Ex-líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev morre aos 92 anos

Gorbachev foi o último presidente da União Soviética antes de sua dissolução

O ex-líder da União Soviética Mikhail Gorbachev morreu aos 92 anos, em Moscou. O óbito foi confirmado nesta terça-feira (30) por agências de notícia russas.

Mikhail Gorbachev foi o último presidente da União Soviética antes de sua dissolução.

Gorbachev, cujo governo tumultuado foi associado aos termos perestroika e glasnost (reforma e abertura) morreu após uma longa doença, informaram as agências de notícias estatais russas.

“Mikhail Sergeevich Gorbachev morreu esta noite após uma doença grave e prolongada”, disse o Hospital Clínico Central, segundo a RIA / Novosti, na terça-feira (30).

História

Mikhail Gorbachev nasceu em 2 de março de 1931, na cidade de Privolnoye, na Rússia, membro de uma família de imigrantes russo-ucranianos.

Formou-se em Direito em 1955, pela Moscow State University, e em Economia em 1967, pela Faculty of Economy.

Em atualização.

www.reporteriedoferreira.com.br/ CNN




Central nuclear ucraniana é bombardeada neste sábado

Há risco de fuga de hidrogênio e pulverização radioativa, diz operador.

A União Europeia condenou o que considerou ser uma “violação irresponsável” das regras da segurança nuclear por parte da Rússia, face às ações militares no complexo da central ucraniana de Zaporizhzhia. (Foto: reprodução)

A maior central nuclear da Europa, localizada na cidade de Zaporizhzhia, na Ucrânia, voltou a ser atacada neste sábado (6). A empresa controlada pelo Estado ucraniano, que opera a central nuclear, alerta para o “risco de fuga de hidrogénio e pulverização radioativa”. Há um incêndio no local.

Os governos ucraniano e russo trocam acusações e culpas pelo incidente. A Rússia diz que terroristas ucranianos decidiram colocar toda a Europa à beira de uma catástrofe nuclear.
Por outro lado, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusa os russos de serem responsáveis por “um crime descarado e um ato de terrorismo”. Para Zelensky, há risco de uma tragédia maior do que o que aconteceu em Chernobyl, em 1986.

União Europeia
A União Europeia condenou o que considerou ser uma “violação irresponsável” das regras da segurança nuclear por parte da Rússia, face às ações militares no complexo da central ucraniana de Zaporizhzhia.

“A UE condena as atividades miliares da Rússia em torno da central nuclear de Zaporizhzhia. Trata-se de uma violação grave e irresponsável das regras de segurança nuclear e de um novo exemplo do desprezo da Rússia por normas internacionais”, reagiu no Twitter Josep Borrell, alto representante da União para os Assuntos Externos e a Política de Segurança.




Rússia está “perdendo o gás” na Ucrânia, diz chefe de espionagem do Reino Unido

Por David Miliken

LONDRES (Reuters) – A Rússia está “perdendo o gás” em sua campanha na Ucrânia, afirmou neste sábado o diretor da agência de espionagem britânica MI6, Richard Moore, em comentário publicado no Twitter.

Moore fez o comentário depois de uma publicação anterior no Twitter feita pelo Ministério da Defesa britânico que descreveu o governo russo como “cada vez mais desesperado” e tendo perdido milhares de soldados na invasão da Ucrânia.




Boris Johnson renuncia ao cargo de primeiro-ministro britânico

 

Boris Johnson renuncia ao cargo de primeiro-ministro britânico

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, renunciou nesta quinta-feira (7) à liderança do Partido Conservador e, por consequência, deixará o cargo de primeiro-ministro. Ele fica como interino até que um novo premiê seja escolhido.

“É desejo do Partido Conservador que haja um novo líder e um novo primeiro-ministro. E eu falei com o comitê do partido, e a questão de escolher esse novo líder deve acontecer agora. Até o novo líder aparecer, eu estarei aqui como interino”, afirmou.

