Bolsonaro está fazendo dois exames cardíacos por dia, com medo dos efeitos da cloroquina

Para a opinião pública, Jair Bolsonaro tornou-se garoto propaganda da hidroxicloroquina como solução contra a Covid-19. Mas, com medo de efeitos colaterais, está fazendo eletrocardiograma duas vezes ao dia. A cloroquina, além de não ter eficácia comprovada contra a doença, tem risco de causar arritmia e já levou à morte muitos dos que usaram o medicamento

Jair Bolsonaro e cloroquina
Jair Bolsonaro e cloroquina (Foto: REUTERS/Adriano Machado | REUTERS/Diego Vara)

247 – Após dizer que está infectado pelo coronavírus, Jair Bolsonaro tem feito exames de eletrocardiograma duas vezes ao dia para monitorar possíveis efeitos colaterais da hidroxicloroquina. O remédio não tem comprovação científica e a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia suspendido seus testes após estudos apontarem o risco de arritmia.

A quantidade de exames cardíacos realizados por Bolsonaro é superior ao recomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) para pacientes que usam a cloroquina como tratamento para a Covid-19. A entidade pede que sejam feitos exames no primeiro, terceiro e quinto dias do tratamento com o remédio.

Bolsonaro disse ter começado a fazer uso de hidroxicloquina com azitromicina. Segundo o jornal O Globo, médicos informaram que ele fará uso dos dois medicamentos por apenas cinco dias. Após esse período, os dois remédios serão suspensos.

Quatro funcionários que trabalham no Palácio do Planalto também estão com suspeitas de coronavírus. Dois tiveram febre, sendo um deles a secretária que cuida da agenda de Bolsonaro.

Depois de violar recomendações de autoridades de saúde ao estimular aglomerações, Bolsonaro disse na terça-feira (7) que está contaminado pela Covid-19 e voltou subestimar a doença. Em coletiva de imprensa, ele disse que os mais jovens não precisam entrar em “pânico” com a Covid-19.

No mês passado, Bolsonaro ele disse que “talvez tenha havido um pouco de exagero” na maneira como a pandemia foi tratada. Também chegou a classificá-la como uma “gripezinha”, em março, e perguntou “e daí?” ao ser questionado sobre os cinco mil mortos pela doença, em abril.

De acordo com a plataforma Worldometers, o Brasil ocupa a segunda posição no ranking global de confirmações (1,7 milhão) e mortes (68 mil) provocadas pela doença. O País só perde para os Estados Unidos, com 3,1 milhões de casos e 134 mil óbitos.

 Brasil 247




CPI das Fake News quer investigar contas derrubadas pelo Facebook

A intenção é descobrir se os perfis disseminaram conteúdos criminosos

Por Agência O Globo 

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Waldemir Barreto/Ag.Senado

O acesso ao conteúdo dessas contas derrubadas vai ser pedido por Coronel via CPI das Fake News

A CPI das Fake News vai investigar se a rede de 88 contas, páginas e grupos ligados a funcionários dos gabinetes do presidente Jair Bolsonaro e aliados derrubada pelo Facebook nesta quarta-feira (08) foi usada para disseminar conteúdo criminoso . O presidente do colegiado, Angelo Coronel (PSD-BA), quer acesso às mensagens dessa rede.

“Não vamos fazer um pré-julgamento. As contas foram retiradas do ar por serem consideradas inautênticas. Agora, é importante ter acesso ao conteúdo para investigar se elas disseminaram mensagens difamatórias”, diz o senador.

Entre os perfis derrubados, estão contas ligadas a funcionários dos gabinetes do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e dos deputados estaduais Alana Passos e Anderson Moraes, ambos do PSL no Rio de Janeiro. Para o Facebook, o conjunto removido agia para enganar sistematicamente o público, sem informar a verdadeira identidade dos administradores, desde as eleições de 2018.

