ALPB contesta urgência em ação do Estado que questiona promulgação da LDO 2026
A Assembleia Legislativa da Paraíba, emitiu uma manifestação, por meio do procurador-chefe Marcos Cavalcante de Albuquerque Filho, e se posicionou nesta terça-feira (2) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a ação do Governo do Estado que solicita a suspensão da promulgação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026.
No documento que o Portal MaisPB teve acesso, a Casa argumenta que não há urgência na concessão de liminar, uma vez que a norma só entrará em vigor no próximo ano fiscal.
No entanto, o Governo da Paraíba argumenta que a lei aprovada amplia os repasses de duodécimos aos demais poderes e eleva o valor destinado às emendas parlamentares, comprometendo o equilíbrio das contas estaduais.
Já a ALPB afirma que não há urgência no caso, uma vez que a norma só entra em vigor em 2026, e sustenta que a medida cautelar solicitada pelo governo não pode ser analisada sem a oitiva da Casa Legislativa.
A ALPB também justifica que a promulgação da LDO ocorreu de forma regular e que o Executivo perdeu o prazo para vetar o texto. Ressalta ainda que, mesmo durante o recesso parlamentar, o Governo sancionou 39 leis e publicou 5 vetos, o que desmonta a tese de suspensão dos prazos legislativos.
Defesa
A ALPB também solicitou que o Supremo assegure o direito de manifestação da Casa Legislativa antes de qualquer decisão liminar e que seja reconhecida a inexistência de periculum in mora, ou seja, a falta de perigo imediato de dano.
“Seja reconhecida a inexistência de periculum in mora, postergando-se eventual apreciação da liminar para momento oportuno após a juntada da manifestação da promovida”, diz o documento.
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TCE-PB e MPT firmam acordo para compartilhar informações e fortalecer combate à corrupção
O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) e a Procuradoria Regional do Trabalho da 13ª Região (PRT13) firmaram, na manhã desta terça-feira (02), na Presidência do TCE-PB, o Acordo de Cooperação Técnica nº 07/2025, com foco na prevenção e no combate à corrupção, ao desvio de recursos públicos e na promoção da transparência e da ética na gestão pública.
O documento foi assinado, em João Pessoa, pelo presidente do TCE-PB, conselheiro Fábio Nogueira, e pelo procurador-chefe da PRT13, Rogério Sitônio Wanderley. Também acompanharam a assinatura o conselheiro Arnóbio Viana e o auditor de controle externo Josedilton Diniz. A parceria terá vigência inicial de 60 meses, podendo ser prorrogada.
Cooperação e compartilhamento de informações – Pelo acordo, o TCE-PB se compromete a fornecer periodicamente à PRT13 dados estratégicos das bases dos sistemas SAGRES e Tramita, que incluem informações sobre execuções orçamentárias, licitações, contratos, prestações de contas e vínculos de servidores públicos estaduais e municipais.
Em contrapartida, a PRT13 disponibilizará ao Tribunal informações de apurações realizadas que envolvam recursos públicos estaduais ou municipais, sempre que não estiverem sob sigilo. O intercâmbio ocorrerá preferencialmente por meio eletrônico, garantindo agilidade e segurança no acesso às informações.
Capacitação e ações conjuntas – O acordo também prevê a realização de treinamentos, capacitações e ações conjuntas de controle, especialmente em casos que envolvam a aplicação simultânea de recursos públicos federais, estaduais ou municipais. Além disso, os órgãos atuarão em parceria no planejamento e na avaliação dos resultados das iniciativas implementadas.
Respeito à proteção de dados e ao sigilo– As instituições assumiram o compromisso de observar integralmente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo segurança e confidencialidade na utilização das informações compartilhadas. O uso dos dados será restrito às funções institucionais de cada órgão, com responsabilização prevista em caso de descumprimento.
Segundo o presidente do TCE-PB, Fábio Nogueira, a parceria reforça a missão constitucional do Tribunal de atuar em defesa da boa aplicação dos recursos públicos. “A cooperação institucional amplia nossa capacidade de fiscalização e fortalece a rede de controle, assegurando maior efetividade no combate às irregularidades e na proteção do interesse público”, destacou.
Para o procurador-chefe Rogério Sitônio Wanderley, a iniciativa representa um avanço significativo na articulação entre órgãos de controle. “O trabalho conjunto amplia o alcance das ações do Ministério Público do Trabalho e contribui para a construção de uma administração pública mais ética, transparente e responsável”, afirmou.
