Papa diz que cuidado com o próximo fará 2021 melhor: “é a vacina para o coração”

Durante missa na manhã desta sexta-feira (1°), Francisco disse que pandemia mostrou a necessidade de “não negligenciarmos o cuidado”

Papa
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Papa Francisco leu mensagem para o ano que se inicia e pediu maior cuidado da população

O  papa Francisco defendeu nesta sexta-feira(1º) que o ano de 2021 deve ser marcado pelo “cuidado” com os outros, o que pode ser considerado como “uma vacina para o coração”.

A reflexão foi lida durante celebração presidida pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, após o Pontífice cancelar seus compromissos em decorrência de uma dor no nervo ciático.

“Neste ano, enquanto aguardamos um renascimento e novos tratamentos, não negligenciemos o cuidado. Com efeito, além da vacina para o corpo, é necessária a vacina para o coração: é o cuidado”, alertou o argentino em um texto proclamado durante a Missa da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e Dia Mundial da Paz.

Para Francisco , “será um bom ano se cuidarmos dos outros, como Nossa Senhora faz conosco”, porque “é importante educar o coração para o cuidado, para cuidar das pessoas e das coisas”.

“Tudo começa daqui, de cuidarmos dos outros, do mundo, da criação. Pouco aproveita conhecer muitas pessoas e muitas coisas, se não cuidarmos delas”.

A mensagem do líder da Igreja Católica destaca a importância de “bendizer, em nome de Deus”, e de evitar a tentação da maledicência. “O mundo está gravemente poluído por falar mal e pensar mal dos outros, da sociedade, de nós mesmos. De fato, a maledicência corrompe, faz degenerar tudo, enquanto a bênção regenera, dá força para recomeçar”, indica.

Francisco ainda elogiou a “concretude paciente” das mulheres, capazes de “tecer os fios da vida” e de a fazer nascer. “Não estamos no mundo para morrer, mas para gerar vida. E a santa Mãe de Deus ensina-nos que o primeiro passo para dar vida àquilo que nos rodeia é amá-lo dentro de nós”, sustenta.

Uma semana depois do Natal, o Papa refere que Jesus “nasce de mulher e revoluciona a história com a ternura”. A reflexão desafia os fiéis a encontrarem “tempo” para Deus e para os outros, em particular “para quem está só, para quem sofre, para quem precisa de escuta e atenção”.

Além da homilia lida por Parolin, Francisco recitou a oração do ângelus na biblioteca do Palácio Apostólico, com transmissão online. Na ocasião, ele voltou a dizer que que a pandemia da Covid-19 mostrou ao mundo a necessidade de cuidar de todos, desejando que 2021 seja um ano de paz e de esperança.

“Os dolorosos acontecimentos que marcaram o caminho da humanidade no ano passado, especialmente a pandemia, ensinam-nos como é necessário interessar-nos pelos problemas dos outros e compartilhar as suas preocupações”, reforçou.

No início de 2021 , o Papa desejou que o ano seja dedicado ao “crescimento humano e espiritual”. “Que seja tempo de superar ódio e divisões, e há tantas; que seja hora de nos sentirmos todos mais irmãos, que seja hora de construir e não de destruir, cuidando uns dos outros e da criação”, acrescentou.

O desejo dele é “que a paz reine no coração dos homens e nas famílias; no trabalho e lazer; nas comunidades e nações. Nas famílias, no trabalho, nas nações”.

Citando a sua mensagem para o 54.º Dia Mundial da Paz, Francisco falou da “cultura do cuidado” e da necessidade de construir “uma sociedade fundada nas relações de fraternidade “, com atenção “ao irmão que precisa de uma palavra de conforto, de um gesto de ternura, de ajuda solidária”.

“Trata-se de desenvolver uma mentalidade e uma cultura do cuidado, para vencer a indiferença, a rejeição e a rivalidade, que infelizmente prevalecem”, enfatizou.

Por fim, o Papa sustentou que a paz “não é apenas ausência de guerra”, mas “uma vida cheia de sentido, construída e vivida na realização pessoal e na partilha fraterna com os outros”.

