Eleições 2020; Pesquisa aponta João Azevêdo como maior liderança política da Paraíba

João Azevêdo (Foto: Reprodução)

Em parceria com o Sistema Arapuan de Comunicação, o Instituto Consult fez uma pesquisa junto a 2000 entrevistados de sete regiões da Paraíba para saber quem é hoje a maior liderança política do Estado.

De acordo com os números, o governador João Azevêdo aparece em primeiro lugar com 17,1%; em segundo lugar aparece o ex-governador Ricardo Coutinho com 5,5%; na terceira posição Cássio Cunha Lima com 3,3% e na sequência o prefeito Romero Rodrigues, de Campina Grande, com 1,7% e o senador José Maranhão com 1,5%.

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), aparece na sexta colocação como sendo a maior liderança política estadual com 0,8%. O ex-senador e ex-prefeito Cícero Lucena, do PSDB, surge na décima primeiro posição com apenas 0,3%, emparelhado com o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB) e Jackson Lúcio.

A pesquisa também traz os nomes de Maria Eunice (0,45%); Marcus Diogo (0,4%); Na sequência com apenas 0,2% aparecem os deputados federais Ruy Carneiro e Efraim Filho; os deputados estaduais, Nabor Wanderley, Chió e Polyanna Dutra. O secretário estadual Efraim Morais também aparece com 0,2%, juntamente com o grupo Cunha Lima, de Campina Grande.

Ainda na pesquisa, algumas pessoas entrevistadas apontaram o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que obteve 0,6%, como a maior liderança política atual.

O resultado está sujeito a uma margem de erro máximo permissível de 2,0%, com confiabilidade de 95%.




Opinião de Gilmar Mendes indica que caso de Flávio Bolsonaro deve voltar à primeira instância

Entendimento firmado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, em decisões recentes, mostra que ele é contrário ao foro especial em casos como o de Flávio Bolsonaro. Gilmar é o relator na alta corte do recurso do Ministério Público contra a decisão do TJ-RJ que concedeu foro especial ao filho do presidenteMinistro do STF Gilmar Mendes

Ministro do STF Gilmar Mendes (Foto: Carlos Moura/STF)

247 – Relator do recurso do Ministério Público contra a decisão do TJ-RJ que concedeu foro especial a Flávio Bolsonaro, o ministro Gilmar Mendes indicou em ao menos duas decisões recentes que acompanha o entendimento da maioria da corte de restringir o foro a situações em que “o delito for cometido no exercício do cargo e em razão do cargo”.

Prevalecendo esse entendimento, o caso voltaria para a primeira instância, informa o Painel da Folha de S.Paulo.

Mendes deve encaminhar a ação para ser examinada pelo colegiado da 2ª Turma do STF e tudo indica que Flávio Bolsonaro será derrotado.

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Diário Oficial traz nomeações e exonerações de servidores na PB

O governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania) tornou público no Diário Oficial desta quarta-feira (1º) várias nomeações e exonerações, entre elas a de Lauro Maia, primo do deputado federal, Gervásio Filho (PSB).

Lauro Sérgio Maia de Vasconcelos foi exonerado do cargo em comissão de Assessor de Gabinete do Governador.

Outras nomeações e exonerações podem ser conferidas no Diário Oficial. Clique aqui




Bolsonaro aceita pedido de demissão de Decotelli

Desgastado por fraudes em seu currículo acadêmico, Carlos Alberto Decotelli entregou sua carta de demissão do comando do Ministério da Educação em reunião com Jair Bolsonaro nesta tarde. Planalto avalia substitutos

(Foto: Marcos Correa)

247 – O ministro da Educação, Carlos Alberto Decotell, pediu demissão do cargo nesta terça-feira, 30, em reunião com Jair Bolsonaro. Segundo a CNN Brasil, Bolsonaro aceitou o pedido e providencia o anúncio do seu substituto.

Decotelli teve a nomeação publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira (25), mas não chegou a tomar posse, que estava marcada para esta terça-feira (30) e já havia sido adiada. As revelações de que Decotelli fraudou seu currículo, com doutorado (na Argentina) e pós-doutorados (na Alemanha) inexistentes foram o motivo do adiamento. ele também foi acusado de fazer plágio em sua dissertação de mestrado.

Nesta segunda-feira (29) foi revelado que Decotelli, não estudou por dois anos na  Universidade de Wüppertal, na Alemanha, como divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) e segundo consta no Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A instituição alemã esclareceu ao portal O Globo que o ministro conduziu pesquisas na universidade por um período de três meses em 2016, mas sem concluir qualquer programa de pós-doutoramento.

