CMJP debate projeto que institui Estatuto de Igualdade Racial




Título de eleitor: quem está dispensado da regularização?

Voto facultativo e situação cadastral em dia excluem parte dos eleitores do prazo que termina hoje

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O prazo para regularização do título de eleitor termina nesta segunda-feira (19)
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

O prazo para regularização do título de eleitor termina nesta segunda-feira (19)

O prazo para regularização do título de eleitor termina nesta segunda-feira (19), conforme calendário da Justiça Eleitoral. Apesar da mobilização nacional para atualização dos dados, parte do eleitorado está automaticamente dispensada da obrigatoriedade.

A data é válida para cidadãos com pendências cadastrais, principalmente por ausência em três turnos consecutivos de votação sem justificativa ou quitação de multa.

O voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos, adolescentes entre 16 e 17 anos e pessoas analfabetas. Esses grupos não precisam justificar ausências nem regularizar o documento, independentemente de comparecimento às urnas em pleitos anteriores.

Eleitores que participaram dos turnos de votação de 2018 e 2022 ou que apresentaram justificativa nos sistemas oficiais também não precisam realizar nenhuma atualização.

Estão igualmente dispensados os que quitaram multas por ausências anteriores ou já corrigiram irregularidades junto à Justiça Eleitoral antes do encerramento do prazo.

De acordo com as regras em vigor, não há exigência de regularização para quem não foi incluído na lista de eleitores com pendências cadastrais.

Casos específicos, como eleitores indígenas e quilombolas em áreas com atendimento diferenciado, também podem ter isenções relacionadas a comprovação de domicílio ou comparecimento, conforme diretrizes regionais da Justiça Eleitoral.

O título de eleitor em situação regular continua válido sem necessidade de nova ação. Segundo o TSE, a verificação do status cadastral pode ser feita a qualquer momento nos canais oficiais, sem custo.

Quem precisa regularizar o título?

Título eleitoral
Divulgação/TSE

Título eleitoral

A Justiça Eleitoral pode cancelar o documento se o eleitor não comparecer nem justificar a ausência em três pleitos consecutivos — considerando cada turno como uma eleição. Nessa situação, o título é automaticamente suspenso e precisa ser regularizado.

Também devem procurar a regularização os eleitores que mudaram de endereço e desejam transferir o domicílio eleitoral para outro município ou zona. A atualização garante que o cidadão possa votar próximo de sua nova residência e facilita o cumprimento da obrigação eleitoral.

O voto é facultativo para pessoas com 16 e 17 anos, mas se torna obrigatório a partir dos 18 anos.

Quem não estiver com o título em dia nessa faixa etária pode ter dificuldades para emitir documentos, se inscrever em concursos públicos e acessar benefícios sociais.

Outros casos de suspensão ou cancelamento incluem erros cadastrais, duplicidade de registros e outras irregularidades que, quando identificadas, exigem correção.

Além disso, eleitores que mudaram de nome por motivo de casamento, divórcio ou decisão judicial, ou que precisam atualizar dados biométricos, devem solicitar a alteração.

A verificação da situação do título pode ser feita de forma gratuita no site do Tribunal Superior Eleitoral ou pelo aplicativo e-Título, usando o CPF ou o número do título.

Caso a consulta indique que o documento está “irregular” ou “cancelado”, o eleitor deve buscar atendimento presencial em um cartório eleitoral ou, se disponível na região, realizar a regularização online por meio da plataforma Título Net.

A legislação estabelece que qualquer mudança no cadastro eleitoral deve ser feita até 151 dias antes do pleito. Para as eleições de 2026, esse prazo deve cair no mês de maio, mas a data exata será confirmada e divulgada pelo TSE em seu portal oficial.

O não comparecimento às urnas ou a manutenção do título em situação irregular pode acarretar uma série de impedimentos civis, como dificuldades para obter passaporte, carteira de identidade e inscrição em programas federais.

 




Vacinação contra Influenza inicia nos hospitais de João Pessoa, nesta segunda

Ação começará pelos hospitais Napoleão Laureano e Municipal Valentina. Para o grupo prioritário, a campanha segue até o dia 31 de maio

Foto: Divulgação/Secom-JP

A partir da próxima segunda-feira (19), a campanha nacional de vacinação contra Influenza inicia a prevenção dos trabalhadores que atuam nos hospitais públicos e privados, em João Pessoa.

