Brasil vai a ONU explicar posições de Bolsonaro sobre direitos humanos

Governo Lula será sabatinado pela Organização das Nações Unidas sobre dados da gestão Bolsonaro na área de direitos humanos

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redacao@odia.com.br (Agência Brasil)

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O Ministério dos Direitos Humanos enviará uma delegação para participar de uma reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) em Genebra, na Suíça. As sessões acontecerão entre segunda (26) e terça (27).

Os membros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terão que responder a perguntas sobre o cumprimento por parte do Brasil do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.

O Pacto surgiu em 1966, mas o Brasil só ratificou em 1992. O acordo tem como função fazer com que países criem ações e protejam garantias fundamentais e essenciais como o direito à vida, não permitir tortura, escravidão, tráfico de pessoas, além de outros temas relacionados aos direitos humanos.

O Brasil já passou por esse processo em outras duas oportunidades. O governo Lula precisará apresentar dados de ações feitas entre 2020 e 2022, quando o país ainda estava na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

Quem vai chefiar a delegação do Brasil?

O Ministério de Direitos Humanos escolheu a secretária-executiva da pasta, Rita de Oliveira, para ser a responsável pela delegação.

O Brasil precisará responder a perguntas de 18 peritos, além de explicar qual a postura do atual governo sobre os dados da gestão bolsonarista.




Motim de mercenários mostra ‘rachaduras’ na autoridade de Putin, avalia secretário dos EUA

Vladimir Putin. © Reuters/Russian Presidential Press Office

Por Jaroslav Lukiv, da BBC

O motim armado na Rússia mostra “rachaduras reais” na autoridade do presidente Vladimir Putin, disse o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken.

Ele afirmou à mídia americana que a rebelião de sábado dos combatentes do Grupo Wagner, liderado por Yevgeny Prigozhin foi um “desafio direto” a Putin, que o forçou a um acordo de anistia.

O acordo interrompeu a marcha do Grupo Wagner sobre Moscou. Os mercenários já haviam tomado duas grandes cidades russas.

Putin acusou o grupo de traição, mas todas as acusações foram retiradas posteriormente.

Sob o acordo, os combatentes de Wagner devem retornar às suas bases de campo e Prigozhin se mudar para a vizinha Bielorrússia, cujo líder Alexander Lukashenko esteve envolvido nas negociações do conflito na Rússia.

O paradeiro atual de Prigozhin, um ex-aliado de Putin, é desconhecido. Ele foi visto pela última vez em público saindo de Rostov-on-Don – uma das duas cidades do sul onde seus combatentes assumiram temporariamente o controle de instalações militares.

Representantes de Prigozhin disseram que ele responderia a perguntas da mídia “quando tiver meios de comunicação normais”, informou o site de notícias RTVI da Rússia na tarde de domingo. Não foram dados mais detalhes.

Enquanto isso, o presidente Putin não foi visto em público desde seu discurso nacional na TV na manhã de sábado, quando condenou o motim.

No domingo (25), Blinken disse à CBS, parceira de notícias da BBC nos Estados Unidos, que a rebelião de 24 horas na Rússia “levanta questões profundas, mostra rachaduras reais”.

Blinken, que também apareceu em vários outros programas de entrevistas nos EUA, disse que era “muito cedo” para prever o impacto que o motim poderia ter no Kremlin ou na invasão da Rússia à Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022.

“Se você colocar isso em contexto, 16 meses atrás, Putin estava às portas de Kiev, na Ucrânia, tentando tomar a cidade em questão de dias, para apagar o país do mapa”, disse Blinken à ABC.

“Agora, ele teve que defender Moscou, a capital da Rússia, contra um mercenário de sua autoria”, completou.

O diplomata dos EUA acrescentou que não queria “especular” sobre onde tudo isso poderia levar a Rússia e o presidente Putin.

A Rússia não comentou publicamente as declarações de Blinken.

O editor da BBC para assuntos da Rússia em Moscou, Steve Rosenberg, disse que o presidente Putin não parece ter saído mais forte dos eventos de sábado (24).

Ele justifica que essa visão sobre um Putin mais fraco ocorre porque o Grupo Wagner conseguiu assumir o controle de instalações militares em uma grande cidade russa com aparente facilidade e depois avançou em direção a Moscou, antes do acordo que suspendeu o motim.

E Prigozhin segue como um homem livre – apesar de ter tentado derrubar a liderança militar da Rússia.




