Governo propõe salário mínimo de R$ 1.088 em 2021, sem aumento real

O governo propôs ao Congresso fixar o  salário mínimo em R$ 1.088 em 2021. A previsão consta da nova versão do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que define as bases do Orçamento, encaminhada nesta terça-feira (15) ao Legislativo.

O valor do salário mínimo é R$ 21 maior que o proposto em agosto (R$ 1.067), quando o Ministério da Economia divulgou a proposta orçamentária para o ano que vem . O aumento se deve à revisão da projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Em agosto, o Ministério da Economia divulgou uma previsão orçamentária na qual previa que o piso nacional fosse reajustado em 2,09%, equivalente à projeção para a inflação medida pelo INPC naquela ocasião. Assim, o salário mínimo subiria dos atuais R$ 1.045 para R$ 1.067 no ano que vem.

Com a alta nos preços dos alimentos, essa previsão para o INPC aumentou. O Boletim Macrofiscal divulgado em novembro pela pasta estima que o indicador fechará o ano em 4,1%. Com isso, o piso subiria para R$ 1.087,84 — arredondado para cima, R$ 1.088.

Apesar de um aumento em relação à previsão anterior, o trabalhador ainda não terá alta real do salário mínimo em 2021, já que apenas a inflação será reposta pelo reajuste.

Isso ocorre porque o Brasil deixou de ter uma política de valorização do salário mínimo. Esse mecanismo vigorou no país entre 2011 e 2018 e previa que o piso nacional fosse reajustado pela inflação, acrescido da variação do Produto Interno Bruto (PIB) registrada dois anos antes.

Desde 2019, no entanto, o governo de Jair Bolsonaro tem buscado manter o reajuste do salário mínimo indexado apenas pela inflação, como prevê a Constituição. A medida é uma forma de evitar o crescimento de gastos públicos.

Impacto fiscal de R$ 7,4 bilhões

A alta acima do previsto no Orçamento deve significar um gasto extra para o governo, já que o valor serve de base para benefícios previdenciários e assistenciais.

Segundo cálculos da equipe econômica, a cada R$ 1 de aumento do mínimo, há um crescimento da despesa pública de R$ 355 milhões. Um salário R$ 21 maior que o inicialmente planejado, portanto, representaria um custo extra de R$ 7,4 bilhões para os cofres públicos.

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Equipe de Cícero recebeu com ‘preocupação’ anúncio de concurso por Cartaxo e irá ‘analisar’ certame, diz Walter Agra

O advogado Walter Agra, integrante da comissão de transição da gestão de Cícero Lucena (PP) na Prefeitura de João Pessoa, disse que a equipe do prefeito eleito recebeu com ‘surpresa’ e ‘preocupação’ o anúncio de concursos com 601 vagas feito hoje pelo atual prefeito, Luciano Cartaxo.

“Soubemos assim com senhores, através da imprensa… não é depois de oito anos fazer uma surpresinha dessas no apagar das luzes”, disse à Arapuan Fm.

Ele falou que a nova gestão irá analisar a necessidade dos cargos apontados no concurso, e disse que a realização seria vedada pela justiça.

“Não tenha dúvida, a gente tem que analisar a necessidade. Não é ‘lançou o concurso, vou anular’. Vou verificar a necessidade daqueles cargos, necessita mais, vamos aumentar, apenas estas, vamos fazer…”, declarou.

Agra criticou ainda a ‘falta de transparência’ da gestão Cartaxo e acusou o prefeito de ter mais 15 mil prestadores de serviço na Prefeitura.

“Esse TAC já foi assinado há quase 6 meses. Não houve a transparência pra publicizar, teria um prazo final de 31 de dezembro para publicar o edital, por que não se fez antes?  Tinha quase 15 mil prestadores de serviço na prefeitura… um absurdo. Por isso o prefeito eleito Cicero Lucena está fundindo secretarias, João Pessoa não precisa de uma estrutura desse tamanho… há até vedação legal de não criar despesas no último quadrimestre do mandato”, pontuou.

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Prefeito eleito Cícero Lucena anuncia nomes de novos auxiliares do seu governo

O prefeito eleito de João Pessoa, Cícero Lucena (Progressistas), anunciou nesta sexta-feira (11), no seu perfil do Instagram (@cicerolucena), mais seis nomes de futuros auxiliares nas pastas de Planejamento, Saúde, Educação, Procuradoria, Instituto de Previdência do Município (IPM) e Controladoria Geral do Município.

