Legítima defesa da honra é inconstitucional, decide Supremo

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um passo importante para varrer das decisões judiciais o argumento de “legítima defesa da honra” para justificar casos de feminicídio. Não havia previsão legal para a aberração jurídica, mas muitos juízes de instâncias inferiores acatavam o argumento em nome da tradição jurídica. Para Toffoli, o entendimento é inconstitucional por contrariar os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana. A ação foi ajuizada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Em sua decisão, que deverá ser submetida a referendo do Plenário em 5/3, o ministro dá interpretação conforme a Constituição a dispositivos do Código Penal e do Código de Processo Penal, de modo a excluir a legítima defesa da honra do âmbito do instituto da legítima defesa. A decisão impede que advogados de réus sustentem, direta ou indiretamente, a legítima defesa da honra (ou qualquer argumento que induza à tese) nas fases pré-processual ou processual penais e perante o tribunal do júri, sob pena de nulidade do ato e do julgamento.

Na ação, o PDT afirma que a matéria envolve controvérsia constitucional relevante, pois há decisões de Tribunais de Justiça que ora validam, ora anulam vereditos do Tribunal do Júri em que se absolvem réus processados pela prática de feminicídio com fundamento na tese da legítima defesa da honra. O partido aponta, também, divergências de entendimento sobre o tema entre o Supremo e o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Para o ministro Toffoli, “a chamada legítima defesa da honra não encontra qualquer amparo ou ressonância no ordenamento jurídico”. Segundo ele, não se pode confundir “legítima defesa da honra” com “legítima defesa”, pois somente a segundo constitui causa de excludente de ilicitude.

O ministro afirmou que, para evitar que a autoridade judiciária absolva o agente que agiu movido por ciúme ou outras paixões e emoções, foi inserida no atual Código Penal a regra do artigo 28, no sentido de que a emoção ou a paixão não excluem a imputabilidade penal. “Portanto, aquele que pratica feminicídio ou usa de violência, com a justificativa de reprimir um adultério, não está a se defender, mas a atacar uma mulher de forma desproporcional, covarde e criminosa”, afirmou. Em sua decisão, ele também afirma que o argumento da prática de um crime em razão da legítima defesa da honra constituiu, na realidade, recurso argumentativo/retórico “odioso, desumano e cruel utilizado pelas defesas de acusados de feminicídio ou agressões contra mulher para imputar às vítimas a causa de suas próprias mortes ou lesões, contribuindo imensamente para a naturalização e a perpetuação da cultura de violência contra as mulheres no Brasil”.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por Suetoni Souto Maior




Malotes ao sol: vem bomba por aí na operação Calvário

Uma nova denúncia chegou às mãos dos promotores do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), com potencial de complicar ainda mais a vida de réus da operação Calvário. O caso tem relação com com supostos pagamentos de propinas na área da saúde no período em que o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) comandou o Estado. De acordo com o documento, dinheiro pela prestação de serviços em hospitais estaduais só era visto depois do pagamento de 30% a título de propina.

Os responsáveis pela denúncia anexaram cópias de cheques emitidos e extratos bancários que descreveriam o caminho do dinheiro para o pagamento de propinas a autoridades. Entre os citados na denúncia estão ex-servidores públicos estaduais, alguns deles de “alta patente”. Os volumes de recursos envolvidos não são pequenos. De acordo com informações colhidas pelo blog, a operação envolveu pagamentos parcelados de R$ 2,8 milhões, dos quais 30% teriam sido desviados.

Os representantes da empresa relatam que depois dos pagamentos feitos até 2014, os serviços continuaram sendo prestados nos hospitais, mas sem pagamento. A dívida acumulada pela administração estadual chegou a R$ 8 milhões e a empresa faliu. As cobranças estão sendo feitas através de demandas judiciais, que começaram a ser protocoladas em 2017. O caso pode fomentar novos desdobramentos da operação Calvário.