Líder mercenário russo ordena que combatentes recuem para evitar derramamento de sangue

O chefe da milícia Wagner, C concordou em aliviar a situação

Chefe da milícia Wagner, Yevgeny Prigozhin
Chefe da milícia Wagner, C

Foto: Reuters

O líder do grupo mercenário russo amotinado, Yevgeny Prigozhin, disse neste sábado, 24, que ordenou que seus combatentes, que avançavam em direção a Moscou, dessem meia volta e recuassem às suas bases para evitar derramamento de sangue.

Prigozhin havia dito mais cedo que queria depor o alto escalão do Exército e “restaurar a justiça”. O presidente russo, , disse que o motim tinha que ser decisivamente reprimido.

O gabinete do presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, disse que conversou com Prigozhin, com aprovação de Putin, e que o chefe da milícia Wagner concordou em aliviar a situação.

Em uma mensagem de áudio divulgada pelo seu serviço de imprensa, Prigozhin disse:

“Eles queriam desmembrar a milícia Wagner. Embarcamos em uma marcha de justiça em 23 de junho. Em 24 horas, chegamos a 200 kms de Moscou. Até agora, não derramamos uma gota de sangue dos nossos combatentes.”

“Agora, chegou o momento em que sangue pode ser derramado. Entendendo a responsabilidade (pela chance) de que sangue russo seja derramado em um lado, estamos dando meia volta em nossas colunas e voltando aos campos como planejado”.

A revolta de Prigozhin

Prigozhin, um ex-condenado e aliado de longa data de Putin, lidera um exército privado que inclui milhares de combatentes recrutados nas prisões russas.

Seus homens enfrentaram os combates mais ferozes da guerra de 16 meses na Ucrânia, incluindo a batalha prolongada pela cidade oriental de Bakhmut.

Ele protestou durante meses contra os altos escalões do Exército regular, acusando os generais de incompetência e de reter munição de seus combatentes. Neste mês, ele desafiou ordens para assinar um contrato que colocava suas tropas sob o comando do Ministério da Defesa.

Ele lançou o aparente motim na sexta-feira, 23, depois de alegar que os militares mataram muitos de seus combatentes em um ataque aéreo. O Ministério da Defesa negou.

“Somos 25.000 e vamos descobrir por que o caos está acontecendo no país”, disse ele, prometendo destruir quaisquer postos de controle ou forças aéreas que estivessem no caminho do Wagner. Mais tarde, ele disse que seus homens se envolveram em confrontos com soldados regulares e derrubaram um helicóptero.

Terra.com




Vídeo: mercenários se rebelam contra Putin e ocupam cidades russas

O grupo mercenário acusa Moscou de atacar bases na linha de frente com a Ucrânia e convocou “insurreição armada” contra o comando militar nacional

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Atualizada às 

Grupo Wagner, mercenários seguem para Moscou
Stringer

Grupo Wagner, mercenários seguem para Moscou

O chefe do grupo paramilitar Wagner, Yevgeny Prigojín, anunciou no sábado que conquistou a base militar do Exército russo e uma base aérea em Rostov sem nenhum tiro disparado, afirmando ter o apoio da população. O oligarca russo prometeu depor os principais comandantes militares.

Relatos da AFP mencionam a presença de sirenes de ambulâncias e carros de polícia nas ruas da cidade

“Por que o povo nos apoia? Porque estamos marchando em busca de justiça”, afirmou Yevgeny Prigojín, líder do Wagner, a quem o presidente russo, Vladimir Putin, acusou de “traição” em uma mensagem de áudio transmitida pelo Telegram.

Yevgeny Prigozhin é líder do grupo miliciano Wagner
Reprodução

Yevgeny Prigozhin é líder do grupo miliciano Wagner

“Entramos em Rostov e, sem um único disparo, ocupamos o prédio principal.”, disse.

Cidade russa estratégica

Rostov é uma cidade portuária localizada no sul da Rússia a aproximadamente 100 km da fronteira com a Ucrânia, possui importância estratégica , pois é de lá que o comando militar russo no sul do país coordena as operações do exército na nação vizinha.

Um veículo blindado equipado com uma metralhadora e cerca de doze homens uniformizados com braçadeiras prateadas foram avistados em um cruzamento no centro de Rostov, conforme relatado por vários jornalistas. Fontes também contaram que veículos blindados estão estacionados em outros locais da cidade.