Já o reitor da Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, Franco Bartolacci, negou no Twitter nesta sexta-feira (26) que o novo ministro da Educação do Brasil, Carlos Alberto Decotelli da Silva, tenha doutorado na instituição.

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Pesquisadores do IFPB Campus Sousa desenvolvem perfil epidemiológico da Covid-19 na Paraíba

Uma pesquisa desenvolvida por professores e estudantes do curso de Medicina Veterinária do IFPB Campus Sousa vem levantando dados para construir o perfil epidemiológico da Covid-19 na Paraíba. O estudo é coordenado pelo professor Louis Hélvio Rolim de Britto e conta com a colaboração da docente Amélia Lizziane Leite Duarte e dos discentes Jivago Meira Gomes, Francisco Fredson de Sousa e Emily Hanna Vieira da Silva Araújo, todos de Medicina Veterinária. Completa o time de pesquisadores envolvidos no projeto o professor de Saúde Pública do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal da Paraíba (UFPB Campus Areia), o médico veterinário Inácio José Clementino.

A pesquisa foi uma das onze propostas aprovadas na Chamada Prospectiva de Projetos de Extensão e Cultura para o Enfrentamento e Minimização dos Impactos da Covid-19, publicada pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (ProExc) com o objetivo de fornecer recursos para fomentar a realização dos projetos. O estudo vai desenvolver um levantamento dos dados epidemiológicos que aborda as relações de estudo no tempo, no espaço e de acordo com as variáveis socioeconômicas das pessoas acometidas pela Covid-19 na Paraíba.

No que se refere à questão tempo, a pesquisa irá investigar o período compreendido entre a confirmação do primeiro caso de Covid-19 na Paraíba, ocorrida em março deste ano, até o primeiro dia do mês de agosto, quando se encerra a vigência do estudo. O projeto terá duração de três meses: junho, julho e agosto.

Com relação à variável espaço, os pesquisadores vão analisar, nesses três meses, todas as cidades paraibanas que apresentaram casos confirmados desta doença, independentemente de ter havido óbitos ou não. Após a fase de levantamento das informações, irão constar todos os casos confirmados, os eventuais óbitos e as suas respectivas cidades. Na variável socioeconômica, a equipe vai observar o perfil das pessoas acometidas pela doença com base em critérios como sexo, idade e existência ou não de outro quadro de doença anterior à Covid-19 que poderia ter contribuído para o agravamento da enfermidade.

De acordo com o professor Louis Hélvio Rolim, coordenador do projeto, “esse perfil é importante porque teremos um mapeamento detalhado da distribuição da doença no nosso estado. Vamos mostrar o gráfico da curva epidemiológica e obtermos a situação real e numa situação hipotética em que não estivéssemos em distanciamento social. Essa informação mostra a relevância de estarmos adotando esse distanciamento porque, através dessa curva epidemiológica, poderíamos saber até que ponto os leitos de que dispomos poderiam atender às necessidades das pessoas acometidas”, explicou.

Em termos metodológicos, o estudo trabalhará com os dados secundários da epidemiologia descritiva. Os pesquisadores irão analisar informações obtidas por instituições como as Secretarias Municipais de Saúde, a Secretaria de Estado de Saúde, o Ministério da Saúde e a Fiocruz. Em seguida, a equipe irá processar esses dados para traçar um panorama mais amplo sobre a Covid-19 e a saúde coletiva na Paraíba. “Vai haver comparações entre os dados, o que produzirá dados estatísticos mais precisos por levar em consideração informações de várias fontes”, destacou Louis.

“A pesquisa vai mostrar o engajamento e o compromisso das Instituições de Ensino Superior com o enfrentamento da pandemia que assola o nosso estado. As informações obtidas pelo estudo poderão ser divulgadas em eventos, congressos, simpósios e publicações em revistas e periódicos, promovendo os nomes do IFPB e da UFPB, universidade parceira na realização do projeto, em âmbito estadual e federal, o que é muito positivo. São informações relevantes e exclusivas que mostram a preocupação do IFPB e a sua ação no combate à Covid-19”, finalizou Louis.

DGCOM do IFPB

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Julian Lemos é procurado por Cícero, Diego e João em busca de apoio

A casa do deputado federal Julian Lemos, presidente do PSL da Paraíba, recebeu uma verdadeira romaria de pré-candidatos nos últimos dias. A agenda incluiu nesta segunda-feira, 29, o ex-prefeito e provável postulante do PP, Cícero Lucena. O ex-secretário de Desenvolvimento Social da prefeitura da capital, Diego Tavares (PV) e o vereador licenciado João Almeida (Solidariedade), também procuraram Julian Lemos em busca da sinalização de apoio para suas pré-candidaturas.

