Kristi Noem, a ‘Barbie do ICE’ do governo Trump, executou a tiros o próprio cachorro; relembre
A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem — Foto: REUTERS/David ‘Dee’ Delgado/Foto de Arquivo
A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, que está com o cargo ameaçado pela crise da política anti-imigração do governo Trump, já admitiu que executou seu cachorro a tiros.
Apelidada pelos críticos de “Barbie do ICE”, Noem é o rosto da errática política anti-imigração do governo Trump e está na linha de frente das críticas recebidas pelas ações de agentes federais de imigração do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) em Minneapolis, após dois cidadãos norte-americanos terem sido mortos a tiros na cidade. (Leia mais abaixo)
Apelidada pelos críticos de Barbie do ICE, Noem se queimou por sua postura diante da crise em Minneapolis e cambaleia no cargo com pedidos de republicanos e democratas do Congresso pela sua demissão, segundo a colunista do portal g1 Sandra Cohen.
Noem coleciona episódios bastante controversos em sua biografia e fez questão de contar em livro que assassinou o próprio cachorro, o filhote Cricket, de apenas 14 meses, por considerá-lo indomável. “Eu odiava aquele cão”, justificou a então governadora. Ela relatou também ter matado uma cabra da fazenda da família: “Era má, nojenta e malcheirosa.”
A história voltou à tona no final de 2024, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, estava montando seu gabinete para o 2º mandato na Casa Branca. Relatado com frieza, o episódio desencadeou a indignação coletiva e fez Noem se tornar alvo de memes e deboches.
Operação anti-imigração em Minneapolis
A operação anti-imigração do governo Trump em Minneapolis, realizada desde o final de dezembro de 2025, ganhou a atenção dentro e fora dos EUA quando uma cidadã norte-americana, Renee Nicole Good, foi morta a tiros por um agente de imigração em 7 de janeiro durante uma abordagem.
Renee dirigia um carro que o agente alegou ter avançado contra ele, e autoridades do governo Trump e o próprio presidente reforçaram essa narrativa. Vídeos do incidente mostram, no entanto, que o agente Jonathan Ross não foi acertado pelo veículo antes do disparo.
A morte da mulher gerou protestos em larga escala em Minneapolis, e diversas autoridades, como o prefeito Jacob Frey e o governador Tim Walz, exigiram a saída do ICE da cidade. A agência opera na chamada “Operation Metro Surge”, iniciada em dezembro de 2025 na cidade. Comunidades somalis relataram detenções de cidadãos legais.
O incidente elevou as tensões entre os agentes federais e a população de Minneapolis, que realizou protestos em massa a temperaturas negativas no último sábado (24), mesmo dia que Pretti foi morto. Segundo testemunhas, ele atendia uma clínica comunitária e foi para a rua intervir em uma batida do ICE para proteger pacientes.
A morte de Pretti caso levou a greves de professores, fechamento de escolas e ações judiciais de Minnesota contra o governo federal. O governo Trump foi obrigado a recuar em sua investida anti-imigração. O próprio presidente Donald Trump afirmou que busca “desescalar” a situação em Minneapolis.
O czar da fronteira, Tom Homan, disse nesta quinta-feira que a Casa Branca estuda reduzir os agentes do ICE no estado. Nesta semana, o chefe da operação anti-imigração, Gregory Bovino, foi removido de cargo, segundo agências de notícias e a mídia dos EUA.
Apesar da desescalada, o jornal “The New York Times” revelou na sexta-feira (30) que o governo Trump expandiu os poderes do ICE para permitir a seus agentes efetuar prisões sem mandado.
Vice de Maduro toma posse como presidente interina da Venezuela
Ditador deposto, capturado no sábado (3), se declarou inocente em audiência; Portal iG segue atualizando as informações sobre a situação da Venezuela
Por
Marcia Bessa Martins
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Nicolás Maduro com os agente federais, na chegada aos EUA
AO VIVO
17h25 – Na cerimônia que marcou o início ao ano legislativo na Assembleia Nacional da Venezuela, o filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito”, falou sobre o pai com voz embargada.
