STF nega pedido de Bolsonaro para suspender ação do 8 de janeiro

Moraes rejeitou recurso protocolado pela defesa do ex-presidente, que alegou iregularidades no andamento do processo que apura tentativa de golpe

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Defesa de Bolsonaro pediu ao STF a suspensão do processo até que tivessem o acesso  integral às provas apreendidas ´pela Polícia Federal durante as investigações
Nelson Jr./SCO/STF

Defesa de Bolsonaro pediu ao STF a suspensão do processo até que tivessem o acesso integral às provas apreendidas ´pela Polícia Federal durante as investigações

Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, nesta sexta-feira (06), o pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)  para suspender a ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado que resultou nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, negou os requerimentos e alegou não existir irregularidades no andamento do processo.

Em manifestação protocolada na quinta-feira (05), a  defesa de Bolsonaro pediu paara suspender a fase de instrução do processo que apura a tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito até que os advogados tivessem acesso completo às provas apreendidas pela Polícia Federal (PF) durante as investigações.

A defesa do ex-presidente argumentou que a Justiça já havia autorizado, em decisão anterior datada de 30 de abril, a disponibilização completa de todos os materiais apreendidos, mas que até a data em que a manifestação foi protocolada (05/06), o esse acesso não havia se efetivado. Segundo os advogados, a autorização que disponibilizou as provas foi fundamental porque, sem isso , não seria possível dar  início aos interrogatórios de maneira justa.

Os advogados, então, reforçaram que conhecer todo o conteúdo das provas é indispensável para garantir a plena atuação da defesa no processo e, portanto, o acesso aos materiais não se trata apenas de uma questão formal, mas de um direito essencial. Por isso, solicitou que o andamento do caso — mais especificamente, a fase de instrução, que inclui os depoimentos e a produção de provas — fosse temporariamente suspenso e, assim, fosse concedido um prazo razoável para analisar detalhadamente o conjunto probatório.

Além disso, os advogados pediram para que pudesse participar das audiências de outros núcleos investigados (Núcleos 2, 3 e 4), inclusive com o direito de fazer  perguntas a testemunhas e réus. Caso esses direitos não sejam respeitados, argumentaram os defensores, isso pode configurar cerceamento de defesa, ou seja, uma violação ao direito constitucional de o réu se defender plenamente no processo.

Moraes entendeu que os pedidos não se sustentam

Em relação ao pedido de suspensão, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou os argumentos. O magistrado citou uma decisão, proferida em 17 de maio de 2025, que entendeu que não havia motivo para adiar as audiências, já que as defesas dos réus na ação penal— inclusive a de Bolsonaro — tiveram acesso ao material constante nos autos.

De acordo com o ministro, o material foi disponibilizado em 14 de maio e que, antes disso, o conjunto probatório não fazia parte da ação penal, justamente por não estarem presentes nos autos até o referido momento. Os materiais, incluindo vídeos áudios e outras mídias estavam acautelados pela PF e serviram para embasar a denúncia apresentada contra os réus, mas que não faziam parte do processo.

A partir do pedido apresentado pela defesa, para ter acesso a esses materiais, Moraes determinou que fossem anexados ao processo como prova. “Esse material não estava presente nos autos e, consequentemente, não fazia parte da ação penal; tendo sido juntado como prova requerida pela própria defesa, com a finalidade de, eventualmente, contestar os fatos imputados pela Procuradoria-Geral da República “ , explicou o ministro na decisão desta sexta-feira.

Entretanto, segundo a avaliação do magistrado, essas  provas não alteram os fatos apresentados pela acusação e, por isso, não justifica a suspensão do processo. “A disponibilização desse material, entretanto, em nada alterou os fatos imputados na acusação, consubstanciada na denúncia oferecida pelo Ministério Público e o conjunto probatório em que foi baseada e que, em um primeiro momento foram analisados pelo Poder Judiciário em sessão de recebimento da denúncia e cuja instrução probatória terá inicio com a audiência para oitiva das testemunhas indicadas” , esclareceu.

Moraes ainda ressaltou que a defesa de Bolsonaro poderia, se considerasse necessário, indicar provas específicas que julgasse relevantes. Caso esses materiais apresentados pelos advogados fossem pertinentes aos fatos atribuídos ao réu e relacionadas às testemunhas listadas, haveria a possibilidade de reavaliar a necessidade de ouvi-las novamente, mas apenas no momento processual adequado.

“Caso haja indicação de prova específica pela defesa, baseada no material juntado aos autos a seu pedido, com demostração de pertinência e relevância com os fatos imputados pela Procuradoria-Geral da República e relação com as testemunhas arroladas, será analisada a necessidade de nova oitiva, no momento processual adequado” , escreveu o relator.