A ação começará pelos hospitais Napoleão Laureano e Municipal Valentina. Para o grupo prioritário, a campanha segue até o dia 31 de maio com a meta de imunizar 90% da população.

O chefe da Seção de Imunização de João Pessoa, Fernando Virgolino, reforça que a campanha é destinada contra a Influenza, porém, outros imunizantes podem ser encontrados em outros serviços de saúde.

“Trabalhadores podem buscar um serviço de Saúde de referência para sua assistência e atualizar a caderneta com as demais vacinas destinadas a este grupo, a exemplo da que protege contra a Covid-19, Tríplice Viral, Hepatite B e dT”, afirmou.

A vacinação é recomendada principalmente para as pessoas que integram o grupo prioritário, com maior risco para hospitalização e agravamento da doença.

Grupos prioritários

Os grupos definidos pelo Ministério da Saúde para a estratégia de vacinação contra a Influenza nas grandes regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste em 2025 são:

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
  • Gestantes e puérperas;
  • Idosos com 60 anos ou mais;
  • Povos indígenas e quilombolas;
  • Pessoas em situação de rua;
  • Trabalhadores da saúde;
  • Professores do ensino básico e superior;
  • Profissionais das forças armadas e das forças de segurança e salvamento;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso;
  • Trabalhadores portuários;
  • Trabalhadores dos Correios;
  • População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas;
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independentemente da idade.
  • O imunizante contra a gripe oferece proteção contra os vírus H1N1, H3N2 e B, podendo ser aplicado simultaneamente de forma segura e rápida com outras doses que integram o calendário básico de vacinação.

Documentação

Para vacinação é necessário levar:

  • Cartão de vacina
  • Documentos comprobatórios de cada grupo.
  • Profissionais que se enquadram na ampliação dos grupos prioritários deverão apresentar documento de identificação com foto e comprovante (declaração, carteira do conselho de classe ou contracheque) de vínculo com a empresa ou instituição onde atua.
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais deverão apresentar laudo médico.



Áudios de agente da PF revelam detalhes de plano golpista; veja

Policial preso por envolvimento em golpe de Estado disse que planejava prender Moraes e que estava pronto para “matar meio mundo de gente”

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O policial federal Wladimir Soares é um dos 34 denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2022
Reprodução/redes sociais

O policial federal Wladimir Soares é um dos 34 denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2022

A Polícia Federal (PF) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um conjunto de provas sobre o plano golpista para manter  Jair Bolsonaro (PL) no poder após as eleições de 2022. Áudios divulgados nesta quinta-feira (15), revelam a participação ativa do policial Wladimir Matos Soares na tentativa de golpe de Estado e indicam a existência de um grupo armado que estaria, segundo as gravações, preparado para agir com violência,  inclusive, para perpetrar o assassinato do presidente eleito, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do STF, Alexandre de Moraes..

Em um dos áudios, Soares afirma que participava de uma equipe de operações especiais, com grande poder de fogo, preparada para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Nós fazemos parte de uma equipe de operações especiais que estava pronta para defender o presidente [Bolsonaro] armado e com o poder de fogo elevado para empurrar quem viesse à frente. Estávamos prontos”, garantiu.

“A gente ia com muita vontade, íamos empurrar meio mundo de gente, íamos matar meio mundo de gente, não estava nem aí mais”, acrescentou Soares. De acordo com as gravações, o plano era agir para que a posse não ocorresse, mas o grupo não agiu para impedir que Lula assumisse a presidência do Brasil por falta de autorização de Bolsonaro.

“Não ia ter posse, cara. Nós não íamos deixar, mas aconteceu. E Bolsonaro faltou um pulso pra dizer: ‘não tenho general, tenho coronel, então vamos com os coronéis’. Era o que a tropa toda queria”, contou.

Soares ainda detalhou o envolvimento de militares na preparação para o golpe. Em uma das mensagens, ele contou que o Exército estava começando a se mobilizar para “o dia da tomada” e que os acampamentos em frente ao Quartel General (QG) em Brasília seriam desmontados, para dar mais segurança aos integrantes do grupo golpista.