Deputado pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Nicolasito criticou a prisão do pai e de Cilia Flores.
“A você, pai, digo que criou uma família de pessoas fortes. A pátria está em boas mãos, pai, e logo vamos nos abraçar aqui na Venezuela. “E também nos veremos, Cilia”, disse Nicolás Maduro Guerra.
16h51 – O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou nas redes sociais a frase “Este é o nosso hemisfério”, fazendo menção à Venezuela e à operação que capturou Nicolás Maduro. A postagem foi feita na rede X.
“Este é o NOSSO hemisfério, e o presidente Trump não permitirá que nossa segurança seja ameaçada”, diz a legenda.
O post traz uma imagem com uma foto do presidente Donald Trump em preto e branco e a frase “Este é nosso hemisfério”, com a palavra “nosso” destacada em vermelho.
A Casa Branca também publicou um artigo com a mesma frase. A fala foi atribuída ao secretário de Estado, Marco Rubio, que participou de uma série de entrevistas a veículos de comunicação americanos nesta segunda-feira (5).
16h39 – O Palácio do Planalto informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou, por telefone, com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, no último sábado (3).
A conversa foi classificada por integrantes do Planalto como “super rápida”. Lula queria confirmar as informações divulgadas pelo governo dos EUA de captura de Nicolás Maduro. Delcy Rodríguez confirmou, mas, naquele momento, ainda não tinha informações detalhadas sobre o paradeiro do ditador venezuelano.
Apenas após a ligação, o governo brasileiro divulgou nota condenando a ação norte-americana.
16h26 – Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, prometeu usar “todos os meios” para “trazer de volta” Nicolás Maduro.
Delcy Rodríguez, presidente interina e irmã do presidente da Assembleia Nacional, o designou para liderar uma comissão que buscará a libertação de Maduro e esposa.
16h05 – Delcy Rodríguez, vice de Maduro, toma posse, neste momento, como presidente interina da Venezuela, perante o Parlamento, no Salão Tríptico da Assembleia Nacional.
Ela presta o juramento de posse, menciona a captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores e promete defender o país como nação livre, soberana e independente. Prometeu ainda, no discurso, paz econômica, política e social à população.
“Venho com profunda tristeza pelo sequestro do Presidente Nicolás Maduro e da Primeira-Dama Cilia Flores. Unamo-nos como uma só nação para fazer a Venezuela avançar nestes momentos terríveis que ameaçam a estabilidade e a paz do país”, declara.
Ela disse ainda que assume “com dor”, mas “com honra”.
Delcy Rodrigues tem 56 anos e é conhecida por suas fortes ligações com o setor privado e trabalho no partido governista.
O filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, também estava presente.
A cerimônia é presidida por seu irmão e chefe do Legislativo do país, Jorge Rodríguez.
16h – Uma das declarações de Nicolás Maduro durante a audiência de custódia desta segunda-feira (5) apontou o que deve ser uma das principais linhas de defesa.
O ditador deposto se colocou diante do juiz e declarou: “Fui capturado em minha casa, em Caracas, na Venezuela”. Sua prisão durante a madrugada em um país estrangeiro por agentes da lei dos Estados Unidos pode ser apontado como uma “abdução militar”, nas palavras de seu advogado — violou a lei.
15h45 – Diante do agendamento da próxima audiência do casal Maduro somente para o dia 17 de março, às 11 horas (horário local) e também da declaração da defesa de Cilia Flores na audiência de custódia, indicando a necessidade de acompanhamento médico, a expectativa é de que os advogados solicitem a transferência de ambos para outra carceragem.
Barry Pollack, advogado de Maduro, disse na audiência que prevê “uma quantidade substancial de moções” e acrescentou que Maduro é o chefe de um Estado soberano e tem direito aos privilégios e à imunidade inerentes ao cargo. Pollack acrescentou que também existem problemas relacionados à legalidade de seu sequestro militar.
