Putin afirma que mantém boas relações com Lula e Bolsonaro

O presidente russo disse ainda que aspira fazer com que a relação entre Rússia e Brasil se desenvolva mais

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iG Último Segundo

Putin, presidente da Rússia
Kremlin – 10.10.2022

Putin, presidente da Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin , afirmou, nesta quinta-feira (27) que mantém boas relações com os candidatos à Presidência no Brasil, Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) .

“Sabemos que eles [os candidatos] têm consenso na relação com a Rússia, apesar de situações difíceis dentro do país. Não interferimos em processos políticos internos”, afirmou o mandatário russo ao jornal Folha de S. Paulo .

Putin também mencionou que pretende desenvolver melhores relações com o Brasil.

“[O Brasil] é nosso parceiro mais importante na região, e assim continuará. Faremos tudo para que essas relações se desenvolvam mais”, disse o presidente russo.

As declarações de Putin ocorreram durante a sessão de encerramento da 19ª reunião anual do Clube Valdai, no Kremlin, que reúne pesquisadores, empresários e políticos internacionais.

Ainda, durante o evento, Putin afirmou que não utilizará de armas nucleares contra a Ucrânia, país que invadiu no dia 24 de fevereiro deste ano.

“Nunca dissemos nada proativamente sobre armas nucleares. Só usaríamos para defender a integridade de nosso território”, disse Putin, acrescentando que Kiev, capital da Ucrânia está planejando um ataque com uma “bomba suja”, material que dissipa radiação.

Segundo turno

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ), Lula terminou o primeiro turno com 48,43% dos votos (57.259.504), enquanto Bolsonaro marcou 43,20% (51.072.345). O vencedor do segundo turno das eleições , marcado para o próximo dia 30 de outubro, irá comandar o país por ao menos quatro anos, até o fim de 2026, assumindo o governo em janeiro de 2023.

A pesquisa Datafolha , divulgada nesta quinta-feira (27) , mostrou o ex-presidente à frente na disputa pelo Planalto com 49% dos votos. Já o atual chefe do Executivo, aparece com 44%.




Guerra na Ucrânia deve acelerar mudança para a energia limpa, diz relatório da AIE

Embora algumas nações estejam queimando mais carvão este ano, espera-se que o efeito seja de curta duração.

Turbinas eólicas na costa do Nordeste do Brasil (Foto: ABEEólica/Divulgação)

 

A crise energética desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia provavelmente acelerará, em vez de desacelerar, a transição global dos combustíveis fósseis para tecnologias mais limpas, como veículos eólicos, solares e elétricos, disse nesta quinta-feira a principal agência de energia do mundo.

Embora alguns países estejam queimando mais combustíveis fósseis este ano, como carvão, em resposta à escassez de gás natural causada pela guerra na Ucrânia, o efeito deve durar pouco, disse a Agência Internacional de Energia (AIE) em seu relatório anual de 524 páginas que prevê as tendências globais de energia até 2050.

Pela primeira vez, a agência agora prevê que a demanda mundial por cada tipo de combustível fóssil atingirá o pico em um futuro próximo. Uma das principais razões é que muitos países responderam ao aumento dos preços adotando turbinas eólicas, painéis solares, usinas nucleares, combustíveis de hidrogênio, veículos elétricos ou bombas de calor elétricas.

Nos Estados Unidos, o Congresso aprovou mais de US$ 370 bilhões em gastos com essas tecnologias sob a recente Lei de Redução da Inflação. O Japão também está buscando um novo programa de “transformação verde” que ajudará a financiar energia nuclear, hidrogênio e outras tecnologias de baixa emissão. China, Índia e Coreia do Sul aumentaram as metas nacionais para energia renovável e nuclear.

Ainda assim, a mudança para fontes de energia mais limpas ainda não está acontecendo rápido o suficiente para evitar níveis perigosos de aquecimento global, alertou a agência, a menos que os governos tomem medidas bem mais fortes para reduzir suas emissões de dióxido de carbono que aquecem o planeta nos próximos anos.

Com base nas políticas atuais postas em prática pelos governos nacionais, espera-se que o uso global de carvão comece a diminuir nos próximos anos, a demanda de gás natural provavelmente atinja um platô até o final desta década e o uso de petróleo deverá se estabilizar em meados de 2030.

Enquanto isso, espera-se que o investimento global em energia limpa aumente de US$ 1,3 trilhão em 2022, passando para mais de US$ 2 trilhões anualmente até 2030, uma mudança significativa, segundo a agência.