A operação Calvário apura suposto desvio de R$ 132,4 milhões no governo do Estado entre 2011 e 2018. Os recursos, de acordo com os promotores, teriam sido desviados de contratos das áreas de saúde e educação.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por Suetoni Souto Maior




Justiça mantém igrejas fechadas na Paraíba

 

Amparado na preponderância do direito à vida e à saúde, o desembargador Leandro dos Santos manteve suspensa a realização de missas, cultos e quaisquer cerimônias religiosas presenciais, nos termos do Decreto estadual nº 41.053/21. A decisão foi proferida nos autos do Mandado de Segurança nº 0802438-40.2021.8.15.0000 impetrado pelo deputado estadual Jutay Menezes.
O parlamentar argumenta que as Instituições religiosas não poderiam ser responsabilizadas pelo aumento dos casos de contaminação por Covid-19, haja vista que quase a totalidade dessas está funcionando em horário reduzido, com número mínimo de pessoas e a devida obediência a todos os protocolos de saúde. Requereu, portanto, a concessão de medida liminar para determinar que o Governo do Estado se abstenha de efetuar qualquer medida de fechamento das igrejas até que se decida o mérito do Mandado de Segurança, permitindo a reabertura imediata dos templos.
O Decreto nº 41.053/21 determina que “no período compreendido entre 24 de fevereiro de 2021 a 10 de março de 2021, nos municípios que estejam classificados nas bandeiras vermelha e laranja, de acordo com o Plano Novo Normal, estabelecido pelo Decreto Estadual 40.304/2020, fica suspensa a realização de missas, cultos e quaisquer cerimônias religiosas presenciais”.
Na decisão o desembargador Leandro dos Santos destacou que o Decreto proíbe, provisoriamente, a prática presencial de atividades religiosas em geral, impedindo a reunião e aglomeração de pessoas no período especificado, o que não implica limitação à liberdade de adesão a crenças religiosas pelos indivíduos. “Certamente, impedir o funcionamento de igrejas e templos, provisoriamente, não caracteriza violação da liberdade religiosa. Significa, sim, uma restrição ao exercício desse direito, mas não impede que a fé seja professada, nem persegue aqueles que desejam orar em suas casas ou virtualmente”, observou.
Da decisão cabe recurso.
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João Azevedo anuncia concurso com 1400 vagas para a polícia civil

O governador João Azevedo anunciou na noite desta sexta (26), a realização de concurso para a Polícia Civil, para preenchimento de 1400 vagas.

Segundo o Governador, o edital deverá ser publicado em breve no diário oficial do Estado.

O concurso visa reforçar os quadros da polícia diante da aposentadoria de 785 servidores do órgão.

As oportunidades contemplam nove cargos de carreira da Polícia Civil: Delegado (120 vagas), Escrivão (520 vagas), Perito Médico (50), Técnico em Perícia (73), Necrotomista (70), Agente de Investigação (414), Perito Criminal (77), Perito Químico (45) e Papiloscopista (31).

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Pressão social e de entidades derruba PEC da Imunidade da pauta

Proposta que dificulta prisão de mandatários em flagrante é acinte ao combate à corrupção, apontam entidades

Sessão da Câmara dos Deputados presidida por Arthur Lira (PP-AL)
Najara Araujo/ Agência Câmara

Sessão da Câmara dos Deputados presidida por Arthur Lira (PP-AL)

A PEC 3/21, já chamada de a PEC da Imunidade – por dificultar a prisão em flagrante de mandatários de qualquer instância pela Justiça – conseguiu unir em Brasília os lobbies das Polícias Civil, Federal e do Ministério Público. Entidades de classes já soltaram notas contra a proposta.

 A pressão social e de entidades surtiu efeito. No fim da tarde desta sexta-feira, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira , retirou a PEC de pauta sem acordo para votação.

Procuradores e delegados esqueceram as diferenças das carreiras – e sobre projetos confrontantes de interesses das classes – e voltaram ao Congresso Nacional para pressionar deputados e senadores a derrubarem a proposta. Em telefonemas, também.