O partido presidido por Julian Lemos, o PSL, tornou-se uma sigla forte nas eleições de 2018 quando o presidente Jair Bolsonaro foi eleito. Mesmo depois da saída dele em meio a uma crise intensa, o deputado federal conseguiu atrair mais filiados e manter a agremiação forte na capital, como braço político do movimento de direita.

Já o apoio de Julian é buscado para evitar uma candidatura do próprio deputado à prefeitura da capital e visando atrair a simpatia do eleitorado conservador da capital paraibana.

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Reabertura das atividades em Cabedelo, “Cabe ao Estado tomar as medidas para que o decreto seja respeitado”, diz João Azevedo

Número de casos, em Cabedelo, cresce a cada dia. O número de regulações de leitos de UTI também cresceu desde o início da pandemia.

Governador acha imprudente reabrir atividades não essenciais em Cabedelo neste momento. (Foto: Walla Santos)

O governador da Paraíba, João Azevedo (Cidadania), considerou imprudente a abertura do comércio, bares e shopping no município de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. O gestor informou, no programa Fala Governador, nesta segunda-feira (29), que o Estado poderá agir, caso o decreto estadual seja descumprido pela Prefeitura Municipal de Cabedelo.

“A partir do momento que você determina a abertura de um shopping, porque fica em João Pessoa, praticamente, porque o shopping que fica aqui é muito mais de João Pessoa, as pessoas que frequentarão serão muito mais de João Pessoa, os números de casos, com certeza, irão refletir nos números de João Pessoa. Isso seria no mínimo imprudente fazer a abertura nesse momento”, afirmou, lembrando casos de cidades como Curitiba, Florianópolis, São Paulo que fizeram antecipadamente e tiveram que retornar ao isolamento.

Além disso, Azevedo ainda garantiu que o Estado poderá agir, em caso de descumprimento de decreto. “Eu soube que houve uma recomendação do Ministério Público para a prefeitura para que cumprisse o decreto estadual. Caso não haja o cumprimento, evidentemente, cabe ao Estado tomar as medidas para que o decreto seja respeitado. Nós tomaremos sem problemas nenhum”, frisou.

O governador ainda ressaltou o aumento no número de leitos de saúde para atender a população de Cabedelo com covid-19. “Se você olhar a regulação de leitos de UTI, em março, não teve nenhuma regulação para Cabedelo. Em abril, nós tivemos já tivemos três regulações para Cabedelo. Em maio, 19 regulações de leitos. Em junho, 20 regulações de leitos, ou seja, cada vez mais uma demanda maior de leitos de UTI aqui na cidade de João Pessoa e nos hospitais estaduais de casos vindos de Cabedelo”, frisou.




Com Centrão, Bolsonaro tem base de 206 deputados para barrar impeachment

Ao fechar acordo com o Centrão, Bolsonaro garantiu uma base governista de 206 deputados na Câmara dos Deputados. Eles são suficientes para barrar um eventual processo de impeachment. Com 172 votos, ele já fica livre do processo

Jair Bolsonaro e Câmara dos Deputados
Jair Bolsonaro e Câmara dos Deputados (Foto: Marcos Corrêa/PR | Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)

247 – Com a entrega de cargos ao Centrão, Jair Bolsonaro tem uma base de pelo menos 206 aliados na Câmara, o que representa 40% do total de deputados. Juntos, os parlamentares são suficientes para barrar um eventual processo de impeachment ou uma denúncia contra ele -uma base de 172 deputados é suficiente para isso. Só não teriam capacidade para aprovar reformas sem o apoio de outros partidos ou de correligionários que resistem em apoiar o Executivo.

O líder do PP, deputado federal Arthur Lira (AL), arregimentou 129 parlamentares de dez partidos, de acordo com levantamento feito pelo jornal Valor Econômico. O parlamentar é cotado para substituir Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara a partir de 2021.

A base de Bolsonaro, com 206 deputados, é composta por 129 integrantes de partidos do Centrão, 43 parlamentares de sete partidos alinhados com Rodrigo Maia e 34 filiados ao PSL.