—É notável que muitas dessas novas metas de energia limpa não estão sendo implementadas apenas por razões de mudança climática — disse Fatih Birol, diretor executivo da agência, em entrevista. —Cada vez mais, os grandes impulsionadores são a segurança energética, bem como a política industrial. Muitos países querem estar na vanguarda das indústrias de energia do futuro.

As atuais políticas energéticas colocam o mundo no caminho certo para atingir o pico de emissões de dióxido de carbono até 2025 e aquecer cerca de 2,5ºC até 2100 em comparação com os níveis pré-industriais, estimou a agência. A previsão bate com as projeções divulgadas na quarta-feira pelas Nações Unidas, que analisaram as promessas dos países de combater as emissões.

— Se quisermos atingir metas climáticas mais ambiciosas, provavelmente precisaremos ver cerca de US$ 4 trilhões em investimentos em energia limpa até 2030 — disse Birol, ou o dobro do que a agência projeta atualmente. — Em particular, não há investimento suficiente no mundo em desenvolvimento.

Este ano, as emissões globais de dióxido de carbono de combustíveis fósseis devem aumentar cerca de 1% e se aproximar de recordes, em parte devido a um aumento no uso de carvão em lugares como a Europa, à medida que os países lutam para substituir o gás russo perdido. (O carvão é o mais poluente de todos os combustíveis fósseis.)

Ainda assim, é um aumento muito menor do que alguns analistas temiam quando a guerra na Ucrânia eclodiu, em fevereiro. O aumento nas emissões teria sido três vezes maior se não fosse a rápida implantação de turbinas eólicas, painéis solares e veículos elétricos em todo o mundo, segundo a AIE. O aumento dos preços da energia e o fraco crescimento econômico na Europa e na China também contribuíram para manter as emissões baixas.

Rússia será prejudicada

E o recente aumento no uso de carvão pode ser passageiro. Os países europeus estão planejando instalar cerca de 50 gigawatts de energia renovável no ano que vem, o que seria mais do que suficiente para suplantar o aumento deste ano na geração de carvão. E globalmente, a agência não espera que o investimento em novas usinas de carvão aumente além do que já era esperado.

A Rússia, que era o maior exportador mundial de combustíveis fósseis, deverá ser especialmente atingida pelas interrupções energéticas. À medida que as nações europeias correm para reduzir sua dependência do petróleo e gás russos, o país provavelmente enfrentará desafios para encontrar novos mercados na Ásia, principalmente para seu gás natural, diz o relatório. Como resultado, é improvável que as exportações russas de combustíveis fósseis retornem aos níveis anteriores à guerra.

Mas mesmo que se espere que a atual crise de energia seja um benefício para tecnologias mais limpas a longo prazo, ela está cobrando um preço doloroso agora.

Governos de todo o mundo já comprometeram cerca de US$ 500 bilhões este ano para proteger os consumidores do aumento dos preços da energia. E enquanto as nações europeias hoje parecem ter gás natural suficiente em armazenamento para sobreviver a um inverno maias ameno este ano, o relatório alerta que o próximo inverno na Europa “pode ser ainda mais difícil” à medida que os estoques serão reduzidos e novos suprimentos para substituir o gás russo, como o aumento das remessas dos Estados Unidos ou do Catar, demorem a entrar em operação.

A situação parece ainda pior em países em desenvolvimento como Paquistão e Bangladesh, que enfrentam escassez de energia à medida que as entregas de gás natural liquefeito são desviadas para a Europa. Quase 75 milhões de pessoas em todo o mundo, que recentemente obtiveram acesso à eletricidade, provavelmente perderão o acesso este ano, segundo o relatório. Se isso acontecer, será a primeira vez em uma década que o número de pessoas em todo o mundo sem acesso à energia aumentará.

Ainda existe a possibilidade de que o aumento dos preços da energia possa produzir protestos e resistência às políticas climáticas e de energia limpa em alguns países. Embora o relatório conclua que as políticas de mudança climática não são as principais responsáveis pelo aumento dos preços — em vez disso, observa que os esforços de energia renovável e climatização doméstica na verdade atenuaram o impacto dos choques energéticos em muitas regiões — sempre existe o risco de que os governos se sintam pressionado a mudar de rumo, disse Birol.

