Cidadania rompe com Vitor Hugo em Cabedelo e João Azevêdo articula frente ampla de oposição

A decisão do prefeito de Cabedelo Vitor Hugo (DEM) de indicar Mersinho Lucena (Progressistas) como companheiro de chapa no pleito municipal deixando de fora o Cidadania não agradou a cúpula da legenda.

A indicação para a vaga de vice-prefeito na chapa de Vitor Hugo foi um verdadeiro leilão envolvendo, além de Mersinho, o Cidadania e o Democratas. Como as duas legendas não se submeteram à situação, o filho do ex-senador Cícero Lucena foi o grande vencedor. Informações de bastidores dão conta de que a moeda de troca nesse leilão teria sido o apoio de Cícero e Mersinho ao gestor em 2022 numa eventual candidatura à Assembleia Legislativa ou mesmo aporte financeiro para a campanha municipal de 2020.

O ex- vereador Murilo Galdino, presidente municipal do Cidadania era um dos possíveis nomes para completar a chapa do atual prefeito rumo à reeleição.

Ao ser preterido no processo, o Cidadania agora segue para negociar alianças com outras legendas, a exemplo do Avante, do deputado estadual Genival Matias, que confirmou as conversas, não só com o partido do governador João Azevêdo como também com legendas que fazem oposição a Vitor Hugo para construir uma candidatura.

O presidente estadual do partido, Ronaldo Guerra, também confirmou as negociações mas foi mais direto ao afirmar que o Cidadania vai formar uma frente ampla e alternativa com Avante, PDT, PTC, PCdoB e Rede para concorrer à Prefeitura.

“Vamos lançar um candidato a prefeito”, anunciou Ronaldo, declarando Guerra a Vitor Hugo.

Ex-vereador em Campina Grande, Murilo Galdino é irmão do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (PSB), e assumiu recentemente o comando do partido do governador João Azevedo na cidade portuária.

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Agências do INSS reabrirão em 13 de julho para atendimento presencial

O atendimento remoto aos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi prorrogado até o dia 10 de julho. A portaria que normatiza a prorrogação será publicada no Diário Oficial da União (DOU) da segunda-feira (22).

A portaria a ser publicada prevê o retorno gradual do atendimento presencial nas agências no dia 13 de julho. O documento detalhará ainda diretrizes e protocolos que precisam ser implementados pelo INSS para que o segurado seja atendido com segurança nas unidades. As medidas são para proteção contra a Covid-19 durante a pandemia do novo coronavírus.

Com a reabertura gradual, serão priorizados, nesta primeira fase, serviços de perícia médica, avaliação social, cumprimento de exigência, justificação administrativa e reabilitação profissional. O retorno desses serviços visa dar celeridade aos processos, uma vez que precisam essencialmente do atendimento presencial.

Atendimento agendado

Para qualquer um desses serviços, o segurado deve realizar o agendamento pelo Meu INSS (gov.br/meuinss, site e aplicativo) ou pelo telefone 135.

Segurados sem agendamento não serão atendidos nas agências, para evitar aglomerações, conforme determinações do Ministério da Saúde.

Demais serviços

Os serviços que não estarão disponíveis de forma presencial, nesse primeiro momento, continuam sendo oferecidos pelos canais remotos, o Meu INSS (gov.br/meuinss, site e aplicativo) e telefone 135. Além disso, o regime de plantão para tirar dúvidas continua enquanto o atendimento presencial não for totalmente retomado, para continuar atendendo aos cidadãos que têm dúvidas em relação a serviços e benefício.

Meu INSS

Se o cidadão tiver alguma dúvida de como acessar o Meu INSS (site e aplicativo), agora tem todas as informações disponíveis sobre o serviço em um único lugar. Para saber como gerar senha além de aprender a solicitar serviços e benefícios, basta acessar o site do INSS para conhecer conteúdos didáticos e explicativos que ajudarão a ter acesso ao INSS de forma remota.

     




    Eleições 2020: pleito vai ocorrer entre 15 de novembro e 20 de dezembro

     

    Autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Senado, da Câmara dos Deputados e especialistas em saúde participaram de uma reunião virtual nesta terça-feira (16) para discutir a necessidade de adiamento das Eleições 2020 em razão da pandemia causada pelo coronavírus (Covid-19). Entre os participantes, houve um consenso pelo adiamento do pleito por algumas semanas, garantindo que seja realizada ainda este ano, em data a ser definida pelo Congresso Nacional com base em uma janela que varia entre os dias 15 de novembro e 20 de dezembro.