Sobre o pedido de suspender a ação penal até que a defesa pudesse participar das audiências de outros núcleos e  fazer perguntas às testemunhas ali ouvidas, Moraes também rejeitou o argumento da defesa. O ministro afirmou que o Bolsonaro se defende dos fatos que lhe são imputados na denúncia específica em que figura como acusado, e não de fatos atribuídos a outros réus em ações penais distintas. Ou seja, não há obrigatoriedade de participar de audiências alheias ao seu processo.

“Caso as testemunhas arroladas pelos demais núcleos tivessem sido consideradas importantes para a Defesa do réu Jair Messias Bolsonaro, deveriam ter sido arroladas no momento processual adequado” , advertiu Moraes.

Além disso, o ministro ressaltou que, embora pudesse arrolar até 40 testemunhas, a defesa de Bolsonaro indicou apenas 15, das quais desistiram de seis. As 9 testemunhas restantes foram ouvidas regularmente em juízo.

Logo, se houvesse interesse real em  ouvir testemunhas de outros núcleos, elas poderiam ter sido incluídas pela própria defesa, o que não foi feito. Por isso, não havia justificativa para suspender os interrogatórios ou aguardar depoimentos em outros processos.

“Não há justificativa legal, nem tampouco razoabilidade, em se suspender a realização dos interrogatórios da presente ação penal para aguardar a oitiva de testemunhas arroladas em outras ações penais e que, jamais foram consideradas necessárias, pertinentes e importantes pela defesa de Jair Messias Bolsonaro, que repita-se, poderia tê-las arrolado, uma vez que, das 40 testemunhas possíveis, somente apresentou 9  testemunhas” , ressaltou Moraes

Por fim, o ministro relator concluiu que não houve cerceamento de defesa, e os pedidos apresentados não se sustentam do ponto de vista legal nem processual.




Bolsonaro confessa ter enviado R$ 2 milhões para Eduardo nos EUA

Ex-presidente compareceu à sede da Polícia Federal para depor sobre a atuação do filho no exterior e disse ser vítima de “perseguição sem fim”

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Bolsonaro foi ouvido nesta quinta-feira (05) como testemunha do inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro contra autoridades brasileiras
Agência Brasil

Bolsonaro foi ouvido nesta quinta-feira (05) como testemunha do inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro contra autoridades brasileiras

O  ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Polícia Federal na tarde desta quinta-feira (05) e confessou ter transferido R$ 2 milhões ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos. Intimado como testemunha no inquérito que investiga a atuação do filho para promover sanções contra autoridades brasileiras, Bolsonaro afirmou à imprensa, após a oitiva, que os recursos têm origem legal e foram enviados como auxílio familiar e não para financiar atos antidemocráticos.

“Lá atrás, eu não fiz campanha, mas foi deportado da minha conta 17 milhões de reais, e eu botei R$ 2 milhões na conta dele [Eduardo]. Lá fora tudo é mais caro. Eu tenho dois netos. Ele está lá fora, eu não quero que ele passe por dificuldades”, afirmou Bolsonaro.

Desse valor, segundo o ex-presidente,  R$ 2 milhões foram enviados para o filho em 13 de maio. Eduardo viajou para o país norte-americano em 27 de fevereiro, inicialmente para passar o feriado de Carnaval, mas, em março, anunciou que ficaria permanentemente em solo estadunidense.

Bolsonaro reconheceu que o valor é alto, mas justificou que, diante da conversão para o dólar norte-americano, o montante pode não ser tão expressivo. “É bastante dinheiro. Mas lá nos Estados Unidos pode ser que nem tanto, isso dá uns 350 mil dólares” , disse.

“Eu quero o bem-estar dele [Eduardo] e graças a Deus eu tive como depositar esse dinheiro na conta dele” , acrescentou. Sobre as acusações de que estaria financiando atos antidemocráticos, Bolsonaro negou ter ligação com supostas ações ilegais.

“A acusação é que eu estou financiando atos antidemocráticos. Não estou financiando qualquer ato ilegal. Ele [Eduardo] pediu para mim: ‘pai, eu estou com a esposa aqui’, está também com a menina, que é minha neta e um garoto, de 1 ano, que é meu neto. Ele está levando a vida dele”, argumentou Bolsonaro. 

“Defesa extremamente desconfortável”

O advogado de Bolsonaro, Paulo Bueno, disse que não existem indícios que justifiquem o inquérito da PF contra Eduardo. Em declaração à imprensa, nesta tarde, ele lembrou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia pedido uma investigação sobre a ida do deputado aos Estados Unidos, mas o caso foi arquivado e, desde então, não houveram fatos novos que embasassem a abertura de uma nova apuração.

“De lá para cá, não houve nenhum fato novo, a não ser as declarações do secretário de Estado [dos EUA] Marco Rubio, que justificassem a abertura dessa investigação. O que deixa a defesa extremamente desconfortável, que se está novamente diante de uma situação em que se politiza justiça e se judicializa a política”, declarou Bueno. 