O novo relatório vem menos de duas semanas antes de os países se reunirem na COP27, em Sharm el Sheikh, no Egito, onde discutirão se e como intensificar os esforços para reduzir as emissões de combustíveis fósseis e fornecer mais ajuda financeira dos mais ricos aos países mais pobres.




Nova primeira-ministra do Reino Unido renuncia após 45 dias de governo

Foto: Daniel Leal/Pool via Reuters

Depois de apenas um mês e meio no governo, a primeira-ministra britânica, Liz Truss, renunciou nesta quinta-feira (20). Ela é a terceira líder do Reino Unido consecutiva a renunciar antes da hora, e a que menos tempo ficou no cargo na história do país.

Truss, que substituiu o Boris Johnson no comando do país, já vinha sofrendo uma forte pressão para renunciar por conta de um polêmico plano econômico que gerou revolta no mercado e dentro de seu próprio partido.

O plano previa um corte amplo e severo de impostos e, em paralelo, um empréstimo bilionário para cobrir o rombo nas contas públicas. A proposta foi muito mal recebida no país, em um momento no qual a inflação do Reino Unido ultrapassou os 10% – a maior taxa nos últimos 40 anos.

Em pronunciamento na porta de Downing Street, a sede do governo do Reino Unido, em Londres, Liz Truss , acompanhada de seu marido, disse que já informou sua renúncia ao rei Charles III . E que permanecerá no cargo até que o Partido Conservador escolha outro líder.

Ao longo da semana, a fila de parlamentares e membros do próprio partido de Truss que pedem a saída da atual líder, aumentou. Segundo a imprensa britânica, metade dos membros do Partido Conservador, a sigla que a premiê lidar, apoiam a renúncia.

Com informações do G1




Putin exalta URSS e formaliza anexação de quatro regiões ucranianas

O mandatário disse, ainda, que queria que seu discurso fosse ouvido “em Kiev, no Ocidente

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, cumprimenta presentes no evento
Reprodução/Kremlin – 09.05.2022

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, cumprimenta presentes no evento

O presidente da Rússia , Vladimir Putin , realizou a  cerimônia de anexação unilateral das regiões ucranianas de Donetsk , Lugansk , Zaporizhzhia e Kherson nesta sexta-feira (30) e exaltou a história da União Soviética e a “vontade popular” para justificar a medida.

“Não há mais a URSS e você não pode voltar ao passado. Mas não há nada mais forte do que o desejo das pessoas de que sua cultura e linguagem serem partes da Rússia. Eles tinham o desejo de retornar para a pátria-mãe. O amor pela Rússia é um sentimento indestrutível […] O povo fez sua escolha, uma escolha limpa”, afirmou aos presentes.

Segundo os dados oficiais divulgados por Moscou , o “sim” para a anexação foi vitorioso de maneira quase unânime em Donetsk (99,23%) e em Lugansk (98,42%), ambas na área do Donbass. Os percentuais foram elevados também em Zaporizhzhia (93,11%) e em Kherson (87,05%), mas líderes internacionais dizem que a consulta foi fraudada para dar o resultado desejado pelos russos.

Putin ainda disse que queria que seu discurso fosse ouvido “em Kiev, no Ocidente: as pessoas que vivem em Lugansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia virarão nossos cidadãos para sempre”. O mandatário ainda acusou o Ocidente de fazer uma “guerra híbrida” na Ucrânia e as “elites” desses países de serem “colonialistas”.

Nenhum país internacional de grande porte ou organização internacional, como as Nações Unidas, reconhecem os referendos feitos por Moscou nas quatro áreas ucranianas e afirmam que não há nenhuma base legal para as anexações.

Assim como fez durante o anúncio da mobilização parcial, que convocou centenas de milhares de russos para a guerra, o chefe do Kremlin destacou que a “nossa terra será defendida com todos os meios à nossa disposição”. A fala também foi usada por um dos principais aliados de Putin, o ex-presidente Dmitri Medvedev, para dizer que os russos podem usar armas nucleares no território vizinho.

Também como já fez em diversos pronunciamentos desde o início da invasão na Ucrânia, em fevereiro deste ano, o mandatário voltou a dizer que a Rússia “reconquistou seu espaço no mundo” sob seu governo após os “trágicos anos 1990”.

Em outro ponto do longo discurso, Putin disse que a Ucrânia deve “fazer um cessar-fogo do conflito iniciado em 2014” e que Moscou “está pronta para voltar à mesa de negociações”. “Mas, a escolha da anexação não está mais em discussão”, alertou, dizendo que a cerimônia de hoje é “o único caminho para a paz”.