Desde março, o presidente da Câmara e líderes partidários estão cumprindo um acordo de priorizar a votação de propostas sobre o combate ao coronavírus. São pautas com voto favorável até da oposição. Mas ainda não há consenso, por exemplo, sobre por quanto tempo e qual deve ser o valor das novas parcelas do auxílio emergencial criado para combater os efeitos da crise. Maia demonstrou ser favorável a prorrogar o benefício por dois meses, com duas parcelas de R$ 600. O governo quer uma redução escalonada, com três parcelas, de R$ 500, R$ 400 e R$ 300.

Ao todo, 73 parlamentares querem independência em relação ao Palácio do Planalto nesses partidos. Eles fazem parte dos seguintes partidos: PP, PSD, Solidariedade, Republicanos, PTB, PL, Pros, PSC, Patriota e Avante. Já deputados do MDB, do DEM e do PSDB, por exemplo, sinalizam alinhamento ao governo.

A aproximação entre Bolsonaro e os partidos do Centrão ocorre em meio às dificuldades de governabilidade e de retomada do crescimento econômico. Também vale ressaltar que avançaram envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

O Supremo Tribunal Federal investiga, ainda, acusações do ex-ministro Sérgio Moro de que Bolsonaro tentou intervir na Polícia Federal. Outra linha de investigação é o inquérito das fake news, que tem como um dos principais alvos o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

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Ministério da Saúde anuncia parceria para desenvolvimento e produção da vacina de Oxford para Covid-19 no Brasil

 

Ao menos 30 milhões de doses serão distribuídas entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, caso se comprove a eficácia da imunização; acordo prevê até 100 mil doses.

Brasil anuncia parceria com Universidade de Oxford para desenvolver vacina contra Covid-19

Ministério da Saúde anunciou neste sábado (27) uma parceria para a pesquisa e produção nacional da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, e a farmacêutica AstraZeneca.

O acordo prevê a transferência de tecnologia e a compra de lotes da vacina. Se for comprovada a eficácia da imunização, ao menos 30,4 milhões de doses serão entregues em dois lotes: 15,2 milhões em dezembro de 2020, e 15,2 milhões em janeiro de 2021, com prioridade para o grupo de risco e para profissionais de saúde.

Após as primeiras duas entregas, segundo o ministério, ainda poderão ser produzidas mais 70 milhões de doses para distribuição a partir do Sistema Único de Saúde (SUS).

  • ANTICORPOS: quem já teve Covid-19 pode pegar de novo?
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“Nesse primeiro momento, o IFA (ingrediente farmacêutico ativo) vem pronto (do exterior)”, explicou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto. “Ele vai ser processado e distribuído para a população brasileira.”

Angotti reforçou que há, no acordo, o orçamento de importação de mais IFA para a ampliação da produção nacional. Segundo ele, a compra de mais princípios ativos será feita após uma reavaliação do mercado internacional. Ele disse também que é possível que surja outras opções concorrentes de vacina.

No Brasil, a tecnologia será desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que será preparada para fabricar a imunização distribuída no país com a tecnologia estrangeira.

Em um comunicado, a pasta formalizou que governo federal aceitou uma proposta feita pela embaixada britânica e a farmacêutica para a cooperação no desenvolvimento tecnológico e acesso do Brasil à vacina ChAdOx1.

O Ministério da Saúde anunciou neste sábado (27), uma parceria para o desenvolvimento e produção de vacina contra a Covid-19. — Foto: CDC/Unsplash

Acordo em duas etapas

O acordo tem duas etapas, diz o ministério. A primeira, consiste na encomenda de frascos da imunização e também que o país assuma os custos de parte da pesquisa. O país se compromete a pagar pela tecnologia, ainda que não tenham se encerrado os estudos clínicos finais.

Em uma segunda fase, caso a vacina se mostre eficaz e segura, será ampliada a compra. Se a vacina for licenciada, a pasta estima a compra de mais 70 milhões de doses, no valor estimado de US$ 2,30 (cerca de R$12,60) por dose.

“Nessa fase inicial, de risco assumido, serão 30,4 milhões de doses da vacina, no valor total de U$ 127 milhões, incluídos os custos de transferência da tecnologia e do processo produtivo da Fiocruz, estimados em U$ 30 milhões. Os dois lotes a serem disponibilizados à Fiocruz, de 15,2 milhões de doses cada, deverão ser entregues em dezembro de 2020 e janeiro de 2021”, diz o comunicado.

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, explicou em uma entrevista coletiva que há um “risco associado” a esta parceria.