O Centro de Detenção Metropolitano, no bairro do Brooklyn, é apontado como um dos piores presídios norte-americanos, com condições precárias de higiene.
15h33 – A defesa de Cilia Flores declarou, na audiência de custódia, que a esposa de Maduro sofreu ferimentos durante a captura. Ela estaria com uma fratura ou hematomas nas costelas e, por isso, precisa de atendimento médico. A Justiça ainda não se manifestou sobre a declaração.
15h22 – Na reunião no Conselho de Segurança da ONU, que ocorre nesta segunda-feira (5), os Estados Unidos disseram que não estão em guerra contra a Venezuela ou seu povo.
Mike Waltz, representante americano nas Nações Unidas, afirmou também que não farão uma ocupação no país sul-americano.
15h15 – Barry Pollack, advogado de defesa renomado, está defendendo Nicolás Maduro na Justiça dos Estados Unidos. Pollack é mundialmente conhecido por garantir a liberdade de Julian Assange, fundador do WikiLeaks, em um acordo histórico com a justiça americana.
Mark Donnelly, um ex-procurador federal de Houston, representa a esposa de Maduro. Ele atuou como investigador da Câmara dos Representantes do Texas na investigação e no julgamento de impeachment de 2023 contra o procurador-geral do estado, Ken Paxton, que foi absolvido.
15h08- O juiz distrital Alvin Hellerstein, de 92 anos, experiente magistrado que conduziu a audiência de Maduro e esposa, concedeu um pedido feito pelo casal de ser visitado por um representante do Consulado da Venezuela.
14h59 – Nicolás Maduro e Cilia Flores estão sendo levados de volta ao Centro de Detenção Metropolitano, no bairro do Brooklyn, onde permanecerão até pelo menos até 17 de março, data da próxima audiência na Justiça norte-americana. A primeira audiência terminou.
14h54 – Na Venezuela, o atual governo ordenou, por meio de decreto, nesta segunda-feira (5) que a polícia “inicie imediatamente a busca e captura em âmbito nacional de todos os envolvidos na promoção ou apoio ao ataque armado dos Estados Unidos”.
14h50- A esposa de Maduro, Cilia Flores, também enfatizou sua inocência ao ser questionada sobre sua declaração: “Inocente. Completamente inocente”, afirmou.
14h47 – No tribunal o juiz pediu a Maduro que se identificasse. Em espanhol, ele se apresentou como presidente da Venezuela, algo que as autoridades americanas contestam, alegando que ele não é o líder legítimo. Respondeu que é inocente, que havia sido sequestrado e que é um homem bom.
O ditador deposto, Nicolás Maduro, que foi capturado pelas forças militares dos Estados Unidos em ataque a Caracas, capital da Venezuela, no último sábado (3) junto com sua esposa Cilia Flores, se declarou inocente na audiência de custódia na Justiça norte-americana, realizada no Tribunal Federal, em Nova York.
Os dois estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano, no bairro do Brooklyn, e foram levados para a audiência em Lower Manhattan e notificados oficialmente sobre seus supostos crimes.
Maduro e Cilia Flores são acusados de narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos, e conspiração para a posse de armas e explosivos.
EUA atacam a Venezuela; Maduro é capturado
Explosões atingem Caracas e outras cidades ; Trump confirmou prisão do líder venezuelano em sua rede social
Por
Cadu Barbosa
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Reprodução/X
Ataques começaram nesta madrugada
Explosões e bombardeios foram registrados nesta madrugada em Caracas, capital da Venezuela, e em áreas dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, incluindo relatos de fortes explosões no litoral e na cidade costeira de Higuerote, em meio a uma ofensiva atribuída pelos Estados Unidos a alvos civis e militares no país sul-americano. Autoridades estadunidenses afirmam que a ação teve como objetivo desarticular ameaças à segurança regional e pressionar o governo venezuelano em meio a uma escalada diplomática e de sanções contra o regime de Nicolás Maduro.