A Rússia está fazendo as maiores anexações forçadas na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Além das quatro áreas desta sexta-feira, Moscou já havia feito processo semelhante com a Crimeia, em 2014, logo no início dos primeiros confrontos separatistas na Ucrânia.

A decisão, somada à nova mobilização de soldados, é considerada uma nova escalada no conflito e pode causar ainda mais danos ao território ucraniano. Isso porque cada nova contraofensiva de Kiev para recuperar áreas controladas pelas tropas russas será considerada um ataque contra a Rússia – o que justificaria o uso de armamentos ainda mais pesados.

Durante o discurso, inclusive, Putin voltou a falar sobre as armas nucleares, dizendo que os EUA “abriram um precedente” ao usar esse tipo de armamento “por duas vezes” durante a Segunda Guerra no Japão em 1945.

Por Ig




Putin convoca 300 mil reservistas russos para guerra e faz ameaça nuclear

Foto: Kremlin.ru via Reuters

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez um pronunciamento, nesta quarta-feira (21), nas televisões russas convocando 300 mil reservistas a se juntarem aos demais militares na guerra que trava com a Ucrânia. Além disso, o líder do país anunciou que não teme o embate contra outros países e ressaltou a possibilidade de usar armas nucleares poderosas. Essa é a primeira vez desde a 2ª Guerra Mundial que a Rússia se mobiliza militarmente.

“Isto não é um blefe”, declarou Putin. “Vários representantes do alto escalão de países da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] falam da possibilidade e admissibilidade de usar armas de destruição em massa contra a Rússia. Falam até de ameaça nuclear. Quero dizer a quem diz isso que nosso país possui uma variedade de armas de destruição, algumas mais modernas até que as dos países da Otan”.

O discurso para a nação russa aconteceu durante uma contraofensiva da Ucrânia, que tenta responder aos ataques mais intensos que sofre desde fevereiro deste ano. Países europeus e Estados Unidos, todos da Otan, ajudaram o país contra as invasões russas e a recuperar 6000 km², como parte de um planejamento feito no mês passado pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Porém, essa iniciativa nuclear, por parte da Rússia, assustou não só o Ocidente, mas também a própria população, em especial a masculina. Nas últimas horas, houve um aumento muito grande de cidadãos que compraram passagens para sair do país e até mesmo as fronteiras estão travadas, com carros buscando uma rota de fuga. Além disso, diversos protestos estão irrompendo no país, com muitos afirmando que “não morreria por Putin”.

www.reporteriedoferreira.com.br/com g1 




Funeral da rainha: corpo de Elizabeth é sepultado em evento particular

Monarca será enterrada no mesmo local onde estão seus pais e sua irmã

Funeral Elizabeth II
Reprodução/CBS News

Funeral Elizabeth II

Após a última cerimônia pública do funeral , o corpo da rainha Elizabeth II será sepultado em um evento particular, nesta segunda-feira (19), que acontece na Capela Memorial Rei Jorge VI, localizada no Castelo de Windsor.

O evento estava previsto para ter início às 19h30 do horário local (15h30 no horário de Brasília). Elizabeth II é a 11ª ex-monarca a ser enterrada no local.

A monarca que ficou sete décadas no trono do Reino Unido encomendou a capela em 1962, e as obras foram finalizadas em 1969.

O corpo da rainha será enterrado no mesmo local onde estão seus pais, rei Jorge VI e rainha Isabel, e também as cinzas da sua irmã,  a princesa Margaret.

O príncipe Philip, que morreu em abril do ano passado, estava temporariamente enterrado na Capela de São Jorge mas, agora, será tranferido para a capela memorial para ficar ao lado da sua esposa.

O caixão da monarca foi levado para um setor particular da capela, sendo acompanhado pelos membros da família real. Logo em seguida, os familiares da rainha deixaram o local a caminho do interior do Castelo de Windsor

Caminho até o Castelo de Windsor

O caixão da rainha, que morreu aos 96 anos, foi levado ao Castelo de Windsor na manhã desta segunda-feira. O rei Charles III e a rainha consorte Camilla acompanharam a cerimônia.

O castelo era o grande refúgio de Elizabeth II. Foi onde a monarca morou nos últimos anos.