Aliás, essa PEC da Imunidade também já é apelidada de Emenda Daniel Silveira, em alusão ao deputado preso por decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, por ataques aos ministros da Corte.

Casa nova

Daniel Silveira vai estrear no PTB, conforme antecipamos, e deve disputar para Senado ano que vem.

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Bolsonaro estuda demitir Pazuello e mudar sua hierarquia no Exército; entenda

Presidente estaria disposto a promover Pazuello a um cargo inexistente hoje no Exército; insistência na mudança causaria arranhão na relação com os militares

Bolsonaro estuda demitir Pazuello do comando da Saúde
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Bolsonaro estuda demitir Pazuello do comando da Saúde

O presidente Jair Bolsonaro estuda uma “saída honrosa” de  Eduardo Pazuello no  Ministério da Saúde. Segundo o jornalista Igor Gielow, da Folha de S. Paulo, o chefe do Executivo pretende promover o general a um grau hierárquico hoje inexistente.

A expectativa de troca no Ministério da Saúde é motivada pela má gestão do general na condução da pandemia de Covid-19. O ministro sofre pressão do Centrão, que quer emplacar Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo da Câmara, no comando da pasta. O deputado já foi ministro da Saúde durante o governo de Michel Temer (MDB).

Há, porém, forte resistência do Exército ao arranjo proposto por Bolsonaro. Pazuello é general-de-divisão da ativa, um militar que cuida da logística e, portanto, para quem as três estrelas sobre o ombro são o topo da carreira.

Na ideia formulada na Casa Civil a pedido de Bolsonaro, o decreto 3.998/2001, que regula a lei 5.8121/1972, Pazuello se tornaria general-de-exército, quatro estrelas e cume hierárquico na Força.

A manobra não é permitida pelo Exército. O regimento diz que só podem ser promovidos a oficiais-generais nomes indicados pelo Alto-Comando, um colegiado que reúne o comandante da Força e 15 chefes militares.

www.reporteiedoferreira.com.br  Por Ig




 Inmet ; o alerta vermelho implica perigo grande de acumulado de chuva

A Capital da Paraíba, João Pessoa, e outras 12 cidades no estado estão em alerta vermelho por conta das chuvas, conforme boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) que tem validade até às 18h desta sexta-feira, dia 26.

O alerta vermelho implica perigo grande de acumulado de chuva.

Conforme o alerta, pode chover de 60 milímetros a 100 milímetros por dia, com ventos intensos de 60 a 100 quilômetros por hora nos municípios em alerta vermelho de grande perigo de acumulado de chuva. Há ainda grande risco de alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas.

As recomendações do órgão para essas áreas são de que as pessoas desliguem aparelhos elétricos e quadro geral de energia, observem alterações nas encostas e permaneça em local abrigado. Em caso de situação de inundação, é recomendado que protejam seus pertences da água em sacos plásticos.

Veja a lista das cidades do litoral e zona da mata que receberam o alerta vermelho do Inmet:

  1. Alhandra
  2. Bayeux
  3. Baía Da Traição
  4. Caaporã
  5. Cabedelo
  6. Conde
  7. João Pessoa
  8. Lucena
  9. Marcação
  10. Mataraca
  11. Pitimbu
  12. Rio Tinto
  13. Santa Rita




Chove torrencialmente em JP provocando alagamentos e bloqueios no trânsito; veja vídeo

As fortes chuvas que caem desde a manhã desta sexta-feira (29), causaram inúmeros pontos de alagamentos em toda a cidade de João Pessoa. De acordo com o coordenador da Defesa Civil municipal, Coronel Kelson, os pontos de alagamento são históricos, mas não houve ocorrências graves. Veja vídeos e imagens no fim da matéria.

O coordenador informou que houve um deslizamento na via que liga os bairros Padre Zé e Tambiá, mas não há notícias de vítimas, apenas a via ficou obstruída. “Estamos enxugando gelo, pois os alagamentos são históricos”, destacou.

