STF tem maioria para que redes sejam punidas por posts ilegais

Boa parte dos ministros derruba regra do Marco Civil da Internet que exigia ordem judicial para remover conteúdo

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O julgamento envolve dois recursos extraordinários com repercussão geral
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O julgamento envolve dois recursos extraordinários com repercussão geral

Supremo Tribunal Federal formou, nesta quarta-feira (11), maioria para responsabilizar plataformas digitais por conteúdos ilegais publicados por usuários, mesmo sem decisão judicial prévia.

O julgamento, ainda em andamento, questiona a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet, que até então protegia as redes sociais de punição caso não houvesse uma ordem expressa da Justiça para remover as postagens.

A decisão já conta com seis votos a um pela inconstitucionalidade do artigo. Com isso, redes sociais como Facebook, Instagram, YouTube, X (antigo Twitter) e TikTok poderão ser responsabilizadas caso não retirem conteúdos considerados ilícitos assim que forem notificados.

O julgamento envolve dois recursos extraordinários com repercussão geral. O primeiro, relatado pelo ministro Dias Toffoli, diz respeito a um processo movido contra o Facebook, após a criação de um perfil falso na plataforma.

O segundo, sob relatoria de Luiz Fux, trata de uma ação envolvendo o Google e conteúdos publicados no extinto Orkut.

Toffoli votou pela inconstitucionalidade do artigo 19

Ele defendeu que as plataformas devem remover os conteúdos assim que forem notificadas, mesmo sem ordem da Justiça.

O ministro apresentou um conjunto de dez deveres que, segundo ele, devem ser exigidos das plataformas, como transparência, combate a contas falsas e responsabilidade solidária por crimes como racismo e incitação à violência.

Fux acompanhou o entendimento de Toffoli e sugeriu que, após a notificação, a plataforma remova o conteúdo de imediato e, se discordar, recorra posteriormente à Justiça para tentar restabelecê-lo. Para Fux, a demora na exclusão pode causar danos irreparáveis.

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, votou pela parcial inconstitucionalidade do artigo 19.

Segundo sua proposta, conteúdos que configurem crimes graves — como pornografia infantil, terrorismo ou ataques à democracia — devem ser retirados sem necessidade de decisão judicial.

Para outros casos, como crimes contra a honra, Barroso manteve a exigência de autorização judicial.

Também votaram com a maioria os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Nunes Marques. Dino argumentou que a responsabilidade civil das plataformas deve seguir o artigo 21 do Marco Civil da Internet, que prevê a retirada de conteúdos após notificação.

Ele defendeu a responsabilização por publicações que façam apologia à violência ou ameacem o Estado Democrático de Direito.

Voto de Zanin

Ministro do STF, Cristiano Zanin
Carlos Moura/SCO/STF

Ministro do STF, Cristiano Zanin

Zanin votou alinhado ao relator Toffoli e defendeu a responsabilização das plataformas por conteúdos ilegais assim que houver notificação, sem necessidade de decisão judicial.

Nunes Marques também acompanhou a maioria, mas seus argumentos não foram divulgados nas informações disponíveis.

Voto contrário

O único voto contrário foi do ministro André Mendonça. Ele considerou o artigo 19 constitucional e defendeu a necessidade de ordem judicial para remoção de conteúdos, sob o argumento de que essa exigência protege a liberdade de expressão e evita censura prévia.

Mendonça propôs que apenas perfis comprovadamente falsos ou operados por robôs possam ser retirados sem decisão judicial.

Ele também criticou a suspensão de perfis por tempo indeterminado, prática que atribuiu a decisões do ministro Alexandre de Moraes, classificando-as como censura.

Mendonça defendeu ainda um modelo de “autorregulação regulada”, no qual as plataformas adotariam mecanismos próprios de compliance, sem serem responsabilizadas diretamente pelas postagens dos usuários.

Para ele, as empresas devem ter legitimidade para defender a liberdade de expressão de quem publica nas redes.

Os ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia ainda não votaram, mas a maioria necessária para modificar o entendimento sobre o artigo 19 já foi alcançada.