“A paz é acima de tudo um dom, dom de Deus. Deve ser implorada com oração incessante, sustentada com diálogo paciente e respeitoso, construída com uma colaboração aberta à verdade e à justiça, sempre atenta às aspirações legítimas das pessoas e dos povos”, concluiu.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Agências




Idade exigida para se aposentar vai aumentar em 2021. Veja o que muda

 

Em 2021 começarão a valer novas regras para a aposentadoria. Alguns dos trechos da reforma da Previdência aprovada em 2019 pelo Congresso passam a valer a partir desta sexta-feira (1º). As alterações dizem respeito à idade e ao tempo de contribuição mínimos para acesso à aposentadoria.

Requisitos, como idade mínima, tempo de contribuição e pontuação, que combina os dois primeiros requisitos, serão mais rigorosos para mulheres, professores, servidores federais e para pessoas que antecipam a aposentadoria. Em alguns casos a idade mínima será aumentada em seis meses e a pontuação aumentada em um ano.

Veja o que muda:

Mulheres: hoje as mulheres precisam ter 60 anos e seis meses de idade e 15 anos de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) para ter acesso a aposentadoria. Em 2021, a idade mínima passa a ser de 61 anos e o tempo de contribuição continua em 15.

Pontuação: a regra que soma idade com tempo de trabalho. Hoje ela é de 87 para as mulheres e de 97 para homens. Em 2021, a pontuação para as mulheres passa a ser de 88 e dos homens de 98.

Aposentadoria proporcional: a idade mínima para mulheres é de 56 anos e seis meses hoje. Para os homens é de 61 anos e seis meses. O tempo de 15 anos de contribuição tem que ser cumprido. Em 2021, a idade mínima de mulheres passa a ser de 57 anos e a de homens passa a ser de 62.

Professores: a pontuação hoje é de 82 anos para professoras e 92 para professores. Em 2021, as professoras terão de ter pontuação de 83 e os professores terão de ter 93. A idade mínima também aumenta, as professoras terão de ter 52 ou mais e os professores terão de ter 57 ou mais. Antes a idade mínima para professoras e professores era de 51 e 56 respectivamente.

Servidores: os homens tem que cumprir idade mínima de 61 anos e pontuação de 97 anos atualmente. As mulheres precisam ter 56 anos e 87 pontos no mínimo. Em 2021, a pontuação mínima para homens passa a ser de 98 e as mulheres de 88 pontos. A idade mínima não muda. A reforma da Previdência vale para servidores federais, cada estado e município tem regra própria sobre a Previdência do setor público.

 

Congresso em Foco




Bolsonaro é eleito “Pessoa Corrupta do Ano” pela mídia internacional

O Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP), um consórcio internacional que reúne jornalistas investigativos e centros de mídia independente, elegeu o presidente Jair Bolsonaro como “Pessoa Corrupta do Ano”. A organização afirmou que o líder brasileiro “venceu por pouco” o chefe da Casa Branca, Donald Trump, e o mandatário turco, Recep Erdogan, por considerar que o brasileiro exerceu papel na promoção do crime organizado e da corrupção.

“A família de Bolsonaro e seu círculo íntimo parecem estar envolvidos em uma conspiração criminosa em andamento e têm sido regularmente acusados de roubar o povo”, disse Drew Sullivan, editor do OCCRP.

Segundo a Agência Estado, o consórcio destacou as denúncias contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos – RJ), filho do presidente, no caso das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando ele era deputado estadual. Pelo mesmo motivo, a organização cita as investigações contra o vereador Carlos Bolsonaro.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder das Filipinas, Rodrigo Dutrte, também já levaram o prêmio.

Congresso em Foco




Traga DEUS consigo; 2021, entre rápido, por favor! 

Que Deus guie todos os nossos passos nesse novo ano que se inicia.

Meus amigos queridos, ao lado de vocês, tenho coragem para enfrentar qualquer novo ano. Vocês são a minha certeza de que não estou sozinho nessa vida.

Desse modo, não vai ser difícil para você e para a família e amigos viverem um momento de celebração, união e confraternização com todos as pessoas que você ama.