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, destacou que “esse foi um encontro interessante entre ciência, direito e política com a proposta de encontrarmos a melhor solução para o país”. Ele afirmou ainda que a palavra final é do Legislativo, que deve deliberar para conciliar as demandas da saúde pública com a democracia.

    A discussão contou também com a participação do vice-presidente da Corte, Edson Fachin, do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e de renomados médicos e cientistas como David Uip; Clovis Arns da Cunha; Esper Kallás; Ana Ribeiro; Roberto Kraenkel; Paulo Lotufo; Gonzalo Vecina; e Atila Iamarino. Também participaram diversos líderes partidários das duas Casas do Congresso Nacional.

    Cada especialista fez intervenções curtas, de três a cinco minutos cada, para falar do quadro atual e da perspectiva para os próximos meses em relação à evolução e ao controle da doença. Em cada manifestação, os médicos reforçaram as características únicas desse vírus, que acomete principalmente os mais vulneráveis e com limitadas opções de tratamento. Eles destacaram que esta não é uma gripe como outras que já surgiram, principalmente porque atinge rapidamente os órgãos e tem alto índice de mortalidade.

    O médico David Uip, por exemplo, pontuou que o Brasil é um país continental e, por essa razão, a doença se manifesta de forma heterogênea dependendo de cada região. Entre as sugestões apresentadas para além do adiamento do pleito, há a possibilidade de horários estendidos para a votação, definição de horários específicos para população vulnerável, treinamento e simulação sobre medidas de higiene para todos que vão trabalhar e aumento dos locais de votação para evitar aglomerações.

    Parlamento

    O presidente do Senado fez questão de ressaltar a importância do significado desse encontro para debater o adiamento das eleições e afirmou que “instituições que têm responsabilidade em momentos históricos como o que estamos vivendo têm a consciência de que essa decisão necessariamente precisa ser em conjunto”.

    Segundo Alcolumbre, há um significado simbólico no fato de ouvir os representantes do povo, o que demonstra o respeito do TSE pelo Parlamento ao envolver todos nessa discussão desde o ponto de partida até a solução. Alcolumbre também registrou seu agradecimento à Justiça Eleitoral principalmente pelo comprometimento e pela valorização da ciência.

    “Ouvir a medicina e profissionais de saúde é fundamental”, disse ele, ao exaltar que a união entre ciência, Poder Legislativo e Poder Judiciário na construção de alternativas para cuidar da vida dos brasileiros fortalece a democracia e garante que as eleições serão realizadas com segurança.

    O presidente da Câmara, por sua vez, reforçou que, acima dos interesses políticos envolvidos nas eleições, deve estar o bem comum. “Nós temos que pensar no bem de todos e garantir a saúde da população”, afirmou.

    Outros parlamentares das duas casas fizeram suas exposições com base nas informações das regiões que representam e apontaram sugestões a serem analisadas.

    Considerações finais

    Barroso afirmou que o objetivo maior dessa reunião é colher informações técnicas e científicas a respeito do adiamento. Segundo ele, o ideal é que essa definição seja feita até o dia 30 de junho, em virtude do calendário eleitoral. Ele falou da possibilidade de criação de uma cartilha de orientação para eleitores e mesários sobre como se comportar no dia da votação.

    Ele também destacou as discussões que estão sendo analisadas no âmbito da Justiça Eleitoral, tais como a possibilidade de suspensão da identificação do eleitor por meio da biometria para diminuir o contato físico entre os envolvidos.

    Além disso, o presidente do TSE lembrou que realizar a votação em dois dias implica em um gasto extra de cerca de R$ 180 milhões. Os custos são relativos à alimentação de mesários e à atuação de militares para garantir a segurança das urnas nos locais de votação de um dia para outro, por exemplo.




    O isolamento social é apenas físico,Vamos nos manter unidos e entrar em contato com o nosso “eu”.

    Repórter Iêdo Ferreira

    Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

    O isolamento social é apenas físico. Ninguém precisa se isolar mentalmente nem virtualmente. Vamos nos manter unidos e entrar em contato com o nosso “eu”.

    As coisas podem estar confusas lá fora, mas, no lugar de temer, vamos nos encher de esperança e acreditar que tudo isto nos deixará mais fortes e unidos.