Veja a relação;

Planejamento – José William Montenegro Leal

Engenheiro Civil, empresário, atua nos setores da Construção Civil e Hotelaria. Presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (SINDUSCON JP), vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP) e conselheiro do SICOOB PB.

Saúde – Fábio Rocha

Médico e proprietário da rede de laboratórios Maurílio de Almeida. É estudioso da saúde e tem estudos na área da gestão em saúde e hospitalar. Foi diretor da Unimed João Pessoa e um dos responsáveis pelo modelo de acreditação do Hospital Unimed JP.

Educação – América Assis Castro

Professora e teve importantes passagens na gestão pública, seja em âmbito estadual ou municipal. No governo estadual, professora América, como é mais conhecida, foi braço direito do então secretário Neroaldo Pontes, ocupando a Secretaria Executiva. Mais adiante, ocupou a titularidade do cargo. No município, ocupou a secretária Adjunta.

Instituto de Previdência do Município (IPM) – Caroline Ferreira Agra

Advogada, empresária e especialista no desenvolvimento de Soluções Governamentais (e-gov), com projetos de gestão para importantes entidades do setor público.

Procuradoria Geral do Município – Bruno Nóbrega

É advogado militante desde o ano 2002, já tendo exercido os cargos de Assessor de Desembargador no Tribunal de Justiça da Paraíba, Juiz Leigo dos Juizados Especiais, e Procurador Jurídico do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Paraíba e do Conselho Regional de Contabilidade da Paraíba. Tem especialização na Escola Superior da Magistratura Estadual da Paraíba, e na UnP em Ciências Jurídicas. Foi Conselheiro Estadual Titular da OAB/PB, durante o triênio 2010/2012, e também Secretário Geral da Comissão de Ética e Disciplina da OAB/PB, durante o triênio 2016/2018.

Controladoria Geral do Município – Eudes Moacir Toscano

Auditor de Contas Públicas da Controladoria-Geral do Estado e com serviços prestados a Assessoria Administrativa do Tribunal de Justiça da Paraíba.

Nomes já anunciados

No último dia 1º foi anunciada a futura secretária de habitação, Dra. Socorro Gadelha, que já ocupou o cargo em diversas passagens, seja em âmbito estadual ou municipal. Também foi Secretária Nacional de Habitação no governo de Michel Temer.

No dia 1º de dezembro, Cícero já havia anunciado o nome de Socorro Gadelha para a secretaria de Habitação. Foi o primeiro nome divulgado.




Aos 102 anos Morre Maria Augusta Capistrano, primeira mulher a concorrer à Assembleia Legislativa da PB

FEZ HISTÓRIA

Foto: divulgação

A feminista e ex-dirigente do Partido Comunista Brasileiro (PCdoB), Maria Augusta Capistrano morreu na terça-feira (8), aos 102 anos, no apartamento onde morava com uma de suas filhas, no Rio de Janeiro. A paraibana entrou para a história como a primeira mulher a concorrer à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), em 1947.

Maria nasceu em 1918, em Bananeiras, no Brejo paraibano e foi uma das principais lideranças políticas femininas do Brasil. Ela ingressou no PCdoB nos anos 1940 e, junto com Luzia Clerot, foram as primeiras a concorrer à ALPB. A ativista política também fez parte da Comissão Executiva do Comitê Brasileiro pela Anistia e integrou o Centro da Mulher Brasileira.

Maria Augusta Capistrano era viúva do ex-deputado David Capistrano, também do PCdoB de Pernambuco e militante da resistência francesa que lutou contra os nazistas, defendendo o país em 1938. Durante a ditadura militar no Brasil, ele foi torturado e assassinado pelo Doi-Codi, na Casa da Morte, em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, para onde foi levado após ser preso em São Paulo, em 1974.

Ao longo da ditadura militar, Maria Augusta viveu boa parte do tempo na clandestinidade. Quando seu marido foi preso e desapareceu, em 1974 (a morte só foi descoberta após revelação de Amílcar Lobo), Maria Augusta pediu ajuda à Resistência Francesa. Inclusive, o presidente da França na ocasião, Giscard D’Estaing, solicitou ao governo brasileiro que mandasse soltar David. No entanto, sequer obteve resposta do Itamaraty.