“O Exército está começando a indicar para a gente a desmobilização da área. Porque na frente dos QGs é onde vai ter confusão se o nosso pessoal continuar acampado ali. Então, o Exército já prevendo esse tipo de coisa que pode vir a acontecer, já está começando a tomar algumas medidas”, assegurou o agente da PF, tranquilizando os outros membros da trama golpista.

Nessa mesma mensagem, ele alegou que não havia necessidade de os apoiadores do  ex-presidente Bolsonaro ficarem acampados até o momento da tomada de poder, isso porque, na sua avaliação, a manifestação já tinha legitimado o plano golpista.

“É porque a manifestação já legitimou, então não tem necessidade de se manterem ali milhares de pessoas até o dia da tomada. Não precisa, porque, se isso acontecer, vai ter muito efeito colateral para o nosso lado, de pessoas que não estão prontas para uma guerra”, opinou.

“Então, as coisas estão começando, senhores, a se desenhar. O preparo está sendo feito e, com certeza, o pau vai torar. Esse ladrão não vai assumir, não”, finalizou Soares.

 




Trump e Putin não vão nas negociações entre Rússia e Ucrânia

Após dias de especulação, ambos os líderes confirmaram ausência; Zelensky condicionou posição ucraniana à representação russa

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Donald Trump

Donald Trump/X

Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin, não participarão pessoalmente das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia marcadas para esta quinta-feira (15) em Istambul, Turquia.

A decisão foi confirmada por dois funcionários da Casa Branca à CNN, após o Kremlin divulgar a lista de sua delegação, sem incluir Putin.

Trump, em viagem pelo Oriente Médio, descartou mudar sua agenda, que inclui paradas no Catar e Emirados Árabes, mesmo após sugerir publicamente que poderia comparecer se Putin estivesse presente.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky , afirmou nesta quarta-feira (14) que a posição de seu país nas negociações dependeria de quem representasse a Rússia.

“Estamos prontos para qualquer tipo de negociação para acabar com a guerra”, declarou, referindo-se ao conflito iniciado com a invasão russa em fevereiro de 2022.

Zelensky já havia pedido que Putin participasse pessoalmente, mas o líder russo manteve silêncio público sobre o assunto.

Composição da delegação russa

Segundo comunicado no site oficial da presidência russa, a equipe será chefiada pelo assessor presidencial Vladimir Medinsky, que liderou diálogos anteriores em Istambul em 2022.

Integram o grupo Mikhail Galuzin (vice-chanceler), Alexandre Fomin (vice-ministro da Defesa) e Igor Kostyukov (chefe de inteligência militar).

Especialistas em áreas como política humanitária e cooperação militar também foram incluídos.

Contexto das negociações

As conversas em Istambul ocorrem três anos após o último encontro presencial entre os países em guerra.

O Kremlin afirmou que discutirá “questões políticas e técnicas” com a Ucrânia, mas evitou detalhar o formato do diálogo.

Enquanto isso, Trump alimentou a dúvida sobre sua participação até o último momento, declarando a jornalistas a bordo do Air Force One: “Putin gostaria que eu estivesse lá, e é uma possibilidade. Não significa que eu não faria isso para salvar muitas vidas”.

 




II Encontro Paraibano de Câmaras Municipais já tem mais de 560 inscritos




INSS: saiba como consultar notificação sobre descontos ilegais

13/05/2025 / 18:23 / Agência Brasil
Notificação será feita pelo aplicativo Meu INSS – Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou a enviar nesta terça-feira (13) notificações para aposentados e pensionistas que tiveram descontos em seus benefícios por meio de associações. A mensagem será enviada pelo aplicativo Meu INSS.

Para acessar a notificação, é preciso baixar, de forma gratuita, o aplicativo, disponível para os sistemas IOS e Android. O download pode ser feito pela App Store, no caso de celulares do modelo IPhone, ou na Google Play Store, para os demais aparelhos.

Após baixar o Meu INSS, será necessário criar uma conta com login e senha, informando o número do CPF. A senha criada serve também para acessar outros serviços públicos, já que todos os portais foram unificados no sistema Gov.br.

Também é possível criar uma conta no Meu INSS por meio de internet banking de bancos credenciados. Neste caso, basta acessar a opção “Entrar com seu banco”, disponível na página inicial do aplicativo.

Com a conta já aberta, é preciso clicar no sininho que aparece no topo, do lado direito; em seguida, em “Configurar Notificações”; e, por fim, selecionar a opção “Permitir notificações”.