O acordo terá duração de cinco anos, sem transferência de recursos financeiros entre os órgãos, sendo executado de forma gratuita. As despesas decorrentes da cooperação ficarão a cargo de cada instituição, conforme suas responsabilidades.
Ascom/TCE-PB
Presidente da CMJP defere instalação da CPI dos Combustíveis
O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), vereador Dinho Dowsley (PSD), deferiu, na manhã desta terça-feira (2), o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as possíveis práticas de cartel entre os postos de combustíveis da Capital, proposta pelo vereador Guguinha Moov Jampa (PSD).
Durante a sessão, foi lido o parecer favorável da Procuradoria da CMJP pela instalação da Comissão. “Diante do preenchimento dos requisitos previstos no ordenamento jurídico vigente – Constituição Federal, Lei Orgânica Municipal de João Pessoa e Regimento Interno desta Casa – opinamos pelo deferimento do pedido de instauração de CPI para apurar e investigar possíveis práticas de cartel entre postos de combustíveis”, afirma parecer assinado pelo procurador-geral da CMJP, Rodrigo Farias. O parecer ainda ressalta o caráter opinativo do documento, cabendo exclusivamente à presidência da Casa sobre a constituição da CPI.
“Conforme lido o parecer da Procuradoria, defiro o pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito e encaminho à assessoria legislativa para providências. Dou o prazo de 48h para que os partidos indiquem os membros para compor a CPI, que pode ter no máximo sete integrantes”, declarou Dinho, informando que já tem o nome do vereador Fábio Carneiro (Solidariedade), indicado oficialmente pelo Bloco Parlamentar de Centro Democrático para compor a comissão.
Sobre as Comissões Parlamentares de Inquérito
Segundo o Regimento Interno da CMJP, Art. 77, a Comissão deve ter finalidade e prazo de funcionamento determinados, além de ser formada por no mínimo cinco e no máximo sete parlamentares. De acordo com a Lei Orgânica do Município, Art. 14, a CPI tem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais para a apuração de fato determinado e por prazo certo, e suas conclusões, se for o caso, devem ser encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
Clarisse Oliveira
Veja como foi o primeiro dia do julgamento de Bolsonaro no STF
Sessão começou com leitura da ação penal e seguiu com manifestação da PGR e alegações dos advogados de quatro réus
Por
Marcia Bessa Martins
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Reprodução
STF começa a ouvir advogados de defesa dos réus
O primeiro dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus no processo criminal por suposta tentativa de golpe de Estado foi marcado, nesta terça-feira (2), por declarações de defesa da soberania nacional e da democracia, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moares, relator do processo, e pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, além das manifestações das defesas dos réus.
Além de Bolsonaro, estão sendo julgados Walter Braga Neto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil; Augusto Heleno, ex-ministro do gabinete de Segurança Institucional; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF; Paulo Sérgio Noguira, ex-ministro da Defesa; Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha; Mauro Cid, ex-ajudante do Ordens, e Alexandre Ramagem, deputado federal pelo PL-RJ e ex-diretor geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Todos os julgados no STF a partir desta terça fazem parte do chamado “núcleo crucial” da suposta organização criminosa.
Segundo a acusação, esse núcelo teria tentado subverter o resultado das eleições de 2022, vencidas pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Eles são julgados pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Todos negam as acusações.
O julgamento é conduzido pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux, e terá ao todo oito sessões distribuídas em duas semanas.
Leitura do relatório
A sessão começou com a leitura do relatório da ação penal pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.
Moraes abriu sua fala, antes da leitura do relatório, enaltecendo a demoracracia.
“O Brasil chega em 2025 com uma democracia forte, as instituições independentes, economia em crescimento e a sociedade civil atuante”, disse ele.
E prosseguiu: “A soberania nacional é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, expressamente previsto no inciso primeiro do artigo primeiro da Constituição Federal. Não pode, não deve e jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida” , disse Moraes, no que foi entendido como um recado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Nas últimas semanas, Trump aplicou taxas e sanções a autoridades brasileiras, mencionando o julgamento de Bolsonaro, que chamou de “caça às bruxas”.