No final de maio,  Rubio anunciou que o governo do presidente norte-americano Donald Trump vai implementar restrições a vistos de estrangeiros que, na avaliação dos Estados Unidos, “censuram os americanos”. A medida foi vista como possível efeito da atuação de Eduardo Bolsonaro junto a representantes estadunidenses para impor sanções contra autoridades brasileiras.

Diante disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) pediu a abertura do inquérito para apurar as ações do deputado licenciado nos EUA. Eduardo Bolsonaro é investigado por coação no curso do processo, obstrução de investigação sobre organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Para o advogado do ex-presidente Bolsonaro, essas nenhuma dessas acusações é “minimamente viável”. “ Esse inquérito foi aberto ao sentir da defesa de forma absolutamente equivocada pelas imputações que foram inicialmente colocadas pelo procurador geral da república”, avaliou Bueno.

Apesar de ter sido intimado como testemunha e possível financiador dos de Eduardo Bolsonaro nos EUA, segundo o advogado, o ex-presidente não tem qualquer relação com a atuação política ou pessoal do parlamentar. “O deputado Eduardo Bolsonaro, deputado mais votado do Brasil, tem 41 anos de idade, ele tem uma vida política independente. Ele não é simplesmente um mero seguidor do pai. Ele tem a agenda política pública dele e pessoal dele. E ele não se reporta ao pai dele” , defendeu.

Bolsonaro disse ter orgulho do trabalho do filho

O ex-presidente ainda afirmou que tem orgulho do trabalho que Eduardo Bolsonaro está fazendo fora do país. Ele avaliou que a atuação do deputado licenciado é pela “democracia no Brasil” e que o parlamentar tem bom relacionamento com o governo estadunidense.

“Eu tenho orgulho do que meu filho faz. Ele tem um bom relacionamento com a família do presidente [Trump]. Tem um bom relacionamento com o parlamento. E ele está vendo o seu pai com os seus problemas aqui no Brasil. Então,  ele é solidário à minha pessoa e faz um trabalho em prol da democracia do Brasil”, disse.

Bolsonaro admitiu que conversa com Eduardo e que não há nenhuma irregularidade no que está sendo feito nos Estados Unidos. “Eu converso com meus filhos. O trabalho que ele faz é pela democracia no Brasil. Não existe sanção de qualquer autoridade aqui ou no mundo por parte do governo americano, por lobby, é tudo por fatos. Então, não adianta ninguém querer jogar para cima dele [Eduardo]” , argumentou.

Segundo o ex-chefe do Executivo, não existe lobby para impor restrições a autoridades brasileiras e, se isso vier a acontecer, não será por influência de Eduardo, mas em decorrência dos fatos que estão sendo amplamente divulgados. “Não existe lobby para essas questões. Esses lobbies são fatos que atentam contra direitos humanos e que atentam contra a liberdade de expressão”, opinou.

“O governo americano, como amplamente noticiado na imprensa, deve ter um olhar sobre esses fatos. Então nós não podemos aqui simplesmente creditar isto ou aquilo, essas questões ignorando fatos que são evidentes, públicos e notórios”, acrescentou Bueno. 

“Repito, não existe trabalho de lobby para sancionar quem quer que seja no Brasil ou no mundo”, concluiu Bolsonaro. Para o ex-presidente, essa investigação em curso é mais um capítulo na perseguição contra ele, sua família e seus aliados. “Para mim, a perseguição continua” , lamentou.

Entenda a investigação da PF contra Eduardo Bolsonaro

O STF determinou, em 26 de maio, a abertura de inquérito para apurar a atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro junto a autoridades dos Estados Unidos. A investigação, conduzida pela PF, tem como foco declarações e articulações do parlamentar em defesa de sanções internacionais contra integrantes da cúpula do sistema de Justiça brasileiro, em especial o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos que tratam dos atos antidemocráticos de 2022.

A solicitação de apuração foi enviada pela PGR em 25 de maio e autorizada pelo STF no dia seguinte, com vinculação à Ação Penal 2668 — que trata da tentativa de golpe de Estado. No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumenta que Eduardo Bolsonaro age para “perturbar os trabalhos técnicos” das investigações e julgamentos conduzidos pela Corte.

Segundo a petição, o parlamentar tem declarado publicamente que busca convencer o governo norte-americano a adotar medidas punitivas contra autoridades brasileiras. Entre as sanções estariam o bloqueio de bens nos EUA, a cassação de vistos e a proibição de relações comerciais com cidadãos ou empresas norte-americanas. “Desde o início do ano, Eduardo Bolsonaro vem afirmando que está se dedicando a conseguir do governo dos EUA a imposição de sanções contra integrantes do STF, da PGR e da PF” , escreveu Gonet.

A PGR sustenta que essas declarações têm “tom intimidatório” e configuram tentativa de coação contra agentes públicos que atuam nos processos ligados ao 8 de janeiro. A petição também cita o uso reiterado das redes sociais como mecanismo de reverberação das ameaças.