Maduro foi capturado
Pouco depois, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou em sua própria rede social, Truth Social, que a ação teve autoria estadunidense e declarou que Nicolás Maduro foi capturado durante a operação e retirado do território venezuelano.
Reprodução/ Redes Sociais
Trump admite ataques dos EUA e captura de Maduro
Vice da Venezuela cobra prova de vida de Maduro após ataques
O governo venezuelano, por meio da vice-presidente Delcy Rodríguez (PSUV) à televisão estatal, afirmou que não há informações sobre o paradeiro de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores e exigiu aos Estados Unidos uma prova de vida do casal. Rodríguez destacou que o presidente havia alertado sobre uma possível ação agressiva americana devido a interesses em recursos naturais e pediu mobilização popular em defesa da soberania.
Senador dos EUA diz que Maduro será julgado nos Estados Unidos
O senador republicano Mike Lee, de Utah, afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, será julgado nos Estados Unidos, após conversa telefônica com o secretário de Estado Marco Rubio. Lee disse em rede social X que Maduro foi preso por militares americanos e que Rubio não espera “nenhuma ação adicional na Venezuela” enquanto o presidente venezuelano estiver sob custódia dos EUA.
O parlamentar justificou a operação como ação de proteção às forças americanas, enquadrada no Artigo II da Constituição, permitindo ao presidente defender seu pessoal de ataques iminentes.
O Portal iG entrou em contato com o Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores do Brasil), que informou que está apurando a situação antes de emitir um posicionamento oficial sobre o ataque.
*Reportagem em atualização
Lula e Trump conversam por telefone sobre agenda comercial
De acordo com o Planalto, eles também falaram sobre o combate ao crime organizado internacional
Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso na Assembleia Geral da ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) telefonou nesta terça-feira (2), às 12h de Brasília, para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa do Planalto.
Segundo a assessoria, na chamada, que durou 40 minutos, ambos tiveram uma conversa muito produtiva e trataram de temas da agenda comercial, econômica e de combate ao crime organizado.
Lula indicou ter sido muito positiva a decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa adicional de 40% imposta a alguns produtos brasileiros, como carne, café e frutas. Destacou que ainda há outros produtos tarifados que precisam ser discutidos entre os dois países e que o Brasil deseja avançar rápido nessas negociações.
No final de novembro, o governo Trump retirou a tarifa extra de 40% sobre mais de 200 produtos brasileiros, incluindo café, carne bovina, cacau e frutas.
Com a nova medida, vários produtos brasileiros retornam às alíquotas normais anteriores ao aumento.
O tarifaço começou a vigorar em agosto no Brasil.
Combate ao crime organizado
Na conversa com Trump, o presidente Lula também destacou a urgência em reforçar a cooperação com os Estados Unidos para combater o crime organizado internacional.
Mencionou as recentes operações realizadas no Brasil pelo governo federal com vistas a asfixiar financeiramente o crime organizado e identificou ramificações que operam a partir do exterior.
Ainda segundo informou o Planalto, durante o telefonema, o presidente Trump ressaltou total disposição em trabalhar junto com o Brasil e disse que dará todo o apoio a iniciativas conjuntas entre os dois países para enfrentar essas organizações criminosas.
Os presidentes concordaram em voltar a conversar em breve sobre o andamento dessas iniciativas .
EUA eliminam tarifa extra de 40% sobre agronegócio brasileiro
O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou ordem executiva nesta quinta-feira (20) que determina a remoção das tarifas de 40% impostas sobre a importação de determinados produtos agrícolas brasileiros, com efeito retroativo ao dia 13 de novembro.
Dentre os produtos citados em anexo, estão inclusos café, carne bovina, petróleo, frutas e peças de aeronaves, produtos dentre os mais exportados pelo Brasil aos norte-americanos, que agora não sofrerão mais sobretaxas impostas desde o início do tarifaço.
