereiro, o discurso do governo era de que só estava mirando as estruturas militares e não civis. No entanto, imagens vindas da Ucrânia mostram diversos danos em prédios residenciais e a morte de pessoas comuns.

Na madrugada desta terça, inclusive, o centro de Kharkiv foi atacado deixando ao menos 10 civis mortos. Além disso, há inúmeros relatos de que bombas e foguetes atingiram hospitais, escolas infantis e áreas residenciais.

www.reporteriedoferreira.com.br / Ig




Rússia e Ucrânia não entram em acordo; negociação parte para 2ª rodada

Representantes dos dois países se encontraram em Gomel, em Belarus

Guerra: representantes da Rússia e da Ucrânia se encontram
Reprodução/CNN

Guerra: representantes da Rússia e da Ucrânia se encontram

A reunião que poderia dar fim a investida russa contra a Ucrânia terminou sem avanços. Segundo a agência estatal russa RIA, representantes dos dois países ouviram as propostas um do outro, e concordaram em voltar aos seus países para levar as informações da conversa e marcar uma segunda rodada de reuniões.

Pela manhã, já a tarde no horário local, a delegação da Ucrânia, composta pelo ministro da Defesa, Oleksiy Reznikov, do conselheiro chefe do gabinete do presidente da Ucrânia, Mykhailo Podoliak, e do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Mykola Tochytskyi, foi até o país vizinho para tentar negociar o cessar-fogo.

Continua após a publicidade

A principal demanda do Kremelin é que a Ucrânia não entre na Otan, aliança militar ocidental, nem mesmo na União Europeia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, foi inicialmente contra que a reunião acontecesse em Belarus, país historicamente aliado da Rússia. O presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, está ao lado de Putin e permanece no poder desde 1994. Ontem, Zelenski acusou Minsk de estar participando dos ataques – fato negado por Lukashenko.

O temor de Zelenski era de que o aceite do encontro poderia parecer uma rendição, posição exatamente contrária da pregada desde o primeiro dia da rendição. Ontem, no entanto, o encontro foi acordado.

www.reporteriedoferreira.com.br / Ig




Putin incita golpe militar na Ucrânia: ‘Assumam o controle vocês’

Vladimir Putin
Marcos Corrêa/PR

Vladimir Putin

Em pronunciamento nesta sexta-feira (25), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, incitou um golpe de Estado na Ucrânia. Ao dizer que prefere negociar como exército, ele incentivou militares ucranianos a tomarem o poder no país para tirar “drogados” e “neonazistas”.

“Eu gostaria de me dirigir às forças ucranianas: assumam o controle vocês mesmos. É melhor do que trabalhar com essas pessoas que fizeram a Ucrânia refém”, afirmou.

Continua após a publicidade

Putin voltou acusar o país de ameaçar a Rússia e de esconder “armas pesadas”: “São responsáveis pelo neonazismo na Europa e pelo derramamento de sangue. Temos informações sobre a existência de armas pesadas em cidades grandes, como Kiev. Eles planejam atuar em oposição às forças russas, agindo como agem os terroristas.”

Segundo inforações, o presidente estaria disposto a negociar com a Ucrânia e indicou que aceitaria status neutro na política internacional .

Por

iG Último Segundo



Biden anuncia pacote de sanções contra Rússia

Presidente afirmou que “novas sanções e sistemas de defesa” podem ser anunciados caso a Rússia avance sobre a Ucrânia

Joe Biden
Reprodução

Joe Biden

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira (22) um pacote de sanções contra a Rússia como resposta contra o avanço do país sobre o território da Ucrânia. Biden afirmou que não pretende entrar em combate com o país de Putin, mas que o pacote servirá como um “aviso”.

Em anúncio, o presidente afirmou que “instituições financeiras serão bloqueadas, assim como o financiamento internacional nos mercados europeus e ocidentais. Famílias russas que financiam armas russas serão também penalizadas e o gasoduto (entre Rússia e Alemanha) bloqueado”.

“O presidente Putin pediu autorização do parlamento para usar a força fora do território russo, isso armou palco para uma provocação ainda maior, que justifique ações militares […] Ao respondermos, o meu governo está usando tudo que está em nossas mãos, protegendo consumidores e empresas da subida de preço. Defender a liberdade tem um custo”, disse o presidente.

Biden disse que enquanto a Rússia planeja o próximo movimento, as respostas da Otan e aliados também estão sendo organizadas. Novas sanções e sistemas de defesas podem ser anunciados a qualquer momento.

“Nós ainda acreditamos que a Rússia irá atacar, ela só aumentou essa ameaça nos últimos dias. São mais de 150 mil militares russos ao redor da Ucrânia, as forças estão prontas para atacar”, afirmou.

O presidente finalizou o discurso dizendo que espera que “a diplomacia ainda seja uma alternativa” para lidar com a tensão no leste europeu, mas que irá “julgar” a Rússia pelos próximos passos e responderá com “união, clareza e decisões”.