Arquivo: Presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse estar aberto ao diálogo sobre a Ucrânia
Kremlin – 18.05.2023

Arquivo: Presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse estar aberto ao diálogo sobre a Ucrânia

Kremlin negou rumores de fuga de Putin de Moscou após insurreição paramilitar Pedestres observam a passagem de veículos militares e homens armados com espingardas, suas braçadeiras prateadas bem visíveis.

Prigojín declarou que suas tropas assumiram o controle do principal centro de comando militar da Rússia para operações na Ucrânia, além de uma base aérea na cidade e prometeu depor os principais comandantes militares, que segundo ele conta com o apoio de 25 mil combatentes.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou neste sábado (24) que a rebelião do Grupo Wagner foi uma “punhalada nas costas” e prometeu punir quem trair as forças armadas russas.

Líder de milícia rompe com Putin e cria tensão na Rússia
Durante o pronunciamento, Putin disse que as Forças Armadas já receberam as ordens necessárias para que todos os responsáveis pelo motin sejam exemplarmente punidos.

“É um golpe para a Rússia, para o nosso povo. E nossas ações para defender a Pátria contra tal ameaça serão duras.”

“Todos aqueles que deliberadamente pisaram no caminho da traição, que prepararam uma insurreição armada, que seguiram o caminho da chantagem e métodos terroristas, sofrerão punição inevitável, responderão tanto à lei quanto ao nosso povo”, afirmou o presidente.

O presidente assumiu que a situação em Rostov-on-Don, cidade tomada pelos mercenários, é complicada, e declarou que será necessário “unir forças” para deixar as diferenças de lado.

Entenda o caso
Yevgeny Prigozhin, chefe do grupo mercenário Wagner, que integra o grupo de apoio a Rússia na guerra, rompeu com o governo Putin  e expôs nesta sexta-feira (23). O posicionamento do líder fez com que os combatentes da organização se mobilizassem contra o presidente russo.

Segundo Prigozhin, o Ministério de Defesa da Rússia foi responsável pelos ataques contra acampamentos do grupo mercenário. Ele garantiu que o grupo irá contra-atacar.

Em sua resposta ao discurso de Putin, o oligarca mercenário acusou Moscou de corrupção e desvio de dinheiro por membros alto escalão do governo e do exército ligados à invasão russa na Ucrânia e agora segue em direção à Moscou.

Por Ig




Zelensky sobre motim de Wagner: ‘A fraqueza da Rússia é óbvia’

Por g1

 

Guga Chacra: "Situação de Putin fica muito complicada com ação de mercenários"

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, se manifestou neste sábado (24) sobre o motim do grupo de mercenários Wagner contra a Rússia. Segundo ele, “a fraqueza da Rússia é óbvia”, e “quanto mais Moscou mantiver suas tropas e mercenários na Ucrânia, mais caos atrairá para casa.”

Segundo a agência de notícias Reuters, ele fez os comentários no aplicativo de mensagens Telegram em meio a um aparente motim no sábado pelo chefe mercenário de Wagner, Yevgeny Prigozhin, contra os militares russos. A mensagem também foi publicada nas redes sociais de Zelensky.

Zelensky durante visita a Kherson em 14 de novembro de 2022. — Foto: Bernat Armangue/AP

Zelensky durante visita a Kherson em 14 de novembro de 2022. — Foto: Bernat Armangue/AP

“A fraqueza da Rússia é óbvia. Fraqueza em grande escala”, escreveu Zelensky. “E quanto mais a Rússia mantiver suas tropas e mercenários em nossa terra, mais caos, dor e problemas ela terá para si mesma mais tarde”, escreveu.

Nesta sexta-feira (23), a organização paramilitar Wagner, que esteve ao lado de Putin na invasão à Ucrânia, assumiu o controle de instalações militares russas após troca de acusações com o governo.

O líder da organização, Yevgeny Prigozhi, culpou o governo russo por um ataque contra o grupo e prometeu retaliação. Por outro lado, as autoridades russas afirmaram que vão investigar o líder do grupo por suspeita de organizar uma rebelião armada.

Prigozhin pediu um encontro com o ministro da Defesa e com o chefe das Forças Armadas da Rússia, neste sábado, sob condição para não avançar para Moscou.




Líder de milícia rompe com Putin e cria tensão na Rússia

Vladimir Putin reforçou a segurança em Moscou

Por

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Presidente da Rússia, Vladimir Putin
Kremlin – 18.05.2023

Presidente da Rússia, Vladimir Putin

Yevgeny Prigozhin, chefe do grupo mercenário Wagner, que integra o grupo de apoio a Rússia na guerra, rompeu com o governo Putin e expõe nesta sexta-feira (23) sua insatisfação. O posicionamento do líder fez com que os combatentes da organização se mobilizassem contra o presidente russo.