A ordem exigirá o reembolso dos impostos cobrados sobre importações brasileiras a partir desta data, de acordo com texto divulgado pela Casa Branca. A decisão alinha a vigência com a decisão da última sexta-feira (14), que reduzia as tarifas “recíprocas” sobre importações agrícolas para todos os parceiros comerciais.
Para os produtos brasileiros, esta taxa era de 10%.
A ação reverte o decreto de 30 de julho, que citava “emergência nacional” em razão das políticas e ações “incomuns” e “extraordinárias” do governo brasileiro que, segundo o republicano, prejudicavam empresas americanas, os direitos de liberdade de expressão dos cidadãos dos EUA e a política externa e a economia do país, de modo geral para justificar cobrança de sobretaxas.
O comunicado assinado por Trump também cita conversa por telefone com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 6 de outubro, na qual os líderes teriam concordado em negociar as tarifas citadas.
O republicano afirma que “recomendações adicionais” da equipe do governo norte-americano, o avanço nas negociações com os brasileiros e a demanda interna levaram à remoção das cobranças.
CNN
Eleições no Chile: esquerda lidera e enfrenta direita no 2º turno
Jeannette Jara ficou à frente no primeiro turno, mas enfrentará José Antonio Kast em uma disputa com a direita em dezembro
Por
Vitor Hugo Girotto
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Reprodução/Instagram
Jeannette Jara liderou as votações do primeiro turno na eleição presidencial do Chile
A candidata de esquerda Jeannette Jara liderou o primeiro turno das eleições presidenciais no Chile neste domingo (16), ao obter 26,8% dos votos com 98,9% das urnas apuradas, superando os adversários e garantindo presença no segundo turno previsto para 14 de dezembro. As informações são do Clarín.
No segundo turno, Jara disputará contra o conservador liberal José Antonio Kast, que ficou em segundo lugar com 23,9%, segundo dados provisórios do Serviço Eleitoral.
A grande novidade da noite foi Franco Parisi. O candidato independente, que aparecia bem atrás nas pesquisas, alcançou 19,6% dos votos e assumiu o terceiro lugar. Assim, deixou Johannes Kaiser em quarto seguido por Evelyn Matthei, que já chegou a ser considerada favorita da direita meses atrás, e foi ultrapassada pelos nomes mais radicais do seu campo político.
Matthei foi a primeira a reconhecer a derrota, pouco depois das 20h, declarando apoio imediato a Kast no segundo turno. Kaiser fez o mesmo na sequência, reiterando a posição que já havia anunciado durante a campanha
Voto obrigatório
A eleição também entrou para a história pela alta participação. Foi a primeira votação presidencial com voto obrigatório, o que resultou em longas filas e movimentação constante ao longo do dia.
A estimativa é que a participação tenha chegado a 85% ou até 90%, muito acima dos 46% registrados em 2021, quando Boric venceu.
O presidente agradeceu ao comparecimento dos eleitores e parabenizou Jara e Kast pela ida ao segundo turno.
Além da escolha para a presidência, mais de 15,6 milhões de chilenos também foram chamados às urnas para renovar a Câmara dos Deputados e metade do Senado.
Para Trump, os dias de Maduro como presidente “estão contados”
Fala é feita em meio a clima de tensão com a Venezuela
Por
João Pedro Lima
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Reprodução/CBS
Trump analisa que EUA não deve entrar em guerra com Venezuela
O líder dos Estados Unidos, Donald Trump, disse acreditar que o tempo de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela está em seus últimos momentos, sem deixar claro o motivo. A fala foi feita durante uma entrevista exclusiva ao canal local CBS, publicada na noite deste domingo (02).
A jornalista que conduzia a entrevista questionou a Trump: “será que os dias de Maduro como presidente estão contados?” . O presidente, de forma direta, afirmou que “diria que sim, acho que sim” . O trecho foi publicado no perfil oficial do governo norte-americano na rede social X.