‘Brasil parece estar do outro lado’, dizem EUA sobre viagem de Bolsonaro

Após ser questionada sobre a declaração de solidariedade do presidente Jair Bolsonaro (PL) à Rússia, em meio às tensões envolvendo uma possível invasão de Moscou à Ucrânia, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou nesta sexta-feira, 18, que o Brasil “parece estar do outro lado de onde está a maioria da comunidade global”.

“Eu diria que a vasta maioria da comunidade global está unida em uma visão compartilhada, de que invadir um outro país, tentar tirar parte do seu território, e aterrorizar a população, certamente não está alinhado com valores globais”, afirmou Psaki em entrevista à imprensa em Washington. “Então, acho que o Brasil parece estar do outro lado de onde está a maioria da comunidade global”.

Em resposta a pergunta de um jornalista sobre se as falas de Bolsonaro poderiam afetar as relações Brasil-EUA, ela ressaltou que não conversou com o presidente americano, Joe Biden, sobre as declarações. Ainda assim, deu uma resposta dura.

A fala da porta-voz segue o encontro do presidente brasileiro com o russo Vladimir Putin na quarta-feira em Moscou, onde Bolsonaro afirmou que “somos solidários à Rússia” e expressou desejo de intensificar as relações bilaterais entre os países.

As preocupações se dão em meio à consolidação de forças russas perto da fronteira com a Ucrânia.  De acordo com os EUA e o Ministério da Defesa ucraniano, há, atualmente, cerca de 150.000 soldados russos posicionados perto dos limites do país. A Rússia cercou o norte do país vizinho, onde a fronteira é mais desguarnecida, posicionando seu Exército como uma ferradura, cercando a região por três lados, em territórios de Belarus, de quem é aliada.

Além disso, a Inteligência americana vem afirmando há semanas que a Rússia poderia buscar um pretexto, como uma operação com agentes infiltrados, para justificar uma eventual invasão. Um dos pretextos poderia ser o recente agravamento de confrontos na região de Donbas.

ricanas. Na quinta-feira, um porta-voz o Departamento de Estado dos EUA disse que o encontro “mina a diplomacia destinada a evitar um desastre estratégico e humanitário”.

“O momento em que o presidente do Brasil se solidarizou com a Rússia, enquanto as forças russas estão se preparando para potencialmente lançar ataques a cidades ucranianas, não poderia ter sido pior”, disse em entrevista televisionada. 

A VEJA antes da viagem do presidente brasileiro, uma autoridade do Departamento de Estado, que falou sob condição de anonimato, expressou que o Brasil deveria usar a oportunidade para reforçar à Rússia “a preocupação dos Estados Unidos e de outras nações sobre o papel desestabilizador que a Rússia está desempenhando e a ameaça atual à soberania e integridade territorial da Ucrânia”.

Segundo o funcionário americano, a posição do governo dos EUA sobre o aumento de presença militar russa na fronteira com a Ucrânia foi comunicada ao governo brasileiro, com quem “mantém diálogos regulares em todos os níveis”.

Em reportagem publicada em VEJA no início do mês, na edição nº 2775, o ex-embaixador Sergio Amaral destacou que Brasil e Rússia têm relação antiga e fazem parte do Brics, grupo que reúne ainda China, Índia e África do Sul. Em outras situações, uma missão oficial seria algo natural, mas não em meio a uma tensão que pode resultar em guerra.

“Nesta circunstância é difícil evitar que essa visita seja interpretada como um gesto de simpatia e até solidariedade com Moscou”, destacou.

www.reporteriedoferreira.com.br




EUA afirmam que Rússia pode invadir Ucrânia a qualquer momento

Antony Blinken, secretário de Estado dos Estados Unidos, disse que invasão pode acontecer antes mesmo do fim da Olimpíadas de Inverno

Antony Blinken, secretário de Estado dos Estados Unidos
Reprodução

Antony Blinken, secretário de Estado dos Estados Unidos

Antony Blinken, secretário de Estado dos Estados Unidos, afirmou nesta sexta-feira (10) que a Rússia pode invadir a Ucrânia “a qualquer momento”. Segundo o secretário, isso pode acontecer antes mesmo do fim das Olimpíadas de Inverno, no dia 20 de fevereiro.

“Estamos em uma janela em que uma invasão pode começar a qualquer momento – e para deixar claro, isso inclui durante as Olimpíadas […] Estamos a ver sinais muito preocupantes da escalada russa, incluindo novas forças que chegam à fronteira ucraniana”, disse Blinken, ao lado de líderes da Índia, Japão e Austrália.

A fala foi feita após imagens de satélites publicadas por uma empresa privada americana mostrarem novas implantações militares russas em áreas próximas à Ucrânia.

Ontem (10), Joe Biden pediu para que os estadunidenses deixem a Ucrânia nas próximas “24 a 48 horas”. Ele afirmou que o país não resgatará civis caso a Rússia realize a invasão.