    Não é necessário sair de casa.
    Permaneça em sua mesa e ouça.
    Não apenas ouça, mas espere.
    Não apenas espere, mas fique sozinho em silêncio.
    Então o mundo se apresentará desmascarado.
    Em êxtase, se dobrará sobre os seus pés.

    www.reporteriedoferreira.com.br   O Pensador




    Campeonato Paraibano sem data definida para retorno por conta do coronavírus

    FPF Foto: reprodução

    A Federação Paraibana de Futebol (FPF) definiu, na última quinta-feira (18), a data de retorno do Campeonato Paraibano, que será o 18 de julho, com o Clássico Emoção. Entretanto, a decisão não é unanimidade entre os dirigentes paraibanos. Inclusive, alguns alegam que não entrarão em campo se essa data persistir.

    Enquanto Atlético de Cajazeiras, Botafogo-PB, Campinense e Treze – que coincidentemente ou não são os clubes que disputam o Campeonato Brasileiro e receberam auxílio financeiro da CBF – são a favor da volta do estadual nesta data, o Nacional de Patos e o Sousa são terminantemente contrários.

    Após a reunião, o presidente do Campinense, Paulo Gervany, deu uma declaração afirmando que o encontro tinha sido produtivo e que todos as equipes do Paraibano iriam seguir à risca todos os protocolos médicos.

    — Tivemos uma importante e produtiva reunião na sede da Federação Paraibana de Futebol, onde debatemos e decidimos questões importantes para a volta do Campeonato Paraibano 2020. Primeiramente, o mais importante é o protocolo médico que todos os clubes irão seguir à risca. O Campinense Clube seguirá todo o protocolo médico de segurança e prevenção ao Covid-19 — disse.

    Entretanto, em entrevistas para a Live do VT e ao Podcast Minutos Finais, os mandatários de Nacional de Patos e Sousa deram relatos bem diferentes do afirmado pelo presidente raposeiro.

    Para Cleodon Bezerra, dirigente do Naça, o clube alviverde não tem condições, neste momento, de retornar os treinos e menos ainda para os jogos. O time, inclusive, foi o primeiro a dispensar todo o elenco e não tem jogadores para colocar em campo.

    — Quero deixar claro que o Nacional é terminantemente contra o retorno do Campeonato Paraibano. Não há o que se falar hoje em retorno ao futebol, é até desumano. Está pior do que quando parou, não é uma situação lógica de retorno. Acho que a Federação quer agilizar o retorno para evitar o julgamento no STJD dos casos de perda de pontos e querem prejudicar as equipes menores, dando preferência aos times que disputam o Brasileiro. O Nacional só volta com a liberação dos órgãos de saúde e segurança. Vamos pensar primeiro na vida dos jogadores e dirigentes e familiares. Se não houver liberação, não vamos voltar. Fizemos uma proposta para voltar o Campeonato no final do ano, que já serviria de pré-temporada para o do ano que vem, e que seria a possibilidade de todos receberem o dinheiro do Gol de Placa e do programa atual do governo. A FPF deveria assinar um termo de responsabilização para que, caso algum atleta ou membro de comissão contrair o Covid-19, pagar uma UTI particular em João Pessoa, pois em Patos nem leito de UTI tem — afirmou.

    Com um tom um pouco mais apaziguador, Aldeone Abrantes, presidente do Sousa, reiterou a opinião de Cleodon, admitindo que o Dinossauro do Sertão também não tem condições de entrar em campo neste momento. Porém, ele crê que essa pauta ainda deve ser mais debatida e, com isso, adiar o reinício da competição.

    — Essa pauta não fechou. A pauta não está fechada. Se dissesse: “Aldeone, dê sua opinião sobre a volta do campeonato”. Antes eu diria que tem que jogar, mas hoje, se dependesse de mim, não jogava mais, colocava os outros para jogar, mas respondo pela instituição, não é minha posição. Se eu disser “o Sousa não vai voltar não”, como fica minha reputação na cidade? O único caminho seria não jogar? Tem muito interessado nisso (na volta do Paraibano). Reclamar eu estou reclamando. Acho que a pauta não terminou, tem que se colocar no papel o que é e o que não é, para ver se a gente tem uma situação mínima para ser sparring. O vírus está modificando todas as formas de pensamento. Não podemos analisar como se fossem as condições normais. Eu não queria estar nessa situação. Não posso simplesmente abandonar o campeonato, mas vou resistir até onde eu puder para ficar mais para frente. Vou colocar a situação nas mãos da sociedade. Querem que a gente vá só com juvenil? Vamos conversar para ver se os meninos querem ir, o sub-19, porque não vão jogar de graça. Ou querem um time que possa se classificar, jogar por uma Copa do Brasil? — explicou.