Maria Augusta Capistrano deixa duas filhas, Cristina e Maria Carolina. Ambas já manifestaram o desejo de escrever um livro sobre a história da mãe. O sepultamento ocorreu na quarta-feira (9), no Cemitério da Penitência, no Caju, na cidade do Rio de Janeiro.

Como uma das primeiras mulheres a concorrer a um mandato de deputada estadual na Paraíba, mesmo sem conseguir se eleger, Maria Augusta Capistrano clamava pela união feminina contra o machismo que imperava na época.

Redação com Diário do Rio




Justiça condena Bolsonaro a indenizar jornalista do UOL

 

 

O presidente Jair Bolsonaro foi condenado a indenizar, por danos morais, a jornalista e colunista do UOL Bianca Santana em R$ 10 mil. A decisão é do juiz César Augusto Vieira Macedo, do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Bianca recorreu ao Judiciário após ter sido acusada por Bolsonaro, em lives no dia 28 de maio deste ano, de escrever fake news. Naquela semana, a jornalista havia publicado texto citando relações entre amigos e familiares do presidente com os acusados do assassinato de Marielle Franco, no Rio de Janeiro.

Bianca pleiteava receber R$ 50 mil, a título de indenização. Dois meses depois, Bolsonaro se retratou nas redes sociais. “Eu fiz a referência a várias reportagens de fake news, e uma falei que era dela. Não era dela, tinha o nome dela lá embaixo. Houve equívoco da minha parte. Não era da jornalista Bianca Santana, minhas desculpas a Bianca Santana por esse equívoco nosso”, disse o presidente.

O gesto de Bolsonaro foi o suficiente para que juiz estipulasse em R$ 10 mil o pedido de indenização por danos morais.

“O que mais me chama atenção não é pelo valor, mas o fato de um presidente da República, que vem agredindo jornalistas e ferindo a liberdade de expressão, ser condenado”, afirmou Bianca, que pretende transferir o dinheiro para o Instituto Marielle Franco.

Folha de S. Paulo

 




CoronaVac: 10 perguntas para entender a vacina do Butantan

Instituto deu início à fabricação de doses do imunizante enquanto aguarda os resultados preliminares de eficácia para pedir o registro da CoronaVac a tempo de dar início à vacinação em 25 janeiro, como anunciado pelo governo de SP

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Rafael Barifouse – Da BBC News Brasil em So Paulo

CoronaVac: 10 perguntas para entender a vacina do Butantan

O Butantan anunciou na quinta-feira (10/12) que começou a fabricar a CoronaVac , vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o instituto.

“É a primeira vacina contra a covid-19 produzida no Brasil”, disse Dimas Covas, diretor do Butantan.

O instituto começou a produção na quarta-feira e adotou desde então um regime de fabricação intensivo para ter prontas em janeiro 40 milhões das 46 milhões de doses que o governo de São Paulo espera ter em mãos para dar início ao seu plano de imunização. As outras 6 milhões são importadas da China.

Mas, primeiro, é preciso atestar que a vacina protege de fato contra a covid-19, o que está sendo investigado por estudos feitos no Brasil e em outros países.

Até o momento, as pesquisas já comprovaram que a CoronaVac é segura e produz uma resposta imune.

Mesmo sem ter ainda os resultados da eficácia da vacina, que são cruciais para registrar a CoronaVac junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o governo paulista anunciou na última segunda-feira (07/12) que dará início à vacinação em 25 de janeiro.

Com mais de 69 milhões de infectados e 1,5 milhão de mortos no mundo por causa da covid-19, há uma grande expectativa em torno não apenas dessa, mas das 214 vacinas que estão sendo desenvolvidas atualmente contra o coronavírus, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde.

Desse total, 52 já estão sendo testadas em humanos, das quais 13 estão na última fase desta etapa de pesquisa, a chamada fase 3, quando se verifica a eficácia. Entre elas, está a CoronaVac.

A BBC News Brasil preparou uma série de perguntas e respostas para esclarecer o que se sabe sobre a vacina do Butantan até o momento. Confira a seguir.

O que dizem as pesquisas até o momento?

Os estudos da vacina da Sinovac começaram a ser feitos no início de maio na China.