Johnson foi abandonado pelos ministros do governo. Até mesmo o ministro das Finanças, Nadhim Zahawi, que só foi nomeado para o cargo na quarta-feira (6), pediu a renúncia do premiê. Ele passou dias resistindo à renúncia, mas não obteve êxito.

A situação política de Johnson ficou mais delicada após o deputado Chris Pincher, nomeado pelo premiê como vice-líder do governo, ter sido acusado de ter apalpado dois homens em um clube privado em Londres.




Boris Johnson se recusa a renunciar cargo de primeiro-ministro

Mais de 30 membros de Gabinete pediram demissão desde ontem

Pessoas protestam em Londres com cartazes
Reprodução/Flickr Reggie McLarhan – 07.06.2022

Pessoas protestam em Londres com cartazes

A movimentação é intensa no número 10 da rua Downing, em Londres, nesta quarta-feira. Um grupo de ministros se reuniu na sede do  Gabinete do primeiro-ministro Boris Johnson para pedir que ele renuncie ao cargo.

O grupo inclui a ministra do Interior, Priti Patel, o recém-nomeado chanceler Nadhim Zahawi, e o ministro de Transportes, Grant Shapps, que foi visto deixando o local há pouco.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, acredita-se que um grupo de apoiadores também esteja lá, incluindo a ministra da Cultura, Nadine Dorries, e o chefe da pasta de Oportunidades do Brexit, Jacob Rees-Mogg. Eles declaram apoio a Boris.

O premier britânico está determinado a ficar no cargo, informou Anushka Asthana, da ITV, no Twitter. De acordo com a jornalista, Boris se recusa a renunciar, alegando que sua saída pode ser seguida por eleições antecipadas e derrota dos conservadores.Mais demissões à vista

Ao menos mais um ministro de Boris Johnson deve renunciar na noite desta quarta-feira, em protesto à resistência do premier britânico de deixar o cargo. A informação é de Jason Groves, editor de Política do jornal Daily Mail. Mais de 30 membros de Gabinete pediram demissão desde ontem.

 




Países oferecem apoio a Finlândia e Suécia em caso de ofensiva russa

Noruega, Dinamarca e Islândia emitiram comunicado conjunto oferecendo ajuda aos países vizinhos caso haja ataque russo

Presidente Vladimir Putin disse que adesão dos países à Otan não representa ameaça à Rússia
Reprodução / Twitter – 10.05.2022

Presidente Vladimir Putin disse que adesão dos países à Otan não representa ameaça à Rússia

Em comunicado conjunto, a Noruega, Dinamarca e Islândia informaram que vão dar apoio à Finlândia e à Suécia caso os países sofram ofensivas russas após os pedidos de adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) .

“Juntamente à Dinamarca e à Islândia, a Noruega está pronta para ajudar seus vizinhos nórdicos por todos os meios necessários caso sejam vítimas de agressão em seu território antes de obterem a adesão à Otan”, disse o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere.

A Finlândia reafirmou a intenção de fazer parte da aliança no último domingo (15) . No mesmo dia, o partido social-democrata da Suécia aprovou no Parlamento do país a candidatura à Otan .

Depois dos movimentos, a  Otan informou estar convencida de que irá superar os obstáculos impostos pela Turquia para aceitar as adesões dos países à aliança.

Hoje, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Riabkov, disse que as candidaturas da Suécia e Finlândia para integrar a Otan são um “grave erro” . De acordo com ele, o “nível de tensão” entre a Rússia e os países do Ocidente vai aumentar ainda mais caso as novas adesões realmente aconteçam.

“A expansão da Otan é artificial”, afirmou o líder russo durante a cerimônia de aniversário da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), aliança militar de ex-repúblicas soviéticas, de acordo com a agência de notícias estatal Tass . “A Rússia não tem problemas com Finlândia e Suécia, sua possível adesão à Otan não cria qualquer ameaça direta para a Rússia”, acrescentou.