    O fato é que os treinos, pelos menos de quatro times, serão retomados no dia 29 de junho. Mas, ainda não se sabe com certeza se a data de 18 de julho, reservada para o duelo entre Botafogo-PB e Campinense, será realmente cumprida.

    Com times pró e contra a volta do estadual, a tendência é que a briga nos bastidores ganhe destaque, assim como está acontecendo no Campeonato Carioca, onde a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, ao lado de Flamengo e Vasco, estão em uma quebra de braços com Botafogo e Fluminense, que já garantiram que não entrarão em campo.

    www.reporteriedoferreira.com.br  / Voz da Torcida




    Abraham Weintraub anuncia saída de Ministério da Educação; assista

    Abraham Weintraub havia assumido o Ministério da Educação em abril de 2019, substituindo Ricardo Vélez Rodríguez. Ele ficou 434 no cargo

    Abraham Weintraub

    Claudio Reis / FramePhoto / Agência O Globo – 29.7.19

    Ministro da Educação, Abraham Weintraub

    Após alguns dias na corda bamba , o ministro da Educação , Abraham Weintraub, anúnciou nesta quinta-feira (18) pelo Twitter que deixará a pasta para ocupar um cargo no Banco Mundial. Ele assumiu a pasta em 9 de abril de 2019 e ficou 436 no cargo, após ter substituído o filósofo Ricardo Vélez Rodríguez.

    A permanência de Weintraub no ministério ficou instável após ele ter virado  alvo de um inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga fake news e ataques contra a corte.

    Em uma reunião com Bolsonaro e outros ministros , em 22 de abril, Weintraub afirmou que “por mim, colocava todos os vagabundos na cadeia, começando pelo STF”. A frase aumentou as tensões entre o Supremo e o Planalto.

    Além do inquérito de ataques contra o STF , o ex-ministro também é alvo de investigação sobre uma publicação que fez no Twitter com abordagem racista contra chineses .

    Mas a pressão pela queda de Weintraub aumentou no último domingo (14), quando o ex-ministro participou de uma manifestação pedindo o fechamento do Congresso e do Supremo .

    Na segunda-feira, Jair Bolsonaro (sem partido) teria pedido a ministros e assessores próximos sugestões de nomes para substituir o ministro da Educação, segundo a emissora CNN Brasil.

    No mesmo dia, Bolsonaro também afirmou que Weintraub não foi “prudente” ao ir ao ato de domingo e que esse é um problema que ele estava tentando “solucionar”.

    Veja o anúncio de Weintraub:

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    Esconderijo de Queiroz, casa de advogado de Flávio era monitorada há 10 dias

    Polícia monitorava casa de propriedade do advogado Frederick Wasseff, em Atibaia, há cerca de 10 dias. Imóvel foi arrombado para prisão de Queiroz

    Por iG Último Segundo 

    dois homens fazendo sinal de mãozinha

    Reprodução

    Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro

    O local de prisão do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz , uma casa de propriedade do advogado Frederick Wasseff, localizada em Atibaia, no interior de São Paulo, era monitorada pela polícia civil há pelo menos 10 dias. A informação foi dada ao programa Bom Dia São Paulo na manhã desta quinta-feira (18), poucos minutos após a prisão.

    Frederick Wasseff é advogado do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), para quem Queiroz trabalhou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Uma possível “rachadinha” que teria desviado R$ 1,2 milhão em verbas parlamentares no período em que o ex-assessor trabalhava para o filho de Jair Bolsonaro é investigada.

    Segundo o delegado responsável pelo caso, os agentes da polícia precisaram arrombar o portão e a porta da da casa na qual Queiroz estava. No período em que o imóvel foi monitorado, agentes da polícia desconfiaram da movimentação no local, que estaria, teoricamente, vazio. Queiroz não saiu da casa em nenhum momento ao longo do período de 10 dias. Ele não resistiu à prisão, mas afirmou estar muito doente.

    Segundo a coluna Radar, da revista Veja, além de prender Fabrício, os oficiais também apreenderam dois aparelhos de celular que estavam com o ex-assessor e documentos que eram guardados por ele no local.