As duas primeiras fases investigaram se o imunizante é seguro e se consegue gerar uma resposta do sistema imunológico. Ao todo, participaram 743 voluntários, com idades entre 18 e 59 anos.

A CoronaVac teve bons resultados em ambos os critérios. Os resultados foram divulgados no início de agosto e publicados na revista The Lancet , uma das mais prestigiadas do meio científico, em meados de novembro.

A pesquisa testou duas dosagens do imunizante, uma mais baixa (3µg) e outra mais alta (6 ug) e concluiu que a aplicação da menor dose era a mais indicada.

Dentre os que tomaram essa dose, 97% apresentaram uma resposta imunológica, ou seja, a vacina induziu à produção de anticorpos, que foram detectados no organismo até 28 dias depois da aplicação da segunda dose da vacina, prazo limite de avaliação usado no estudo.

O estudo concluiu que a vacina é segura ao apontar que nenhum efeito colateral grave relacionado à vacina foi identificado dentro dos 28 dias em nenhuma das duas fases da pesquisa.

Embalagem da CoronaVac

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Testes da CoronaVac começaram em maio na China

A taxa de eventos adversos entre os participantes variou entre 13% e 38%, conforme a fase do estudo, a dose tomada e o momento em que a avaliação foi feita.

A maioria dos eventos adversos foram leves, sendo o mais frequente dor no local da injeção, e os pacientes se recuperaram em até 48 horas.

A segurança da vacina foi atestada também pelos estudos de eficácia realizados no Brasil com 9 mil voluntários nacionais.

Resultados preliminares divulgados no final de outubro apontaram que 35% dos participantes tiveram efeitos adversos.

Os mais comuns foram dor, edema e inchaço no local da aplicação, dor de cabeça e fadiga. Não foram detectados efeitos colaterais graves.

Mas mostrar que a vacina é segura não quer dizer muita coisa, afirma Jorge Kalil, diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor).

“Para registrar uma vacina, o mais importante é a eficácia. Precisa ver se ela protegeu contra a doença, se ela deixou a doença mais branda”, diz Kalil.

A CoronaVac protege contra a covid-19?

É exatamente isso que os testes de fase 3 estão investigando. Eles estão sendo realizados não só no Brasil, mas também na Indonésia, na Turquia e no Chile.

No Brasil, os testes de fase 3 são feitos pelo Butantan com 13 mil profissionais de saúde voluntários com idades entre 18 e 59 anos.

Eles são divididos em dois grupos: um recebe a vacina e outro, placebo. Nem os participantes nem os pesquisadores sabem em qual grupo está cada voluntário.

Ao fim do estudo, será analisada a proporção de pessoas que receberam a vacina e ficaram doentes para atestar sua eficácia.

Mas o protocolo da pesquisa prevê que análises preliminares de eficácia podem ser feitas quando ao menos 61 ou 151 casos de covid-19 estejam confirmados entre os participantes.

Pessoa com vacina em frente ao rosto

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Estudos investigam agora a eficácia da CoronaVac

Isso foi atingido no final de novembro, segundo o governo de São Paulo, quando o primeiro patamar foi ultrapassado, com 74 casos confirmados.

Isso permite que um comitê de especialistas tenha acesso aos dados para saber de qual grupo fazem parte essas pessoas que ficaram doentes e avaliar se a vacina funciona ou não.

Se nestas análises a maioria dos que ficaram doentes estiver no grupo que tomou placebo, o comitê poderá concluir que a eficácia foi comprovada, o que permitirá apresentar esses resultados à Anvisa para solicitar o registro da vacina ou uma permissão de uso em regime emergencial.

A expectativa do Butantan e do governo de São Paulo é que a análise do resultados sejam concluídos no próximo dia 15.

Caso eles não sejam satisfatórios, uma segunda análise poderá ser feita quando houver 151 casos confirmados. “Não consideramos essa possibilidade no momento”, declarou Dimas Covas.

Qual é a taxa de eficácia que uma vacina deve ter?

A imunologista Cristina Bonorino, professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, diz que, em geral, uma vacina deve ter uma taxa de eficácia de 70%, ou seja, ser capaz de proteger sete em cada dez pessoas que a tomarem.

“Porque aí a gente consegue atingir a chamada imunidade de rebanho , e há uma chance maior de proteger a população como um todo”, afirma Bonorino.