Alegações de Gonet
Na sequência, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, iniciou a leitura da ação penal também destacando instrumentos previstos pela Constituição para defender a democracia.
Ele reforçou a denúncia de tentativa de golpe de Estado.
“Não é preciso esforço intelectual extraordinário para reconhecer que, quando o presidente da República e depois o ministro da Defesa convocam a cúpula militar para apresentar documento de formalização de golpe de Estado, o processo criminoso já está em curso”, afirmou Gonet, que pediu a condenação dos réus.
Ele argumentou que a impunidade poderia “recrudescer o ímpeto de autoritarismo” e colocar “em risco o modelo de vida civilizado”.
Gonet rebateu os argumentos das defesas de que não houve execução de um plano golpista.
Segundo ele, para a configuração da tentativa de golpe, não seria necessário um decreto assinado pelo presidente da República. Disse ainda que as articulações não poderiam ser tratadas como um “plano bonachão”.
Após a manifestação do procurador-geral da República, o julgamento foi interrompido.
A defesa de Mauro Cid
Após o intervalo para o almoço, a sessão foi retomada com o início das alegações dos advogados de defesa dos réus.
Reprodução/TV Justiça
Jair Alves Pereira falou sobre a delação de Mauro Cid, seu cliente
O julgamento foi retomado com as manifestações dos advogados Jair Alves Pereira e Cezar Roberto Bitencourt, defensores do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro que se tornou delator no processo.
A defesa de Mauro Cid foi a primeira a falar, em função do acordo de delação premiada.
Jair Alves Pereira começou enaltecendo o currículo do militar.
Em seguida, a defesa defendeu a validade do acordo de delação fechado com a Polícia Federal em 2023, dizendo que “Cid não foi coagido a falar nem pelo delagado da Polícia Federal e nem pelo ministro Alexandre de Moraes”.
A defesa de outros réus tem alegado que houve coação a Cid e tentado desacreditar e derrubar a delação do ex-ajudante de ordens.
Uma eventual anulação da delação premiada prejudicaria Cid, que corre risco de perder os benefícios firmados em acordo com a PF.
Mas a PGR sustenta que a delação foi apenas um ponto de partida para as provas e, por isso, o processo no Supremo não seria encerrado.
Na sequência, o advogado Cezar Roberto Bitencourt se empolgou nos elogios aos ministros do STF e, ao iniciar sua sustentação oral, o jurista cumprimenta os juízes da turma e diz que o ministro Luiz Fux estava “sempre atraente, como são os cariocas”.
Depois, ele afirmou que Mauro Cid jamais elaborou, compartilhou e incitou e qualquer conteúdo golpista.
“Não há sequer nenhuma mensagem de sua autoria propondo, incentivando ou validando qualquer atentando contra a democracia ou [contra] o sistema eleitoral. O que há é o recebimento passivo de mensagens em seu WhatsApp, das quais ele sequer fazia repasse” , afirmou.
Segundo o advogado, a acusação confunde um vínculo funcional com subserviência, com conduta criminosa.
A defesa negou ainda que Cid tenha participado dos atos de invasão às sedes dos Três Poderes no 8 de janeiro de 2023.
Também argumentaram que não há provas que mostrem que o tenente-coronel participou da tentativa de golpe.
A defesa de Alexandre Ramagem
O advogado Paulo Renato Cintra iniciou a defesa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL).
Reprodução/TV Justiça
Paulo Renato Cintra defendeu Ramagem
Cintra defendeu que a acusação por organização criminosa contra Ramagem também seja suspensa e afirmou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) cometeu “erros graves” na denúncia.
Em julho, a PGR apresentou as alegações finais e pediu a condenação de todos os acusados por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Alexandre Ramagem teve o processo suspenso em relação aos dois últimos crimes, que ocorreram após sua diplomação como parlamentar, prerrogativa que a Constituição dá ao Congresso.
“A denúncia imputou-lhe o crime de organização criminosa. O entendimento da defesa é de que a resolução nº 18 da Câmara alcançaria o crime de organização criminosa, que continuava em vigência após a diplomação de Ramagem como deputado federal” , disse.
Ao mencionar que a PGR cometeu erros fáticos “graves” a respeito de Ramagem, citou o suposto acesso ao software FirstMile que teria sido usado de maneira irregular, no âmbito da chamada Abin paralela, para monitoramento de celulares de políticos, policiais, jornalistas e juízes.