Em um vídeo divulgado após a abertura da investigação,  Eduardo Bolsonaro negou qualquer ilegalidade e afirmou estar apenas “denunciando abusos” de Alexandre de Moraes. “Não estou tentando intimidar o STF, mas colocar um freio em Alexandre de Moraes” , disse o deputado, que classificou sua atuação como legítima e comparou sua conduta à de apoiadores da esquerda que recorreram a tribunais internacionais no passado.

PT pediu investigação

A petição enviada pela PGR ao STF foi motivada por uma representação criminal apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT), líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara. No documento, Farias acusa Eduardo Bolsonaro de “traição à pátria” e “obstrução da Justiça”. “O sistema de justiça brasileiro está sob ataque externo, articulado por um parlamentar licenciado que age contra sua própria pátria. O Brasil não pode tolerar esse tipo de comportamento”, afirmou o petista.

Além do monitoramento das redes sociais do parlamentar, a PGR pediu a oitiva de diplomatas brasileiros nos EUA e do ex-presidente Jair Bolsonaro, para esclarecer eventuais envolvimentos. A investigação da PF começou oficialmente na última segunda-feira (02), com o depoimento de Lindbergh Farias na sede da corporação em Brasília.

Eduardo Bolsonaro criticou a escolha de Farias como primeira testemunha. “A Polícia Federal vai ouvir o líder do PT para testemunhar contra mim. O mesmo partido ao qual mais me oponho. E o processo está nas mãos justamente de quem eu denuncio: Moraes e Gonet” , reclamou o deputado em vídeo.

O documento da PGR aponta que o parlamentar estaria atuando “enérgica e porfiadamente” junto ao alto escalão do governo americano para conseguir as sanções. “A excepcional gravidade das medidas por que o sr. Eduardo Bolsonaro se bate […] corresponde à sua qualificação generalizadamente conhecida: trata-se de uma pena de morte civil internacional” , escreveu Gonet.




Brasil joga mal e empata com Equador na estreia de Ancelotti

Seleção não teve uma grande performance, somando apenas um ponto em Guayaquil

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Brasil joga mal e empata com Equador na estreia de Ancelotti
Rafael Ribeiro / CBF

Brasil joga mal e empata com Equador na estreia de Ancelotti

Em jogo marcado pela estreia de Ancelotti  no comando canarinho,  a seleção brasileira empatou em 0 a 0 com o Equador nesta quinta-feira (05), em Guayaquil, pela 15ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.

Com o resultado, o Brasil  permaneceu na quarta colocação da tabela sul-americana, com 22 pontos. Já os equatorianos estão na segunda posição, com 24 pontos. Quem lidera a chave é a Argentina, com 31 pontos.

1º tempo
A torcida presente no Estádio Monumental de Guayaquil viu um primeiro tempo muito ruim, com muita cautela entre as equipes e pouquíssimas oportunidades claras de gol.

A principal chance do Brasil na etapa veio aos 21 minutos, quando Estêvão roubou a bola em posição perigosa, mas errou o passe para Richarlison. Na sobra, Gerson teve a oportunidade de finalizar, mas escolheu servir Vini Jr, que bateu prensado e parou em uma defesa de Valle.

Equador não teve uma grande oportunidade de marcar, mas conseguiu ter mais volume nos primeiros 45 minutos. O maior susto gerado por “La Tri” veio em uma falta lateral, batida na segunda trave por Estupiñán. O lateral do Brighton contou com uma saída ruim de Alisson, mas não viu ninguém completar o cruzamento.

2º tempo
A segunda etapa seguiu com um ritmo parecido: os equatorianos com mais volume de jogo, principalmente na bola aérea, porém sem incomodar o goleiro Alisson, enquanto o Brasil esbarrava em uma partida pouco inspirada dos meio-campistas.

No entanto, o jogo esquentou na metade final do segundo tempo, com ambos os times chegando perto de abrir o placar.

A oportunidade equatoriana veio com Yeboah. O meio-campista limpou Casemiro com dois dribles curtos e chutou forte, mas parou em uma boa intervenção do goleiro brasileiro.

Na sequência, o time comandado por Carlo Ancelotti ficou perto de inaugurar o marcador, com Casemiro. O volante recebeu na entrada da área de Vini Jr., mas bateu fraco.

Bandeirinha fora do lugar

Um dos momentos mais comentados da partida desta noite não envolveu um belo drible, uma finalização perigosa ou um lindo lançamento, mas sim uma falha envolvendo a bandeirinha de escanteio.

Aos oito minutos da segunda etapa, com um escanteio para o Brasil, o objeto se desencaixou do buraco. Com isso, o jogo ficou paralisado por alguns minutos, e só voltou depois de Alexsandro, zagueiro da Seleção, encaixar a peça no local.