A mensagem divulgada pela plataforma afirma que a investigação sucedeu reportagens nas quais foi relatada a existência de uma estrutura virtual montada por bolsonaristas — chamada por opositores “Gabinete do Ódio” — e depoimentos sobre o tema colhidos no Congresso durante a CPI das Fake News.

acesso ao conteúdo dessas contas derrubadas vai ser pedido por Coronel via CPI das Fake News. Os trabalhos do colegiado estão suspensos em função da pandemia do coronavírus. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), acolheu pedido de Angelo Coronel para que o prazo de trabalho da comissão não seja contado enquanto o Congresso não consegue se reunir presencialmente. Apenas sessões plenárias têm ocorrido de forma remota.

Assim, eventuais requerimentos sobre a decisão do Facebook devem ser analisados no retorno dos trabalhos da CPI.

Para Angelo Coronel, a decisão do Facebook está em “consonância” com a proposta que pretende combater fake news aprovada pelo Senado há duas semanas. O texto está na Câmara agora. “Pela proposta, a retirada de contas falsas fica por conta das plataformas. O Facebook agiu dentro do que aprovamos no Senado. Espero que se aprove na Câmara também e que as outras plataformas consigam meios para descobrir o autor de contas falsas e de depreciações”.

Relatora da CPI das Fake News, a deputada Lídice da Mata (PSB-BA) diz que a eliminação das contas “não chega a causar espanto para nós que temos trabalhado na CPI das Fake News desde o ano passado”.

“Nossas investigações sempre apontaram para uma rede de desinformação que pode sim ter influenciado o pleito eleitoral de 2018 e que continua atuante com fortes suspeitas de amplo apoio da família Bolsonaro. Neste momento, entendemos que as plataformas se juntam a todos aqueles e aquelas que lutam por liberdade de expressão, mas também por responsabilidade nas redes e pelo combate à desinformação e contra qualquer prática de discursos caluniosos e que espalham o ódio por todo o nosso país”, disse, em nota.

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Justiça determina que prefeito Cartaxo garanta acesso de idosos e pessoas com deficiência nos ônibus

O Ministério Público da Paraíba recomendou que o prefeito de João Pessoa adote as providências para garantir o acesso dos idosos e pessoas com deficiência aos transportes coletivos públicos da Capital, que voltaram a circular esta semana, assegurando-lhes o benefício da gratuidade das passagens, bem como a prioridade no atendimento, nos procedimentos de embarque e desembarque nos veículos de transporte coletivo. A recomendação foi expedida pela 46ª promotora de Justiça da Capital, Sônia Maria de Paula Maia.

Segundo a promotora, foi recebida uma reclamação de que empresas de transporte coletivo estão discriminando pessoas idosas ou com deficiência, não lhes permitindo acesso aos ônibus, que voltaram a circular, e sem motivo justificado, também não estão concedendo a gratuidade das passagens. A promotora também instaurou um procedimento administrativo para acompanhar o caso e deu prazo de cinco dias para que o prefeito se manifeste.

De acordo com Sônia Maia, que atua na defesa da cidadania e direitos fundamentais da Capital, a reclamação partiu de pessoa idosa, residente no Bairro dos Bancários, que precisou se deslocar até o Bairro de Mangabeira, para receber uns medicamentos. Segundo a notícia de fato, ao se dirigir à porta do meio do ônibus coletivo, foi informado pelo condutor de que não podia entrar no veículo, pois estava recebendo ordens, e que em virtude de tal fato, foi obrigado a ir a pé, ida e volta, dos Bancários à Mangabeira, pois nenhum motorista aceitou conduzi-lo, sob o pretexto de ter que pagar a passagem para fazer uso do serviço público de transporte urbano.

Ainda de acordo com a promotora, um vídeo veiculado nas redes sociais mostra uma pessoa com deficiência que é usuária do transporte urbano tentando adentrar em um ônibus da empresa Unitrans e sendo impedido, ante o argumento de não poderia utilizar do serviço público, nem mesmo pagando a passagem.