Com a decisão, as plataformas poderão ser obrigadas a retirar conteúdos que promovam desinformação, discurso de ódio, incitação à violência ou ataques ao regime democrático, a partir de notificações feitas por usuários, sob risco de sanções e multas.




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Brasil domina, vence Paraguai e carimba vaga na Copa do Mundo

Com festa para Carlo Ancelotti, Seleção joga bem e garante sua classificação ao Mundial

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Brasil domina, vence Paraguai e carimba vaga na Copa do Mundo
Rafael Ribeiro / CBF

Brasil domina, vence Paraguai e carimba vaga na Copa do Mundo

Em partida marcada pela celebração do aniversário de 66 anos do técnico Carlo Ancelotti, a seleção brasileira  derrotou o Paraguai  nesta terça-feira (10), na Neo Química Arena, por 1 a 0. O resultado garantiu o time canarinho na Copa do Mundo de 2026.

Além do triunfo sobre os paraguaios em São Paulo, o Brasil também contou com a vitória do Uruguai sobre a Venezuela por 2 a 0, em Montevidéu, para confirmar sua presença no torneio internacional, que acontecerá na América do Norte.

Brasil x Paraguai

1º tempo
Brasil fez uma excelente etapa inicial contra o time paraguaio, principalmente na defesa, onde pressionou com êxito a saída adversária logo após a perda da posse. No entanto, o time de Ancelotti pecou diversas vezes nos últimos detalhes ofensivos.

A primeira grande chance do jogo foi brasileira, e aconteceu aos 11 minutos. Matheus Cunha avançou em direção à linha de fundo e cruzou na segunda trave, mas Vini Jr. não conseguiu alcançar a bola para inaugurar o marcador.

No meio da etapa inicial, o Paraguai conseguiu pressionar a Seleção por alguns minutos, e acabou criando a sua principal oportunidade no confronto. Após falta, Cáceres teve espaço para finalizar dentro da área, mas chutou mal.

Aos 34 minutos, Matheus Cunha desperdiçou uma chance inacreditável. Martinelli superou a marcação no flanco esquerdo e cruzou na segunda trave. Sem goleiro, o atacante cabeceou para trás, perdendo o gol.

No entanto, perto dos acréscimos, o jogador do Wolverhampton se recuperou. Em jogada semelhante à primeira grande oportunidade brasileira, o atleta cruzou rasteiro, na pequena área, e viu Vinicius Júnior  empurrar para a rede após disputa com o defensor: 1 a 0 Brasil!

2º tempo
seleção brasileira voltou com a mesma escalação para o segundo tempo, e continuou controlando o duelo no segundo tempo, mas não conseguiu criar o mesmo volume de oportunidades perigosas.

O maior susto que a equipe de Ancelotti gerou no início da etapa final aconteceu aos 13 minutos, com Bruno Guimarães. Após um cruzamento ruim de Vini Jr., o meio-campista do Newcastle tentou devolver a bola para área, mas acabou mandando para o gol. Cáceres tirou sobre a linha, evitando a chance.

Paraguai voltou a assustar após um erro de Alex Sandro na saída de jogo. O lateral rubro-negro perdeu a bola na entrada da área e obrigou Alisson a fazer sua primeira intervenção no chute de Sanabria.

O time comandado por Gustavo Alfaro precisava de um empate para confirmar seu retorno ao Mundial após 16 anos, até ensaiou uma pressão sobre os pentacampeões mundiais, mas não se esforçou muito para mudar o resultado negativo.

Próximas partidas

A vitória sobre o Paraguai encerrou a participação brasileira nesta Data FIFA. Com isso, a Seleção volta a campo apenas em setembro, quando irá enfrentar Chile e Bolívia pelas últimas rodadas das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.

Após o término do torneio classificatório, a ideia do time canarinho é enfrentar países asiáticos e africanos nas duas últimas janelas do ano (outubro e novembro), de acordo com o diretor Rodrigo Caetano. Ainda segundo o profissional, a equipe de Carlo Ancelotti deve duelar contra alguns dos principais europeus em março de 2026.