Na manhã de hoje, Prigozhin afirmou que o Ministério de Defesa da Rússia foi responsável pelos ataques contra acampamentos do grupo mercenário e garantiu que iria contra-atacar.

“Aqueles que destruíram nossos rapazes serão punidos. Peço que ninguém ofereça resistência. Somos 25 mil e vamos descobrir por que o caos está acontecendo no país”, disse. “Este não é um golpe militar. É uma marcha por justiça. Nossas ações não interferem de forma alguma nas tropas”.

O posicionamento repercutiu na Rússia e o Ministério da Defesa soltou uma nota para dizer que as acusações do ex-aliado de Putin eram mentirosas e “uma provocação informativa”. O órgão também relatou que o presidente do país tinha conhecimento do caso e estava tomando medidas.

Um dos serviços de segurança da Rússia abriu um processo criminal contra Prigozhin. Ele é acusado de incentivar um levante contra o governo russo. Caso seja condenado, pode pegar 20 anos de prisão.

Mercenários avançam contra governo russo

Mercenários começaram a se mobilizar nas ruas da Rússia e Moscou determinou reforço de segurança.

O vice-comandante da campanha russa na Ucrânia, general Sergei Surovikin, determinou que os milicianos voltassem para as suas bases e seguissem fiéis ao presidente Vladimir Putin. “O inimigo está apenas esperando que a situação política interna piore em nosso país”, afirmou.

“Pedimos aos combatentes do grupo Wagner para que não cometam um erro irreparável, parem quaisquer ações enérgicas contra o povo russo, não cumpram as ordens criminosas e traiçoeiras de Prigozhin e tomem medidas para detê-lo”, reforçou um dos serviços de segurança da Rússia.

Por Ig

 




Submarino implodiu e todos a bordo morreram, diz Guarda Costeira dos EUA

Autoridades descartam colisão de submarino com Titanic: 'pela área, indica implosão'

A empresa OceanGate confirmou nesta quinta-feira (22) que os cinco tripulantes do submarino que estava em uma expedição turística para ver os destroços do Titanic morreram. O submersível sumiu no domingo (18) e os destroços foram encontrados nesta quinta. De acordo com a Guarda Costeira dos Estados Unidos, o veículo implodiu.

A implosão foi confirmada porque os destroços que foram achados mostram que a cabine que protegia as pessoas da pressão do mar foi perdida. Ainda não se sabe em qual momento e por qual motivo a embarcação implodiu.

Foram encontrados um cone que ia na frente do submarino, além de um pedaço da parte da frente e outro da parte de trás da cabine de pressão.

As peças foram encontradas a cerca de 500 metros dos destroços do Titanic e estavam a uma profundidade de cerca de 4.000 metros

Não se sabe ainda se haverá uma busca pelos corpos, no entanto — o local é muito inóspito, segundo as autoridades.

Os ruídos que foram captados pelas equipes de buscas nos últimos dias aparentemente não tinham nenhuma relação com o submersível.

A implosão deve ter gerado um som forte, segundo a Guarda Costeira, mas esse barulho não foi captado pelos navios e sonares que participavam da operação de resgate. Isso sugere que a implosão ocorreu antes do começo da operação.

Submersível Titan, em foto sem data — Foto: OceanGate Expeditions/Divulgação via REUTERS

Submersível Titan, em foto sem data — Foto: OceanGate Expeditions/Divulgação via REUTERS

Anúncio da morte

Pouco antes da entrevista coletiva da Guarda Costeira, a OceanGate, a empresa do submarino, afirmou em um comunicado que todos os passageiros tinham morrido.

As vítimas são:

  • o diretor-executivo da OceanGate, Stockton Rush, piloto do submarino;
  • o empresário paquistanês Shahzada Dawood;
  • Suleman Dawood, que é filho de Shahzada;
  • o bilionário e explorador britânico Hamish Harding;
  • e o ex-comandante da Marinha Francesa Paul-Henry Nargeolet, principal especialista no naufrágio do Titanic.

Destroços encontrados

A descoberta dos destroços nas áreas de buscas pelo submarino Titan foi feita por uma sonda perto de onde estão os restos do Titanic.

“Uma área com destroços foi descoberta dentro da área de busca por um veículo não tripulado perto do Titanic. Especialistas do comando unificado estão avaliando as informações”, disse na manhã desta quinta o comando Nordeste da Guarda Costeira norte-americana, que coordena as operações de busca.