Legislação

Na recomendação, a promotora Sônia Maia destaca que a legislação garante o acesso e a gratuidade das passagens. O Estatuo do Idoso (Lei nº 10.741/2003) preceitua que aos maiores de 65 anos fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semiurbanos bastando que o idoso apresente qualquer documento pessoal que faça prova de sua idade.

Já a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) contempla às pessoas com deficiência o direito à acessibilidade, prioridade e segurança e nos procedimentos de embarque e de desembarque nos veículos de transporte coletivo, de acordo com as normas técnicas, bem como, o passe livre e a gratuidade das passagens aos usuários carentes, de modo a exercerem seus direitos de cidadania e de participação social.

Medidas

A promotora recomendou ainda que a Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) proceda a devida fiscalização dos transportes coletivos urbanos de João Pessoa, que voltaram a circular, com ênfase ao tratamento dispensado aos cidadãos usuários do serviço público, notadamente, os passageiros idosos e portadores de deficiência, com segurança, eficiência e tratamento humanizado.

Já o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros no Município de João Pessoa (Sintur-JP) deve realizar fiscalização rigorosa quanto à atuação dos motoristas dos ônibus, no exercício de suas atividades laborativas, precisamente, ao direito à gratuidade das passagens, assegurado à população vulnerável.

Foi recomendado ainda a atuação dos órgãos de defesa dos direitos das pessoas idosas e portadoras de deficiência, no atinente à garantia da gratuidade das passagens no transporte coletivo, aos cidadãos que utilizam o serviço público em razão da carência de recursos financeiros para aquisição de veículo próprio e pagamento do transporte particular ou alternativo, para o exercício do direito de ir e vir.

Prefeitura responde – Através de nota, a prefeitura de João Pessoa se pronunciou sobre o assunto. Confira a nota:

“A Semob-JP reforça que os idosos não estão proibidos de utilizar o transporte público e que qualquer atitude por parte de motoristas ou cobradores no sentido de impedir o acesso ou cobrar a passagem está em desacordo com as determinações municipais.

A Portaria 30/2020, da Secretaria Municipal de Saúde, diz claramente em seu artigo 3°:

Recomenda-se que idosos e demais pessoas do grupo de risco para o Covid- 19 e, se for imprescindível que evite, em qualquer hipótese utilizar nos horários de pico do transporte coletivo

Dito isto, reforçamos que qualquer pessoa que passe por privação de acesso deve procurar a Semob-JP, por meio dos telefones 3218-9330 ou 3218-9336 ou pelo Fale Conosco no endereço servicos.semobjp.pb.gov.br para fazer uma reclamação formal, possibilitando que medidas efetivas sejam tomadas”.




Facebook remove contas falsas ligadas ao PSL e gabinetes da família Bolsonaro

Ao todo, foram removidas 73 contas, 14 páginas e um grupo da rede social; eles violavam regras da plataforma

Jair Bolsonaro
Reprodução/Facebook

Contas tinham ligação com funcionários dos gabinetes da família Bolsonaro.

Facebook removeu contas falsas que estavam ligadas ao PSL e a funcionários dos gabinetes da família Bolsonaro . Ao todo, a rede social excluiu 73 contas, 14 páginas e um grupo. A ação também foi feita no Instagram, que pertence ao Facebook e aconteceu nesta quarta-feira (8).

Segundo a rede social, a remoção aconteceu porque as páginas e perfis realizavam ações proibidas, como o uso de contas falsas, envio de spam e adoção de ferramentas para ampliar a presença nas redes. O Facebook derrubou outros grupos semelhantes nos Estados Unidos, na Ucrânia e em outros países.

Mesmo com os envolvidos tentando disfarçar suas identidas, o Facebook conseguiu comprovar a ligação dos perfis com pessoas relacionadas ao PSL e funcionários de dois deputados federais: Anderson Moraes e Alana Passos, ambos do PSL-RJ. A rede social diz ainda que existem indícios de que, assim como os parlamentares, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o presidente Jair Bolsonaro estariam diretamente envolvidos.