 




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Bolsonaro e outros 7 réus começam a ser ouvidos hoje (9) pelo STF

Iniciam os interrogatórios do chamado “núcleo principal” da organização criminosa que atuou na tentativa de golpe

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Bolsonaro será interrogado nesta semana pelo STF
Lula Marques/Agência Brasil

Bolsonaro será interrogado nesta semana pelo STF

Supremo Tribunal Federal (STF) vai começar nesta segunda-feira (09) a  fase de interrogatório dos oito réus do “núcleo principal”, tido como responsável pelas tentativas de golpe de Estado em 2022. Entre eles, está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

As sessões vão acontecer ao longo de toda semana, até sexta-feira (13), de forma presencial no STF. Os interrogatórios serão transmitidos pela TV Justiça.

Além de Bolsonaro, serão ouvidos seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid, os ex-ministros Braga Netto(Casa Civil), Augusto Heleno(GSI), Anderson Torres(Justiça) e Paulo Sérgio Nogueira(Defesa), o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier.

O primeiro a depor, na tarde desta segunda, será Mauro Cid, delator no caso. Os demais vão ser interrogados em ordem alfabética.

Réus podem ficar em silêncio

Relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes será o primeiro a fazer perguntas, seguido do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Segundo a lei, os réus podem escolher não falar durante o interrogatório. Não há prazo de tempo para cada depoimento.

Seguindo a ordem alfabética, com o delator no começo, Bolsonaro será o sexto a depor. O ex-presidente é apontado pela PGR como o líder da organização criminosa.

De acordo com a denúncia, Bolsonaro atuou na propagação de ataques ao sistema eleitoral, na edição de um decreto golpista e na pressão sobre os militares para aderirem ao golpe.

Próximas fases

Após os interrogatórios, a acusação e as defesas podem pedir um prazo para diligências adicionais. Depois, deve ser aberto um período de 15 dias para as alegações finais.

Terminada esta etapa, o julgamento pode ser marcado na Primeira Turma do STF, que vai decidir pela condenação ou absolvição. Caso condenados, os ministros devem definir a pena de cada um.

Assim como o caso de Carla Zambelli, que foi condenada pela Primeira Turma, em caso de condenação os réus podem recorrer da decisão antes de ser definida em trânsito julgado.




Aos 75 anos morre em João Pessoa o ex-deputado Arthur Cunha Lima

Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) manifestou, nesta segunda-feira (9), profundo pesar pelo falecimento do ex-presidente da Casa, Arthur Cunha Lima, que também ocupou o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB). Ele tinha aos 75 anos e faleceu nesta segunda-feira (9) no Hospital da Unimed, em João Pessoa, onde estava internado para tratamento de problemas de saúde. A ALPB também decretou luto de três dias pelo falecimento do ex-presidente.

O velório do ex-presidente acontecerá no Salão Nobre da ALPB, a partir das 22h.

O presidente da ALPB, deputado Adriano Galdino, em nome de todos os parlamentares e funcionários da Casa Epitácio Pessoa, presta solidariedade à família. Adriano destacou ainda a relevância e o legado deixado por Arthur durante toda sua vida pública, tanto por sua atuação como representante do povo na ALPB, quanto por sua conduta como conselheiro do TCE-PB.

Arthur Cunha Lima

Formado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Arthur Paredes Cunha Lima, iniciou sua vida pública como vice-presidente do Centro Estudantil de Campina.

No Poder Executivo, esteve como secretário de Administração; secretário chefe da Casa Civil; secretário de Cidadania e Justiça; secretário chefe do Escritório de Representação do Governo do Estado, em Campina Grande; e secretário da Administração de João Pessoa.

Antes de chegar ao cargo de conselheiro do TCE-PB, Arthur foi eleito deputado estadual por três mandatos, além de assumir a Presidência da Casa durante o biênio 2007/2009, sendo reeleito para o biênio 2009/2011. Ainda em 2009, o ex-deputado chegou a ocupar o cargo de governador interino durante o mês de fevereiro daquele ano.

No ano seguinte, 2010, renunciou o cargo de chefe do Legislativo estadual para assumir o cargo de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB). Arthur presidiu a Corte durante o biênio 2015/2017. Ele se aposentou do Tribunal no final do ano passado.