Mensagens

Há duas opções de mensagens disponíveis.

Uma para quem teve algum tipo de desconto, que está sendo enviada a partir de hoje.

Brasília (DF), 13/05/2025 - Aplicativo do INSS mostra uma notificação para pessoas que sofreram descontos feitos por associações em seus benefícios. Foto: INSS/Divulgação
Notificação para quem sofreu descontos feitos por associações. Foto: INSS/Divulgação

E outra para quem não teve nenhum descontoenviada na semana passada.

“Fique tranquilo, nenhum desconto foi feito em seu benefício. O governo federal descobriu a fraude dos descontos associativos não autorizados e seguirá trabalhando para proteger você e seu benefício.”

Reembolso

De acordo com o INSS, a partir desta quarta-feira (14), será possível saber o nome da entidade à qual o aposentado ou pensionista que teve desconto está vinculado, por meio do serviço “Consultar Descontos de Entidades Associativas”, disponível no aplicativo.

Nesse momento, o beneficiário deverá informar se autorizou ou não os descontos registrados. Caso não tenha autorizado, ele poderá solicitar a devolução dos valores pelo próprio aplicativo, pelo site do Meu INSS ou pelo telefone 135.

“Em breve, será informado o passo a passo para auxiliar a solicitar o benefício pelo Meu INSS e telefone 135”, informou o INSS em comunicado.

Golpes

O instituto reforça que é preciso ter cuidado com golpes. O contato com beneficiários será feito exclusivamente via notificação por meio do aplicativo Meu INSS. Não haverá contato, portanto, via ligação ou envio de mensagem SMS.

Aposentados e pensionistas com dúvidas ou com dificuldade de acessar o aplicativo podem ligar na central de teleatendimento 135, que funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h. Para um atendimento mais rápido, os melhores horários para ligar são após as 16h e aos sábados.

“Para saber informações com segurança, basta acessar os canais oficiais do INSS, como o gov.br/inss e redes sociais oficiais”, recomenda o instituto no comunicado.




Câmara desafia STF e tenta barrar processo contra Ramagem

Deputados recorrem ao Supremo para manter suspensão total da ação penal, alegando violação da separação de poderes e da imunidade parlamentar

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Câmara dos Deputados
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Câmara dos Deputados

Câmara dos Deputados protocolou nesta terça-feira (130 uma ação no Supremo Tribunal Federal para contestar decisão da Primeira Turma da Corte que limitou os  efeitos da resolução legislativa que suspendia a ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem(PL-RJ).

Mesa Diretora da Câmara solicita que a suspensão seja mantida de forma integral, conforme aprovada pelo plenário na última quarta (12), por 315 votos a 143.

Ramagem é réu em processo que apura a suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2022, no mesmo inquérito que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro(PL) e outros acusados.

A Câmara sustenta que a decisão do STF “viola o princípio da separação de poderes” e “restringe indevidamente a prerrogativa constitucional da Casa de sustar processos penais contra seus membros”.

O recurso questiona os efeitos da decisão tomada pela Primeira Turma do STF no sábado (10).

Os ministros entenderam que apenas dois dos cinco crimes atribuídos a Ramagem — dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado — poderiam ser suspensos, por terem ocorrido após sua diplomação como deputado federal, em dezembro de 2022.

Os demais crimes — tentativa de golpe, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa — continuam em tramitação, pois, segundo o relator Alexandre de Moraes, “tiveram início antes do mandato parlamentar, quando o réu ainda era diretor da Abin”.

A Câmara afirma que a resolução da semana passada seguiu o disposto no artigo 53 da Constituição e que o STF, ao limitar sua aplicação, “interferiu na competência exclusiva do Poder Legislativo”.

A petição também solicita que a Procuradoria-Geral da República se manifeste formalmente sobre o caso.

O presidente da Câmara, Hugo Motta(Republicanos-PB), declarou que “o respeito ao voto dos 315 deputados deve ser garantido” e que a Casa buscará uma decisão do plenário do STF, formado por 11 ministros.

A afirmação foi feita em Nova York, durante evento do qual Motta participava. Segundo ele, a assessoria jurídica da Câmara “estuda todos os caminhos legais cabíveis”.