As contas e páginas removidas faziam postagens e memes sobre políticas, críticas a nomes contrários ao governo, grupos de mídia e profissionais da imprensa. Recentemente, o grupo começou a distribuir textos, vídeos e fotos sobre a pandemia. O Facebook não informou se o conteúdo continha fake news, mas garantiu que esse não foi o motivo da remoção.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Ig




Conselheiros do MPF pedem demissão de secretário-geral da PGR que disse que Deus colocou Bolsonaro no poder

Eitel Santiago afirmou em entrevista que os adversários de Bolsonaro precisam aceitar “que Deus foi responsável” por alçá-lo ao poder, que a pandemia do novo coronavírus é “vontade divina”

(Foto: Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

247 – Integrantes do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) pediram que o procurador-geral da República, Augusto Aras, demita o secretário-geral do MPF, Eitel Santiago.

No documento assinado por subprocuradores-gerais e conselheiros como Nicolao Dino, Nívio de Freitas Filho, José Callou e Luiza Frischeisen, eles citam a entrevista concedida por Santiago à CNN na véspera.

Eitel, que foi filiado ao PSL, partido que elegeu Bolsonaro, afirmou na entrevista que os adversários de Bolsonaro precisam aceitar “que Deus foi responsável” por alçá-lo ao poder, que a pandemia do novo coronavírus é “vontade divina” e que o “Altíssimo vai, no momento certo, acabar com esse sofrimento”.

O número 2 da PGR também afirmou que o ex-juiz Sergio Moro aceitou “ilegalidades” que teriam sido cometidas “em investigações” e que abriu mão da magistratura para entrar na política e chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), dando a entender que, quando ministro, teria sido desleal a Bolsonaro depois de ver que seu nome não passaria no Senado Federal.

“Faz-se absolutamente imperativo assinalar a discordância e o profundo desconforto que tais colocações do Secretário-Geral Eitel Santiago de Brito Pereira —verbalizadas ao arrepio de suas funções administrativas— estão causando no seio da instituição, implicando, em muitos aspectos, indevida ingerência na esfera de atuação de outros órgãos que compõem o Ministério Público Federal”, afirma os procuradores no documento.

Brasil 247




Senado planeja primeiras sessões presenciais para agosto

 

Senado. Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

 

Os senadores voltarão a se reunir presencialmente em agosto. A decisão foi tomada na reunião de líderes, realizada na manhã de hoje (7). Na reunião ficou decidido que em meados de agosto os senadores votarão a indicação de autoridades, como embaixadores. Nos encontros presenciais, serão tomadas medidas de segurança sanitária para funcionários e parlamentares.

Durante a reunião, ficou firmado ainda que a situação epidemiológica do país será observada até agosto. Caso não haja melhora no quadro, com redução de contaminações no país, essa agenda de encontros presenciais será adiada para setembro. Ficou acertado também que as votações remotas, a partir da segunda quinzena de julho, ocorrerão às quartas e quintas-feiras, ainda de maneira remota.

As votações de autoridades são uma demanda represada hoje no Senado, porque esse tipo de votação é secreta e requer a identificação biométrica do senador na hora do voto. Por isso, essas indicações deverão ser as primeiras votadas presencialmente. Desde 20 de março  que as votações de projetos e medidas provisórias são feitas por videoconferência. Ainda não há, até o momento, cronograma divulgado para outros tipos de votação presencial.

Além de embaixadores, também cabe aos senadores aprovar, por meio do voto, a escolha de ministros do Tribunal de Contas da União, integrantes de tribunais superiores, procurador-geral da República, chefes de missões diplomáticas e diretores de autarquias e de agências reguladoras.