O trajeto entre Londres e Windsor durou cerca de duas horas. O caixão com o corpo da rainha foi transferido para um carro fúnebre, que foi acompanhado pelo rei Charles III e a rainha consorte Camilla.

Ao longo de todo o trajeto, pessoas jogaram flores em homenagem à rainha. O rei Charles III disse estar “profundamente tocado” com o apoio que recebeu da população antes do funeral.

Charles afirmou que ele e Camilla ficaram “comovidos além da medida” por todos que se deram ao trabalho de prestar as condolências. “Enquanto nos preparamos para dizer nosso último adeus, eu queria simplesmente aproveitar esta oportunidade para agradecer”, disse ele.

www.reporteriedoferreira.com.br / Ig




Filhos da rainha fazem vigília no caixão; veja fotos da cerimônia

Cerimônia durou cerca de 10 minutos e faz parte da tradição da família real britânica

Rei Charles III durante vigília na Catedral de St. Giles
Reprodução / BBC – 12.09.2022

Rei Charles III durante vigília na Catedral de St. Giles

Nesta segunda-feira (12), os quatro filhos da rainha Elizabeth II participaram da vigília ao lado do caixão da monarca na Catedral de St. Giles, em Edimburgo, na Escócia.

Em uma das pontas do caixão de Elizabeth II se posicionou o rei Charles III, o filho mais velho e quem assumiu a monarquia britânica após a morte da mãe, na últimaquinta-feira (8) .

Nas demais, ficaram a princesa Anne e os príncipes Andrew e Edward.

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O processo consta em quatro pessoas ficarem ao redor do caixão — neste caso, foram os filhos da monarca — para ficar de guarda do corpo por um curto período de tempo.

A presença da princesa Anne fez com que ela fosse a primeira mulher a fazer parte da vigília , que, até agora, só havia sido realizada pelos homens que fazem parte da família real.

Veja fotos:

Filhos de Elizabeth II se posicionando ao lado do caixão. Foto: Reprodução / BBC - 12.09.2022
Quando a rainha-mãe morreu, seus quatro netos cumpriram o movimento simbólico — Charles, Andrew, Edward e David Armstrong.
Rei Charles III durante vigília na Catedral de St. Giles. Foto: Reprodução / BBC - 12.09.2022

A cerimônia é chamada de Vigília dos Príncipes e foi realizada pela primeira vez em 1936, quando o rei Edward VIII e seus três irmãos, os príncipes Albert, Henry e George, estavam ao lado do caixão de seu falecido pai, o rei George V.

Desde então, o processo só foi feito em uma outra ocasião: no funeral da rainha-mãe, em 2002. O rei, que era conhecido como príncipe Charles, foi uma das pessoas que estiveram presentes na cerimônia.

A cerimônia em homenagem à rainha Elizabeth II durou cerca de 10 minutos e, depois disso, os membros da família real voltaram para seus carros e receberam aplausos da multidão, que estava do lado de fora da catedral.
Rei Charles III durante vigília na Catedral de St. Giles. Foto: Reprodução / BBC - 12.09.2022
A cerimônia em homenagem à rainha Elizabeth II durou cerca de 10 minutos e, depois disso, os membros da família real voltaram para seus carros e receberam aplausos da multidão, que estava do lado de fora da catedral.
Filhos da rainha durante vigília na Catedral de St. Giles. Foto: Reprodução / BBC - 12.09.2022

A  rainha Elizabeth II morreu na última quinta-feira (08), aos 96 anos, após ter uma piora no estado de saúde, em Balmoral . Monarca com o reinado mais longo da história, ao assumir o trono do Reino Unido por 70 anos, Elizabeth vinha dando sinais de fragilidade nos últimos meses. Charles Philip Arthur George, seu filho mais velho, assumiu o trono britânico após sua morte.

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iG Último Segundo



Charles III é proclamado soberano do Reino Unido em cerimônia nesse sábado,10

Foto: Reuters

Em cerimônia realizada neste sábado (10), no Palácio de St. James, em Londres, o rei Charles III foi proclamado oficialmente soberano do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. Participaram da solenidade a primeira-ministra britânica Liz Truss, seis ex-primeiros-ministros – Boris Johnson, Theresa May, David Cameron, Gordon Brown, Tony Blair e John Major –, bispos e políticos. A rainha consorte, Camilla, e o filho mais velho do soberano, William, também estavam no palácio.