Próximas partidas

seleção brasileira  encerra sua participação nesta Data FIFA na próxima terça-feira (12), às 21h45, na Neo Química Arena, contra o Paraguai, em mais um jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2025. No mesmo dia, às 22h30, o Equador vai à Lima para enfrentar o Peru.

A Data FIFA que fecha o torneio sul-americano está marcada para setembro deste ano. Na ocasião, o Brasil vai enfrentar Chile e Bolívia. As partidas ainda não tiveram datas e horários divulgados.




Governo Federal realiza entrega de ambulâncias do SAMU e contempla municípios da Paraíba

Nesta quinta-feira, 5, o município de Lauro de Freitas, na Bahia, será palco da 2ª etapa de entrega de ambulâncias para renovação da frota do SAMU 192. A ação é fruto de um investimento 100% federal, por meio do Ministério da Saúde, e integra o processo de renovação periódica dos veículos, realizado a cada cinco anos.

A cerimônia contará com a presença de autoridades locais, representantes do Ministério da Saúde, parlamentares e lideranças regionais. Ao todo, dezenas de municípios de diversos estados do país serão beneficiados com novas ambulâncias, garantindo mais qualidade e agilidade nos atendimentos de urgência e emergência.

Municípios contemplados na Paraíba

Entre os municípios contemplados, a Paraíba terá destaque com diversas cidades recebendo novas ambulâncias. São elas:

Catolé do Rocha

Conceição

Esperança (2 unidades)

João Pessoa (4 unidades)

Mamanguape (2 unidades)

Alagoinha

A entrega representa um reforço significativo na estrutura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no estado, assegurando mais segurança e eficiência no transporte de pacientes.

O deputado federal Luiz Couto (PT-PB) comemorou a entrega das ambulâncias aos municípios paraibanos e destacou a importância da ação do governo federal. Segundo ele, essa renovação da frota é essencial para garantir que a população continue sendo atendida com qualidade.

“Essa entrega reforça o compromisso do governo federal, através do Ministério da Saúde, com a vida e com o fortalecimento do SUS. Fico feliz em ver que nosso pedido para incluir os municípios da Paraíba foi atendido. Isso é resultado de diálogo, trabalho e compromisso com o povo paraibano”, afirmou o parlamentar.

Luiz Couto também agradeceu ao presidente Lula e ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pelo empenho em garantir recursos e planejamento para fortalecer e renovar a frota do SAMU em todo o Brasil.

Além da Paraíba, municípios de diversos estados como Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe também serão contemplados.




Zambelli diz que é “intocável” na Itália

PGR pediu a prisão preventiva da deputada no mesmo dia em que ela anunciou ter saído do Brasil

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A deputada federal Carla Zambelli afirma que está fora do Brasil há alguns dias

Agência Brasil

A deputada federal Carla Zambelli afirma que está fora do Brasil há alguns dias

Condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a deputada federal por São Paulo  Carla Zambelli (PL)  afirmou nesta terça-feira (3) que é “intocável na Itália” por ter cidadania italiana.

A declaração veio após ela anunciar que deixou o Brasil rumo à Europa, onde pretende denunciar supostos abusos de autoridades brasileiras. No mesmo dia, a  Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao STF a prisão preventiva da parlamentar.

Atualmente, a parlamentar está nos Estados Unidos para um tratamento médico, que não especificou o tipo e nem o lugar onde é realizado. A Itália é o seu próximo destino.

Para Zambelli, a viagem não configura uma fuga, uma vez que ela nunca escondeu seu passaporte e o documento estava liberado.

“Tenho cidadania italiana e nunca escondi, se tivesse alguma intenção de fugir eu teria escondido esse passaporte (…) Se eu tenho o passaporte italiano, ele [Moraes] pode colocar a Interpol atrás de mim, eles não me tiram da Itália (…) Eles vão tentar me prender na Itália, mas eu não temo, porque sou cidadã italiana e lá eu sou intocável”, continuou.

Segundo a parlamentar, a prisão só poderia ser imposta pela justiça italiana.

Zambelli disse que pretende voltar Brasil para terminar o mandato, mas que só o fará quando puder, segundo ela, se “defender legitimamente”. Enquanto isso, ela afirmou que irá a todas as Cortes na Europa para “denunciar a ditadura” que, segundo ela, o país vive.

“Gostaria de deixar bem claro que não é um abandono do país. Não é desistir do país. Muito pelo contrário: é resistir. É voltar a ser a Carla que eu era antes das amarras que essa ditadura nos impôs. Vou levar isso em todos os países da Europa. Vou denunciar em todas as Cortes que a gente tiver na Europa” , disse, em entrevista a uma coluna do Metrópoles.

Entenda a condenação de Zambelli

Zambelli foi condenada pela participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. De acordo com a investigação, a deputada contratou o hacker Walter Delgatti para acessar ilegalmente os sistemas do CNJ e inserir documentos falsos.