Dentre as indicações pendentes está a de Nestor José Forster Junior para a embaixada dos Estados Unidos. Outras autoridades prontas para serem votadas são Ediene Santos Lousado, Moacyr Rey Filho e Marcos de Farias, todos para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), além de Hermano Telles Ribeiro, para a embaixada do Brasil no Líbano.

www.reporteriedoferreira.com.br    Agência Brasil




Azevêdo admite pagar 13º a parte dos funcionários da ativa ainda este mês

O governador da Paraíba, João Azevedo (Cidadania) admitiu que poderá estender aos servidores da ativa o benefício de pagamento da metade do décimo terceiro de maneira antecipada “Estamos trabalhando para que a gente vá liberando mês a mês e vá antecipando o pagamento de algumas secretarias. Antes do final do ano, todo mundo terá recebido”. A declaração foi dada durante entrevista à rádio Arapuan FM na tarde desta terça-feira, 7.

João explicou que a equipe econômica está analisando a melhor forma de efetuar os pagamentos dos servidores públicos estaduais: “Agimos de forma responsável e cuidadosa. O dinheiro que paga pessoal não é o mesmo das obras. As verbas têm destinos diferentes. É preciso entender isso”.

Em outro ponto, João acrescentou: “Estamos estudando para este mês de julho o pagamento da antecipação de algumas secretarias que poderão ser contempladas ainda este mês”.

O governador, contudo, não disse que secretarias seriam as primeiras a serem atendidas com a antecipação da metade do décimo-terceiro salário.

No dia 19 do mês passado, os aposentados e pensionistas do Governo do Estado receberam a metade do décimo terceiro de maneira antecipada.

Hospital da Mulher – João também revelou que vai construir o Hospital da Mulher onde hoje existe a Maternidade Frei Damião, em Cruz das Armas. “Por isso que implantamos a unidade II porque passada a pandemia, vamos transferir tudo do Frei Damião para o Santa Paula para derrubar aquele prédio e construir um novo e digno que será uma grande maternidade para a Paraíba. Aquele hospital não oferece mais condição técnica de funcionar. Ele foi sendo ampliado na base do puxadinho e tem problemas seríssimos de instalações. Vamos aproveitar o terreno e construir uma nova maternidade. Enquanto isso, a demanda será encaminhada para a Unidade II, que é o Santa Paula, e que hoje está sendo destinado para pacientes Covid”.

Ainda tratando sobre a estrutura da saúde, a expectativa do Governo da Paraíba é que em 30 dias o hospital de campanha do Hospital Metropolitano possa ser desmontado, caso os números de infectados continuem caindo na Paraíba.

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Autoridades cavam fosso ao redor de vilarejo na Rússia com surto de novo coronavírus

 

Governo local quer garantir o cumprimento da quarentena depois que vírus causador da Covid-19 se espalhou em ritual religioso.

Fosso cavado ao redor do vilarejo de Shuluta, na república da Buryatia, na Rússia — Foto: REUTERS TV

Autoridades da Rússia cavaram um fosso em torno de um vilarejo remoto na Sibéria para garantir o cumprimento da quarentena depois que dezenas de moradores contraíram o novo coronavírus, informou nesta segunda-feira (6) a agência Reuters.

O surto, dizem representantes locais, começou depois que o vírus se espalhou em um tradicional ritual xamânico no vilarejo de Shuluta, a 30 quilômetros do Lago Baikal. O povoado, com 390 moradores, tem 37 casos confirmados do novo coronavírus.

Acredita-se que outras 95 pessoas tiveram contato direto com os infectados e, portanto, precisam também ficar em quarentena, afirmou o chefe da administração local, Ivan Alkheyev.

Desconfiança

O fosso começou a ser escavado em 29 de junho para evitar que turistas passeando pelo Parque Nacional Tunka, perto do vilarejo, tivessem contato com os doentes. Além disso, as autoridades quiseram evitar que os moradores — alguns céticos em relação ao isolamento — deixassem o local.

“Eu não acredito nisso! Deveria ter ao menos um sintoma, e eu não tenho nenhum”, reclamou a moradora Engelsina Shaboyeva, cujo teste deu positivo para o coronavírus.

Apesar do fosso, o governo permitiu que uma estrada permanecesse aberta — mas forças de segurança da Rússia só permitem a entrada de ambulâncias e de entregadores de alimentos.