Ele reiterou o argumento de que os textos encontrados pela PF com Ramagem, nas quais ele questionada a lisura do processo eleitoral e das urnas eletrônicas, eram apenas “anotações”.
Segundo Cintra, os arquivos enviados ao então presidente foram produzidos a partir de informações públicas e discursos do próprio presidente, além de “anotações e opiniões pessoais”.
Como já defendido em outras etapas do processo, o advogado de Ramagem reforçou que ele já não ocupava cargos que poderiam vinculá-lo às ações do suposto núcleo crucial da trama golpista.
No final da sua sustentação, o jurista levou uma bronca da ministra Carmem Lúcia.
“Vossa senhoria sabe a distinção entre processo eleitoral auditável e voto impresso. Repetiu como se fosse sinônimo, e não é, porque o processo eleitoral é amplamente auditável no Brasil, passamos por auditoria”, disse a ministra quando o advogado encerrava sua participação no julgamento.
Cármen Lúcia justificou a intervenção para que não ficasse a impressão “em quem assiste” ao julgamento que as urnas eletrônicas não são auditáveis.
Defesa de Almir Garnier
O advogado Demóstenes Lázaro Xavier Torres, advogado de defesa do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, fez uma longa introdução, antes das suas alegações, elogiando o ministro Cristiano Zanin, a quem chamou de “ídolo” pelo trabalho realizado durante a Operação Lava Jato, e também o ministro Alexandre de Moraes.
Reprodução/TV Justiça
O advogado Demóstenes Lázaro Xavier Torres defendeu o ex-comandante da Marinha Almir Garnier
Ele ainda fez menção aos demais integrantes da Primeira Turma do STF: Cármen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino.
Depois, iniciou sua defesa ao réu pedindo rescisão da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid.
Ele também fez críticas à acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Cid afirmou em delação premiada que Garnier era da “ala radical” do entorno de Bolsonaro.
Em seu interrogatório no STF, em junho, Mauro Cid relatou ter sido avisado pelo ex-comandante do Exército Marco Antônio Freire Gomes de que Garnier teria colocado suas tropas à disposição de Bolsonaro.
Cid disse ainda que Garnier tinha se colocado à disposição para apoiar que Bolsonaro assinasse um decreto com medidas para reverter o resultado das eleições.
A defesa do ex-chefe da Marinha nega as acusações.
Demóstenes afirmou que o procurador-geral da República feriu o princípio da congruência, porque nas alegações finais ele aponta dois novos fatos que não existem na denúncia.
“E o Supremo Tribunal Federal e o artigo 384 do código de processo penal dizem claramente que não é possível que o réu se defenda de algo que não lhe foi imputado. Se tiver que imputar dois outros fatos, tem que fazer o aditamento da denúncia, ou se não, o Supremo Tribunal Federal tem que pedir para desconsiderar no julgamento” , disse.
Torres defende a individualização dos réus. Segundo ele, em relação aos integrantes desse suposto núcleo, deve ficar claro exatamente quais ações cada um praticou.
A defesa de Anderson Torres
O advogado Eumar Roberto Novacki se apresentou na defesa de Anderson Torres e pediu justiça. Segundo ele, não há provas que vinculem seu cliente à acusação de tentativa de golpe.
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Eumar Roberto Novacki defendeu Anderson Torres
Anderson Torres é acusado de oferecer suporte jurídico para decretos de medida de exceção e participar da disseminação de desinformação contra o sistema eleitoral.
Segundo a PGR, Torres teria usado sua posição no Ministério da Justiça para influenciar a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O advogado afirmou que Torres não participou de reunião em que se discutiram medidas como estado de sítio.
Afirmou que representantes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal declararam, em juízo, que não houve qualquer pedido de direcionamento de policiamento no dia da eleição por parte do então ministro da Justiça.
Negou ordens de bloqueio de estradas em regiões eleitorais do PT durante as eleições.
Com o fim do governo Bolsonaro, Torres assumiu a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, no governo Ibaneis Rocha, cargo que ocupava durante o 8 de Janeiro.
No dia dos ataques à sede dos três Poderes, em Brasília, ele estava de férias, nos Estados Unidos, segundo seu advogado.
Ele enfatizou que seu cliente não conspirou ou relaxou o esquema de segurança no Distrito Federal quando o réu era secretário.