Tensão entre os países
Desde o começo de setembro, os EUA têm atacado embarcações em águas internacionais próximas à Venezuela em supostas operações contra o narcotráfico. Desde que começaram os ataques, mais de 60 pessoas morreram, segundo dados do próprio governo estadunidense.
A aproximação de navios de guerra das Forças norte-americana da Venezuela, logo após o governo acusar o presidente Nicolás Maduro de chefiar cartéis de drogas, gerou tensão entre os países. O venezuelano nega as acusações e afirma que as ações dos EUA têm objetivo de derrubar seu governo
Na entrevista deste domingo, Trump também foi questionado sobre a veracidade de possíveis ataques terrestre na Venezuela. Ele disse que não iria confirmar e nem negar, com a justificativa de que “não falaria para uma repórter o que atacaria”.
Trump descarta guerra com a Venezuela
Durante a entrevista ao programa “60 minutes”, da CBS, o presidente norte-americano descartou uma possível guerra com a Venezuela: “Duvido. Não acho que vá acontecer” .
O ataque mais recente dos EUA a embarcações no Caribe aconteceu na madrugada de sábado para domingo (02), em que o secretário de guerra, Pete Hegseth, confirmou o bombardeio a mais um barco apontado como pertencente a narcotraficantes.
As ações são vistas como forma de pressionar mudanças no governo venezuelano, apesar de oficialmente serem divulgadas pelos EUA como uma guerra às drogas.
US$ 20 bilhões: Argentina recebe socorro bilionário dos EUA dias antes de eleição crucial no país
Trump e Milei em encontro na Casa Branca — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque
A Argentina oficializou na segunda-feira (20) uma linha de financiamento de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 108,7 bilhões) com os Estados Unidos, informou o banco central local. O empréstimo será feito por meio de um acordo de swap cambial, como parte de um plano para controlar a inflação e restaurar o crescimento econômico sustentável do país.
O swap cambial é uma troca temporária de moedas entre países, usada para proporcionar maior estabilidade à economia local e reforçar as reservas internacionais (dinheiro e ativos em moeda estrangeira que os países guardam para se proteger de oscilações do dólar e fazer pagamentos ao restante do mundo).
O anúncio ocorre em meio à desvalorização do peso argentino e a poucos dias das decisivas eleições legislativas do governo Milei, marcadas para 26 de outubro.
A Argentina tem buscado apoio dos Estados Unidos para conseguir estabilizar a sua economia. Isso porque além da inflação ainda elevada e da desvalorização da moeda, o país também enfrenta uma onda de fuga de capitais e uma baixa reserva de dólares. (Entenda mais abaixo)
“O objetivo do acordo é reforçar a estabilidade macroeconômica da Argentina, com foco na preservação dos preços e na promoção de um crescimento econômico sustentável”, afirmou o Banco Central da Argentina em nota oficial.
Na prática, a ideia é que a operação de swap cambial ajude a Argentina a aumentar suas reservas em dólar sem precisar recorrer a empréstimos tradicionais. Após um prazo determinado, o país devolve a moeda recebida, com ajustes de juros ou câmbio.
Diferentemente do Brasil, a economia argentina é muito mais dependente do dólar. Décadas de crises econômicas, inflação alta e desvalorizações do peso levaram os argentinos a usar a moeda americana como forma de proteger suas economias e garantir estabilidade. Hoje, imóveis, carros e até serviços são negociados em dólar no país, e qualquer variação na cotação impacta diretamente os preços.
Os Estados Unidos também prometeram ao presidente argentino, Javier Milei, outros US$ 20 bilhões, em recursos públicos e privados, para enfrentar as turbulências do mercado — desde que ele alcance um bom resultado nas urnas. Ao todo, o socorro financeiro à Argentina soma US$ 40 bilhões (o equivalente a R$ 217,6 bilhões).
O presidente americano, Donald Trump, justificou o apoio à Argentina: “Eles não têm dinheiro (…), estão lutando para sobreviver”, declarou à imprensa no domingo.