Os restos do Titanic estão a 3.800 metros abaixo do mar, em um ponto do Oceano Atlântico cerca de 600 quilômetros distante da costa do Canadá.

Fim do oxigênio

Pelas estimativas das equipes de buscas, se o submarino ainda estivesse inteiro na manhã desta quinta-feira, o oxigênio no interior da embarcação teria acabado por volta das 6h (horário de Brasília).

Desaparecimento

Confira, a seguir, um resumo com as principais perguntas e respostas sobre as buscas do submarino que desapareceu no Atlântico Norte.

🚢 Qual o objetivo da expedição? Ver os destroços do Titanic, que afundou em 1912, no Oceano Atlântico.

🧭 Onde estão os destroços do Titanic? A cerca 3,8 mil metros de profundidade, a 650 km da costa do Canadá.

💵 Quem organiza o passeio e quanto custa? A expedição é organizada pela empresa de turismo marítimo OceanGate Expeditions, que cobra US$ 250 mil (R$ 1,19 milhão) de cada passageiro.

🗓️ Quando o submarino desapareceu? A expedição começou na sexta-feira (16), partido de Newsfoundland, no Canadá. A descida propriamente dita teve início no domingo (18). A expectativa inicial era que demorasse cerca de duas horas para chegar aos destroços do Titanic, mas o módulo perdeu comunicação após 1 hora e 45 minutos de viagem.

🎮 Como era submarino? Chamado Titan, ele:

  • tinha 6,5 metros de comprimento por 3 metros de largura;
  • pesava mais de 10 toneladas e era feito de fibra de carbono e titânio;
  • era guiado por um joystick que se parece muito com um controle de videogame;
  • moveiase a uma velocidade de 3 nós (5,5 km/h) e é impulsionado por quatro propulsores;
  • podia levar até cinco pessoas;
  • e não era autônomo, como um submarino de grande porte, razão pela qual precisou ser carregado na superfície do mar por 643 km até a região da descida.
  • Por G1



Governo Biden atuou para impedir golpe no Brasil, diz Financial Times

De acordo com o jornal britânico, a movimentação entre bolsonaristas nas eleições de 2022 preocupou os EUA, que temia golpe

iG Último Segundo

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden
Alan Santos/PR – 09/06/2022

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden

O governo de Joe Biden, presidente dos Estados Unidos da América, teria atuado discretamente para garantir que o processo eleitoral brasileiro não fosse sabotado nas eleições presidenciais de 2022. As informações são do jornal britânico Financial Times, que entrevistou ex-funcionários do Departamento de Estado dos EUA.

As fontes revelaram que o governo coordenou uma campanha em vários setores do governo dos EUA, incluindo militares, CIA, Departamento de Estado, Pentágono e Casa Branca.

A campanha durou um ano e tinha como objetivo pressionar as autoridades para a lisura do processo eleitoral. O motivo foi o ataque aos resultados das urnas pelo então presidente Jair Bolsonaro ao longo das eleições.

A movimentação dos bolsonaristas preocupou os EUA pela semelhança com a atitude do ex-presidente americano Donald Trump nas eleições de 2020, que culminou na invasão do  Capitólio, em Washington. Tanto os apoiadores de Bolsonaro quantos os de Trump pediam pela anulação dos resultados da votação em seus respectivos processos eleitorais.

Os ex-presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro.
Reprodução/Embaixada dos EUA no Brasil

Os ex-presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro.

Tom Shannon, um dos ex-funcionários do Departamento de Estado, disse que a estratégia começou a ser arquitetada após a visita do conselheiro de segurança nacional de Joe Biden, Jake Sullivan, ao Brasil em agosto de 2021.

De acordo com Shannon, Sullivan saiu preocupado após a reunião com Bolsonaro: “Sullivan e a equipe que o acompanhou saíram pensando que Bolsonaro era totalmente capaz de tentar manipular o resultado das eleições ou negá-lo como fez Trump. Portanto, pensou-se muito em como os Estados Unidos poderiam apoiar o processo eleitoral sem parecer interferir”, disse.

A preocupação, de acordo com o jornal, não foi apenas do governo americano. Até mesmo o vice-presidente do Brasil na época, Hamilton Mourão, mostrou preocupação com a situação para qual estava sendo conduzida a campanha de reeleição de Bolsonaro.