Dimas Covas já declarou anteriormente que deve pedir o registro à Anvisa caso a CoronaVac tenha uma eficácia de ao menos 50%.

A própria Anvisa já indicou que pode aceitar uma eficácia neste patamar, diante da situação de emergência criada pelo novo coronavírus.

Como funciona a CoronaVac?

A vacina da Sinovac usa vírus inativados, ou seja, que foram expostos em laboratório a calor e produtos químicos para não serem capazes de se reproduzir.

Por isso, eles não conseguem nos deixar doentes, mas isso é suficiente para gerar uma resposta imune e criar no nosso organismo uma memória de como nos defender contra uma ameaça.

O processo começa logo após a aplicação da vacina. As células que dão início à resposta imune encontram os vírus inativados e os capturam, ativando os linfócitos, células especializadas capazes de combater microrganismos.

Anticorpos atacam vírus

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CoronaVac usa vírus inativados para gerar resposta imune

Os linfócitos produzem anticorpos, que se ligam aos vírus para impedir que eles infectem nossas células.

Enquanto isso, estimulam a produção e recrutam outras células do sistema imune, que começam a destruir as células que já foram infectadas pelos vírus da vacina.

Os linfócitos se diferenciam em células de memória, que permanecem no corpo e permitem uma reação imune mais ágil se o vírus nos infectar de novo.

Quais são as vantagens e desvantagens da tecnologia da CoronaVac?

A vacina da Sinovac usa uma tecnologia bastante tradicional de imunização, desenvolvida há cerca de 70 anos, diz o imunologista Aguinaldo Pinto, professor da Universidade Federal de Santa Catarina.

“Não há nada de novo na tecnologia por trás dessa vacina. Temos muitas vacinas de vírus inativados sendo comercializadas hoje”, afirma Pinto.

Entre as que tomamos de rotina que utilizam essa tecnologia, estão as de gripe, hepatite A e poliomielite (na versão injetável).

A seu favor, conta a experiência de décadas no seu uso em saúde pública e sua segurança.

Mas elas são mais caras para serem produzidas, porque é necessário cultivar uma grande quantidade de vírus em laboratório, que devem então ser submetidos ao processo de inativação.

Operário da Sinovac verifica frasco da CoronaVac

EPA

Como é feita a produção pelo Butantan?

O instituto anunciou que a fabricação ocorrerá em turnos sucessivos, sete dias por semana, para que a produção diária alcance a capacidade de 1 milhão de doses por dia.

Desta forma, a fábrica funciona sem parar, 24 horas por dia, para dar conta da demanda. Até outubro, a operação era de segunda a sexta-feira, em dois turnos.

Atualmente, a fábrica tem 245 profissionais. Outros 120 serão contratados para reforçar a produção da vacina.

O primeiro lote terá aproximadamente 300 mil doses. O Butantan espera, assim, ter até janeiro 40 milhões de doses prontas produzidas localmente.

Outras 6 milhões de doses serão importadas da China, das quais 120 mil já estão no Brasil.

Como será a vacinação?

O governo de São Paulo anunciou em 7 de dezembro que a vacinação com a CoronaVac terá início em 25 de janeiro, embora ela não tenha sido aprovada ainda pela Anvisa.

Por enquanto, foram anunciados os detalhes apenas da primeira fase do plano de imunização, que tem como público-alvo profissionais de saúde, pessoas com mais de 60 anos, indígenas e quilombolas.

De acordo com o governo paulista, estes grupos respondem por 77% das mortes causadas pelo novo coronavírus no Estado.

Isso implicará na vacinação de 9 milhões de pessoas e no uso de 18 milhões de doses, porque cada pessoa deve tomar duas doses da CoronaVac, com uma diferença de 21 dias entre elas.

A vacinação será gratuita e realizada por meio de 10 mil postos de vacinação, dos quais 4,8 mil serão novos locais, criados especialmente para a campanha, com o uso provisório de escolas, quartéis e farmácias, por exemplo.

A previsão é que a primeira fase do plano esteja concluída até 28 de março, quando o governo paulista estima que 20% dos 46 milhões de habitantes do Estado estarão imunizados.