Como a pandemia transformou as confraternizações de fim de ano

Não é segredo que o ano de 2020 tem sido atípico em diversos sentidos. Afinal, a situação de pandemia que vivenciamos hoje nunca foi enfrentada por nenhuma das gerações, se mostrando um verdadeiro desafio aos moldes convencionais de trabalho e convivência em todos os aspectos.

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Senador José Maranhão continua na UTI do Hospital Vila Nova Star em São Paulo

O Senador Jose Targino Maranhão, 87 anos, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo,  em tratamento de insuficiência respiratória devido a Covid-19.

Boletim

O Senador Jose Targino Maranhão, 87 anos, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo,  em tratamento de insuficiência respiratória devido a Covid-19.

O mesmo encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva, com quadro clínico estável, recebendo suporte clínico e fisioterápico.

Não há previsão de alta da UTI.

Dra. Ludhmila Hajjar
Cardiologista-Intensivista
Coordenadora da equipe clínica

Dr. Esper Kallas
Infectologista

Dr. Marcelo Amato
Pneumologista

Dr. Antonio Antonieto
Diretor técnico

Dr. Paulo Hoff
Diretor clínico

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Mikika Leitãs confirma desistência da disputa pela presidência da CMJP:

 

WhatsApp Image 2020 12 29 at 07.37.40 1 1140x570 1 - Mikika confirma desistência da disputa pela presidência da CMJP: “Abro mão para proporcionar condições de governabilidade a Cícero”

Em mensagem encaminhada à imprensa nesta terça-feira (29), o vereador Mikika Leitão, do MDB, confirmou sua desistência da disputa pela presidência da Câmara Municipal de João Pessoa e informou que abre mão da postulação não apenas para dar lugar à chapa de consenso que se apresenta, mas também para proporcionar as condições necessárias de governabilidade ao prefeito eleito Cícero Lucena.

“Quero, neste momento, agradecer o apoio incondicional dos onze amigos e colegas vereadores eleitos que ficaram ao meu lado na minha pretensão de disputar a presidência da Câmara Municipal de JP. Abro mão da minha candidatura não só para dar lugar à chapa de consenso que se apresenta, mas também para proporcionar as condições necessárias de governabilidade ao prefeito eleito Cícero Lucena”, disse.

A mensagem foi postada nas redes sociais ao lado de uma fotografia com os onze vereadores eleitos que haviam se comprometido com sua candidatura.

Com a decisão, a chapa apoiada pelo grupo dos 16 vereadores, com Dinho (Avante) na presidência do primeiro biênio e Bruno Farias (Cidadania) no comando do segundo biênio se consolida para ser oficializada em 2021.

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Posse dos vereadores eleitos em João Pessoa será no dia 1º

A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) realizará uma cerimônia para empossar os parlamentares eleitos no pleito de 2020 para a 18ª Legislatura da Casa Napoleão Laureano. A solenidade acontecerá dia 1º de janeiro, a partir das 14h, na sede do Legislativo Municipal. A eleição para a Mesa Diretora se dará logo após a posse dos vereadores eleitos. Os eventos serão transmitidos, ao vivo, pela TV Câmara JP (canal 6.2) e pelo YouTube (/tvcamarajp).

Com o objetivo de prevenir e conter a propagação do coronavírus (Covid-19), a atual Mesa Diretora estabeleceu procedimentos e regras para a realização do evento de posse. Os vereadores eleitos não poderão levar acompanhantes; todos os participantes terão a temperatura corporal aferida antes de ter acesso às dependências do local, sendo vedado o ingresso e a permanência daqueles que apresentem temperatura igual ou superior a 37,5ºC, ou que se recusem a se submeter à referida aferição; o ingresso à Câmara fica condicionado ao uso de máscara facial de proteção pessoal; e os veículos de imprensa só terão acesso ao local mediante credenciamento prévio junto à Diretoria de Comunicação da CMJP.

“As medidas adotadas visam a evitar aglomerações e respeitar os limites de distanciamento social para, assim, garantir a segurança de todos os envolvidos nas solenidades de posse e eleição da nova Mesa Diretora”, esclareceu o presidente da CMJP, João Corujinha.