    Queiroz foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo, onde fez exame de corpo de delito. Em seguida, ele foi encaminhado à sede da Polícia Civil do estado. De lá, ele deve ser encaminhado à cidade do Rio de Janeiro. A “Operação Anjo”, que investiga diversos repasses ilegais na Alerj, também cumpre medidas contra o servidor da Alerj Matheus Azeredo Coutinho; ex-funcionários Luiza Paes Souza e Alessandra Esteve Marins; e o advogado Luis Gustavo Botto Maia.

    www.reporteriedoferreira.com.br Por Ig




    Filhos de Bolsonaro tentam manter Weintraub e reforçam apoio após ação da PF

    Ala ideológica do governo enxerga que possível demissão de Abraham Weintraub do comando da Educação seria uma perca simbólica para o STF

    Por iG Último Segundo 

    Jair Bolsonaro e Abraham Weintraub

    Marcos Corrêa/PR

    Jair Bolsonaro e Abraham Weintraub

    Os filhos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) são favoráveis à permanência do ministro da Educação Abraham Weintraub na pasta, segundo informou nesta terça-feira (16) o jornal Folha de S. Paulo . Weintraub corre risco de ser demitido ou levado para outro cargo no governo.

    Weintraub é um dos representantes da ala ideológica do governo, da qual os filhos do presidente também são alinhados. O ministro é alvo de um inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) e tirá-lo do cargo aliviaria as tensões entre o Planalto e a corte.

    Contudo, o  mandado de busca e apreensão contra bolsonaristas na manhã desta terça-feira (16), determinado pelo STF, fez com que os filhos de Bolsonaro aumentassem sua pressão para manter Weintraub na Educação.

    ala ideológica enxerga que a possível demissão de Weintraub seria ceder simbolicamente para o STF e, dessa forma, defende sua permanência.

    Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) chegou a compartilhar uma publicação do deputado Daniel Silveiro (PSL-RJ), que foi alvo da operação desta manhã, em apoio a Weintraub .

    Eduardo Bolsonaro compartilhou mensagem de apoio a Weintraub
    Reprodução/Twitter

    Eduardo Bolsonaro compartilhou mensagem de apoio a Weintraub

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    Como a Venezuela: Barroso chama de “chavização” militares no governo

    Presidente do TSE falou que olha com preocupação a povoação de cargos do governo federal com militares e disse que isso é uma “chavização”

    Por iG Último Segundo 

    homem de feição séria

    Nelson Jr./SCO/STF – 1.8.17

    Ministro do STF Luís Roberto Barroso

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, afirmou na noite desta segunda-feira (15) notar traços de “chavização” no emprego de militares em cargos no governo de Jair Bolsonaro.

    “Acho ruim e preocupante você começar a povoar cargos do governo com militares. Isso é o que aconteceu com a Venezuela, isso é a ‘chavização’. Quando você começa a multiplicar militares no governo e eles começam a se identificar com o governo, isso é um desastre. Não pode acontecer. Não é um problema de ter um ministro aqui e outro ali. É o problema de ocupar cargos”, afirmou Barroso, que classificou a situação atual da Venezuela como um desastre humanitário.

    Ao ser questionado sobre homenagens de Bolsonaro ao torturador Brilhante Ustra e sobre o encontro dele com Major Curió, também membro da ditadura militar, Barroso disse que se reservaria para julgar o presidente caso o caso dele chegasse na corte no futuro. “Sobre a tortura eu tenho uma opinião. É uma desonra”, pontuou.

    www.reporteriedoferreira.com.br  Por Ig




    Coreia do Norte explode e destrói escritório de relações com a Coreia do Sul

    Por G1

     

    Fumaça do Complexo Industrial Kaesong, em imagem feita do lado sul em Paju, na Coreia do Sul — Foto: Reuters

    Fumaça do Complexo Industrial Kaesong, em imagem feita do lado sul em Paju, na Coreia do Sul — Foto: Reuters

    A Coreia do Norte explodiu nesta terça-feira (16) o escritório conjunto de coordenação de relações com a Coreia do Sul, na cidade fronteiriça de Kaesong, informou o ministério da Unificação. Ação de Pyongyang, que é muito simbólica, eleva a tensão na península em um momento em que as negociações sobre o programa nuclear estão paralisadas.

    O ministério da Unificação, que trata das relações entre as duas Coreias, informou que a explosão do escritório de Kaesong ocorreu às 14h49 no horário local (2h49 em Brasília). Pouco antes, a agência de imprensa sul-coreana Yonhap tinha relatado uma explosão no complexo industrial onde o escritório está localizado.