A primeira fase do plano seguirá o seguinte calendário, para evitar aglomerações nos postos de saúde:

* profissionais da Saúde, indígenas e quilombolas: 25/01 (1ª dose) e 15/02 (2ª dose);

* pessoas com 75 anos ou mais: 08/02 (1ª dose) e 01/03 (2ª dose);

* pessoas com 70 a 74 anos: 15/02 (1ª dose) e 03/03 (2ª dose);

* pessoas com 65 a 69 anos: 22/02 (1ª dose) e 15/03 (2ª dose)

* pessoas com 60 a 64 anos: 01/03 (1ª dose) e 22/03 (2ª dose)

Cada grupo deverá procurar os postos de vacinação ao longo da semana seguinte após a data de início. O atendimento será das 7h às 22h de segunda a sexta e das 7h às 17h aos sábados, domingos e feriados.

Tudo será feito apenas pelo sistema público de saúde, e não há previsão por enquanto de aplicação na rede privada.

O governador João Doria disse que não será preciso comprovar a residência no Estado para ser vacinado. “Todo e qualquer brasileiro que estiver em solo do Estado e pedir a vacina será vacinado”, afirmou.

Ainda não foram divulgados detalhes sobre as próximas etapas do plano de imunização.

Mulher é vacinada

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Vacinação dará prioridade a profissionais de saúde, idosos, indígenas e quilombolas

Vai ser obrigatório tomar a vacina?

João Doria disse em meados de outubro que a vacina contra a covid-19 seria obrigatória em todo o Estado. Segundo Doria, somente quem tiver um atestado médico que comprove que ele não pode ser imunizado seria liberado.

“Adotaremos medidas legais se houver contrariedade nesse sentido”, disse o governador na época.

No mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que é adversário político de Doria, afirmou que quem ofereceria vacinas contra a covid-19 seria o Ministério da Saúde, mas “sem impor ou tornar a vacina obrigatória”.

Desde então, nem o governador nem o presidente voltaram a tratar do assunto.

Em meio a esse embate, o Supremo Tribunal Federal (STF) dará seu parecer sobre se Estados e municípios podem obrigar a população a se vacinar.

Há duas ações sobre o tema na Corte, ambas relativas à lei criada em fevereiro que prevê medidas de combate à pandemia, entre elas a possibilidade de vacinação obrigatória.

Uma é movida pelo PDT, que pede que o STF reconheça o direito de Estados e municípios de impor a vacinação. Outra, do PTB, defende que essa possibilidade é inconstitucional. Ambas são relatadas pelo ministro Ricardo Lewandowski.

O julgamento começaria na sexta-feira (11/12), mas o presidente do STF, Luiz Fux, adiou a análise pelo plenário para 16 de dezembro.

A CoronaVac vai estar disponível em outros locais do país?

É provável que sim. Mas as condições em que isso vai acontecer ainda são incertas.

O governo de São Paulo disse que disponibilizará 4 milhões das 46 milhões de doses já compradas para que outros Estados imunizem profissionais de saúde.

De acordo com Doria, 11 já manifestaram interesse: Acre, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Roraima.

Doria também informou que mais de 900 municípios já manifestaram interesse na vacina, mas a relação não foi divulgada.

Por sua vez, o ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, chegou a assinar um protocolo de intenção para a aquisição de 46 milhões doses da CoronaVac.

Mas foi no dia seguinte desautorizado por Bolsonaro em uma mensagem pelo Facebook , na qual o presidente disse que, como o imunizante ainda não tinha sido autorizado pela Anvisa, sua decisão era de “não adquirir a referida vacina”.

Questionado por Doria em uma reunião com governadores na última terça-feira (08/12), Pazuello disse que comprará a CoronaVac, uma vez que ela esteja registrada na Anvisa, “se houver demanda e houver preço”.

O governo pode ter de fazer isso, queira ou não, caso o STF considere procedentes duas ações.

Uma é movida pela Rede e pede uma liminar para que seja cumprido o protocolo de intenção de compra assinado por Pazuello.

A segunda é de autoria de cinco partidos (PCdoB, PSOL, PT, PSB e Cidadania) e pede que o governo federal seja obrigado a adquirir qualquer vacina aprovada pela Anvisa.

Ambas as ações serão julgadas pelo plenário no próximo dia 17.

Quem mais usa a CoronaVac além do Brasil?

Diferentemente do que disse Bolsonaro, que afirmou que nenhum outro país tem interesse na vacina da Sinovac, outros quatro países já aplicam ou têm planos de aplicar o imunizante.