Sob pressão de escândalos de corrupção e da desconfiança dos mercados, o governo do presidente argentino tem sofrido impasses nos últimos meses.
Em setembro, por exemplo, as eleições legislativas de Buenos Aires, a província mais populosa e politicamente influente da Argentina, acabaram em uma ampla vitória dos peronistas.
O resultado ligou o alerta para as eleições deste mês, indicando que a oposição pode ganhar mais espaço no Congresso e complicar a agenda do governo Milei na segunda metade do mandato.
Ajuda financeira
O apoio dos EUA à Argentina já havia sido prometido por Trump no mês passado, após ter se encontrado com Milei na Assembleia Geral da ONU. À época, o republicano elogiou o presidente argentino e prometeu apoio ao país.
A confirmação da ajuda veio após reunião entre as principais autoridades financeiras dos dois países, em Washington, na semana passada.
Antes do encontro entre os líderes, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já havia declarado que a Casa Branca estava disposta a fornecer amplo apoio à Argentina, incluindo uma linha de swap de US$ 20 bilhões.
Em publicação no X na semana passada, Bressent reiterou o compromisso com o país.
A piora na percepção dos argentinos sobre a economia tem pesado na queda da popularidade de Javier Milei.
Apesar da forte desaceleração da inflação — que caiu de 211,4% em 2023 para 117,8% em 2024 — a economia dá sinais de estagnação, e o próprio presidente admitiu que o país está “paralisado”.
O custo de vida segue alto, os salários perderam poder de compra e o desemprego, embora estável em 7,6%, convive com o avanço da informalidade, que atinge 43,2% da população ativa.
A redução de subsídios também encareceu serviços como energia, transporte e telefonia, e os investimentos estrangeiros esperados não se concretizaram.
Enquanto empresários elogiam o ajuste fiscal e o controle da inflação, criticam o alto custo de produção e os juros elevados — que ultrapassaram 60% para pequenas e médias empresas. A atividade industrial caiu 3% em agosto, reforçando o cenário de desaceleração.
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Reféns são libertos pelo Hamas após cessar-fogo em Gaza
Capturados vivos chegam ao território israelense e devem receber atendimento médico e psicológico
Por
Vitor Hugo Girotto
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Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas/Reprodução
Multidões se concentram na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, aguardando a chegada dos reféns de Gaza nas primeiras horas da manhã
Os primeiros sete reféns sequestrados em 07 de outubro de 2023 foram libertos pelo Hamas no norte da Faixa de Gaza às 02h desta segunda-feira (13), no horário local (08h em Brasília), após acordo de cessar-fogo com Israel. O conflito na região durou 738 dias. As informações são do The Times of Israel.
Os israelenses libertos são identificados como Gali e Ziv Berman, Matan Angrest, Alon Ohel, Omri Miran, Eitan Mor e Guy Gilboa-Dallal. As famílias dos sete foram notificadas, enquanto outros 13 reféns devem ser libertos ainda nesta manhã em diferentes áreas do território.
Por volta das 10h (04h, no horário de Brasília), um comboio da Cruz Vermelha seguiu para um ponto de transferência no sul da Faixa de Gaza para recolher mais reféns do Hamas, informou o exército israelense.
No total, vinte reféns vivos são esperados para chegar ao território israelense nesta segunda-feira, vindos de três localidades na Faixa de Gaza: Cidade de Gaza, região central e Khan Yunis, no sul.
O Fórum das Famílias de Reféns e Desaparecidos chegou a transmitir ao vivo uma multidão reunida na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, enquanto aguardavam a chegada dos reféns de Gaza.
Identidade dos reféns
A ala militar do Hamas divulgou nesta segunda-feira (13) uma lista com os nomes de 20 reféns vivos que devem ser libertos hoje, como parte do acordo de cessar-fogo mediado por Israel e pelo Egito.