Credenciamento de imprensa

Em razão da pandemia do novo coronavírus e da necessidade de adoção de protocolos sanitários que exigem o distanciamento social, o acesso da imprensa será restrito e se dará mediante um cadastro prévio. Os jornais impressos, emissoras de rádio, portais e blogs terão direito a credenciar apenas um profissional. Já as TVs poderão credenciar dois.

Os interessados no credenciamento para acompanhar a solenidade devem encaminhar e-mails até o dia 30 de dezembro de 2020, ao meio dia, para secom@cmjp.pb.gov.br, com as seguintes informações: nome do veículo de imprensa; nome completo e número do CPF do profissional.

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João Azevêdo discute plano de vacinação com governadores do Nordeste

O governador João Azevêdo participou, nesta segunda-feira (28), de reunião, por meio de videoconferência, com o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste), ocasião em que foram discutidos o plano de vacinação contra o coronavírus e a implantação de câmaras técnicas que irão subsidiar a implantação de ações integradas na região em diversas áreas.

Na oportunidade, o governador João Azevêdo apresentou projetos exitosos na Paraíba que poderão ser compartilhados com os demais estados do Nordeste nos segmentos de saneamento básico, educação, tecnologia e inovação, gestão fiscal, além do direcionamento do aplicativo ‘Preço da Hora’ para compras governamentais. “Nós temos muitas experiências boas e podemos colaborar na área do saneamento; com as escolas integrais, onde já atendemos 53% da rede estadual  e chegaremos a 100% em 2022. Também temos o Paraíba Digital, com uma grande quantidade de serviços prestados à população; o sistema de monitoramento de gestão fiscal; e o aplicativo Preço da Hora voltado para o preço de referência de compras governamentais, um sistema que já foi aprovado pelo TCE da Paraíba e que já foi levado para o TCU”, pontuou.

As câmaras técnicas também irão atuar nas áreas de segurança, parcerias público-privadas (PPPs); educação infantil; energias limpas; saúde; turismo; e resíduos sólidos e contarão com um coordenador e um vice-coordenador para cada setor.

Em relação ao plano de vacinação, os gestores deverão se reunir virtualmente, nos próximos dias, com representantes da FioCruz e do Instituto Butantan e com a Coordenação Nacional de Imunização para discutir os pedidos para aprovação emergencial das vacinas junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a confirmação da distribuição das doses dos imunizantes a partir de 21 de janeiro do próximo ano.

Também participaram da reunião os governadores Wellington Dias (Piauí/presidente do Consórcio Nordeste); Camilo Santana (Ceará); Paulo Câmara (Pernambuco); Belivaldo Chagas (Sergipe); e Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte).

www.reporteriedoferreira.com.br  Assessoria




MDB busca retomar presidência do Senado e ampliar legenda com Veneziano

O MDB, que venceu dez das últimas 12 eleições para a presidência do Senado, considera essencial vencer com um nome próprio a próxima disputa, em fevereiro. Para não repetir o que ocorreu na eleição, o partido se organiza entre quatro potenciais nomes para encabeçar a chapa – e tenta, até o final de janeiro, articular a entrada de mais dois parlamentares à legenda, ampliando a bancada dos 13 parlamentares que já possui em plenário para 15. O senador paraibano Veneziano Vital do Rêgo é um dos nomes apontados para reforçar os quadros do partido.

Hoje, ainda são quatro os nomes que disputam a chance de concorrer: Simone Tebet, do Mato Grosso do Sul; Fernando Bezerra Coelho, de Pernambuco; Eduardo Braga, do Amazonas; e Eduardo Gomes, do Tocantins. Apesar de o Democratas já ter definido que Rodrigo Pacheco (MG) representará o partido para manter o legado de Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Major Olímpio (PSL-SP) ter apresentado seu nome, a escolha sobre quem representará o MDB deve ser definida apenas na segunda quinzena de janeiro, mais próximo das eleições.

“Temos que levar essa”, sintetizou um interlocutor do partido ligado ao processo de escolha do candidato. “Primeiro, porque se trata de uma questão proporcional. Segundo que, se o nome do partido tiver força [entre outras legendas], irá levar”.