Pressão da oposição

Deputado Alexandre Ramagem
Reprodução/ Senado Federal

Deputado Alexandre Ramagem

O ministro Moraes afirmou, durante o julgamento, que “não cabe à Câmara sustar processos contra acusados que não são membros do Legislativo”.

Parlamentares da base de Ramagem e Bolsonaro, como Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), pedem que a questão seja levada ao plenário do STF.

“O julgamento por cinco ministros não pode se sobrepor à vontade de mais de 300 deputados”, disse Cavalcante.

Há também movimentações para replicar a estratégia para outros parlamentares, como Carla Zambelli (PL-SP), cujo julgamento no STF está previsto para o segundo semestre.

A ação penal contra Ramagem segue em tramitação para os três crimes mantidos. A suspensão parcial determinada pelo STF tem validade até 31 de janeiro de 2027, fim do atual mandato do deputado, ou até nova deliberação da Corte.




Inauguração do Centro Convenções de Campina Grande terá tributo a Antônio Barros e Biliu

Antônio Barros faleceu neste ano. Ele formou parceria memorável com Cecéu por décadas. Foto: Divulgação

O governador João Azevêdo anunciou, nesta segunda-feira (12), durante o programa semanal ‘Conversa com o Governador’, transmitido em cadeia estadual pela Rádio Tabajara, a inauguração da primeira etapa do Centro de Convenções de Campina Grande. O evento será realizado no próximo dia 21, a partir das 17h, com show do cantor Japãozin, além de apresentações de quadrilhas juninas e atrações para o público infantil, com mais de 20 brinquedos, pipoca e algodão doce.

Além disso, também será realizado um tributo a Antônio Barros e Biliu de Campina, com a participação de cerca de 10 artistas locais. São eles: Capilé, Savanna Aires, Eloísa Olinto, Gitana Pimentel, Alexandre Tan, Tony Dumont, Gegê Bismark, Calliandra Andrade, Jonny Garotinho e Adília Uchôa.

As quadrilhas juninas que irão se apresentar na programação de inauguração são Moleka 100 Vergonha, Arraial em Paris e Mistura Gostosa.

“Essa primeira etapa que estamos entregando equivale a 80% do empreendimento e nós vamos fazer uma grande festa para que a população conheça essa obra extraordinária para a cidade. Em outubro, no aniversário de Campina Grande, nós deveremos entregar o grande auditório para que as pessoas tenham todo o equipamento concluído”, pontuou o governador.

Nesta primeira etapa, será entregue o Pavilhão de Feiras e Congressos, além da área externa. No total, o equipamento recebe investimento de R$ 138,5 milhões e contará com um grande espaço para feiras, auditório, heliponto, Praça das Bandeiras e estacionamento com 624 vagas, sendo 25 vagas para ônibus, 32 vagas para cargas/serviços, 12 vagas para pessoas com deficiência (PcD), 13 vagas para idosos e 542 vagas para o público em geral.

A área do centro de eventos, feira e exposição tem um amplo espaço, com 12.679,45 m². O auditório será o maior da cidade, com uma capacidade para 1.900 pessoas em uma área de 5.188,73 m². No total, o equipamento tem uma área construída de 17.956,28 m².

“Esse é um equipamento que, verdadeiramente, vai transformar o turismo de eventos de Campina Grande porque vai movimentar diversos setores da economia, por isso, vamos celebrar essa grande conquista”, acrescentou o governador..

Suetoni Souto Maior




Calvário: juíza alerta para série de suspeições de magistrados e cobra medidas ao TJPB

Juíza Ana Christina Soares Penazzi Coelho, da 3ª Vara Crimina de João Pessoa

A juíza Ana Christina Soares Penazzi Coelho, da 3ª Vara Criminal de João Pessoa, cobrou, nesta segunda-feira (12), à presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) medidas contra a série de suspeições de processos da Operação Calvário, que apura suspeita de desvios de recursos durante o governo Ricardo Coutinho (PT), e em ações contra organizações criminosas.

No documento, que o Blog Wallison Bezerra teve acesso, a magistrada afirma que uma das denúncias da Calvário foi redistribuída ao seu gabinete após o juízo inicial alegou questões de foro íntimo para não julgar o caso. Segundo Penazzi, têm sido registradas “consecutivas suspeições, também de foro íntimo, dos magistrados que figuram na tabela de substituição automática”.