O defensor contestou ainda a sugestão da PGR de que a viagem aos Estados Unidos não estava marcada com antecedência. A PGR diz que a GOL, companhia aérea, não confirmou a validade de documento de reserva.
O advogado afirmou que a viagem estava programada e era de conhecimento do então governador do Distrito Federal
Outro ponto abordado pela defesa é a chamada minuta golpista, encontrada na casa de Torres.
Novacki sustentou que o documento não é o mesmo identificado no celular de Mauro Cid nem o discutido em reuniões com militares, e que já circulava na internet desde dezembro de 2022.
A defesa chegou a solicitar ao STF que fosse identificado o autor da postagem original, mas o rastreamento não foi concluído, segundo ele.
Após as alegações da defesa de Anderson Torres, o ministro Cristiano Zanin, que preside a sessão, suspendeu o julgamento, que será retomado às 9 horas desta quarta-feira (3).
Depois disso, as sessões serão retomadas na próxima semana, nos dias 9, 10 e 12 de setembro, quando o julgamento será encerrado.
O ex-presidente Jair Bolsonaro não compareceu ao primeiro dia de julgamento por “motivo de saúde”, segundo informou sua defesa.
Sistema Arapuan de Comunicação demite Nilvan Ferreira, após aparecer em lista de transmissão no celular de Bolsonaro
Nilvan Ferreira era apresentador do Tribuna Livre, nas manhãs da TV Arapuan – Foto: Reprodução
O comunicador e ex-candidato a prefeito de Santa Rita, Nilvan Ferreira (Republicanos), foi demitido do Sistema Arapuan de Comunicação depois de ter seu nome citado em um relatório da Polícia Federal (PF). O documento aponta que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mantinha listas de transmissão no celular com a inclusão de políticos e lideranças paraibanas, entre elas o nome de Nilvan.
Conforme apurado pelo Fonte83, Nilvan Ferreira foi comunicado da decisão da emissora apenas na manhã deste domingo (31). A direção do Sistema Arapuan decidiu não lhe conceder sequer o direito de se despedir dos telespectadores do programa Tribuna Livre, exibido nas manhãs da TV Arapuan.
A decisão da direção da Arapuan foi interpretada como consequência direta da citação do comunicador na lista de transmissão apresentada no inquérito, que investiga a atuação do ex-presidente em articulações digitais com aliados.
Nome do comunicador aparece em lista de transmissão de Jair Bolsonaro – Reprodução / Estadão
Recentemente, Nilvan comentou que reagiu com tranquilidade à situação. Durante participação no programa Arapuan Verdade, da própria emissora, ele confirmou ter mantido diálogos com Bolsonaro, mas frisou que as conversas se limitavam a temas políticos e institucionais.
“Preocupação zero. Seria ruim se meu nome estivesse em lista de Marcola, de Fernandinho Beira-Mar, de José Dirceu ou do ex-presidiário que hoje é presidente da República. Aí sim teria algum medo”, declarou o comunicador. ex-presidente
Para o ex-candidato, o fato de aparecer no contato de Bolsonaro não representa risco, mas sim uma honra por ter sido lembrado pelo ex-presidente em suas movimentações políticas.
A saída de Nilvan do Sistema Arapuan ocorre em um momento de intensa movimentação política na Paraíba. Reconhecido como uma das principais vozes conservadoras do estado, ele deve continuar explorando sua presença pública e reforçando o vínculo com o eleitorado bolsonarista, mesmo fora do veículo de comunicação.
www.reporteriedoferreira.com.br / Por Da Redação Fonte83 – 31/08/2025
Investigação sobre emendas pode refletir em xadrez eleitoral no estado de Hugo Motta
Por
Bela Megale
Cenário da Câmara dos Deputados durante sessão do Congresso — Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
A abertura de investigação da Polícia Federal sobre emendas devolveu aos holofotes o relatório da Controladoria Geral da União (CGU) que levantou suspeitas na aplicação de uma emenda parlamentar de R$ 9,57 milhões da senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB). A parlamentar nega irregularidades.
A avaliação é que, se as suspeitas se confirmarem, o caso tem chance de respingar no vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), que é sobrinho de Daniella. Lucas deve concorrer ao governo da Paraíba para suceder João Azevêdo, do PSB, que pretende disputar uma vaga no Senado.