Entre membros do partido no Senado há pontos que devem ser pesados sobre todos os candidatos: em uma eleição que precisa de muito consenso no espectro político, apontam membros do partido, Simone teria mais abrigo junto aos partidos da esquerda – o que poderia complicar o apoio de de legendas à direita, enquanto Eduardo Braga já teve atritos públicos com as equipes econômica do governo, obstruindo pautas importantes do Executivo, como a Lei do Gás.

Fernando Bezerra poderia carimbar uma mensagem indesejada de que a Casa viraria um “puxadinho do palácio”, uma vez que ele é hoje líder do governo no Senado. As mesmas dúvidas valeriam para Eduardo Gomes, que é líder do governo no Congresso.

Este julgamento, na visão de outro membro da legenda, pode fazer sentido aos olhos da opinião pública, mas não tanto dentro da lógica do Senado. “O que vai prevalecer nesta eleição é um espírito conciliador”.

Há, porém, senso de união entre os candidatos. Aos menos dois deles disseram que só se manifestarão publicamente sobre a questão se forem escolhidos pelo partido. Em entrevista coletiva na semana passada, Simone – filha de Ramez Tebet, eleito para o cargo pelo partido entre 2001 e 2003– indicou que o nome que o partido escolher terá total apoio da bancada. “Mais do que status de poder, é colocarmos na presidência do Senado uma pessoa que saiba da gravidade do momento e do que precisa ser feito”, disse.

O objetivo, apontam membros da legenda, é evitar um cenário parecido com o ocorrido em 2019: na tumultuada eleição que alçou Alcolumbre ao poder, Renan Calheiros (MDB-AL) renunciou da sua candidatura já durante a votação, após ver outros senadores como Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ, à época no PSL) anunciarem publicamente que não votariam nele.

Ampliação da bancada

Hoje com 13 senadores, o MDB busca expandir sua base para 15 parlamentares até o mês que vem. Com isso, o partido ampliaria a vantagem contra a bancada do PSD, que tem 12 senadores, e do Podemos, que tem 10.

O partido mantém segredo sobre quem poderia ser o indicado, já que as indicações prosseguem. Um dos possíveis nomes é o do senador Veneziano Vital do Rego (PB), que se desligou ontem (23) do PSB. Em um tweet em abril deste ano, Eduardo Braga já indicava que o senador teria espaço no MDB, partido que já integrou anteriormente.

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Como Israel planeja vacinar metade da população em um mês e deixar pandemia ‘para trás’ em março

produção BBC News Brasil

Como Israel planeja vacina metade da população em um mês e deixar pandemia para trás em março
País de quase 9 milhões de habitantes, Israel deu início nos últimos dias a duas medidas tanto significativas quanto simbólicas contra a Covid-19: o seu programa de vacinação em massa e também aquele que espera ser o último lockdown israelense da pandemia.

Desde o início da vacinação, em meados de dezembro, o sistema de saúde centralizado de Israel administrou 378 mil vacinas. Esta é a taxa mais rápida do mundo entre os 43 países que iniciaram a imunização — no Brasil, o governo federal, que tem se alinhado a Israel na política externa, não tem data concreta para começar a vacinação. Em entrevistas recentes, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, tem dito que o início provável da campanha nacional será em meados de fevereiro.

Segundo levantamento da Universidade de Oxford, no Reino Unido, Israel tem a maior taxa proporcional de vacinação: 4,37% da população foi imunizada. Em seguida no ranking aparecem Barein (3,15%), Reino Unido (1,18%) e Estados Unidos (0,59%). Quase 5 milhões de pessoas de 43 países já foram vacinados contra Covid-19; veja o ranking neste link.

O governo israelense estuda atualmente abrir postos de vacinação 24 horas por dia, 7 dias por semana, para tentar acelerar a imunização. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, quer também que a taxa diária de aplicações seja dobrada para 150 mil doses da Pfizer/BioNTech ainda em 2020.

Isso poderia permitir a vacinação de metade da população até o final de janeiro. Segundo levantamento da Universidade Duke, nos EUA, Israel já comprou doses suficientes para imunizar sua população inteira e o Brasil, para vacinar 63% de sua população.