As fraudes tinham como objetivo questionar a credibilidade do Judiciário e sustentar narrativas de que as urnas eletrônicas poderiam ser manipuladas, na tentativa de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

 




ALPB aprova projeto de reestruturação da Polícia Militar da Paraíba (ALPB aprova projeto de reestruturação da Polícia Militar da Paraíba)

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (4), a atualização da estrutura da Polícia Militar da Paraíba (PMPB), encaminhada ao Legislativo pelo Governo do Estado, através do Projeto de Lei Complementar (PLC) 42/2025, que visa organizar, também de forma funcional, a corporação.

As alterações propostas na matéria tratam da implantação de novos Comandos de Operações de Choque, Policiamentos Especializados e Regionais IV; novos Batalhões de Policiamento de Choque e de áreas, Força Tática, Grupamento de Operações Aéreas e Companhia Independente de Policiamento com Cães; além de Diretorias de Inteligência, Contrainteligência e Tecnologia e Inovação.

O projeto determina ainda a criação do Batalhão Especializado no Policiamento Rodoviário para promover a segurança da malha rodoviária estadual e a ascensão de diversas Companhias Independentes para o nível de Batalhão, reforçando o policiamento em dezenas de cidades paraibanas, atendendo, desta forma, aos anseios da população paraibana.

Em mensagem enviada ao parlamento estadual, o governador João Azevêdo destacou que “a reforma da Polícia Militar promoverá melhorias para a população paraibana, por meio de serviços mais eficientes e eficazes, com tropas mais profissionais e como o maior controle e gestão”.

O presidente da ALPB, deputado Adriano Galdino, parabenizou o governador João Azevedo por, através do PLC enviado à Casa de Epitácio Pessoa, atender à demanda solicitada pela Polícia Militar.

“O governador compreendeu a importância dessa matéria e eu quero parabenizar o governador João Azevedo por sua compreensão, por sua visão de respeito importância que ele sempre dá à Polícia Militar e, mais uma vez, mostra através dessa Lei que quer realmente uma Polícia Militar melhor e mais justa para todos os avanços significativos. E esse trabalho de melhorar a polícia não acabar hoje. É e será sempre um trabalho permanente. A nossa Polícia Militar tem a atenção de nós”, ressaltou o presidente.

Para o relator da matéria, o deputado Chico Mendes, a aprovação do PLC traz benefícios históricos à corporação e é fruto de um diálogo construído pelos Poderes Legislativo e Executivo, em consonância com o PMPB. “Após amplo debate e, de forma serena, vimos que essa matéria é importante para a Paraíba, é importante, principalmente, para a Polícia Militar e os que a representam, a exemplo do deputado Wallber Virgolino e o deputado Sargento Neto. Do governo do Estado, vimos a sensibilidade de, obviamente, apresentar uma lei que atende aos anseios da Segurança Pública da Paraíba e à Polícia Militar especialmente”, afirmou Mendes.

“O presidente Adriano Galdino permitiu o debate. O compromisso foi que antes que essa matéria fosse votada, nós fizemoséssemos uma audiência pública, e assim foi feito. O tema foi debatido, convocamos a tropa para que estivesse presente e trouxesse as suas ideias para que a gente pudesse fazer os reparos dentro dessa lei”, completou o deputado Sargento Neto.

Para o deputado Wallber Virgolino, o envolvimento de todos os deputados da Casa foi fundamental para que o projeto apresentado pelo Executivo fosse aprovado trazendo benefícios à corporação. “O presidente desta Casa está de parabéns, pois cumpriu o seu papel, o líder da situação, deputado Chico Mendes, também cumpriu a sua palavra, e de parabéns estão todos os deputados e deputados aqui presentes que fizeram todo o possível. A luta não acaba aqui”, comemorou o parlamentar.

O PL 4.247/2025, que altera a Lei 3.908/1977, e que dispõe sobre os critérios e as condições que asseguram aos oficiais da ativa do PMPB o acesso na classe policial-militar, mediante promoção, também foi aprovado por todos os deputados que participaram da sessão, marcada pela presença de membros da força de segurança do Estado ocupando as galerias da Casa Epitácio Pessoa.

Com o novo tempo de serviço previsto para 35 anos dos militares, o novo texto aumenta o tempo mínimo em cada posto e também prevê o estabelecimento de critérios objetivos para as promoções por merecimento, entre outras mudanças na lei de proteção social, para promover maior fluidez para os quadros.

“Este Projeto de Lei traz mudanças significativas para o desenvolvimento e fluidez das carreiras dos militares estaduais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro, adequando-se aos ditames da Lei Orgânica Nacional das Polícias e Bombeiros Militares dos Estados”, argumentou o governador João Azevêdo.

 




Tribunal prepara evento de planejamento estratégico para julho

#PraTodosVerem: Na fotografia aparece um grupo reunido em torno de uma mesa.

Os desafios e projetos do futuro do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) estarão em pauta no Workshop Planejamento Estratégico que está sendo planejado para ser realizado no início de julho em João Pessoa. O evento vai reunir magistrados, servidores e colaboradores da justiça eleitoral paraibana.