* China: a CoronaVac ainda não foi oficialmente registrada no país, mas já está sendo Chin;

usada, em regime emergencial, por funcionários do governo chinês, como profissionais de saúde e equipes que trabalham nas fronteiras. Ela é uma das três vacinas que estão sendo empregadas para este fim.

* Indonésia: o país firmou um contrato para compra de 50 milhões de doses. No último domingo (06/11), chegaram as primeiras 1,2 milhão. O governo indonésio diz que vacinação começará em dezembro, de forma gratuita, com prioridade para os profissionais que estão na linha de frente do combate à pandemia.

* Turquia: o país anunciou que começará a vacinação no final de dezembro. O ministério da Saúde local tem um acordo para o fornecimento de 50 milhões de doses. A vacina ainda não foi oficialmente aprovada no país, mas, segundo o governo turco, será concedida uma autorização de uso antecipada se os laboratórios do país confirmarem que a CoronaVac é segura e após a revisão dos preliminares dos testes de eficácia feitos no país.

* Chile: o país anunciou no fim de setembro ter aprovado a realização de estudos locais de eficácia da CoronaVac. O governo do país fechou ainda um acordo para o fornecimento de 20 milhões de doses.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por BBC News Brasil




Bolsonaro demite Ministro do Turismo após polêmica com Luiz Eduardo Ramos

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro após polêmica com o chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, responsável pela articulação política do Palácio do Planalto

Marcelo Álvaro Antônio
Jorge William / Agência O Globo

Marcelo Álvaro Antônio, agora ex-ministro do Turismo

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demitiu, nesta quarta-feira (9), o ministro do Turismo,  Marcelo Álvaro Antônio, após o mesmo usar um grupo de WhatsApp com todos os ministros do governo para  atacar o chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, responsável pela articulação política do Palácio do Planalto.  Álvaro Antônio é o 12° ministro demitido pelo presidente.

Ele foi informado da decisão em reunião pouco depois das 14h, no Palácio do Planalto, que não consta na agenda do presidente.

Segundo matéria publicada pelo jornal ‘O Globo’, Álvaro Antônio acusou Ramos de conspirar para tirá-lo do cargo. Segundo o ministro do Turismo, seu cargo estaria sendo negociado com o Centrão sem o seu consentimento.

Bolsonaro teria se irritado ao ver a exposição de mais uma briga entre integrantes de seu governo.  O ministro do Turismo então voltou ao grupo para se retratar com Ramos e colocar panos quentes na discussão, admitindo que se excedeu.

Marcelo Álvaro Antônio era ministro do Turismo de Bolsonaro desde o início do mandato do presidente, em 1° de janeiro de 2019. Antes de tornar-se ministro, foi o deputado federal mais votado do estado de  Minas Gerais  nas eleições de 2018, quando foi reeleito, com 230.008 votos no estado.

Ele ingressou na política em 2012, como vereador na cidade de Belo Horizonte, pelo  Partido Republicano Progressista (PRP). Atualmente, é filiado ao  Partido Social Liberal (PSL).

Polêmicas antigas

Baseado-se em informações repassadas pela Polícia Federal, o Ministério Público denunciou, no ano passado, o ministro do Turismo e outras 10 pessoas por envolvimento no esquema de candidaturas laranjas do PSL em Minas Gerais.

As diligências conduzidas pela PF concluíram que Marcelo era chefe do esquema de desvio de fundos públicos. Segundo as investigações, mulheres se lançaram candidatas, nas eleições de 2018, para preencher as cotas exigidas pela legislação partidária.

No entanto, as verbas eram desviadas para beneficiar envolvidos no esquema criminoso. Apesar da denúncia, o presidente Jair Bolsonaro decidiu manter o ministro no cargo.

www.repoteriedoferreira.com.br  Por Ig

 




Equipe médica retira sedação de Maranhão e avaliam extubação

A equipe médica responsável pelo acompanhamento clínico do senador paraibano José Maranhão (MDB) emitiu na tarde de hoje mais um boletim sobre o estado de saúde do parlamentar. Os especialistas avaliam a possibilidade de extubação a depender da resposta dele à retirada da sedação, que já foi feita. Confira a íntegra do boletim médico:

São Paulo, 9 de dezembro de 2020 – O senador José Targino Maranhão, 87 anos, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, em tratamento de insuficiência respiratória devido à Covid-19. Após a retirada da sedação, o paciente obteve boa resposta. Nas próximas horas, mediante avaliação da equipe médica, deverá prosseguir com a tentativa de extubação.