Até agora, Israel registrou quase 400 mil casos de covid-19 e 3.210 mortes e vive um aumento do número de infecções. O avanço da pandemia levou o governo a iniciar neste domingo (27) aquele que espera ser seu último lockdown.

O rígido confinamento, o terceiro do país, vai durar pelo menos três semanas e visa conter os contágios que atualmente dobram de escala a cada duas semanas, disse o Ministério da Saúde de Israel.

As vacinas significam que “há uma chance muito alta de que este seja nosso lockdown final”, disse Sharon Alroy-Preis, chefe interino da divisão de serviços de saúde pública do ministério, à Rádio do Exército.

Até agora, Israel garantiu 8 milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech, 6 milhões da Moderna (já autorizada nos EUA) e 10 milhões da AstraZeneca-Oxford (não autorizada em nenhum país ainda).

Se o plano der certo, Netanyahu afirmou que a imunização em massa e o controle das infecções poderiam permitir que o país suspendesse em março de 2021 a situação de emergência que vigora desde o início da pandemia.

Caso funcione, isso também poderia ajudar nas esperanças de reeleição de Netanyahu, após alguns passos em falso que incluem a suspensão do primeiro lockdown com uma declaração prematura de vitória contra o vírus em maio de 2020, adoção inconsistente de restrições à circulação de pessoas e lenta recuperação econômica capitaneada pelo Estado.

“Assim que terminarmos com esta fase, em 30 dias podemos sair da pandemia de coronavírus, abrir a economia e fazer coisas que nenhum país pode fazer”, disse Netanyahu em um discurso na TV.

 

O governo pretende também suspender seu programa de monitoramento da população feito por meio do sinal do celular. Essa estratégia foi amplamente criticada e questionada na Justiça e no Parlamento israelense.

Vacina, fake news e eleição

Uma pesquisa do Instituto de Democracia de Israel divulgada no domingo (27) descobriu que 40,8% da população deu ao governo avaliações principalmente positivas por sua forma de lidar com os aspectos sanitários da crise, enquanto 32,2% deram avaliações negativas. Nos aspectos econômicos, as avaliações do governo foram 52,8% negativas e 19,7% positivas.

As pesquisas também apontaram que quase dois terços dos israelenses pretendem ser vacinados, o que levou autoridades a ampliarem o combate a notícias falsas sobre supostos efeitos colaterais da vacina.

Israel deu início a uma campanha de vacinação contra o coronavírus em 19 de dezembro com Netanyahu evocando a Bíblia e o pouso lunar de 1969. Ele, que precisou se isolar três vezes durante a pandemia por ter contato com pessoas infectadas, recebeu a primeira injeção do país a fim de encorajar outras pessoas a se imunizarem.

Tirando o paletó e arregaçando a manga, ele disse aos repórteres que tinha “uma mão forte e um braço estendido”, uma brincadeira com a descrição do poder de Deus no Livro do Êxodo. E fez ainda alusão à frase de Neil Armstrong ao pisar na Lua: “Foi um pequena injeção para um homem, um grande passo para a saúde de todos nós. Que isso seja bem-sucedido. Saia e se vacine!”

O primeiro-ministro conservador concorre às eleições de 23 de março, convocadas após o colapso de sua coalizão governista neste mês.

Será a quarta eleição em menos de um ano, uma situação de impasse político inédita na história do país.

Nem Netanyahu, nem seu rival Benny Gantz foram capazes de construir coalizões majoritárias nos outros três pleitos.

O sistema político de Israel é baseado numa representação proporcional, com partidos ganhando cadeiras mais por causa dos votos que eles recebem do que pela votação que eles têm em lugares específicos (as constituintes).

Isso significa que os governos sempre serão coalizões, algumas mais fragmentadas e com vida curta.

A última coalizão liderada por Netanyahu durou quatro anos antes da eleição de abril de 2019.

Seu partido, o Likud, espera que o sucesso do programa de vacinação e a retomada da economia ajudem a superar o impasse político e a garantir a permanência de Netanyahu no poder.

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