Segundo a Universidade Johns Hopkins, a Rússia registra quase 687 mil casos do novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de mortos pela Covid-19 no país passa de 10 mil.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Reuters




MP 936: Bolsonaro sanciona projeto que autoriza redução de jornada e salário

Decreto que prorroga os prazos máximos dos acordos por mais 60 dias no caso da suspensão e mais 30 dias, de redução salarial, já está pronto

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a medida provisória ( MP ) 936 , que autoriza as empresas a negociarem com seus empregados acordos de suspensão temporária do contrato de trabalho e redução de salário, durante a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2).

Segundo técnicos do governo, já está pronto o decreto que prorroga os prazos máximos dos acordos por mais 60 dias no caso da suspensão e mais 30 dias , de redução salarial .

MP 936: Bolsonaro sanciona projeto que autoriza redução de jornada e salário

Pablo Jacob / Agência O Globo

MP 936: Bolsonaro sanciona projeto que autoriza redução de jornada e salário

A expectativa é que o decreto seja publicado no mesmo dia da sanção. O presidente anunciou a sanção em suas redes sociais.

As empresas interessadas na prorrogação terão que renegociar com os funcionários acordos já fechados e assegurar estabilidade temporária no emprego por igual período. Editada no início de abril, a MP autoriza a suspensão do contrato de trabalho por 60 dias e redução de salário e jornada, por 90 dias.

A ampliação dos prazos dos acordos por decreto foi incluída na proposta pelo Congresso Nacional , obedecido o limite do período de calamidade pública de 31 de dezembro.

De acordo com a MP , as empresas podem reduzir salários em 25%, 50% ou 70%. Segundo balanço do governo, já foram oficializados 12 milhões de acordos de suspensão de contrato e redução salarial.

Durante a vigência desses acordos, a União entra com uma contrapartida do seguro desemprego para ajudar a complementar a renda dos trabalhadores. A estimativa é de um gasto total de R$ 51,2 bilhões e até agora foram desembolsados R$ 13,9 bilhões.

Senado concluiu a votação da MP no dia 16 de junho, mas a sanção acabou atrasando devido a questões burocráticas na redação final do texto encaminhado ao Planalto . Havia também uma discussão sobre a mudança de mérito na proposta aprovada pela Câmara .

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Igg




João Azevêdo anuncia execução de mais de 200 obras e assegura investimentos de R$ 798 milhões na Paraíba

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Ogovernador João Azevêdo anunciou, nesta segunda-feira (6), por meio de transmissão ao vivo nas páginas oficiais do Governo do Estado nas redes sociais, o ‘Programa de Investimentos em Obras Públicas’ na Paraíba. A ação contempla 203 intervenções e tem o objetivo de impulsionar a economia do Estado, com a injeção de recursos estimados em R$ 798 milhões, sendo R$ 601 milhões oriundos do tesouro estadual e R$ 197 milhões do governo federal. Além da retomada dos serviços suspensos devido à pandemia do coronavírus, o plano também envolve o anúncio de novas obras e a autorização de novas ordens de licitação e de serviço, assegurando a geração de emprego e renda em todas as regiões da Paraíba e melhorando a qualidade de vida da população.

O novo aeroporto de Patos, no Sertão da Paraíba, onde serão investidos mais de R$ 35,6 milhões; o arco metropolitano Leste de Campina Grande, uma obra de R$ 22,2 milhões; a construção do Hospital da Mulher, em João Pessoa, que receberá recursos de R$ 65 milhões; além da implantação do Parque Linear Parahyba III, um investimento de aproximadamente R$ 3,6 milhões, também na Capital paraibana; estão entre os 130 projetos que serão autorizados para licitação.

Dentre as 41 obras que já estão em processo licitatório, destacam-se o entrocamento da BR-230/Nazaré até Pocinhos (R$ 4 milhões); a restauração da PB-293-BR-427/Paulista/São Bento/PB-323 (R$ 20,9 milhões); a restauração da PB-323: Catolé do Rocha/Brejo do Cruz/divisa com Rio Grande do Norte (R$ 17,8 milhões); balizamento luminoso dos aeroportos de Catolé do Rocha, Itaporanga, Monteiro e Sousa (R$ 1,3 milhão); e a construção dos Centros Integrados de Comando e Controle de Patos e de Campina Grande (R$ 9,9 milhões).