Dra. Ludhmila Hajjar
Cardiologista-Intensivista
Coordenadora da equipe clínica

Dr. Esper Kallas
Infectologista

Dr. Marcelo Amato
Pneumologista

Dr. Antonio Antonieto
Diretor técnico

Dr. Paulo Hoff
Diretor clínico




PM intercepta aeronave com grande quantidade de cocaína no Sertão, Secretário Jean Nunes, acompanha todo trabalho da polícia

 Secretário de Segurança Pública e Defesa Social da Paraíba, Jean Francisco Nunes, está acompanhado in loco a apreesão de drogas feita pela Polícia Militar da Paraíba e já determinou ao Delegado Geral da Polícia Civil, que todos os indivíduos que foram presos sejam autuados em flagrante, tendo determinado também que o trabalho repressivo da PC no que concerne as investigações se estendam a outros Estados, visando apurar o fato em toda sua extensão.

A Polícia Militar apreendeu uma carga de cocaína que estava sendo trazida por uma aeronave, no início da tarde desta quarta-feira (9), na cidade de Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba. As primeiras informação são de que a droga veio do Estado da Bahia. Quatro homens, que são de São Paulo, foram presos em flagrante, assim que o avião aterrissou.

A apreensão aconteceu após denúncias sobre a chegada da droga pelo aeródromo de Catolé do Rocha. Mais cedo, foram vistos três carros circulando pelo local, mas até agora os veículos não foram localizados. Assim que houve a aterrisagem da aeronave, equipes do 12º Batalhão, 6ª Companhia do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e Força Regional abordaram o piloto, o copiloto e outros dois suspeitos que estavam no avião. Na revista, toda a cocaína, cujo peso exato ainda está sendo contabilizado, foi encontrada em caixas.

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Azevêdo se reúne com Pazuello e cobra plano nacional de vacinação contra Covid

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Governadores participam nesta terça-feira (8) de reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para tratar da compra de vacinas contra a Covid-19. Eles criticam a falta de coordenação do governo e cobram a compra de vacinas e um plano nacional de imunização para o país. O governador João Azevêdo está participando do encontro, que já está ocorrendo.

Na chegada, Wellington Dias, governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, disse que a posição dos governadores é “colocar a vida em primeiro lugar” e é obrigação “a união de todos” para um plano nacional . Ele defendeu que o Congresso aprove a liberação de recursos para vacina e também um plano estratégico.

– Não temos restrição a nenhuma vacina. A vacina está autorizada, segura, tem eficiência , essa é a vacina boa para os brasileiros. Segundo, um plano nacional de imunização, comprada com dinheiro do povo brasileiro para todo o Brasil. Terceiro, garantir um cronograma. O que entrega em dezembro, em janeiro, em fevereiro, em março? O ideal é se a gente tiver todos os laboratórios produzindo vacina para o Brasil para que a possamos o mais rapidamente sair da crise – afirmou, completando:

– Se um estado começar isoladamente a fazer vacinação, o Brasil inteiro vai correr para lá. Vai ter uma situação gravíssima. Ou seja, tem que pensar em um plano nacional. O Butantan é de São Paulo, mas o Butantan é do Brasil. Há necessidade de que a gente garanta as condições de ter um calendário de vacinação único no Brasil.

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, destacou a importância de que o governo federal estabeleça um cronograma claro para a vacinação. Ela informou que já entrou em contato com o governo de São Paulo para a aquisição da vacina Coronavac.

– Cabe ao governo federal coordenar essa estratégia nacional do plano nacional de vacinação. É disso que se trata nossa audiência aqui hoje, sem prejuízo de outras iniciativas como a do governo de São Paulo, do Instituto Butantan, todas as iniciativas são válidas, são bem-vindas. Mas o que o Brasil espera é uma posição clara do governo federal tendo em vista que cabe a ele coordenar toda essa estratégia a nível nacional. Precisamos de calendário, de data, precisamos desse programa definido – disse.

Cinco governadores estão presentes no encontro que está sendo realizado no Palácio do Planalto, mas a maioria participa por videoconferência.