The Times of Israel/Reprodução
Hamas publica lista de 20 reféns vivos que serão libertados nesta segunda-feira (13)
A relação inclui Elkana Bohbot, Matan Angrest, Avinatan Or, Yosef-Haim Ohana, Alon Ohel, Evyatar David, Guy Gilboa-Dalal, Rom Braslavski, Gali Berman, Ziv Berman, Eitan Mor, Segev Kalfon, Nimrod Cohen, Maxim Herkin, Eitan Horn, Matan Zangauker, Bar Kupershtein, David Cunio, Ariel Cunio e Omri Miran.A lista divulgada corresponde aos mesmos nomes já repassados anteriormente a Israel durante as negociações. Não estão incluídos neste grupo o soldado israelense Tamir Nimrodi e o cidadão nepalês Bipin Joshi.
Acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza: veja detalhes da 1ª etapa
Tratado entrou em vigor ao meio-dia, no horário local (6h em Brasília)
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Marina Semensato
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Paulo Pinto/Agência Brasil
Israelenses comemoram acordo de paz e cessar-fogo em Gaza
O governo de Israel aprovou, na madrugada desta sexta-feira (10), o acordo de cessar-fogo em Gaza e a libertação de reféns. O tratado dá início à primeira fase do que pode ser o fim da guerra, que já completou dois anos na última semana e vitimou milhares de pessoas.
O acordo inclui a entrega de reféns mantidos em Gaza em troca de prisioneiros palestinos dentro de Israel, além da retirada parcial das tropas israelenses do enclave. Ainda há pontos a serem negociados.
Cessar-fogo e retirada
O cessar-fogo começou imediatamente após a aprovação do governo israelense e, segundo o exército, estava em vigor a partir do meio-dia do horário local (6h em Brasília).
Em até 24 horas, as forças israelenses devem se retirar totalmente para as linhas acordadas e evitar o contato com civis palestinos. A redistribuição retira tropas de algumas áreas urbanas, mas mantém o controle sobre cerca de metade do território de Gaza. As forças militares afirmaram que estão “ajustando as posições operacionais” no enclave.
Entre as cidades desocupadas estão Khan Younis, intensamente atacada durante a guerra, e a Cidade de Gaza, alvo da mais recente operação terrestre contra o Hamas. Agora, estima-se que as tropas de Benjamin Netanyahu fiquem com o controle de 53% do território – antes, estavam em 75%.
“Estamos cercando o Hamas. Nós o envolvemos completamente, antes das próximas etapas do plano, nas quais o Hamas será desarmado e Gaza será desmilitarizada. Se isso puder ser alcançado pelo maneira fácil, muito bem. Se não, será alcançado pela maneira difícil”, disse Netanyahu em pronunciamento.
Libertação dos reféns
No prazo de 72 horas após a retirada parcial das tropas, o Hamas deverá liberar todos os 48 reféns e entregá-los às autoridades de Israel.
Entre eles, 20 estão vivos. A recuperação dos corpos de reféns mortos pode demorar mais, já que nem todos os locais de sepultamento são conhecidos.
O coordenador israelense para reféns, Gal Hirsch, informou que uma força internacional ajudará a localizar os restos mortais não identificados pelo Hamas.
Após a libertação, Israel deve soltar 250 palestinos condenados ou suspeitos de crimes de segurança, além de 1.700 adultos e 22 menores detidos em Gaza durante a guerra, e devolver 360 corpos de combatentes.
Os prisioneiros serão libertos em Gaza ou, em alguns casos, deportados para o exterior, com restrições permanentes de entrada na região.
Ajuda humanitária
A ajuda em Gaza será intensificada, com circulação livre de suprimentos entre norte e sul pelas principais estradas. Dois funcionários israelenses informaram que 600 caminhões vão entrar diariamente no enclave.
Os veículos vão levar alimentos, combustível, gás de cozinha, equipamentos médicos e materiais para reparos de infraestrutura, como tubulações de água, esgoto e padarias.