Festival de Quadrilhas Juninas de João Pessoa tem início nesta terça no Busto de Tamandaré

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da sua Fundação Cultural (Funjope) e em parceria com a Liga das Quadrilhas Juninas de João Pessoa (LiquajuJP), inicia na noite desta terça-feira (10) o Festival de Quadrilhas Juninas Municipal. A edição 2025 do evento envolve 22 equipes e segue até a sexta-feira (13), com apresentações, a partir das 19h, na estrutura montada no Busto de Tamandaré. A cada noite desfilam entre cinco e seis juninas dos grupos A e B, mostrando talento, desenvoltura, criatividade e muita alegria.

“O nosso Festival de Quadrilhas Juninas ganhou muita visibilidade e importância nesses últimos três anos por conta da política de cultura que o prefeito Cícero Lucena e nós, da Funjope, estamos desenvolvendo. Estamos realizando, nesse período, uma série de mudanças e de estímulos às quadrilhas juninas. Aumentamos desde os valores que ofertamos na forma de subvenção a cada junina que, este ano, passam a receber R$ 35 mil, até toda a estrutura para o evento”, iniciou o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.

Uma arena foi montada na Praia de Cabo Branco, com uma estrutura adequada, boa iluminação, arquibancadas, som e todas as condições de logística para promoção das quadrilhas juninas e para receber o público que for assistir as belas apresentações. “A consequência disso é uma alta competitividade, uma maior qualificação de cada quadrilha junina e também a criação de novas. Esse renascimento das juninas deixa a todos muito contentes”, acrescenta.

O presidente da LiquajuJP, Edson Pessoa, afirma que está ansioso para o evento desse ano. “A expectativa para o Festival é que, a cada ano que passa, com as mudanças que nós vamos fazendo dentro da estrutura, é que tudo dê certo, apesar da ansiedade. A cada edição, a estrutura vai melhorando e nós sempre temos grandes expectativas”.

Ele ressalta que o público pode esperar o crescimento do espetáculo que cada quadrilha vai apresentar. “Eu acredito que ano a ano elas vão se superando, com grandes apresentações, beleza, grandeza e ampliando o quantitativo de brincantes, principalmente do Grupo A. Então, vai ser fantástico”, comenta.

Apresentações – O Festival de Quadrilhas Juninas de João Pessoa será aberto na terça-feira (10) com as juninas do grupo A: Sanfona Branca, de Mangabeira; Lageiro Seco, do Roger; Fogueirinha, de Cruz das Armas; Pindura Saia, da Ilha do Bispo, e Ubando, do bairro do Valentina.

Na quarta-feira (11), seguem as apresentações do grupo A e entram no tablado as juninas Fulô do Cerrado, do bairro Funcionários II; Flor do Mandacaru, de Mandacaru; Babado de Xita, do Cristo Redentor; Paraíba, do bairro da Torre, e Tradição Matuta, de Mangabeira.

As juninas do grupo B se apresentam na quinta-feira (12). São elas: Santo Antônio, do bairro Jardim Veneza; Aconchego, de Cruz das Armas; Pó de Serra, de Mangabeira; Só Risos, do José Américo; Zé Monteiro, do Cristo Redentor, e Sacode Poeira, do Treze de Maio.

Na sexta-feira (13) são mais seis apresentações do grupo B com as juninas Botijinha, de Cruz das Armas; Tico Mia, de Mangabeira; Sucupira, do Padre Zé; Mangue Seco, de Paratibe; Dona Maria, de Mangabeira; e Lampião, também do bairro de Mangabeira.

No sábado (14) acontece o concurso dos destaques com a escolha do melhor casal de noivos, casal junino, rainha da diversidade e rainha junina. A programação completa do São João Multicultural de João Pessoa está no link.

Premiação – Este ano, a premiação para as campeãs do Grupo A é de R$ 10 mil, R$ 8 mil e R$ 6 mil para os três primeiros lugares. Já para as vencedoras do Grupo B, os prêmios são de R$ 8 mil, R$ 6 mil e R$ 4 mil, respectivamente para o primeiro, segundo e terceiro colocado.