O senador Hamilton Mourão foi vice de Jair Bolsonaro durante seu mandato.
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

O senador Hamilton Mourão foi vice de Jair Bolsonaro durante seu mandato.

Em julho do ano passado, durante uma viagem de Mourão a Nova York para um almoço com investidores, Shannon revelou uma conversa que teve com o vice:

“Quando a porta estava fechando, eu disse a ele: ‘Você sabe que sua visita aqui é muito importante. Você ouviu as pessoas ao redor da mesa sobre suas preocupações. Eu também compartilho dessas preocupações e, francamente, estou muito preocupado’. Mourão virou para mim e disse: ‘Eu também estou muito preocupado’.”

O assessor de Mourão ainda não comentou sobre o caso.




Rússia ataca Kiev com drones durante madrugada, diz Ucrânia

Casas e prédios comerciais foram danificados na ação; Kiev diz ter abatido maioria dos drones, mas Rússia não mencionou baixas nos ataques

Autoridades ucranianas disseram que Kiev foi atingida por ataques a drones durante a madrugada
Reprodução / Reuters – 20/06.2023

Autoridades ucranianas disseram que Kiev foi atingida por ataques a drones durante a madrugada

Durante a madrugada desta terça-feira (20), a  Rússia realizou ataques a alvos militares e contra a infraestrutura ucraniana, inclusive na capital, Kiev, e na cidade de Lviv, informaram as autoridades da Ucrânia.

O país disse ter abatido 32 dos 35  drones de fabricação iraniana usados nos ataques. De acordo com os oficiais, eles foram lançados da região russa de Bryansk e do Mar de Azov.

O governador regional Maksym Kozytskiy, membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), disse que mais uma “instalação extremamente importante” foi atingida em Lviv. Ele, porém, não deu maiores detalhes sobre qual infraestrutura foi afetada, segundo a agência de notícias Reuters .

As autoridades russas não mencionaram baixas durante os ataques aéreos noturnos. No Telegram , a Força Aérea do país disse que as defesas aéreas estiveram em ação na maior parte das regiões da Ucrânia.

“No entanto, a principal direção de ataque dos drones iranianos foi a região de Kiev. Mais de duas dúzias de Shaheds foram destruídos aqui”, afirmou no aplicativo de mensagens.

Conforme a Reuters , o gabinete do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que os drones atacaram a região de Kiev em várias ondas, com o alerta durante mais de quatro horas.

Segundo os relatos, diversos prédios comerciais e administrativos, além de casas particulares, foram danificados no ataque.

Além disso, o Ministério da Energia do país informou que os destroços da queda dos drones danificaram as linhas de eletricidade em Kiev e na região de Mykolaiv, deixando centenas de moradores sem luz.

O chefe da administração militar de Zaporizhzhia, Yuriy Malashko, disse que a Rússia tinha como alvo a infraestrutura de telecomunicações e as propriedades agrícolas.

www.reporteriedoferreira.com.br/Ig




Explosão de barragem na Ucrânia deixou ao menos 500 mortos, diz Kiev

Vítimas viviam em área ocupada pelas forças russas

Explosão de barragem na Ucrânia deixou ao menos 500 mortos, diz Kiev

Por

Ansa

Vídeo publicado pelo presidente da Ucrânia, Zolodymye Zelensky mostra partes da barragem da usina hidrelétrica de Nova Kakhovka foram destruídas.
Reprodução/Twitter – 06.06.2023

Vídeo publicado pelo presidente da Ucrânia, Zolodymye Zelensky mostra partes da barragem da usina hidrelétrica de Nova Kakhovka foram destruídas.

Pelo menos 500 pessoas morreram na  explosão que destruiu parcialmente uma importante barragem na Ucrânia, informou nesta segunda-feira (19) o Centro Nacional de Resistência (CRN).

Mencionado pela rádio RBC-Ukraine, o CRN informou que as vítimas seriam de Oleshky, em Kherson. Elas viviam na margem esquerda do rio Dnipro, que é ocupada pelas forças russas.

“Os ocupantes se recusaram a evacuar aqueles sem passaporte russo”, denunciou o centro ucraniano.

Em meio a um conflito de versões, a dinâmica exata da explosão ainda é incerta, mas o incidente abriu um grande buraco na barragem de Kakhovka.

Diversas ruas de cidades foram tomadas pela água do rio Dnipro.

Ucrânia acusa a Rússia  de ter explodido parte da barragem de propósito para impedir que suas tropas atravessassem o local. Moscou, por sua vez, diz que Kiev provocou o incidente.