Já a construção de 856 apartamentos no Residencial São Judas Tadeu I e II, em Patos, uma obra de R$ 65,4 milhões; o condomínio Cidade Madura, em Monteiro, onde serão investidos R$ 4,7 milhões; obras de esgotamento sanitário em Santa Rita (R$ 2 milhões); e pavimentação de ruas em Campina Grande (R$ 2 milhões) estão entre as 32 ordens de serviço autorizadas pelo chefe do Executivo estadual.

“Mesmo diante de uma questão tão séria e de um momento tão difícil que o mundo e a Paraíba enfrentam, nós continuamos pensando e planejando o Estado de forma segura e responsável. Estamos apresentando o programa de investimentos, mas não podemos nos descuidar do que é mais importante: a saúde. Por isso, é importante manter o uso de máscaras e do álcool gel, o distanciamento social e a lavagem das mãos porque a pandemia ainda não passou”, disse o governador João Azevêdo.

Infraestrutura e mobilidade urbana – Na área da mobilidade urbana, destacam-se entre as obras que serão autorizadas para licitação, o contorno de Bananeiras (R$ 7,9 milhões); a PB-148, que liga São José dos Cordeiros a Livramento (R$ 19,8 milhões); a PB-160, que liga Barra de São Miguel até a divisa com Pernambuco (R$ 6 milhões); o acesso à Cachoeira dos Guedes, em Guarabira (R$ 3,1 milhões); o acesso à comunidade São Tomé, em Alagoa Nova (R$ 2,7 milhões); e o acesso à comunidade de Malhada da Rosa, em São João do Cariri (R$ 2,6 milhões)

Também serão executadas as obras das travessias urbanas de Itabaiana (R$ 3,4 milhões); Pitimbu-Acaú (R$ 1,3 milhão); Cubati (R$ 854 mil);  Coremas (R$ 577 mil); e Barra de Santa Rosa/Damião/Logradouro (R$ 2 milhões); além da pavimentação de ruas em Campina Grande (R$ 1,7 milhão); Picuí (R$ 1,2 milhão); e das ladeiras de acesso às aldeias indígenas Tramataia e Camurupim, em Marcação (R$ 1,8 milhão). O Centro de Convenções de Campina Grande está entre as obras que terão autorização para licitação (R$ 100 milhões).

Já as ordens de serviço se estendem às obras da PB-395: Santa Helena/entrocamento PB-393 (R$ 3,1 milhões); PB-100: Fagundes/Queimadas (R$ 13 milhões); travessia urbana de São Mamede (R$ 2,3 milhões); construção de ponte em concreto armado para travessia de veículos e pedestres nos loteamentos Raimundo Suassuna e Acácio Figueiredo, em Campina Grande (R$ 547 mil); a adequação do Parque Religioso da Cruz da Menina, em Patos (R$ 1,2 milhão); e a construção de uma praça de Esporte, Cultura e Lazer, em Bayeux (R$ 844 mil). A recuperação da ponte sobre o Rio Piranhas – PB-293: São Bento (R$ 4,3 milhões); a construção de um Canal para drenagem pluvial, em Várzea (R$ 858 mil); a travessia urbana de Alagoa Grande (R$ 1 milhão); requalificação de vias urbanas em Sousa (R$ 3,9 milhões); o acesso à Ciretran de Cajazeiras (R$ 1,8 milhão); e a reconstrução do matadouro público de caprinos e ovinos de Monteiro (R$ 1,3 milhão) estão em licitação.

Recursos Hídricos e saneamento básico – A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) será autorizada a licitar as obras de esgotamento sanitário do Cidade Verde e do Polo Turístico Cabo Branco, assegurando um investimento de R$ 44 milhões, em João Pessoa.