Na solenidade de proclamação, que foi filmada pela primeira vez, o rei Charles III emitiu declaração pessoal, na qual agradeceu as manifestações de simpatia, afeto e apoio recebidas por ele e seus irmãos pela da perda da mãe. Na mensagem, o novo soberano destaca que a solidariedade recebida pela família não é apenas do Reino Unido, mas do mundo inteiro.

Ao assinar o juramento pelo qual se tornou rei, Charles III comprometeu-se a “seguir o exemplo inspirador” da sua mãe e manifestou-se consciente dos deveres e da “pesada responsabilidade” da monarquia.

Do lado de fora do palácio, e ao ritmo de trombetas, uma multidão, que se reuniu para acompanhar de perto a cerimônia de proclamação do novo monarca britânico,cantou God Save the King (Deus Salve o Rei), o hino que pela primeira vez, em 70 anos, tem a palavra “rei” em vez de “rainha” em suas estrofes.

Por outro lado, tiros foram disparados no Hyde Park e na Torre de Londres, dois lugares emblemáticos da capital britânica, enquanto a proclamação era lida.

O reinado de Elizabeth II, que morreu na quinta-feira (8), durou sete décadas. O funeral da soberana deve ser realizado no dia 19 deste mês.

Agência Brasil




Charles III: príncipe que esperou uma vida para ser rei 

Antes tarde do que nunca! Charles passou os 70 anos do reinado da monarca, a rainha Elizabeth II (sua mãe), para, enfim, assumir a coroa britânica. Até ontem, ele foi o herdeiro do trono britânico que mais esperou para assumi-lo. Ele é, também, o herdeiro mais velho a iniciar um reinado, aos 73 anos, passando a ser chamado de rei Charles III.

Após a coroação, o rei Charles III terá um grande desafio: conquistar a mesma popularidade da mãe, que por sete décadas se afirmou como um símbolo de estabilidade e unidade, ajudando a manter a instituição da monarquia sem muitos questionamentos.

A tarefa não será fácil!

Pesquisa divulgada no primeiro semestre deste ano apontou que 75% dos britânicos avaliavam positivamente Elizabeth. A porcentagem foi de 42% para Charles, mais baixa que a do seu filho William, que aparece com 66%.

A propósito, há muito já se fala na Inglaterra que Charles, após a morte da rainha, deveria renunciar ao cargo de rei, passando assim o trono pra o filho William.

Futuro

Haverá o funeral da rainha Elizabeth II, seguida dos preparativos para a coração. Depois, Charles III iniciará, de fato, o seu reinado.

A popularidade a conquistar dependerá muito de suas ações, da reação do público à coroação, de como o próprio Charles se comportará, e do apoio que o governo lhe der, segundo avalia especialistas em assuntos da monarquia britânica.

Charles teve bastante tempo para se acostumar aos compromisso oficiais da realeza. Nos últimos anos, devido à saúde debilitada da rainha Elizabeth II, ele já vinha assumindo várias funções protocolares da mãe.

Nessa nova e nobre missão, terá o apoio da esposa, Camilla Parker  – Duquesa da Cornualha -, que passa a receber o título de rainha consorte.

Eu vi a Rainha

Em junho de 2005, tive a oportunidade de ver a rainha Elizabeth II, por ocasião das festividades alusivas ao seu aniversário.




Brasileiro tenta matar vice presidente da Argentina

Um homem foi detido na noite desta quinta-feira (1°) após tentar assassinar Cristina Kirchner, vice-presidente da Argentina, em Buenos Aires. Segundo o ministro da Segurança, Aníbal Fernández, o homem seria Fernando Andrés Sabag Montiel, um brasileiro de 35 anos.

 

A arma de calibre .38 estava carregada com cinco balas, mas falhou na hora do disparo e a vice-presidente não foi ferida. O atentado aconteceu quando Kirchner, que também é a presidente do Senado argentino, acenava para apoiadores na frente de sua casa, no bairro da Recoleta. A motivação do atentado é desconhecida.

No momento da tentativa de assassinato, ele levanta a mão esquerda, que está com a arma, e tenta atirar. No vídeo, é possível ver que ele chega a engatilhar a pistola, que falha. A Polícia Federal argentina, que estava cuidando da segurança de Cristina, o deteve rapidamente.

“Agora a situação tem que ser analisada pelo nosso pessoal da (polícia) Científica para avaliar os rastros e a capacidade e disposição que essa pessoa tinha”, disse Aníbal Fernández.