Nesta segunda-feira, foi realizada mais uma reunião semanal para acompanhamento do plano de Workshop no TRE-PB. Sob o comando da diretora-geral, Alexandra Cordeiro, vêm participando das reuniões de acompanhamento Secretários, Assessores de Governança, Cerimonial e Comunicação, com o intuito de encaminhar providências e ações que antecedem a realização do evento.

O evento está confirmado para os dias 07,08 e 09 de julho, em local ainda a ser definido. O grupo discutiu as providências necessárias para acolher magistrados, servidores e colaboradores da Capital e das zonas eleitorais para as discussões em torno do planejamento estratégico.

O presidente do TRE-PB, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, vem anunciando a decisão de realizar esse planejamento estratégico desde que assumiu no final de março. “Já temos um que não foi formatado de forma estruturada com a participação de todos os servidores e magistrados. Eu acredito que para a gente reposicionar a atuação do TRE-PB e seus horizontes é preciso que todos que integram esse regional possam opinar”.

A ideia do evento é fazer uma imersão para captar ideias e informações de forma direta com os participantes. “Claro que tudo isso atrelado ao sexênio e os macrodesafios que vêm do CNJ e que sinalizam os princípios e objetivos gerais da Justiça brasileira”, pontuou o presidente, completando: “Com certeza, vão surgir projetos interessantes preservando essa linha de orientação do CNJ, mas que são a cara do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba”.

/michellesousa/ascom/tre-pb/

 





Libertadores: datas e horários das oitavas são definidos; confira

Conmebol divulgou a programação dos confrontos

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Datas e horários das oitavas da Libertadores já estão definidos
Divulgação / Conmebol

Datas e horários das oitavas da Libertadores já estão definidos

Os confrontos das oitavas de final da Libertadores já têm data e horário para acontecer. A Conmebol divulgou as informações nesta terça-feira (03), um dia após  sortear os duelos da fase de mata-mata.

As partidas de ida irão ocorrer nos dias 12, 13 e 14 de agosto. Já os jogos de volta estão marcados para os dias 19, 20 e 21 do mesmo mês.

Confira abaixo as datas, horários e locais das oitavas:

Vélez x Fortaleza
Ida: 12/08, às 19h, na Arena Castelão
Volta: 19/08, às 19h, no José Amalfitani, na Argentina

São Paulo x Atlético Nacional
Ida: 12/08, às 21h30, no Atanasio Girardot, na Colômbia
Volta: 19/08, às 21h30, no Morumbis

Racing x Penãrol
Ida: 12/08, às 21h30, no Campeón del Siglo, no Uruguai
Volta: 19/08, às 21h30, no El Cilindro, na Argentina

Estudiantes x Cerro Porteño
Ida: 13/08, às 19h, no Nueva Olla, no Paraguai
Volta: 20/08, às 19h, no Jorge Luis Hirschi, na Argentina

Internacional x Flamengo
Ida: 19/08, às 21h30, no Maracanã
Volta: 20/08, às 21h30, no Beira-Rio

LDU x Botafogo
Ida: 14/08, às 19h, no Nilton Santos
Volta: 21/08, às 19h, no Casa Blanca, no Equador

Palmeiras x Universitario
Ida: 14/08, às 21h30, no Monumental de Lima, no Peru
Volta: 21/08, às 21h30, no Allianz Parque

River Plate x Libertad
Ida: 14/08, às 21h30, no Defensores del Chaco, no Paraguai
Volta: 21/08, às 21h30, no Monumental de Núñez, na Argentina

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PGR pede ao STF prisão preventiva de Zambelli

Após deputada anunciar mudança para Europa, integrante do PT enviou representação à Procuradoria-Geral

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A medida foi requerida com base na condenação do STF que impôs à Zambelli pena de 10 anos de prisão pela invasão ao sistema do CNJ.
Lula Marques/ EBC – 02/08/2023

A medida foi requerida com base na condenação do STF que impôs à Zambelli pena de 10 anos de prisão pela invasão ao sistema do CNJ.

Procuradoria-Geral da RepúblicaPGR) pediu ao Supremo Tribunal FederalSTF) a prisão preventiva da deputada Carla Zambelli (PL). A medida, apresentada nesta terça-feira (03), surgiu após a parlamentar anunciar que deixou o Brasil para morar na Europa, onde pretende atuar para denunciar supostos abusos cometidos por autoridades brasileiras.

O pedido elaborado pela PGR partiu de uma representação protocolada pelo deputado Lindbergh Farias(PT), líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados.

No documento, ao qual o Portal iG teve acesso, o parlamentar pede que a PGR solicite ao STF a decretação da prisão preventiva pois, segundo ele, Zambelli representa um “risco concreto à aplicação da lei penal, à ordem pública e à integridade das instituições democráticas brasileiras” .