Nova lei na Paraíba ; Confira mudanças na lei que limita o tempo de espera em bancos

A partir do dia 20 de julho, entra em vigor na Paraíba uma nova lei que amplia os mecanismos para assegurar que clientes de bancos, cooperativas de crédito e instituições financeiras sejam atendidos, no máximo, 20 minutos em dias normais e 30 minutos em vésperas ou após feriados.

A medida, de autoria do presidente da ALPB, deputado Adriano Galdino (Republicanos), atualiza uma legislação já existente desde 2011 e amplia o alcance e os mecanismos de fiscalização do tempo de espera nas agências.

A principal novidade é a obrigatoriedade de emissão de um comprovante de atendimento, que deverá conter nome e número da agência; número da senha do cliente; CPF do cliente; horário de chegada; horário em que o atendimento foi iniciado.

O que muda com a lei

Agora, além dos bancos, também terão que se subordinar à lei as cooperativas de crédito e instituições financeiras situadas no âmbito do Estado da Paraíba.

Outra mudança é em relação ao controle desse tempo por parte dos clientes. Agora, os bancos terão que fornecer um comprovante com os dados do atendimento, incluindo:

  • CPF do cliente;
  • Nome e número da agência;
  • Número da senha;
  • Horário de chegada;
  • Horário em que o atendimento foi efetivado.

O comprovante poderá ser disponibilizado ao cliente por meio de papel impresso, aplicativos de mensagens, Serviços de Mensagens (SMS) ou e-mail.

Caso os prazos não sejam respeitados, o cidadão poderá recorrer à Justiça e buscar indenização por danos, conforme prevê a legislação.




TRE-PB promoverá ações de inclusão e respeito à diversidade

#PraTodosVerem: Card retangular com as informações do evento.

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), por meio do Núcleo de Acessibilidade, Inclusão e Diversidade (NAID) e da Assessoria de Eleição, Inovação e Inclusão (AEII), promoverá, no mês de junho, uma programação especial em alusão ao Mês do Orgulho LGBTQIAPN+. As iniciativas contam com o apoio do presidente do Regional, desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, e da diretora-geral da Secretaria do TRE-PB, Alexandra Maria Soares Cordeiro.

A proposta, alinhada à Resolução CNJ nº 270/2018, contempla dois eventos:

• No dia 13 de junho de 2025 (sexta-feira), às 8h, será realizada uma palestra telepresencial, via Plataforma Zoom, sobre “Discriminação, Transfobia e Homofobia”, ministrada pela advogada transexual Ísis Vasconcelos, especialista na temática e reconhecida por sua atuação na defesa dos direitos antidiscriminatórios. O evento será direcionado a magistrados, servidores, estagiários e colaboradores do TRE-PB. As inscrições podem ser realizadas pelo link: https://apps.tre-pb.jus.br/sige/184/inscricao

• Já no dia 25 de junho de 2025 (quarta-feira), acontecerá o “Dia da Diversidade”, uma ação integrada com as zonas eleitorais da Paraíba, destinada às pessoas trans, travestis e transexuais. Na oportunidade, será realizado atendimento objetivando a atualização do cadastro nacional de eleitores, incluindo alistamento, transferência e revisão eleitoral, com a inserção do nome social e da identidade de gênero nos registros eleitorais.

Segundo Valnia Lima Veras Mariani Alves, responsável pelo Núcleo de Acessibilidade, Inclusão e Diversidade (NAID), a proposta reforça o compromisso da Justiça Eleitoral paraibana com o respeito à diversidade, à inclusão e à garantia plena de direitos. “Vale lembrar que o TRE-PB foi agraciado em 2023 com o ‘Selo da Diversidade’, reconhecimento nacional pelo ambiente acolhedor e inclusivo que a instituição oferece à comunidade LGBTQIAPN+”, destacou.

Para a assessora de Governança e Gestão Estratégica, Patrícia Soares Lemos, “ações como essas consolidam o compromisso institucional do TRE-PB com o acolhimento e a construção de uma democracia mais justa e plural, onde todas as pessoas tenham seus direitos e identidades respeitados”.

Os eventos contam com o apoio da Escola Judiciária Eleitoral do TRE-PB (EJE-PB).

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