Já está em fase de licitação o sistema de abastecimento d´água de Santa Inês (R$ 3 milhões). Foram dadas ordens de serviço para construção de poços tubulares no Presídio de Segurança Média, em João Pessoa (R$ 193,9 mil); e para os estudos para levantamento cadastral, plano de reassentamento e detalhamento do projeto executivo das barragens Camaratuba e Gurinhém (R$ 3,2 milhões).

Habitação – Além do Cidade Madura de Monteiro e do residencial São Judas Tadeu, em Patos, o Governo do Estado irá realizar a construção da Agrovila Águas de Acauã, em Itatuba (R$ 11 milhões).

Dentre as ordens de serviço, estão o chamamento público para contratação de empresa que irá construir 192 apartamentos do Residencial Vista Bela II, em João Pessoa (R$23,4 milhões); a conclusão de 500 casas em Santa Rita (R$ 13 milhões) e a construção de 66 unidades habitacionais, em Aparecida (R$ 478 mil), totalizando na construção de 1.654 unidades habitacionais no Estado.

Segurança Pública – Os investimentos também estão garantidos na Segurança Pública. Em breve, será autorizada a licitação para construção do Centro Integrado de Comando e Controle de João Pessoa (R$ 6,1 milhões); a reforma do Batalhão de Operações Policiais Especiais – Bope (R$ 2 milhões); além de intervenções no Corpo de Bombeiros, no Presídio Desembargador Flósculo da Nóbrega (presídio do Roger) e na Acadepol.

Foram autorizadas as ordens de serviço para a manutenção da Penitenciária Regional de Campina Grande, Raimundo Asfora – Serrotão (R$ 2 milhões); e da unidade prisional Silvio Porto, em João Pessoa (R$ 480 mil). Já está em processo de licitação a construção de alambrado de segurança externa no entorno da Penitenciária de Segurança Máxima Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes – PB1 (R$ 1,1 milhão).

Educação  – Para a Educação, o governo estadual assegurou recursos para construção, reconstrução e manutenção de escolas, além de construção, reforma e manutenção de ginásios e implantação de laboratórios em vários municípios do Estado. Também serão realizadas melhorias na estrutura do prédio da Biblioteca Pública Estadual Augusto dos Anjos, em João Pessoa, um investimento de R$ 480 mil.

Dentre as obras que serão autorizadas para licitação na área, estão incluídas a ampliação de 68 escolas, com a construção de blocos de laboratórios; e 12 novos ginásios. Já estão em processo licitatório a ampliação de sete escolas, com a construção de blocos de laboratórios, e três novos ginásios.

Esporte e Lazer – A gestão estadual também irá realizar intervenções nos Estádios Amigão, em Campina Grande; Perpetão, em Cajazeiras; e Almeidão, em João Pessoa; com a construção dos sistemas de proteção contra incêndio para os centros esportivos, um montante de recursos que somam mais de R$ 1,1 milhão. A Rainha da Borborema ainda ganhará a Estação da Cidadania, um investimento de R$ 1,3 milhão. Em Catolé do Rocha será construído um campo de futebol (R$ 850 mil), e em Logradouro será realizada a iluminação do campo de futebol (R$ 185 mil).

Saúde – Na área da Saúde, além do Centro de Referência da Saúde da Mulher, está prevista a conclusão do Hospital de São Bento (R$ 6,2 milhões), a conclusão do bloco administrativo e instalação de combate a incêndio no Hemocentro (R$ 1,2 milhão), que também passará por outras intervenções; e a construção da área de repouso para plantonistas do Hospital de Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande (R$ 187 mil).

O plano de retomada de obras foi viabilizado após estudos realizados com a equipe de gestão fiscal do governo e obedecerá todas as orientações previstas no ‘Plano Novo Normal Paraíba’, que permitiu a retomada das atividades da construção civil, observando os protocolos específicos do setor e todas as normas de distanciamento social para evitar a propagação do coronavírus.

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