A medida foi requerida com base na condenação proferida pela Primeira Turma da Suprema Corte, que impôs a Zambelli pena de 10 anos de prisão em regime fechado, perda do mandato e pagamento de multa pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça ( CNJ).

Cerca de 20 dias depois de o STF proferir a decisão que levou à condenação, Zambelli anunciou que deixou o Brasil para residir na Europa, onde tem cidadania italiana e não pode ser deportada. Antes de viajar, a deputada realizou uma campanha de arrecadação de Pix, por meio de suas redes sociais, como argumento de que seria para pagar custas processuais.

Entretanto, na representação enviada à PGR, esse valor seria, na realidade, usado para arcar com os custos da permanência na Europa. “Ela arrecadou R$ 285 mil por meio de doações via Pix, utilizadas para financiar sua permanência no exterior, configurando tentativa deliberada de frustrar a execução da pena” , alega Farias.

Diante desse cenário, foi pedido que a PGR, além de recomendar a prisão preventiva ao STF, solicite a inclusão do nome do Zambelli na lista da Interpol, inicie o processo de extradição e determine o bloqueio dos valores recebidos via Pix, bem como investigue os indícios de “estelionato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal” decorrentes dessas movimentações financeiras.

Além disso, também foi solicitado que a PGR oficie ao Ministério das Relações Exteriores para revogação do passaporte diplomático de Zambelli.

“Não se trata de um mero temor abstrato de evasão, mas de uma realidade já consumada. A saída do país, somada à ausência de informações sobre seu paradeiro e à divulgação de planos de residência no exterior, torna evidente que a representada não pretende retornar ao território nacional para responder às consequências jurídicas de seus atos” , argumenta Farias no pedido.

Segundo a representação, a conduta de Zambelli configura ameaça grave e reiterada à soberania nacional e à ordem constitucional, exigindo resposta imediata do Estado para restaurar a  autoridade da jurisdição penal e impedir que redes antidemocráticas instrumentalizem estruturas externas para garantir impunidade.

Zambelli ainda não se pronunciou sobre o provável pedido de prisão preventiva. Procurada pelo Portal iG, a deputada não respondeu. O espaço segue aberto para manifestações.

“Trama golpista continuada”

A saída de Zambelli do Brasil foi comparada à ida do deputado Eduardo Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos, de onde tem articulado, junto a representantes do governo norte-americano, sanções contra autoridades brasileiras. Na representação enviada à PGR, essa movimentação seria uma continuação da suposta trama golpista investigada pelo STF.

“Zambelli repete o modus operandi de Eduardo Bolsonaro, buscando apoio de autoridades estrangeiras contra ministros do Supremo, no contexto de uma trama golpista continuada, agora reconfigurada em forma de ataque transnacional à soberania nacional e à legitimidade do sistema de justiça brasileiro” , alegou Lindbergh Farias.

Isso mostra, segundo a representação enviada à PGR, que a “fuga” de Zambelli é “parte de uma estratégia ofensiva de continuidade do projeto de desestabilização institucional”.

“Os indícios concretos indicam que Carla Zambelli pretende fixar-se na Itália e repetir o modus operandi de Eduardo Bolsonaro: fomentar, a partir do exterior, uma campanha contra o Supremo Tribunal Federal e demais instituições republicanas” , acrescentou.

“Essa conduta caracteriza tentativa de obstrução da jurisdição nacional mediante mobilização política externa, o que pode ser enquadrado, além do risco à aplicação da lei penal, como risco à própria instrução criminal e à preservação da soberania nacional, conforme os parâmetros do art. 359-I do Código Penal” , argumentou.

Assim, o documento destacou que a ida de Zambelli para Europa deve ser analisada em conjunto com o seu “histórico de ataques sistemáticos às instituições democráticas brasileiras ” e como parte de uma estratégia coordenada por Eduardo Bolsonaro, com o objetivo de “internacionalizar a narrativa de deslegitimação do Judiciário brasileiro”.

“O objetivo estratégico dessa movimentação não é apenas escapar da persecução penal, mas organizar uma frente internacional contra o sistema de justiça brasileiro, explorando redes de influência e parlamentares ultraconservadores estrangeiros, como já demonstrado nos casos de reuniões entre Eduardo Bolsonaro e congressistas americanos, que resultaram em pedidos de sanções e cancelamento de vistos de autoridades brasileiras”, apontou a representação.

O deputado Lindbergh Farias também é autor da representação criminal que deu origem à apuração da atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, determinou abertura de inquérito e pediu à Polícia Federal que investigue as ações do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no exterior.

Na segunda-feira (02), a PF iniciou as apurações e colheu depoimento de Farias, que forneceu às autoridades policiais um material contendo vídeos, fotos, publicações de texto que, segundo ele, comprovam o “golpe continuado no sentido de atacar, emparedar intimidar o STF, para restringir e impedir o livre funcionamento de um Poder independente da República”.

 




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