“No desenvolvimento de uma encomenda tecnológica, existe um risco associado a ele. Os estudos preliminares de fase 1 e 2 mostram que tem uma resposta bastante significativa, mas se os estágios clínicos não se mostrarem seguros, teremos aprendido com o avanço tecnológico.”

Vacina de Oxford

Na sexta-feira (26), uma cientista da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse que a vacina testada no Brasil contra a Covid-19, que é feita pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca, é a mais adiantada no mundo e a mais avançada em termos de desenvolvimento.

Soumya Swaminathan disse também que uma outra vacina em fase de testes – idealizada pela empresa Moderna – “não está muito atrás” da potencial imunização da AstraZeneca. Os dois projetos estão entre as mais de 200 vacinas candidatas contra a Covid-19, das quais 15 já entraram na fase de testes clínicos, em humanos.

A vacina ChAdOx1está na fase 3 de desenvolvimento – última fase antes da aprovação e distribuição – e começou a ser testada nesta semana em voluntários brasileiros, em um estudo liderado no país pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Etapas para a produção

Para chegar a uma vacina efetiva, os pesquisadores precisam percorrer diversas etapas para testar segurança e resposta imune. Primeiro há uma fase exploratória, com pesquisa e identificação de moléculas promissoras (antígenos).

O segundo momento é de fase pré-clínica, em que ocorre a validação da vacina em organismos vivos, usando animais (ratos, por exemplo).

Só então é chegada à fase clínica, em humanos, dividida em três momentos:

  • Fase 1: avaliação preliminar com poucos voluntários adultos monitorados de perto;
  • Fase 2:testes em centenas de participantes que indicam informações sobre doses e horários que serão usados na fase 3. Pacientes são escolhidos de forma randomizada (aleatória) e são bem controlados;
  • Fase 3: ensaio em larga escala (com milhares de indivíduos) que precisa fornecer uma avaliação definitiva da eficácia/segurança e prever eventos adversos; só então há um registro sanitário

www.reporteriedoferreira.com.br Por G1




CRM-PB lança Cartilha Eleitoral para médicos candidatos em conferência online

Evento será na próxima quinta (2) e vai contar com a participação dos presidentes do CRM-PB e do TRE-PB, além de outros convidados

O webinar, assim como a cartilha, vai alertar e orientar os médicos políticos

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) vai lançar na próxima quinta-feira (2 de julho) a Cartilha Eleitoral para médicos candidatos nas eleições de 2020. O documento será apresentado durante uma conferência online que o CRM-PB vai promover em seu canal no Youtube (crmpb) para discutir os limites éticos e jurídicos entre a atuação profissional dos médicos e a campanha eleitoral. O webinar, assim como a cartilha, vai alertar e orientar os médicos políticos e a sociedade em geral quanto à necessidade de obediência à legislação e ao Código de Ética Médica durante o período de campanha.

De acordo com as estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas duas últimas eleições, em 2016 e 2018, 75 candidatos informaram que tinham a medicina como principal ocupação. Deste total, 34 foram eleitos. “Alguns médicos, às vezes por falta de informação mesmo, confundem a campanha eleitoral com a sua atuação profissional, podendo infringir o Código de Ética Médica e a legislação eleitoral”, explicou o presidente do CRM-PB, Roberto Magliano de Morais, que será o moderador da conferência.

Ele ressaltou que o artigo 41 da Lei 9.504/97, que estabelece normas para as eleições no Brasil, veda ao candidato “doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza”. Já o Código de Ética Médica define, entre os princípios fundamentais do exercício ético da medicina, que “o trabalho do médico não pode ser explorado com objetivos de lucro, finalidade política ou religiosa”.

Além das informações sobre a lei eleitoral e o CEM, a cartilha traz exemplos de decisões da Justiça relacionadas ao uso da profissão com objetivos eleitorais. Segundo o presidente do CRM-PB, a preocupação do conselho em relação aos aspectos éticos das eleições justifica-se pelo expressivo número de médicos candidatos. “É natural que, em face da estreita relação que estabelece com o paciente, o médico desponte como liderança, principalmente nas comunidades menores”, disse.

Dentre os convidados da conferência online estão o presidente do TRE-PB, José Ricardo Porto, o vice-presidente do TRE-PB, Joás Pereira, o procurador regional eleitoral, Rodolfo Alves Silva, a presidente da Associação Médica da Paraíba, Débora Cavalcanti, o assessor jurídico do CRM-PB, Rodrigo Farias, o coordenador da ABRADEP, Marcelo Weick, e a assessora da Presidência do TRE-PB, Andrea Ribeiro Gouvea.

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