    Coreia do Sul diz que Coreia do Norte explodiu escritório de ligação entre as duas nações

    O escritório de ligação inter-coreano foi inaugurado em 2018 como parte de uma série de projetos que visam reduzir as tensões entre as duas Coreias. O imóvel dispunha de escritórios separados para o Norte e o Sul, assim como uma sala de conferências comum.

    O complexo, onde trabalhariam ao menos 20 representantes de cada país, permanecia aberto as 24 horas do dia, durante todo o ano. Porém, estava fechado desde janeiro por causa da pandemia de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

    O escritório, que teria sido construído com dinheiro sul-coreano, foi a primeira estrutura desse tipo desde a divisão das duas Coreias em 1945. A iniciativa é considerada um símbolo da política de envolvimento do presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

    Oficiais das Coreias inauguram escritório conjunto em Kaesong em setembro de 2018 — Foto: Korea Pool / AFP Photo

    Oficiais das Coreias inauguram escritório conjunto em Kaesong em setembro de 2018 — Foto: Korea Pool / AFP Photo

    Aumento na tensão

    A agência oficial de notícias da Coreia do Norte afirmou que o país destruiu o escritório em uma “explosão terrível”, porque seu “povo enfurecido” estava determinado a forçar aqueles que abrigaram a “escória humana” a pagar caro por seus crimes. Aparentemente, a mensagem faz referência a desertores norte-coreanos que, durante anos, lançaram panfletos fazendo críticas contra Pyongyang.

    Os panfletos, lançados com balões na direção do território norte-coreano ou dentro de garrafas enviadas pelo rio que estabelece a fronteira, contêm críticas a Kim Jong-un na área dos direitos humanos ou por seu programa nuclear.

    Desde o início do mês, Pyongyang intensifica os ataques verbais contra Seul, sobretudo contra os desertores norte-coreanos, ameaçando tomar medidas de retaliação sobre os folhetos. Na semana passada, o regime norte-coreano anunciou o fechamento dos canais de comunicação polícia e militar com o “inimigo” sul-coreano.

    No sábado (13), a mídia estatal norte-coreana informou que Kim Yo Jong, irmã de Kim, que é a principal autoridade do Partido dos Trabalhadores no poder, havia ordenado que o departamento encarregado dos assuntos inter-coreanos “realizasse de maneira decisiva a próxima ação”, e que “em pouco tempo, seria vista uma cena trágica do inútil escritório de ligação conjunta norte-sul”.

    O presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder da Coreia do Norte Kim Jong-un dão um aperto de mão durante encontro em Panmunjom, dentro zona desmilitarizada que separa os dois países — Foto: Korea Summit Press Pool/via Reuters

    O presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder da Coreia do Norte Kim Jong-un dão um aperto de mão durante encontro em Panmunjom, dentro zona desmilitarizada que separa os dois países — Foto: Korea Summit Press Pool/via Reuters

    O Norte ameaçou abandonar um acordo bilateral de redução de tensão de 2018, que, segundo observadores, poderia permitir que o Norte desencadeasse confrontos nas fronteiras terrestres e marítimas, segundo a Associated Press.

    Na segunda-feira, Moon fez um apelo à Coreia do Norte para que parasse com as animosidades e retornasse às negociações, dizendo que as duas Coreias não devem reverter os acordos de paz que Kim Jong-un e ele chegaram durante as cúpulas de 2018.

    Negociações de paz

    Em 12 de junho de 2018, Kim Jong-un encontrou-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Singapura, e se comprometeu em desmontar o seu programa nuclear. O documento final em que a Kim se engajava com o fim da produção de armas nucleares e a desnuclearização completa da península coreana, porém, não contava com metas ou cronograma para que isso acontecesse.

    O compromisso com o desmonte do programa nuclear já consta na Declaração de Panmunjon, assinada após o encontro de líderes das duas Coreias, em abril de 2018.

    As negociações sobre o programa nuclear estagnaram com o fracasso de uma segunda reunião Trump-Kim, realizada em Hanói, no Vietnã, em fevereiro de 2019.

    Pyongyang tenta condicionar o desmantelamento do seu programa nuclear em troca do relaxamento das sanções econômicas impostas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que atingem duramente a economia local. Já Estados Unidos exigem o desmantelamento completo do Complexo de Yongbyon – parque nuclear considerado chave para a Coreia do Norte — para suspender as sanções.

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