Imagens da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP), mostram que uma árvore caiu na Avenida Pedro II, sentido Centro-Bairro, próximo ao Ibama. Também não há registros de vítimas, mas uma faixa da via ficou interditada. A Secretaria de Meio Ambiente (Semam) foi acionada.

Em Mangabeira, um morador foi flagrado em um caiaque na rua (veja vídeo abaixo)

A Defesa Civil ainda não informou a quantidade de milímetros de chuva na Capital.

 

Pedestres tentam se locomover no alagamento na Av. Francisca Moura
Avenida Pedro II – vídeo enviado pelo WhatsApp
Mercado da Torre – vídeo enviado pelo WhatsApp
Mercado da Torre 2 – vídeo enviado pelo WhatsApp
Homem se locomove de caiaque na rua, em Mangabeira – vídeo enviado pelo WhatsApp
Bairro Valentina – vídeo enviado pelo WhatsApp
Estação Ferroviária
BR-230

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Kim Kataguiri envia mandado ao STF para barrar Pec da Imunidade Parlamentar

Caso será analisado pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal

Kim Kataguiri envia mandado contra a
Reprodução Twitter/@kimpkat

Kim Kataguiri envia mandado contra a “PEC da Impunidade”

O deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) entrou com mandado de segurança contra a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a PEC3/21, batizada como “PEC da Imunidade Parlamentar”, ou, pelos críticos da proposta, como “PEC da Impunidade”.

O parlamentar pede que a matéria seja paralisada no Congresso nacional e que o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), seja notificado pela condução do texto. O Procurador Geral da República, Augusto Aras, também recebeu solicitação para participar dos Autos do Processo.

Kataguiri diz que a PEC “afronta” a constituição, principalmente quanto a “garantia individual”. O deputado diz, ainda, que a proposta foi pautada sem o mínimo de assinaturas necessárias e pode “impedir ou dificultar” a prisão e persecução penal dos parlamentares que agirem contra as normas éticas e legais.

O mandado foi encaminhado ao ministro Luís Roberto Barroso, que analisará o caso.

www.reporteriedoferreira.comn.br   Por Ig




 Presidente da CMJP reafirma compromisso com enfrentamento à pandemia: “vamos elevar as ações”

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“A Covid-19 ceifou vidas, destruiu empregos e trouxe incertezas. E é neste momento que os representantes da política mais próximos às dores da população, os vereadores, se fazem importantes”. A afirmação é do presidente da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), Dinho (Avante), que reforçou o compromisso dos parlamentares com o enfrentamento à pandemia, durante a sessão ordinária desta quinta-feira (25).

Dinho garantiu que a Casa Napoleão Laureano está aberta para dar andamento a projetos que tenham como fim o enfrentamento à pandemia. “Vamos aumentar esta discussão para abarcar, também, as Câmaras de Vereadores da Região Metropolitana. Precisamos ver as pautas comuns para, assim, elevar as ações neste momento de extrema gravidade”, anunciou o presidente.

Além da preocupação com o avanço da pandemia, Dinho lembrou o compromisso assumido de trabalhar para melhorar a vida dos cidadãos pessoenses. “O momento não é simples. É de cuidar do outro, de preservar e buscar a geração de empregos. É de fazer desta Casa o espaço de reverberação dos anseios do cidadão”, reforçou.

O presidente da Casa destacou ainda que a atuação do projeto Câmara Itinerante mostrou que o trabalho dos vereadores vai muito além do papel desempenhado no plenário e nas comissões. “Saímos às ruas para conferir, in loco, a situação do transporte público e da mobilidade de João Pessoa. Traçamos um diagnóstico e vamos buscar soluções. Fomos também aos hospitais, aos postos de saúde, ao Largo de Tambaú, à Barreira do Cabo Branco, ao comércio e às escolas. Conhecemos os problemas e, repito, vamos trabalhar para superá-los”, ratificou Dinho.

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