As articulações políticas da Paraíba têm repercutido em Brasília porque o Estado é a terra natal de Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara dos Deputados.
Os principais adversários potenciais de Lucas Ribeiro são o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, também do PP, o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSD), o senador Efraim Filho (União Brasil) e o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL). Esses políticos contam com a expectativa de se beneficiarem com o aprofundamento das apurações da PF, sobretudo se as apurações demonstrarem a responsabilidade de Daniella Ribeiro.
Com isso, existe a aposta de que Hugo Motta – que pretende caminhar com Lucas Ribeiro no pleito do ano que vem – poderia abraçar outra candidatura.
Os recursos da emenda parlamentar de Daniella Ribeiro tiveram como objetivo realizar eventos juninos, além da reforma do Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB). A organização também nega irregularidades.
Os auditores apontaram ausência de chamamento público para a escolha da destinatária das verbas, conflito de interesses na definição de empresas para executar as propostas, além de incapacidade técnica.
João Azevêdo se reúne com diretor-geral do Comitê Olímpico Brasileiro
O governador João Azevêdo recebeu, na tarde desta sexta-feira (29), na Granja Santana, em João Pessoa, o diretor-geral do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Emanuel Rego, oportunidade em que destacou os investimentos no esporte e a atração de diversos eventos para o Estado, que têm movimentado a economia, a geração de emprego e renda e incentivado os atletas paraibanos.
Na ocasião, o chefe do Executivo estadual elencou diversas ações para fomentar a prática esportiva e a inclusão na Paraíba. “Recentemente, nós autorizamos a licitação para a construção da Vila Paralímpica, um investimento superior a R$ 130 milhões, que irá oferecer toda a estrutura para treinamento e capacitação dos nossos paratletas. Também vamos realizar a partir da próxima semana o Paraíba Beach Games, que irá reunir mais de 10.500 atletas do Brasil e de outros países nas areias da praia de Tambaú, demonstrando o nosso compromisso com o esporte e o quanto esse segmento pode transformar vidas”, frisou.
Por sua vez, Emanuel Rego parabenizou a gestão estadual pelos investimentos no esporte e pela valorização dos atletas. “Eu fiquei muito feliz por tudo que o governador falou sobre o esporte de uma forma geral, sobre o esporte de praia, e para nós do Comitê Olímpico Internacional e do Brasil é importante saber que um Estado tem vocação para várias modalidades esportivas e vamos ter em João Pessoa o Paraíba Beach Games por mais de dois meses, demonstrando que o Governo está sempre junto do esporte e eu estou satisfeito de ver como o segmento é bem tratado no Estado”, falou.
A reunião foi acompanhada pelo secretário da Juventude, Esporte e Lazer, Lindolfo Pires, e pelo representante da Fundação Campeões do Amanhã, Rossini Freire.
os guedes
Cantora foi morta com vários tiros na manhã dessa sexta-feira (29) em Ponta de Campina
Mais um assassinato é registrado pela polícia, uma mulher foi morta com vários tiros por volta das 7h dessa sexta-feira (29) às margens da BR-230, em Ponta de Campina, município de Cabedelo, em frente à sede da Semob. A vítima foi identificada como Adrine Taísa Barros dos Santos, de 26 anos, conhecida como Drika.
Ela cantava em bares e restaurantes da praia do Poço, em Cabedelo bairro onde foi registrado a ocorrência policial. A polícia já iniciou as investigações, testemunhas já fora arroladas e irão prestar depoimento sobre o fato delituoso.
De acordo com informações iniciais, a jovem estava de bicicleta a caminho do trabalho quando foi atingida por disparos. Testemunhas relataram que Adrine era cantora de seresta.
Cícero Lucena destaca fortalecimento do Centro Histórico e apoio ao comércio na campanha ‘Liquida João Pessoa’
Max Oliveira
Durante o lançamento da campanha ‘Liquida João Pessoa e Região Metropolitana’, promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o prefeito Cícero Lucena ressaltou a importância da iniciativa para impulsionar o comércio da Capital. O evento ocorreu nesta quarta-feira (27), no auditório do Sesc Cabo Branco, onde o gestor destacou, sobretudo, a oportunidade de fortalecer a região central da cidade.