‘Todas as mulheres, crianças e idosos saíram de Azovstal’, diz vice-primeira-ministra da Ucrânia

Criança é vista na janela de um ônibus que estava deixando a cidade sitiada de Mariupol — Foto: Alexander Ermochenko/REUTERES

Criança é vista na janela de um ônibus que estava deixando a cidade sitiada de Mariupol — Foto: Alexander Ermochenko/REUTERES

Todas as mulheres, crianças e idosos foram retirados da siderúrgica Azovstal, no porto sul de Mariupol, disse a vice-primeira-ministra da Ucrânia neste sábado (7).

“Esta parte da operação humanitária Mariupol acabou”, escreveu Iryna Vereshchuk no serviço de mensagens Telegram.

A Ucrânia anunciou na sexta-feira um plano de evacuação de Azovstal e outras partes de Mariupol para sábado.

Pai e filho deixam a cidade de Zaporizhzhia por meio de um ônibus — Foto: Ueslei Marcelino/REUTERS

Pai e filho deixam a cidade de Zaporizhzhia por meio de um ônibus — Foto: Ueslei Marcelino/REUTERS

Mais cedo, separatistas apoiados pela Rússia na região de Donetsk disseram que 50 civis foram retirados da siderúrgica no sábado.

A Reuters não viu nenhuma evidência de sua chegada a um ponto de recepção controlado pelos separatistas.

A siderúrgica da era soviética, o último reduto das forças ucranianas em Mariupol, emergiu como um símbolo de resistência ao esforço russo mais amplo para capturar faixas do leste e do sul da Ucrânia.

Sob bombardeio pesado, combatentes e civis ficaram presos por semanas em bunkers e túneis profundos que cruzam o local.

Forças russas apoiadas por tanques e artilharia tentaram novamente no sábado atacar Azovstal, disse o comando militar da Ucrânia, parte de um ataque feroz para desalojar os últimos defensores ucranianos na cidade portuária estratégica no mar de Azov.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por G1




Ucrânia acusa Rússia de destruir aeroporto em novo bombardeio

Número de vítimas do ataque ainda não foi identificado

Caça russo na Ucrânia
Reprodução / Twitter – 24.02.2022

Caça russo na Ucrânia

O governador da região de Dnipropetrovsk informou neste domingo (10) que o aeroporto da cidade de Dnipro, no leste da Ucrânia , voltou a ser bombardeado em novo ataque russo e ficou “destruído”.

“Novo ataque contra o aeroporto de Dnipro. Não resta mais nada. O próprio aeroporto e as infraestruturas próximas foram destruídos. E os mísseis continuam voando”, afirmou o governador Valentin Reznichenko no Telegram. O número de vítimas do bombardeio ainda não foi identificado.

O mesmo aeroporto já havia sido alvo de ataques da Rússia em 15 de março, deixando a pista destruída e o terminal danificado, de acordo com a agência de notícias AFP .

Apesar desse bombardeio anterior, até agora, a cidade industrial havia sido relativamente pouco afetada pelo avanço das tropas russas na Ucrânia.

Dnipro tem um milhão de habitantes e é atravessada pelo rio Dnieper (Dnipro em ucraniano), que marca o limite da região leste do país.




GUERRA: Otan acusa a Rússia de reagrupar tropas e aumentar ofensiva contra Ucrânia

Por volta das 3h de quinta-feira (31/3, hora local), Glib Mazepa, 35 anos, morador de Kharkiv (leste), foi acordado pela esposa. “Ela viu cerca de 10 foguetes cruzarem o céu. O clarão era parecido com o de um flash. Os projéteis caíram a uns 3,5km de nossa casa”, contou ao Correio. Ao meio-dia, ele e a família voltaram a levar um susto. “Escutamos uma forte explosão, a uns 500m daqui. As últimas 48 horas foram de intensos bombardeios”, desabafou. Quando falava com a reportagem, às 21h34 de quinta (16h34 em Brasília), Glib gravou o som de estrondos de uma barragem de foguetes Grad. Os relatos dele pareciam confirmar a denúncia da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de que as forças russas se posicionaram para bombardear o leste da Ucrânia.

“Segundo nossos dados de Inteligência, as unidades russas não estão se retirando, mas se reposicionando. A Rússia está tentando reagrupar (suas forças), reabastecer e reforçar sua ofensiva na região de Donbass”, no leste da Ucrânia, declarou Jens Stoltenberg, secretário-geral da Otan. “Haverá mais ataque, com mais sofrimento.”

Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também demonstrou ceticismo em relação à informação do Kremlin sobre redução de tropas em algumas cidades. “Até agora, não há evidências claras de que ele esteja retirando todas essas forças de Kiev. Também há pistas de que ele está reforçando suas tropas no Donbass”, explicou, ao admitir que está “um pouco cético”.

De acordo com Biden, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, “parece estar isolado”. “Há indícios de que demitiu ou colocou em prisão domiciliar alguns de seus assessores”, comentou. Na quarta-feira, os serviços de inteligência do Reino Unido e dos EUA corroboraram informações de que Putin teria sido enganado por integrantes do Estado-Maior Conjunto da Rússia sobre a real situação no campo de batalha.

Sob pressão das sanções financeiras internacionais, Putin acenou, ontem, que pretende usar o gás como arma de retaliação. O Kremlin não descarta cortar o fornecimento do combustível para a União Europeia (UE), caso não receba pagamentos em rublo, a moeda da Rússia.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, rejeitou a ameaça russa sobre o gás e avisou que os membros da UE seguirão pagando em euros e dólares, em consonância com as cláusulas dos contratos. No campo diplomático, os diálogos entre negociadores de Kiev e de Moscou devem prosseguir hoje, no formato virtual. O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlüt Cavusoglu, anunciou articulações para a viabilização de um encontro entre Serguei Lavrov e Dmitro Kuleba, respectivamente chefes das diplomacias russa e ucraniana. A segunda reunião de alto nível deve ocorrer “em uma ou duas semanas”.

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Ataques em Kiev serão reduzidos ‘drasticamente’, diz ministro russo

Após quatro horas de mais uma rodada de negociações, desta vez de maneira presencial, um representante do Ministério da Defesa russo confirmou nesta terça-feira que as tropas do país vão reduzir “drasticamente” os ataques em Kiev e nos arredores da capital ucraniana, além da cidade de Chernihiv, no norte da Ucrânia.

Representantes ucranianos, reunidos em Istambul, na Turquia, ainda indicaram que houve avanços também para um encontro entre os presidentes Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky.

“A fim de aumentar a confiança mútua e criar as condições necessárias para novas negociações e alcançar o objetivo final de concordar e assinar (um) acordo, foi tomada a decisão de reduzir radicalmente, por uma grande margem, a atividade militar nas direções de Kiev e Chernihiv”, disse o vice-ministro da Defesa russa, Alexander Fomin, a repórteres.

As propostas sob a mesa ainda incluiriam um período de consulta de 15 anos sobre o status da Crimeia, anexada à Rússia, que só poderiam entrar em vigor no caso de um cessar-fogo completo, disseram os negociadores ucranianos a repórteres em Istambul.

Os negociadores ucranianos também propuseram que Kiev adote um status neutro em troca de garantias de segurança, o que significa que o país não se juntaria a alianças militares ou hospedaria bases militares.

“Se conseguirmos consolidar essas disposições-chave, e para nós isso é o mais fundamental, então a Ucrânia estará em posição de realmente fixar seu status atual como um estado que não fará parte de um bloco e não-nuclear, na forma de neutralidade permanente”, disse o negociador ucraniano Oleksander Chaly.

O principal negociador russo, Vladimir Medinsky, afirmou, por sua vez, que examinará as propostas ucranianas e as reportará ao presidente Vladimir Putin. As negociações foram o primeiro encontro cara a cara entre os lados desde 10 de março.

“Essas propostas serão consideradas em um futuro próximo, relatadas ao presidente, e nossa resposta será dada”, disse Medinsky, que reafirmou que Moscou não é contra a entrada da Ucrânia na União Europeia.

Autoridades ucranianas sugeriram recentemente que a Rússia poderia estar mais disposta a aceitar um compromisso, já que qualquer esperança que pudesse ter de impor um novo governo a Kiev perdeu força diante da forte resistência ucraniana e das pesadas perdas russas.

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