“Não é como se estivéssemos lidando com uma organização terrorista. Estamos lidando com um dos maiores exércitos do mundo. É uma situação muito diferente, e as coisas podem escalar rapidamente”, afirmou.

www.reporteriedoferreira.com.br /Ig




Primeiro-ministro do Peru renuncia após cometer violência doméstica

Diversos grupos sociais e políticos (inclusive de seu próprio partido) pressionaram Valer a deixar o cargo

Héctor Valer, primeiro-ministro do Peru
Reprodução/Twitter

Héctor Valer, primeiro-ministro do Peru

Três dias após uma renovação da equipe do governo, o primeiro-ministro do Peru, Héctor Valer, entregou sua renúncia ao presidente Pedro Castillo. O motivo foram denúncias de que ele agrediu sua filha e a falecida esposa, em 2016.

A polícia conta com relatórios sobre os casos, mas o agora ex-ministro insiste em negar as acusações. Assim, Valer se torna um dos primeiro ministros que menos tempo ficou no cargo.

“Aceito a derrota, metralhado por jornais do Peru que pertencem a um grupo ligado à extrema direita do Peru que construiu uma imagem de agressor e violento”, disse Valer a jornalistas peruanos.

Partidos de oposição, grupos de direitos humanos, feministas, grupos indígenas e até o próprio partido no poder pediram a saída de Valer e de alguns membros do gabinete, como do ministro do Meio Ambiente Wilber Supo, que sempre deu aulas de geografia, mas que não carrega conhecimento suficiente sobre meio ambiente.

O presidente Castillo anunciou recentemente a recomposição de seu terceiro gabinete, mas falta declarar quais serão os novos nomes. Isso ocorre pela quarta vez em seu mandato.

Por Ig

 




Rússia inicia exercícios militares na Bielorrússia, perto da Ucrânia

Manobras reúnem, segundo a Otan, 30 mil militares, e seriam as maiores em solo bielorrusso desde o final da Guerra FriaRússia inicia exercícios militares na Bielorrússia, perto da Ucrânia

Reprodução

Rússia inicia exercícios militares na Bielorrússia, perto da Ucrânia

Em meio às tensões envolvendo supostos planos russos para invadir a Ucrânia, o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, participou nesta quinta-feira do início de uma série de exercícios militares na Bielorrússia, país aliado ao Kremlin e que também faz fronteira com o território ucraniano.

As manobras, chamadas de “Resolução Aliada” e com término previsto para o dia 20 de fevereiro, devem reunir 30 mil militares, além de blindados, tanques e aeronaves, e são apontadas pela Otan, a aliança militar liderada pelos EUA, como o maior deslocamento russo em solo bielorrusso desde o fim da Guerra Fria. Rússsia e Bielorrússia não divulgaram números.

As imagens divulgadas pelo Ministério da Defesa da Bielorrússia mostraram treinamentos com batalhões de paraquedistas, disparos de tanques e desembarque de tropas em helicópteros, simulando ataques contra forças “inimigas”. De acordo com a apresentação oficial das manobras, “os militares trabalharão para repelir agressões externas, combater o terrorismo, aprimorar suas habilidades de defesa das fronteiras, cortar canais de entrega de armas e encontrar e neutralizar falsos sabotadores”. Autoridades dos dois países não escondem que os exercícios são uma resposta ao que veem como aumento da presença da Otan na região.

O canal de TV Zvezda (“Estrela”), ligado ao Ministério da Defesa russo, destacou o uso dos caças Yakovlev Yak-130 e Sukhoi Su-25, além de drones de reconhecimento e ataque.

“Faremos uma grande avaliação do que foi feito na fase de preparação de exercícios. Mas você notou, com razão, que a primeira etapa, a transferência de grandes agrupamentos de tropas e equipamentos, está em fase de conclusão”, afirmou Shoigu, em diálogo com o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, citado pela Zvezda TV.

No encontro, ele confirmou o apoio de Moscou a Minsk, revelou que os dois países farão cerca de 20  exercícios militares ao longo de 2021 e completou afirmando que a Rússia ajudaria o país a se opor à “linha destrutiva do Ocidente”.

Por

Agência O Globo



Coreia do Norte diz que testou míssil capaz de atingir território dos EUA

A Coreia do Norte afirmou nesta segunda-feira (31) que testou um míssil balístico de alcance intermediário que tem capacidade nuclear e pode atingir Guam, um território dos Estados Unidos no Oceano Pacífico, e que uma câmera acoplada no Hwasong-12 tirou fotos do espaço.

O lançamento de domingo (30) é o sétimo já realizado pelo país apenas em 2022 — e o mais significativo desde 2017 —, o que levanta temores de provocações maiores, como testes de mísseis nucleares e de longo alcance que representariam uma ameaça direta ao território continental dos EUA.

A KNCA, agência de notícias oficial da Coreia do Norte, afirmou que o objetivo do teste era verificar a precisão geral do Hwasong-12 e divulgou fotos que teriam sido tiradas de uma câmera acoplada na ogiva do míssil.

www.reporteriedoferreira.com.br