Cícero Lucena lembrou que a Prefeitura vem adotando medidas como isenção de tributos e execução de obras de infraestrutura, com o objetivo de estimular a retomada econômica. “É um projeto que atende a múltiplos interesses. Expresso minha satisfação e a da Prefeitura por colaborar nesta empreitada. Reconhecemos a parceria com a CDL no sentido de fortalecer e revitalizar o nosso Centro Histórico, abrangendo o comércio, a cultura, a moradia, a segurança e a iluminação, além da pavimentação das ruas”, afirmou o prefeito.
A campanha, de alcance nacional, será realizada entre os dias 29 deste mês e 7 de setembro, reunindo mais de mil lojas de João Pessoa e região. Na prática, a cada compra a partir de R$ 50 nas lojas credenciadas, o consumidor receberá um cupom para concorrer a prêmios, além de aproveitar descontos em diversos produtos.
União de forças – O presidente da CDL, Nivaldo Vilar, explicou que a campanha acontecerá em um período considerado de baixa para o comércio e que só foi possível graças às parcerias estabelecidas. “Contamos com o apoio do Governo do Estado, da Prefeitura de João Pessoa, do Sebrae, da Fecomércio, do Banco do Nordeste, do Governo Federal, além de parceiros como o Armazém Paraíba e o Mix Mateus. A adesão dos demais lojistas, incluindo os grandes shoppings, é também motivo de grande satisfação. Sem essa colaboração e união de esforços, a realização desta campanha não seria possível”, destacou.
O Governo do Estado, parceiro da iniciativa, foi representado pelo vice-governador Lucas Ribeiro.
Entre os lojistas, o empresário Túlio Bicicletas também agradeceu o apoio dos parceiros e reforçou que todos ganham com a iniciativa. Ele ressaltou que, com a união das lojas e o suporte da CDL, foi possível oferecer promoções atrativas e prêmios especiais para que os consumidores façam compras com mais vantagens.
CMJP aprova regulamentação da remoção e guarda de veículos apreendidos ou abandonados
A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) aprovou a regulamentação da competência da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob-JP) sobre a remoção e guarda de veículos apreendidos ou abandonados em logradouros públicos. Na votação desta terça-feira (26), os vereadores aprovaram três Projetos de Lei Ordinária (PLO) e dois Projetos de Decreto Legislativo (PDL).
O PLO 353/2025, de autoria do Executivo Municipal, regulamenta a competência da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob-JP) sobre a remoção e guarda de veículos apreendidos ou abandonados em logradouros públicos. De acordo com o documento, o serviço de retenção, remoção, apreensão, guarda e depósito de veículos automotores, apreendidos ou abandonados, envolve a imobilização, remoção, recolhimento e armazenamento de veículos em situações como infrações de trânsito, abandono ou irregularidades, mediante a cobrança das despesas decorrentes da remoção, guarda e custódia diária dos veículos. Ainda segundo a matéria, considera-se abandonado o veículo que estiver estacionado em logradouros públicos por prazo superior a 30 dias e/ou estiver em visível mau estado de conservação, com a carroceria apresentando evidentes sinais de colisão ou ferrugem.
Outros dois PLOs de autoria do Executivo Municipal foram aprovados: o PLO 348/2025 com abertura de crédito especial nas secretarias de Planejamento, Habitação Social e Semob, no valor global de R$ 246.809,57; e o PLO 414/2025 com autorização para realocação de dotação orçamentária no valor de R$ 1,7 milhão, destinados à Secretaria da Administração. O vereador Fábio Lopes (PL) foi contrário às duas matérias, e os vereadores Carlão (PL), Fábio Carneiro (Solidariedade), Jailma Carvalho (PSB), Marcos Henriques (PT) e Milanez Neto (MDB) contra a segunda, por, segundo eles, retirar um valor alto de uma área tão sensível da cidade como o meio ambiente. O vereador Raoni Mendes (DC), vice-líder da situação, ressaltou que a retirada representava apenas 0,032% do orçamento e garantiu que todas as prerrogativas relacionadas ao meio ambiente continuam sendo realizadas, sem alteração.
Ainda foram aprovados dois Projetos de Decreto Legislativo (PDL) com a outorga do Título de Cidadão Pessoense: o PDL 67/2025, de Edmílson Soares (PSB), ao presidente do Inovatec-JP, Edvaldo de Vasconcelos; e o PDL 68/2025, de Carlão (PL), ao lutador de Jiu-jitsu Renzo Cracie.