A juíza Ana Christina alerta ao TJPB que o impedimento por parte de juízes tem sido rotineiro. O problema não é novo. Recentemente, o Poder Judiciário chegou a ensaiar a criação de uma vara especializada para julgar organizações criminosas, mas a pauta não obteve êxito, até agora.

“Observo, ainda, que esta prática tem se tornado frequente nos processos que envolvem criminalidade organizada, cujos feitos são de alta complexidade, envolvendo múltiplos crimes e réus, gerando o recebimento, por esta magistrada, de inúmeros feitos desta natureza, o que vem inviabilizando o seu regular trabalho perante os processos de sua jurisdição natural”, alerta Ana Christina.

“Os processos recebidos são todos de alta complexidade e tem tonado a 3ª Vara Criminal da Capital, na prática, uma vara privativa do crime organizado, sem que haja uma competência legal para tanto ou mesmo uma estrutura necessária que garanta a eficiência na prestação jurisdicional”.

Diante do problema, a juíza determinou o envio de ofício ao TJPB, incluindo a listagem provisória de processos que já aportaram na 3ª Vara Criminal em razão das suspeições, para que possa ter ciência e tomar as providências cabíveis para a melhor solução desta anômala situação, sanando os prejuízos já relatados anteriormente.

“Tendo em vista o comprometimento do princípio do juiz natural, aguarde-se a resolução da questão, perante o Tribunal de Justiça da Paraíba, pelo prazo de 30 (trinta) dias”, assiná-la.

Veja o documento na íntegra: 

Analisando os autos, observo que o presente processo aportou neste juízo, em razão da suspeição, por motivo de foro íntimo, do magistrado titular do Juízo de origem, gerando consecutivas suspeições, também de foro íntimo, dos magistrados que figuram na tabela de substituição automática, conforme resolução n.37/2024 do E.TJPB.

Observo, ainda, que esta prática tem se tornado frequente nos processos que envolvem criminalidade organizada, cujos feitos são de alta complexidade, envolvendo múltiplos crimes e réus, gerando o recebimento, por esta magistrada, de inúmeros feitos desta natureza, o que vem inviabilizando o seu regular trabalho perante os processos de sua jurisdição natural.

É cediço que, ao magistrado, é garantido o direito de averbação de suspeição, por motivo de foro íntimo, quando entender que a sua atuação no feito, compromete a imparcialidade necessária para julgamento e para a boa prestação jurisdicional. Contudo, o que tem se observado, com as inúmeras averbações de suspeições subsequentes, por diversos magistrados, esgotando, inclusive, a tabela de substituição imediata, é que está havendo, em tese, um abuso do direito de suspeição, comprometendo o princípio do juiz natural e, mais grave, uma seletividade indevida para atuação nos feitos.

Os processos recebidos são todos de alta complexidade e tem tonado a 3ª Vara Criminal da Capital, na prática, uma vara privativa do crime organizado, sem que haja uma competência legal para tanto ou mesmo uma estrutura necessária que garanta a eficiência na prestação jurisdicional.

Por outro lado, verifica-se que esta prática tem comprometido o regular tramite desses processos, tornando os feitos demasiadamente antigos e prejudicando a apuração regular dos crimes, o que pode viabilizar prescrições criminais indevidas e comprometimento da memória, com relação às testemunhas. Isso porque, tais suspeições já haviam ocorrido anteriormente, tendo o Tribunal de Justiça da Paraíba, na gestão anterior, solucionado a questão, com a designação de um juiz para atuar nos feitos oriundos das referidas suspeições.

Ocorre que, com a chegada dos novos titulares das varas criminais e a recente remoção da magistrada anteriormente designada, o problema tornou-se novamente recorrente, surgindo uma demanda insustentável na 3ª Vara Criminal, que possui acervo próprio de distribuição, inclusive, de organizações criminosas.

Assim sendo, encaminhe-se oficio à presidência, incluindo a listagem provisória de processos que já aportaram nesta vara em razão das suspeições, para que possa ter ciência e tomar as providências cabíveis para a melhor solução desta anômala situação, sanando os prejuízos já relatados anteriormente. Instrua-se o ofício com cópia deste despacho.

Tendo em vista o comprometimento do princípio do juiz natural, aguarde-se a resolução da questão, perante o Tribunal de Justiça da Paraíba, pelo prazo de 30 (trinta) dias.